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PALESTRA
Aula Magna - Comunicação Social

A COMUNICAÇÃO COMO GERADORA
DE NEGÓCIOS - ANÁLISE DE CASOS


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Palestrante:

ACÁCIO HYPÓLITO, Gerente de Marketing da ABA-Associação Brasileira de Anunciantes, publicitário e professor.


Data, Horário e Local:

Dia 05 de outubro de 2005, quarta-feira, às 19h30. Local: Teatro Brigadeiro.


:: RESUMO DA AULA MAGNA ::

Professor Acácio Hypólito : "A Comunicação como geradora de negócios"

No dia 5 de outubro de 2005, o Teatro Brigadeiro (nosso vizinho) foi o palco para a AULA MAGNA dos cursos de COMUNICAÇÃO SOCIAL - Publicidade e Propaganda (PP) e Design digital (DD) do UNIBERO. O conferencista convidado, Acácio Hypólito, é publicitário e professor das faculdades Cásper Líbero e FAAP. Exerceu seus conhecimentos e habilidades em grandes corporações como o Bank Boston e o Unibanco.

A conversa (como Hypólito denominou a Aula Magna que iria presidir) seria dirigida de um modo amplo a todos os profissionais da área de comunicação, já que estavam presentes alunos de Publicidade e Propaganda e Design Digital, além de vários professores e do coordenador dos cursos, Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia. Assim, o evento transcorreu de forma agradável, descontraída e produtiva.

Para começar o publicitário declarou que uma pesquisa realizada pelo IANK GROUP mostrou que, em média, daqui a oito ou dez anos, somente 40% dos custos das empresas será destinado à propaganda tradicional; isto acontece porque o mercado está mudando: é ele quem dita as regras, e por ele buscam-se novas e criativas alternativas.

O marketing "experencial" (micro-ambiente, fora da empresa) atua nos pontos de venda estando mais próximos do consumidor. O sabão em pó OMO, por exemplo, faz propagandas diferentes a cada mês nos meios de comunicação, para que o público não se esqueça dele (ainda mais porque surgiram recentemente, no mercado, novas marcas desse segmento), além de usar estratégias diferentes nos pontos de venda.

O consumidor também tem poder de censura e de exigir o que quer. Se ele se sentir ofendido, não comprará seu produto e ainda fará um "comercial negativo" dele para todas as pessoas que conhece. Por isso, devemos tomar muito cuidado com brincadeiras e intenções de anúncios e fotos, principalmente no Brasil: nosso país possui muitas etnias e públicos diversificados (literalmente). A preferência do consumidor conta tanto que a empresa Refinações de Milho Brasil não muda, há anos, a embalagem de seu produto mais conhecido: a Maizena. Acontece o mesmo com as embalagens dos palitos Gina e da pomada Minâncora.


Por que se faz comunicação?

São várias as razões que levam o anunciante a fazer comunicação:
Comunicação com objetivos promocionais (marketing, vendas).
Comunicação institucional (divulgar a parte do compromisso social, como faz o Itaú Cultural, e o Concurso Talentos da Terceira Idade, do Banco Real).
É importante ter uma unicidade. O que aconteceria se as Lojas O Boticário tivessem fachadas diferentes? Como encontrá-las em um shopping center lotado? É por isso que existem normas rígidas de identidade visual e design: só quem pode mudar alguma coisa é o dono da marca e não o franqueado.
Não existe comunicação descompromissada; as estratégias de marketing terão sempre o objetivo de colocar ou manter determinada marca na mente do consumidor.

A propaganda como instrumento de promoção de vendas e negócios tem como tarefas principais:

Divulgação da marca ou empresa e a manutenção desta; a marca, o nome (valor que lhe é agregado) não pode ser esquecido e, se necessário. é preciso atualizá-lo de acordo com o público, a época e/ou circunstâncias. Para ilustração deste tópico em específico, Hypólito abordou dois "cases":

– Bank Boston ("Simplesmente Primeira Classe") - Desde 1784 estava com o desenho da mesma águia; as agências pareciam clubes fechados e isso ocasionou problemas em vários países, pois sugeria a imagem de um banco destinado a quem fosse milionário e espantava futuros clientes, principalmente os mais jovens. A reformulação e as mudanças foram comandadas pelo Brasil: mudou-se o layout das agências e alguns prédios foram reformados para se colocar vidros, dando uma maior luminosidade e visualização: as agências foram humanizadas. Houve, ainda, a criação de um site e o redesenho da marca.

