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A PALAVRA DO REITOR: 17/07/2008
Este artigo visa salientar que nessas horas de eleição municipal precisamos trabalhar bem as realidades num enfoque local que possa ilustar o global, a partir da procura da verdade que seja a expressão mais próxima do consensual.
A sabedoria política do momento é entender a máxima (como sempre as melhores máximas são anônimas) de que “o local é global”. Isso quer dizer que, aos poucos, a população vai percebendo que não pega mais o discurso demagógico daqueles que acenam com grandes empreendimentos, muitas vezes fora da realidade e sem o lastro da comunidade, isto é, sem levar em conta as reais demandas cotidianas do povo. Isso não quer dizer também que estejamos vivendo o fim das utopias, pois cabe ao ser humano sonhar na busca de transformar a realidade, no afã de encontrar melhores condições de vida, verdadeiramente mais justas. É desse sonho que nascem as melhores vocações, em todos os segmentos sociais. Mas não há mais contexto para utopias daquele idealismo fora da realidade, mas vamos chegando àquele meio termo da sabedoria que pede moderação, evitando assim todos os excessos.
Nem fim das utopias, nem fim das ideologias. Vivemos atualmente um tempo em aberto, para muitas promissões. Cada sucesso é construído arduamente, a cada dia, com o acúmulo de experiências, na somatória de muitos esforços. Sabemos hoje que não prevalece mais nenhuma espécie de messianismo, são coisas que não pegam mesmo, pois aprendemos, sim, com a História. As melhores possibilidades viram fruto do consenso, do debate democrático, com o respeito às diferenças. É assim que construiremos um paradigma que certamente contemplará a verdade das coisas, pois é evidente que a verdade existe e nunca poderá ser negada, mas a novidade está em que a verdade – por ser a verdade – acaba sendo aceita naturalmente, e nunca imposta de modo arbitrário. É isso o que as pessoas não aceitam mais hoje, que alguém queira enfiar goela abaixo o que seja a verdade. Ao contrário do relativismo, acreditamos, sim, na verdade, mas que ela é uma realidade natural, que vai encontrando ressonância nas pessoas, não por imposições, mas pelo convencimento que vem do diálogo, até chegar ao consenso.
Há também os que não acreditam no consenso, mas porque resistem a entender a sabedoria dos séculos. O verdadeiro consenso é – sem dúvida – decorrente daquela anuência da maioria de que determinadas atitudes e pensamentos correspondem à natureza humana, daí que são universais. Isso significa que essa universalidade pode ser experimentada a partir da realidade mais perto de nós, a começar pela nossa casa, daí que “o local é o global”.
Nesse sentido, as eleições municipais próximas devem nos levar a pensar mais sobre isso. Temos que escolher pessoas e propostas que realmente correspondam à nossa realidade, com soluções que venham de encontro com as nossas demandas mais autênticas. Por isso, que é preciso que haja coerência entre discurso e prática, entre intenção e realização, para que possamos amadurecer no processo democrático. O “local é o global”, quando procuramos uma boa convivência com quem vive próximo de nós, quando respeitamos o contexto da nossa proximidade, e então estamos construindo possibilidades que certamente serão fecundas no âmbito local e global. Esse é, ao nosso entender, o grande desafio da atualidade: tornar edificante a experiência local, para multiplicar resultados bem sucedidos a todo mundo.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 10/07/2008
Este artigo visa reafirmar a tese da defesa da vida em qualquer circunstância e caso.
ABORTO É NOVAMENTE REJEITADO NO CONGRESSO NACIONAL
Em nova votação, agora na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania, o PL 1135/91 (que visa despenalizar o aborto no Brasil) foi rejeitado pela ampla maioria dos deputados federais (com apenas quatro votos a favor), confirmando assim a reprovação da sociedade brasileira à prática do aborto em nosso País. Mas ainda, se em cinco Sessões da CCJC houver pedido de 10% dos deputados federais para que o PL 1135/91 seja levado ao plenário, então poderá haver a continuidade da luta pela vida no Brasil, dessa vez a decisão final cabendo aos mais de 500 deputados.
Na verdade, a situação no Congresso Nacional está sob controle. Rejeitado por duas Comissões, o PL 1135/91, há 17 anos em tramitação no parlamento brasileiro, poderá também ser submetido à decisão popular, através de referendo ou plebiscito. Os interessados no aborto evidentemente continuarão buscando meios para a sua aprovação, seja no âmbito legislativo ou no judiciário. Nesse sentido, o maior perigo hoje de legalização do aborto no Brasil é pela via judiciária, no Supremo Tribunal Federal. Para isso, os primeiros passos foram dados, com o julgamento da ADIN 3510, que julgou a constitucionalidade do artigo 5º da Constituição Federal, que diz respeito à inviolabilidade da vida humana. Os Ministros do STF julgaram e votaram (por 6 x 5) pela constitucionalidade da Lei de Biossegurança, autorizando assim a pesquisa com células-tronco embrionárias, abrindo a brecha jurídica para a legalização do aborto. Isso porque, a tese que prevaleceu no julgamento do STF, foi a do Ministro Carlos Ayres Britto, afirmando que a Constituição só deve proteger o cidadão dotado de personalidade civil, isto é, somente depois do nascimento e com registro em cartório. Fora disso, segundo Carlos Ayres Britto, não há direito à vida. Uma tese absurda, anti-cristã e anti-humana, que ganhou defensores ardorosos como a ministra Ellie Gracie, Marco Aurélio e Celso de Mello. Isso quer dizer que – com a decisão do STF, abriu-se o terreno para a legalização do aborto – conforme as palavras do próprio Ministro Marco Aurélio – pois não ficou assegurado ao nascituro o direito à vida.
Nesse sentido, cabe agora duas ações importantes para acabar de uma vez por todas esse drama em nosso País. Primeiramente, é preciso que seja aprovado o quanto antes o Estatuto do Nascituro, já entregue à deputada Solange Almeida. Em seguida – sendo um trabalho de maior fôlego – lutar pela aprovação de uma emenda constitucional (que precisa do voto da maioria de todos os deputados federais), incluindo na nossa Carta Magna que a vida humana deve ser protegida “desde a concepção”, resolvendo de vez toda a questão que abre espaço para tantos atentados contra a vida e a dignidade da pessoa humana. Como vemos, a luta continua e é ardua, tendo muito a ser feito para que possamos fazer valer o princípio cristão de que a vida é um bem para todos. Continuaremos apoiando todas as iniciativas em favor da família e da vida humana, esperando que o Brasil continue dando exemplo, na defesa da vida, em todos os aspectos.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 03/07/2008
Este artigo é uma chamada à participação democrática na vida político-eleitoral do país.
As atuais eleições exigem que tenhamos bem claro critérios para a escolha dos candidatos. A política pode e deve ser dignificada, quando realmente está a serviço do bem comum. No processo democrático, construímos, a cada eleição, as novas possibilidades de aprimoramento, na busca de acertar o passo e chegar ao sistema político que efetivamente assegure o bem de todos. Esse é o grande desafio da democracia, e nada pode comprometê-lo.
Nesse sentido, é muito válida a iniciativa de se negar a candidatura dos que possuem “fichas sujas”, problemas na Justiça e também de improbidade administrativa, etc. Faz-se necessário, em meio às tantas interrogações sobre a vida dos candidatos, que os eleitores tenham acesso a informações que possam explicitar a sua atuação pregressa, para que seja possível avaliar se existe o mínimo de coerência de vida que justifique o voto em determinado candidato. É dessa forma que podemos discernir entre o joio e o trigo, porque – isso é importante ressaltar - assim exercemos a nossa cidadania.
É também fácil generalizar e demonizar os políticos, como se todos fossem corruptos. Isso não é verdade. Há pessoas de bem que fazem política, que se empenham verdadeiramente pela promoção da pessoa humana. Nesse sentido, temos que estar vigilantes, observarmos bem a conduta de cada um, mais o comportamento do que as palavras, e fazermos as escolhas certas.
Já tivemos a oportunidade de destacar sobre a importância de votarmos bem, e participarmos da construção da sociedade justa e solidária que almejamos, através do processo democrático. Enganam-se os que ainda pensam que as coisas devam ser resolvidas de forma arbitrária. De maneira alguma. A democracia é imperfeita, mas é o melhor sistema até hoje encontrado. A liberdade é um bem, não o bem maior, mas o próprio Santo Agostinho a coloca como um bem importante, com o qual fazemos as escolhas pelas quais decidimos o que queremos fazer e o que queremos ser na vida. Daí que a liberdade é um bem. Mas a liberdade tem seus perigos, pois o seu mau uso pode acarretar muitos problemas. Mesmo assim ela continua sendo importante. Na democracia é assim: as pessoas fazem suas escolhas, podem acertar, mas também podem errar. O processo é esse, e espera-se que haja maturação, que, com o tempo, seja possível acertar mais nas escolhas, mas o que não pode é privar o cidadão de escolher seus governantes.
Para aqueles que serão candidatos, sugerimos que se aprofundem, estudem mais, tomem conhecimento da realidade, porque ainda hoje vemos muita gente se candidatar sem o menor preparo. Nesse sentido, poderíamos chegar um dia a termos talvez uma escola de formação política, para uma orientação clara de diretrizes especialmente éticas, para aqueles que aspiram exercer cargos públicos. Dessa forma, teríamos parlamentares mais preparados, e certamente com melhores condições de exercer bem a sua vocação política.
Desejamos então que o povo brasileiro fique bem atento nas propostas e na conduta de cada candidato, e faça as escolhas certas para que haja lideranças realmente comprometidas com o bem da comunidade local, dando a oportunidade de pessoas de bem, capazes de ajudarem na construção da prosperidade do nosso País.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 27/06/2008
Este artigo é uma reflexão sobre as atitudes construtivas que o eleitor deve ter na eleição municipal.
COMEÇA O PERÍODO ELEITORAL
Começa no mês de julho o período eleitoral. Mais uma vez a população brasileira será chamada às urnas para escolher os Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores das próximas legislaturas, em nível municipal. É evidente que o resultado das urnas, em 5 de outubro, mostrará a face nova do Brasil, na base, pois as eleições locais dizem muito daquilo que o povo espera do Brasil, especialmente as tendências que definirão as eleições estaduais e em nível nacional de 2010. É hora de prestarmos mais atenção em quem estará se apresentando para ocupar os Legislativos Municipais, a partir de critérios claros que permitam escolhermos lideranças políticos que sejam realmente comprometidos com o interesse público e o bem comum.
É certo que temos bons e maus políticos, assim como bons e maus médicos, bons e maus professores, e assim por diante. O que não podemos é cair no reducionismo de achar que ninguém presta, demonizando os políticos e considerando que todos são corruptos e aproveitadores. Também no meio político vamos encontrar joio e trigo crescendo juntos. Temos que, portanto, saber discernir para que possamos evitar generalizações e até preconceitos.
A melhor forma de errar menos na escolha dos próximos candidatos é buscar colher informações sobre a vida de cada candidato, saber exatamente o que ele fez no passado, com o que esteve comprometido, o que realmente conseguiu fazer, se foi fiel à sua palavra e propósitos, se há coerência entre discurso e prática, especialmente se tem uma vida pautada em valores. É assim que conseguiremos escolher melhor, apostando naqueles que podem dar uma contribuição efetiva para o desenvolvimento da nossa localidade. Hoje, o povo está cansado de palavras, de discursos demagógicos e promessas vãs. O bom político é aquele que age como liderança local, cumpre sua palavra, pensa e apresenta propostas criativas para a solução de tantas demandas existentes, mas propostas estas, muitas vezes, construída junto com a comunidade, ouvindo as bases, colhendo informações, e empenhando-se para chegar ao máximo consenso, pois numa democracia ninguém vence no grito, mas no convencimento. Daí que a paciência, o diálogo, a transparência, a dedicação e perseverança em bons projetos, tudo isso faz um bom político, especialmente aquele que continua estudando, se aprimorando, e partilhando sua experiência com outras lideranças da sociedade, para que juntos possam oferecer alternativas viáveis, projetos de empreendimentos que tragam melhorias para a população, em todos os aspectos.
Esperamos que nesse ano prevaleçam a razão e o bom senso, sem os emocionalismos típicos das campanhas meramente marketeiras. As pessoas querem mulheres e homens públicos que dêem orgulho à coletividade, que honrem e dignifiquem os cargos que ocupam, pois os parlamentares são os legítimos representantes do povo, servidores e trabalhadores do bem comum. Desejamos sucesso àqueles que são candidatos e estão realmente imbuídos de bons propósitos, para que consigam êxito na campanha, com a esperança de que tenhamos nas Câmaras e Prefeituras Municipais, autênticas lideranças de verdadeiro ardor cívico, pois é o que estamos precisando, para dar ânimo novo a todos.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 18/06/2008
Este artigo é um chamado aos países europeus para que voltem às suas raízes. E para isso é preciso repensar a sua cultura, à luz de sua experiência milenar.