– Avon (Linha de cosméticos, "A beleza bate à sua porta") - A Avon estava pedindo socorro, vivendo uma situação limite, e o produto Renew foi sua recuperação de vendas e o começo de sua mudança, da qual ela se revitalizou no mundo inteiro. Antigamente as embalagens e catálogos da Avon eram horríveis e seus produtos estavam sendo ultrapassados por outras marcas, como Helena Rubenstein e a brasileira Natura. Hoje seus catálogos, propagandas e qualidade de produtos nada devem às cosméticas internacionais.

Para atingir os consumidores, a propaganda precisa dar conta de alguns princípios básicos como criatividade, emoção, interesse, pertinência e compreensão. O professor lembrou o caso do Hotel Monik: um hotel brasileiro e sofisticado que fez uma campanha toda em inglês, pois seu objetivo era atrair os novos ricos. Porém percebendo que algo havia dado errado, já que o hotel continuou sem movimento, descobriu-se que quem tinha dinheiro achou o hotel muito "esnobe": o hotel pecou ao generalizar que todos que têm dinheiro falam inglês; há pessoas pobres que são muito mais cultas. Isso gerou um ruído e o hotel não obteve a resposta esperada.

A comunicação constrói, suporta, mantém e renova os sistemas de valor das marcas através do desenvolvimento da percepção de seus valores pelo consumidor. Você conquista o consumidor demonstrando que se importa com o que ele pensa e quer. Como exemplos, o palestrante citou que há sites bancários com passatempos. O UNIBANCO fez a primeira campanha interativa do mundo, um "você decide" no qual os clientes escolhiam os artistas que deveriam compor "o casal UNIBANCO": o cliente escolhia em tempo real os garotos-propaganda de seu Banco.

A simplicidade também é importante para fixação da marca e gosto do cliente. O site de um banco americano (Lemon Bank) tem sua página principal toda em branco, com o logo do banco e cinco botões de manuseio. Porém, com esses cinco botões, você navega o site inteiro, dentro de sua área de interesse. O logo do Mc Donald´s (M em amarelo) também é simples, dando alusão à idéia de rápido, e um fast food é assim. Ficou fácil gravar na memória; é uma questão de semiótica. A praça da apoteose lembra a construção do "M" do McDonald´s: será que não foi proposital?

Cenário Atual:

Globalização (usar elementos que todos entendam);
Aumento da competição (o mercado é muito rápido; após 72h de algum lançamento da Chanel, a Zara - rede espanhola de roupas - fabrica um modelo similar ao da concorrente);
Produtos padronizados;
Pressão dos canais de distribuição (o varejo se deu conta de sua importância nessa guerra mercadológica; seu espaço hoje é muito bem negociado e uma lucrativa alternativa de pontos de venda: nos supermercados e lojas de departamentos, há expositores e, conseqüentemente, concentração de público);
Custo crescente da mídia (o preço de um anúncio é muito alto dependendo do canal e do programa a ser exibido; assim, a tendência será procurar alternativas de atrair o consumidor, como com o computador, que é um misto de trabalho e lazer).

"Cartéis" - produtos que ditam regras:

Diversificação dos padrões de comportamento: os modismos lançados por novelas, artistas e personagens de desenhos.
Novas opções para velhas escolhas: a moda de uma determinada época é resgatada e atualizada.
Novas demandas pessoais: O ser humano é volúvel, nós precisamos ou dizem que nós precisamos de novas coisas. Criar necessidades nas pessoas.

Curiosidade - As marcas mais valiosas do mundo (o poder e a força de um nome ou marca consolidada):

Coca-Cola: U$S 67,5 BILHÕES
Microsoft: U$S 59,9 bilhões
IBM: U$S 47 bilhões
Intel: U$S 35,6 bilhões
Nokia: U$S 26,45 bilhões
Disney: U$S 26,4 bilhões
McDonald´s: U$S 26 bilhões
Toyota: U$S 24,8 bilhões

Hypólito também lembrou do pecado da falta de criatividade e teimosia: o plágio. Falou também da importância da ética, já que, em função de alguns maus profissionais, o publicitário muitas vezes é visto como um político.

Na parte final da aula magna, o conferencista, que é um verdadeiro ás da publicidade, respondeu perguntas de alunos, esclarecendo dúvidas e dando dicas aos desejosos em trilhar o caminho dos "guardiões de marcas".


Autora: Ana Maria Ribeiro (aluna do 2º Período do curso de PP)


Realização:

Coordenadoria de Comunicação Social e AGEX – Agência Experimental, UNIBERO.

AGEX








 
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