Com a não adesão da Irlanda ao chamado “Tratado de Lisboa”, volta a reinar um ceticismo ainda maior entre muitos que começam a perceber que algo está errado na concepção da União Européia, cujo projeto de unificação política, é um ensaio para o projeto maior de governo mundial, em curso. Na verdade, a Europa está agonizando, vivendo uma crise de identidade sem precedentes na História, crise essa acentuada especialmente depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando foi palco das piores atrocidades cometidas contra a humanidade, principalmente os horrores do nazismo, tendo sido também destruída não apenas materialmente, mas principalmente do ponto de vista cultural. Foi a cultura européia a mais atingida com o final da guerra, a mais desmoralizada, e com ela todo o ideal de civilização humana que vinha sendo gestado e construído há séculos. Com o Plano Marshal (o grande investimento financeiro vindo dos Estados Unidos), a Europa pôde se reconstruir materialmente, mas não conseguiu mais se reerguer culturalmente. Foi isso o que, na realidade, aconteceu com a Europa. Após o Plano Marshal, prevaleceu a cultura e a ideologia de quem financiou a reconstrução material da Europa: o estilo de vida norte-americano, com todos os valores da cultura consumista, hedonista, utilitária e pragmática desse estilo de vida, arruinando a alma da Europa, refém da cultura pós-moderna. Foi isso que debilitou a Europa, que não conseguiu mais ser o que sempre foi: uma grande promotora da cultura humanista, que elevou o nível de civilização a grandes alturas.
O fato é que a chamada “integração européia” proposta atualmente vem dar seqüência a uma unificação artificial, que pode comprometer de vez a riqueza da diversidade cultural européia, e a unidade humanista de seu patrimônio cultural. Daí que – como explica Gilles Lapouge – “em todos os países a classe política é favorável à Europa, embora sem muito ardor. Em compensação, as populações são claramente hostis a essa integração. É uma verdade cruel depois de 50 anos de Europa”, isto é, depois de cinqüenta anos do Plano Marshal.
E acrescenta Gilles Lapouge; “é preciso ter coragem política para afrontá-la e, em conseqüência, para remodelar a União Européia. Fazer dela um produto atraente e não uma mecânica grosseira, complicada, abstrata, distante, intrincada, sem alma nem alegria.” E ainda observa: “Como a Europa era bela sem o sonho dos europeus de 1960, depois dos horrores da guerra! Era bem cuidada, repleta de rios comunitários, caminhos compartilhados, homens e mulheres que queriam dançar juntos.” E conclui dizendo que “o sonho da Europa transformou-se em milhões de documentos insípidos, diretivas, textos redigidos por milhares de funcionários burocráticos, trancados nos palácios de vidro de Bruxelas (...) A União Européia é o triunfo da abstração, da racionalidade, das matemáticas e da tecnocracia. E esse triunfo é a derrota da Europa”.
Na verdade, a Europa agoniza porque o que está com a sua alma aprisionada num projeto artificial de unificação, que não está levando às verdadeiras aspirações culturais dos diversos povos que a compõe. Nesse sentido, o não dos irlandeses foi um ato de coragem política, capaz de fazer os europeus refletirem mais, a fundo, o sentido histórico de sua vocação civilizacional.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
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A PALAVRA DO REITOR: 11/06/2008
Este artigo visa alertar para uma guinada radical no ensino público.
ENSINO MÉDIO PÚBLICO FUNCIONA MAL
Crise de identidade, evasão crescente e repetência são os sintomas do sistema de ensino público brasileiro, conforme pesquisa realizada pela OnG Ação Educativa e publicada no jornal O Estado de São Paulo (08.06.2008). 43% dos alunos disseram esperar estar melhores preparados para o mercado de trabalho. Isso quer dizer que a educação está muito aquém de todos os seus principais objetivos, tanto em formação humana quanto em qualificação intelectual para os desafios da sociedade cada vez mais complexa da globalização.
“Qual é o ensino médio que a gente quer”? Para que ele serve? Indagou Ana Paula Corti, coordenadora da pesquisa na Ação Educativa. E acrescentou: “o ensino médio é uma etapa estratégica para o acesso ao direito à educação e está sem identidade, sem um propósito, sendo dado apenas como continuidade do ensino fundamental”.
Ao comentar a pesquisa, a professora Valéria Leão, da Escola Estadual Jardim Planalto, no Jardim Ângela (zona sul de São Paulo), dizendo que não é que os alunos menosprezem a educação, “mas menosprezam a educação que está sendo oferecida”. Os estudantes, afinal, querem se sentir inseridos na comunidade, trabalharem e enfrentarem os desafios da vida com o conhecimento necessário requerido pelas exigências da atualidade. O que não querem é se sentir excluídos da sociedade, por não terem os meios adequados para melhor aproveitar as oportunidades que a vida apresenta, nas mais diversas áreas.
Esta deficiência dos pré-requisitos é um dos grandes problemas a serem resolvidos. Segundo Simone Iwasso, da reportagem do Estadão, conforme avaliação aplicada pela Secretaria de Estado da Educação, “mais de 70% dos alunos terminam o ensino médio sem saber fazer as operações matemáticas básicas, como transformar uma unidade de medida de metro para centímetro ou resolver problemas de subtração de números decimais menores que dez”.
Tudo isso nos leva a refletir sobre o muito que temos que fazer (enquanto pais e professores) para ajudar a superar as dificuldades e encontrar as soluções necessárias para que a escola volte a ser um espaço de convivência e aprendizado, ambiente humano de formação para a vida, em que seja possível aprender não apenas conhecimentos específicos e técnicos, mas especialmente como se relacionar eticamente entre as pessoas, como ser responsável e solidário, como pensar e como sentir a realidade circundante, oferecendo contribuições que permitam uma melhor vida para todos.
A Educação está aí, nos desafiando, exigindo mais de nós, querendo que enfrentemos os problemas com criatividade e esperança, com dinamismo e boa vontade. É assim que iremos preparar as novas gerações para o futuro. E certamente conseguiremos sucesso, se não ficarmos de braços cruzados e lamuriando, mas arregaçando as mangas e ajudando a construir as alternativas possíveis.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 06/06/2008
Este artigo visa conscientizar a sociedade brasileira e suas forças vivas para que intensifiquem seus esforços no sentido de fortalecer o hábito da leitura, ferramenta importante para o desenvolvimento cultural e de empregabilidade e rentabilidade econômicas.
Adolescentes e jovens em idade escolar estão lendo cada vez menos. É o que diz uma pesquisa abrangente sobre o assunto feita pela NEA (National Endowment for the Arts), uma agência norte-americana que acompanha o desenvolvimento das artes no País. Segundo o estudo, as tendências dos jovens lerem os livros tradicionais são cada vez menores, em decorrência de outros instrumentos de interação na formação escolar.
Para Fabiano Curi, ao comentar a pesquisa, "Entre 1984 e 2004, o número de adolescentes de 13 anos que nunca leram um livro aumentou de 8% para 13%, enquanto o dos que lêem diariamente baixou de 35% para 30%. Pode não parecer catastrófico, mas o problema aumenta consideravelmente conforme a faixa etária: entre os jovens de 19 anos, ou seja, entre aqueles que estão deixando a escola, esses números passaram de 9% para 19% entre os que nunca leram e de 31% para 22% entre os que se dedicam todos os dias aos livros". E acrescenta: "Os dados são mais reveladores quando notamos que nesses 20 anos o número de crianças que lêem diariamente por prazer permaneceu praticamente inalterado (de 53% para 54%), mas esse hábito cai vertiginosamente com o avançar dos anos: entre os adolescentes de 17 anos a porcentagem era de 31%, em 1984, de 25%, em 1999, e chegou a 22% em 2004. Ou seja, se o objetivo da escola nos Estados Unidos é formar leitores, ela fracassa".
A pesquisa está disponível no site: (www.nea.gov/research/toread.pdf) e revela como os pais compram menos livros para os filhos, com as conhecidas conseqüências, de queda do nível intelectual, de percepção da realidade cultural do tempo em que se vive, maior alienação, e dificuldade de se expressar verbalmente e por escrito. Essa constatação se dá num País rico como os estados Unidos, o que não é muito diferente do que acontece em outras nações, da Europa, por exemplo. Na América Latina existe um mercado aquecido no consumo de literatura, mas a tendência se reflete também entre nós.
Segundo o professor Ezequiel Theodoro da Silva, da Unicamp, "o livro tem qualidades que não são facilmente dispensáveis, a começar pelo seu formato”. 'O veículo ou objeto cultural 'livro' possui uma portabilidade insubstituível e, além disso, tem uma função importante junto a segmentos que ainda necessitam da folha impressa para as práticas de leitura', afirmou. "O livro não precisa ser ligado numa tomada para ser lido." Mesmo assim, ele está deixando de ser um instrumento importante na formação escolar.
Diante disso, cabe ressaltar a importância que pais e professores têm no fomento á leitura, tanto em casa, quanto na escola, pois é certamente o melhor meio de qualificação intelectual. A Internet é uma poderosa ferramenta, bastante ágil, mas muito superficial. O livro é seguramente o depositário das informações e do conhecimento ao longo dos séculos e continuará sendo o grande instrumento de otimização do potencial intelectivo daqueles que realmente querem ter uma visão criativa e crítica do mundo, para contribuir por seu real desenvolvimento. Nesse sentido, chamamos a atenção de pais e professores para investirem o tempo e os esforços no estímulo à leitura, especialmente da literatura tradicional, os chamados "clássicos", pois é a partir dessa referência, que daremos ao mundo melhores condições de vida para todos. Convidamos, por fim, todas as IES de Ensino Superior para que abracem esta causa, criando alternativas pedagógicas para que nossos alunos possam cultivar mais a leitura, a exemplo do que faz a Anhanguera Educacional com seu PLT(Programa do Livro Texto), utilizado como diferencial em seu Projeto Acadêmico-Pedagógico.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 30/05/2008
Este artigo visa reafirmar o principio de defesa da vida.
PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS É MORAL?
Dos 11 Ministros do Supremo Tribunal Federal, 6 votaram pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3510) do artigo 5º da Lei de Biossegurança, autorizando o uso de células-tronco embrionárias para fins de pesquisa e terapia. O histórico julgamento iniciado dia 5 de março, com o voto favorável às pesquisas, do relator Ministro Carlos Brito, teve continuidade dia 28 e 29 de maio, sendo proclamado o resultado da votação 6 x 5, pelo Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes, definindo que a Corte Suprema do País considerou constitucional as pesquisas com células-tronco embrionárias.
A polêmica teve início em 2005, quando após ter sido aprovada a Lei de Biossegurança, e o então Procurador-Geral da República, Dr. Cláudio Fonteles, ajuizou a Ação Direta de Constitucionalidade, referindo-se a artigo da Constituição Federal que diz respeito à inviolabilidade da vida humana.
No dia 20 de abril de 2007, o relator da ADI 3510, Ministro Carlos Brito (por sugestão do próprio Dr. Cláudio Fonteles) realizou uma inédita audiência pública no Supremo Tribunal Federal, em que cientistas pró e contra as pesquisas com células tronco-embrionárias se posicionaram, e, a partir de suas colocações, o julgamento – iniciado em 5 de março – suscitou grande interesse nacional, promovendo um intenso debate sobre as controvérsias dos especialistas a respeito do início da vida humana.
O fato é que os 6 Ministros que votaram a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias desconsideraram os seguintes pontos: 1) As pesquisas com células-tronco embrionárias (CETs) não conseguiram curar e nem sequer tratar nenhum tipo de doença no mundo até hoje; 2) Diversos países já estão desistindo das pesquisas com CETs e apostando alto nas pesquisas com células-tronco adultas (CTAs); 3) As pesquisas com a CTAs estão sendo utilizadas com eficiência no tratamento de mais de 73 tipos de doenças; 4) Por trás de tudo isso está o interesse em se abrir uma brecha na legislação brasileira para a legalização do aborto. Nos Estados Unidos, uma decisão da Suprema Corte permitiu a legalização do aborto; 5) Pesquisas com CTEs utilizam tecidos de fetos abortados; 6) Cada terapia com CTE exige um sacrifício de 300.000 a 400.000 embriões; 7) Após ampla mobilização popular, o Congresso Brasileiro rejeitou por 33 a zero, na Comissão de Seguridade Social e Família, um projeto que tramitava há 17 anos na Câmara dos Deputados, que visava legalizar o aborto; e 8) Será que o embrião não é um ser humano somente porque não pode desenvolver-se por si mesmo? Então, um indivíduo respirando por aparelhos, bem como bebês prematuros, que necessitam de equipamentos também não seriam?
De qualquer forma, a maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal optaram por desconsiderar tais ponderações e optaram pelo pragmatismo. O fato é que prevaleceu a tese do Ministro Carlos Brito de que o nascituro não tem proteção constitucional, criando assim a jurisprudência para a legalização do aborto. Talvez tenha sido esse o maior equívoco do histórico julgamento do STF: a de não assegurar o direito à vida ao nascituro. Esperamos então que o Congresso Nacional dê prosseguimento ao projeto de lei que reconhece o “Estatuto do Embrião”, para que a vida, o direito à vida seja garantido à todos, especialmente aos mais indefesos. Por fim, para que não se entenda que patrocinamos o obscurantismo científico, fique claro que defendemos a Pesquisa com Células-Tronco Adultas (CTAs).
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 21/05/2008
O objetivo dessas reflexões é o de salientar a importância do rigor ético na pesquisa.
PESQUISA EMBRIONÁRIA? SOMENTE SE FÔR A FAVOR DA VIDA
A Inglaterra aprovou a Human Fertilisation and Embryology Bill, que permitirá a clonagem simultânea de embriões humanos e animais, considerada uma das leis do aborto, embriões e fertilidade mais liberais do mundo. O Primeiro-Ministro do parlamento britânico, Gordon Brown conseguiu apoio da maioria dos parlamentares, abrindo espaço assim para um dos maiores atentados contra a dignidade do ser humano, sem precedentes na história.
A Inglaterra - berço do Anglicanismo e da Revolução Industrial, agora se acha na vanguarda da ciência, ao ousar correr todos os riscos éticos e morais numa das mais insanas aventuras, cujos desdobramentos da aplicação de tais experimentos científicos assombram até mesmo os cientistas mais renomados do planeta. A lógica que tem prevalecido é a de que se é tecnicamente possível empreender uma experiência, que ela seja feita, sem nenhum limite ético e moral.
Pairam muitos perigos em tudo isso, especialmente a volta da eugenia patrocinada pelo Estado, a exemplo do que aconteceu na Alemanha nazista. "De fato - como explicou Fausto Rodrigues de Lima - em artigo publicado na Folha de São Paulo, "Admirável embrião humano" - a pretexto de ajudar casais a ter filhos, laboratórios fabricam milhões de embriões excedentes. Os pais escolhem os que sobreviverão pelo sexo, pela cor dos olhos ou da pele, possibilitando uma preocupante 'higienização' genética". E ainda diz que o argumento, ao estilo de 'os fins justificam os meios' já foi usado por cientistas radicais a pretexto de buscar o 'bem da humanidade. Exemplo emblemático foi o uso de cobaias humanas pela Alemanha no século passado. Julgavam preferível que as vidas dos 'indesejáveis' servissem para ajudar a humanidade a curar doenças, já que seriam de todo eliminados nos campos de concentração.
Além disso - que já é horroroso - assusta o afã dos cientistas em obter a clonagem humana a qualquer custo, mesmo através do abominável hibridismo humano e animal, sabendo lá o que pode advir dessa experiência, que espécie de monstro pode surgir do laboratório, como imaginou, por exemplo, quem escreveu a estória de Frankestein. Mesmo com a firme reação da Igreja Católica e de até muitos cientistas. O Dr. Peter Saunders, da Christian Medical Fellowship, acusou a mídia de estar calando todos os cientistas que têm posicionamento contrário, pois os que estão interessados em fazer as pesquisas "estão mentindo conscientemente e ocultando seletivamente informações necessárias para o entendimento do público".
Tudo isso nos leva a refletir com seriedade para que "admirável mundo novo"
querem nos levar, os apólogos do utilitarismo hedonista. O conhecimento precisa de balizes éticas e morais. Não podemos fazer tudo o que é tecnicamente viável, pois a pessoa humana é sujeito e não objeto, fim e não meio, daí ser importante nos mantermos atentos para evitar a conivência com o que é insano. Queremos e damos apoio às pesquisas, mas sem atentado à dignidade da pessoa humana.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 13/05/2008
O CONGRESSO NACIONAL DIZ NÃO AO ABORTO
A imprensa se calou, quando muito uma nota de rodapé aqui e ali, e pronto.
Nada mais. Mas na quarta-feira, dia 7 de maio, na Sessão da Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, ocorreu um fato inédito na história do País: por 33 x 0, foi rejeitada a legalização do aborto no Brasil, numa votação cheia de emoção, pois os deputados que votaram pela vida, souberam reconhecer a vontade do povo, pois a maioria da população brasileira é contra o aborto, conforme as recentes pesquisas, amplamente divulgadas pela mídia. Os poucos deputados pró-aborto, quando viram que não tinha como ganhar, nem obstruir a votação, resolveram sair da Sala de Sessões, permitindo que o PL 1135/91 fosse rechaçado pelo plenário, por unanimidade. O projeto de lei deve seguir agora para a Comissão de Constituição e Justiça, (CCJ), mas deve também lá ser rejeitado.
Foi uma grande vitória do movimento pró-vida no Brasil e também da Igreja Católica (apesar do movimento pró-vida receber apoio de muitas outras religiões, como os espíritas, evangélicos, entre outras), que está este ano com a Campanha da Fraternidade com o tema "Fraternidade e Defesa da Vida", e o lema "Escolhe, pois, a Vida".
O texto-base da CF-2008, explica que o PL 1135/91 "visa disfarçadamente à liberação total do aborto provocado para qualquer tempo de gestação, pois revoga o artigo 124 do Código Penal, ao mesmo tempo que afirma estar “apenas” liberando o aborto até as 12 semanas. Esse artigo afirma que constitui crime “praticar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque”. Caso ele seja revogado, estará aberta a possibilidade da prática irrestrista do aborto voluntário. Mais ainda, conforme fatos ocorridos em outros países, os promotores do aborto passam a reivindicá-lo como um direito" (CF-2008, número 80).
A grande batalha agora em defesa da vida, do direito à vida ao nascituro, ao estatuto jurídico que reconhece o embrião humano como pessoa e ser humano, está no STF. O Brasil aguarda o posicionamento do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que pediu vistas e adiou o julgamento da ADIn 3510, que está julgando a constitucionalidade do uso de embriões humanos para fins de pesquisa científica e terapia. Segundo o voto do Ministro relator, Carlos Ayres Britto, favorável ao uso de células-tronco embrionárias, não considera o embrião humano como "personalidade civil", portanto, sem direito á proteção constitucional, o que, quer dizer, que não reconhecendo o embrião humano como pessoa humana com direito à vida, está criada assim, no Supremo Tribunal Federal a jurisprudência para a legalização do aborto no Brasil.
Para tanto, aguarda-se o voto do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito e dos demais Ministros, para ver se o Brasil conseguirá fazer a diferença no mundo, em ser o País a afirmar o compromisso com a cultura da vida, da concepção à morte natural.
Destacamos aqui o papel relevante da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida. CNBB, Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida (da Diocese de Taubaté), Frentes Parlamentares em Defesa da Vida que se constituíram no Congresso Nacional, entre elas, a Frente Parlamentar Contra a Legalização do Aborto, o Movimento "Brasil Sem Aborto", entre tantos outros que trabalharam pelo sucesso da votação do dia 7 de maio, e que a imprensa preferiu calar-se. Torçamos para que o Brasil seja o País "pela Vida", votando sempre em favor da família e da vida humana.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 08/05/2008
Este artigo visa lembrar o dia das mães numa perspectiva humanista.
Temos que valorizar mais a maternidade, especialmente nos dias de hoje em que tantas mulheres parecem ter colocado o sucesso profissional acima de qualquer outro objetivo na vida, desejosas de vencer a todo custo no mercado, tornando-se bem-sucedidas seja no trabalho, como nas artes, até mesmo na área científica, abrindo mão, muitas vezes, de uma dimensão tão importante na realização da mulher como pessoa humana, que é a missão da maternidade. Missão exigente, pois requer renúncia, sacrifício, dedicação. A maternidade é hoje um desafio, e em meio a tantos ataques contra a família e a vida humana, a maternidade está revestida de grande heroísmo, especialmente para as mulheres que a assumem de forma integral, visando o cuidado e a formação dos filhos.
José Román-Flecha, no Lexicon (importante documento publicado pelo Pontifício Conselho para a Família) lembra o posicionamento da Igreja sobre essa questão, destacando que "o Papa lembra que não pode existir uma legítima defesa da mulher caso se esqueça de seu papel na família ou se procure ignorar que toda vida nova é confiada totalmente à proteção e ao cuidado da mulher que a carrega em seu seio. Denuncia-se decididamente a idéia de que o papel da maternidade seja opressivo para a mulher e que um compromisso com sua família e com seus filhos impeça-lhe a realização pessoal e a capacidade de influir na sociedade".
Temos que combater essa mentalidade que vai se difundindo cada vez mais, de que o filho é um peso na vida da mulher, que traz riscos e que atrapalha a realização da mulher. Isso é um equívoco. Desde a antiguidade, os filhos sempre foram uma benção na vida da família. Requer que evidentemente cuidemos hoje para que haja mais promoção da família, políticas públicas que a favoreçam, com o apoio que se faz necessário para que a principal instituição humana tenha os meios que precisa para se desenvolver naturalmente. Ainda acrescenta José-Román Flecha, de que é preciso evitar "os obstáculos do individualismo exagerado e do relativismo moral, bem como os empecilhos de um condicionamento social e cultural que não permita à mulher chegar a tomar consciência de sua dignidade".
Queremos, neste próximo Dia das Mães, reforçar o valor da maternidade, para que mais mulheres a assumam com alegria, pois a sua realização plena e integral só é possível diante dessa missão. Somos assim chamados, todos nós, pais e mães, a defender a família e a vida humana, como nos pede a Campanha da Fraternidade desse ano, para que crianças e jovens, adultos e idosos, todos sejam acolhidos em família, na grande família da sociedade humana, que busca superar os tantos problemas existentes, para que alcancemos a civilização do amor e da solidariedade, indispensáveis para a felicidade do gênero humano.
Feliz Dias das Mães! Que seja vivido como um dia de graça, pela rica experiência da maternidade, que muito nos ajuda a compreender o amor de Deus para com todos.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 30/04/2008
A finalidade deste artigo é a de mostrar a perenidade da Bíblia, vista não ao pé da letra, mas devidamente e, em termos teológicos, cientificamente interpretada.
A BÍBLIA: TRADUÇÃO EM 2454 IDIOMAS
A Bíblia é certamente o maior best-seller do mundo, com o maior número de tiragens e vendas que nenhuma outra obra tem superado, e o "clássico universal" de todos os tempos, que, a cada geração é republicada e admirada por crentes e não crentes. É o maior fenômeno editorial. Já na época da invenção da imprensa, no século XV, Gutenberg escolheu entre todas as obras existentes, a Bíblia, para ser o primeiro livro impresso da história.
Atualmente, há traduções da Sagrada escritura para 2.454 idiomas, mas com o Velho e o Novo Testamento encontramos traduções em 438 idiomas, sendo que o Novo Testamento pode ser lido hoje em 1.168 línguas. Mas, apesar de ser tão conhecida e admirada, a Bíblia nos dias de hoje ainda não é tão lida como se parece. É o que comprova uma pesquisa que a Federação Bíblica Católica encomendou, revelando o quanto as pessoas ainda estão longe de conhecer, a fundo, os relatos bíblicos.
Como informa a agência ANSA, 13 mil pessoas participaram da pesquisa, em nove países diferentes. Ao serem indagados sobre questões básicas dos textos
bíblicos: "Os evangelhos são parte da Bíblia?", "Jesus escreveu livros da Bíblia?"e "Quem, entre Moisés e Paulo, era um personagem do Antigo Testamento?", apenas 14% dos italianos souberam responder. A Polônia teve a melhor classificação (20%), e a Rússia com apenas 7%. Ainda a pesquisa revelou que nos Estados Unidos, 75% disse ter lido passagens da Bíblia. E sobre outras questões, apenas 32% dos italianos afirmaram freqüentar a Igreja e apenas 6% dos católicos ortodoxos russos vão à missa aos domingos.
Outro dado importante: 86% dos norte-americanos disseram sentir a proteção de Deus em suas vidas. Isso ajuda a explicar também o sucesso que foi a viagem do Papa Bento XVI aos Estados Unidos, dias atrás.
Há, no entanto, um ponto que merece reflexão: muitos ainda acreditam que a Bíblia, por ser um livro inspirado por Deus, deva ser interpretado ao pé da letra, sem visão crítica ("34% dos poloneses, 27% dos norte-americanos, 23% dos italianos e 21% dos russos). A própria Igreja Católica e outras denominações cristãs tradicionais reconhecem o perigo da leitura fundamentalista da Bíblia, pois a tradição teológica vem sempre em auxílio na interpretação da riqueza bíblica, tomando vários aspectos e métodos que nos ajudam a um entendimento realista da Bíblia, sem o engessamento da leitura ao pé da letra. Nesse sentido, é preciso que vejamos a Bíblia como um conjunto de livros inspirados por Deus, mas que se utiliza de muitos recursos lingüísticos e literários (muitos deles com imagens da época em que foram escritos) para que a mensagem bíblica pudesse ser melhor aceita pelo povo. Ainda hoje, a Bíblia continua tendo um vivo interesse, tanto pelas pessoas mais simples quanto pelos mais cultos. Muitos podem discordar, não entender, mas respeitam e até admitem a grande coerência das histórias bíblicas, e a força que ainda continua a causar admiração e ser referência moral para milhões de pessoas em todo o planeta.
Em meio a tantas influências dos dias atuais, a Bíblia - mais do que qualquer outra obra do passado - resiste à história. Hoje, quem é que lê a Ilíada e a Odisséia, de Homero, ou a Eneida, de Virgílio, que, ao menos eram estudadas nos bancos escolares? Cada vez mais um número muito reduzido. Mas a Bíblia, continua impactando centenas de milhões de pessoas.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 24/04/2008
A finalidade deste artigo é a de advertir que a ascensão social e econômica tem-se que conseguir cultivando a ética e o humanismo.
FALSOS VALORES DA LÓGICA IMEDIATISTA
Um dos aspectos relevantes do nosso tempo, que os eruditos de plantão chamam de pós-moderno, é o da descontinuidade, isto é, as pessoas motivadas pela lógica do imediatismo, cansam fácil de seus objetivos, aderindo a toda hora a qualquer proposta mais sedutora e de fácil resultado, sendo isso um grande engano, que coloca a perder muitos dos melhores potenciais. Isso ocorre na escola, no trabalho até mesmo na vida em família. Vivemos hoje a crise da perseverança. Todos querem ganhar, lucrar, tirar vantagens, vencer com o mínimo esforço, e rápido. Daí as ilusões e os tropeços que vamos assistindo, por toda a parte.
É necessário, portanto, que cada um tenha claro seus objetivos, verificando se suas metas são viáveis, éticas, e realmente trazem benefício ao conjunto.
Muitas vezes, acontece das pessoas se proporem a realizar empreendimentos fora da sua realidade, não tendo como alcançar os objetivos a curto prazo, mas mesmo assim insistem - e o que é pior - usam outras pessoas como degraus e trampolins para atingirem seus objetivos, quase sempre individualistas.
São os alpinistas sociais que querem vencer a todo custo, sem se importar com os meios utilizados, pois o que lhes importa são os fins desejados.
Essa lógica infelizmente tem prevalecido, transformado-se em cultura, em contra-valor e que vai impregnando a consciência de muitos, especialmente dos mais jovens, dos que iniciam a vida profissional. Nesse sentido, chamamos a atenção dos que estão nesse caminho, para darem uma pausa e refletirem seriamente aonde querem chegar desse jeito e se vale a pena "vencer" dessa forma, como se também fosse possível realmente "vencer" com tais procedimentos. Isso porque os triunfos obtidos assim nunca são vitórias reais, mas cantos de sereias que vão se acumulando até arrastá-los ao precipício dos desajustes, das rivalidades e da solidão, pois é á solidão que leva o individualismo, e não á solidariedade.
O antídoto a tudo isso é primeiramente ter calma. Quem quiser se realizar como pessoa, precisa sedimentar o seu caminho, passo a passo, acumulando experiências e conhecimentos, e agindo com ética e sabedoria. Precisa estudar, realmente estudar, e não ficar apenas no superficial das informações e das opiniões. É preciso ir a fundo nas pesquisas, ler os livros, os clássicos, investir seu tempo, sim, no estudo. Depois, trabalhar com seriedade, com afinco, com determinação, paciência, criatividade e senso crítico, enfim, com discernimento. Os frutos nem sempre vêm logo, mas depois de um processo de maturação, que varia de pessoa a pessoa, de circunstância a circunstancia, de vários fatores, inclusive sorte, mas não só a sorte, como principalmente a perseverança no bem.
Dessa forma, desejamos que todos - especialmente os jovens - consigam se encontrar em meio ás exigências do mercado global, mas tendo em vista que é possível vencer, sim, desde que se leve em conta tais princípios, fazendo valer a ética da solidariedade.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 16/04/2008
O objetivo deste artigo é o alertar para que a ciência seja feita sempre a favor e não contra a vida.
PROMISSÕES E LIMITES DA CIÊNCIA
Os avanços da ciência permitiram nos dias de hoje muitas melhorias no campo biomédico, não apenas para os mais ricos, mas de uma forma geral, a todo o conjunto da sociedade. Se analisarmos realmente os efeitos da revolução científica dos últimos cem anos, vamos perceber que nem o maior dos reis da Antiguidade tinha acesso ao que o mais comum da população atual tem, por exemplo, acesso a analgésicos e anestésicos e tantas outras possibilidades de alívio da dor e cura de muitas doenças que até então nem se pensava ser possível debelar. É evidente que houve avanços, na área de transplantes, de cirurgias, de medicamentos complexos, de vacinas, antibióticos, enfim, como também uma melhor compreensão da importância de uma alimentação mais saudável e adoção de um estilo de vida mais equilibrado, como ação preventiva para evitar complicações orgânicas crônicas. Mesmo assim, a ciência não sabe tudo, mas prossegue nos desafios da busca de maior conhecimento que possam nos auxiliar no combate às doenças e na garantia de uma melhor qualidade de vida para todos.
Há, no entanto, que considerar a importância dos limites éticos nessa busca, pois as pesquisas não podem justificar a lógica do vale tudo. A dignidade da pessoa humana não pode ser aviltada e destruída, em nome do progresso científico, pois a ciência é meio cujo fim é o bem da pessoa humana. Os questionamentos que se fazem atualmente sobre o limite ético na aplicação do conhecimento científico leva em conta a máxima de que nem tudo o que se pode fazer, deve ser feito. Faz-se necessário que o parâmetro-diretriz da aplicação do conhecimento seja o respeito pela vida como um todo. Isso quer dizer que a vida humana, deve ser inviolável, desde seu início, com a concepção, até o término natural. A lógica de que os fins justificam os meios podem comprometer o nosso bem maior, que é justamente a dignidade da pessoa humana.
As promissões da ciência são tantas e sempre bem-vindas e devem ser estimuladas, mas sem que coloquem em risco o valor, o sentido e a dignidade do ser humano, como, infelizmente há muitos exemplos no passado recente dos abusos e barbaridades cometidas contra a humanidade, especialmente no regime nazista, de triste memória. Na época, idosos, deficientes, inválidos e críticos do sistema eram transformados em cobaias humanas, objeto de pesquisa para muitos experimentos científicos, muitos deles perecendo inclusive de fome e desnutrição nos campos de concentração, em meio a uma política de Estado que ignorou toda e qualquer moral, na aplicação de um programa eugênico sem precedentes na história, que chocou o mundo.
Hoje, estamos vivendo também às mesmas ameaças de obsessões eugênicas, sob nova roupagem ideológica, mas que visa aos mesmos fins de melhoramento da espécie humana via laboratório; daí a apreensão de muitos especialistas principalmente em relação á clonagem humana.
Diante disso, deve prevalecer o discernimento, para que o ser humano não seja novamente vítima de um cientificismo que pode se tornar totalitário, se justamente não tiver os limites éticos, pois em meio às promissões da ciência, não pode haver neutralidade moral. O bem da pessoa humana deve estar acima de toda obsessão utilitária.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 10/04/2008
O objetivo deste artigo é o de lançar a questão: o baixo rendimento dos estudantes do ensino médio deve-se à falta de concentração, ao raciocínio "instintivo" da informática, a fatores estruturais do sistema escolar ou a todos eles.
O QUE FAZER COM A FALTA DE CONCENTRAÇÃO DOS ALUNOS?
Novamente as pesquisas vêm apontando uma crescente dificuldade dos alunos do ensino médio em apreender os conceitos básicos do conhecimento, tanto na área das humanidades, quanto nas biológicas e exatas. O grande fenômeno percebido pelos especialistas é a falta de concentração. Mesmo os professores mais aplicados, que se dedicam a explicar bem a matéria em sala de aula, com dinamismo e boa didática, encontram as referidas dificuldades: a grande maioria fica dispersa, não consegue a concentração devida, exigida para uma apreensão adequada do conteúdo, e acaba estudando em cima da hora para as provas, recorrendo ao expediente da decoreba.
Diante disso, precisamos aprofundar a reflexão sobre essa problemática, pois parece que vivemos hoje um grande paradoxo: numa época de tão grandes meios tecnológicos disponíveis (especialmente os recursos visuais e de informática), em que um número cada vez maior de estudantes têm acesso à Internet, com diversas oportunidades de pesquisa, ao mesmo tempo, aumenta também o número daqueles que não conseguem assimilar as informações, fazer as conexões necessárias, nem estimular a inteligência para a criatividade e o senso crítico.
Outro fator que intrigam os especialistas, é que, enquanto muitos alunos, principalmente do ensino médio são desinteressados pelo estudo, não sabem pesquisar, não conseguem pensar adequadamente certas problemáticas, esses mesmos estudantes são motivados aos jogos (a toda espécie de games), chegando a ficar horas e horas mergulhados nestas brincadeiras eletrônicas, altamente alienantes, que facilmente os viciam e os desviam do estudo. E o pior disso é que os pais não sabem o que fazer. Primeiro, que boa parte deles estão ausentes, nem sabem o que está acontecendo, com se dá esse processo de alienação. Depois, mesmo os que estão em casa, não têm alternativas. Muitos deles, cansados com as demandas do dia-a-dia, também mergulham na tevê, e cada um tenta escapar da realidade como pode. Sobra pouco, muito pouco para as trocas afetivas, a conversa, o intercâmbio de idéias, o aprendizado em casa, o cultivo do saber, como em décadas passadas era possível.
Certamente teremos que encontrar uma solução para isso, a curto e médio prazo, para não comprometer de vez as futuras gerações. Fica o alerta e o apelo para os especialistas em educação se debruçarem sobre essa questão, e fazerem propostas, que se fazem urgentemente necessárias. Não é uma questão fácil, e poderá levar mesmo algum tempo para se chegar às medidas corretas para resolver o problema, mas o que não podemos é nos descuidar disso, se quisermos garantir uma próxima geração com o suporte e capacitação adequada para o enfrentamento dos cada vez mais complexos desafios do nosso tempo.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 03/04/2008
O objetivo desse artigo é defender a idéia de que a alternância no Poder é necessária e democrática.
O Vice-Presidente da República, José Alencar deu o pontapé inicial: está lançada a idéia do terceiro mandato para o Presidente Lula. É sempre assim:
alguém lança a idéia, o Presidente diz não querer saber de nada, faz-se de desentendido, mas tudo dentro de uma estratégia já bem articulada, para conseguir adesão da opinião pública e, aos poucos, viabilizar as condições para um plebiscito que permita uma terceira candidatura de Luís Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, a exemplo do que aconteceu com a Venezuela de Hugo Chaves.
Na verdade, vamos assistindo uma conspiração silenciosa contra a democracia, emergindo assim uma espécie de totalitarismo sofisticado, em que o controle social é obtido com estratégias de marketing, sem que as pessoas percebam estarem sendo vítimas de manipulação. Nas eleições de 2006, a mídia atuou intensamente na divulgação de que Lula crescia nas pesquisas, de maneira que, de alguma forma influiu na opinião pública, assegurando assim um resultado mais satisfatório para Lula nas urnas. Sentimos que houve alguma influência a determinar o resultado final. Nesse sentido, vamos percebendo o peso dos meios de comunicação nas decisões importantes do País, inclusive nas eleições.
Mesmo assim, pensamos que um terceiro mandato para Lula é um golpe na democracia, pois ele mesmo, em épocas passadas, disse que não era a favor daqueles que buscam se perpetuar no poder, julgando necessária e benéfica para a sociedade a alternância do poder.
Agora, nos sentimos um pouco reféns de uma lógica que parece contrariar a coerência e fazer valer o pior dos oportunismos políticos. É claro que Lula irá dizer que não quer, mas irá pipocar na imprensa opiniões de vários companheiros, de muitas frentes, fazendo um apelo demagógico para que ele aceite, pois - alimentado pela mídia - dirão que ele é amado pelo povo brasileiro, daí que, diante disso, ele poderá acabar aceitando um plebiscito, apesar de insistir que essa não é a sua motivação. E então? O que acontecerá com a nossa democracia, com o princípio da alternância? É esta a nova forma de ditadura, que age muito sutilmente, sem que as pessoas se dêem conta de que estão sendo vítimas da alienação e da manipulação?
Nesse sentido, temos que estar atentos para evitar os abusos de poder e as falácias do marketing. Queremos um Brasil verdadeiramente democrático, ético, transparente, que respeite a pluralidade de pensamento e a alternância do poder, para que outros segmentos da sociedade tenham o direito de dar sua contribuição ao desenvolvimento do nosso País. Queremos um Brasil comprometido com a solidariedade e a vontade política por mudanças estruturais que garantam uma educação com qualidade, oportunidades de trabalho e saúde para todos, e, acima de tudo, liberdade de expressão, para que façamos escolhas conscientes. É assim que construiremos o Brasil próspero que desejamos.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 26/03/2008
Este artigo visa demonstrar que, sobretudo no nível municipal é possível conhecer os políticos e escolhê-los conscientemente.
Este ano teremos eleições municipais. É hora, desde já, de estarmos atentos àqueles que desejamos delegar que nos representem em nível local, para atender as demandas do cotidiano, com os valores que esperamos de cada homem ou mulher que assume o compromisso com o bem comum, através da vida pública.
Primeiramente, temos que evitar a demonização da política, de achar que todo político é corrupto e mal intencionado. Não é assim. Temos bons e maus políticos, bons e maus professores, bons e maus médicos, etc. Afinal, é peixe bom e mau na rede da vida, para tanto precisamos de discernimento.
É necessário que saibamos escolher nossos representantes a partir do exemplo de vida, que vamos observando no dia-a-dia, e não sob o impacto de falsas promessas, de tapinhas nas costas, de demoagogia, como é muito comum vermos nesse período. Nada disso. Queremos realmente ética na vida pública, uma ética vigorosa, que contribua para a edificação de propostas que atendam as necessidades de toda a comunidade. Propostas inclusive construídas em conjunto, de forma colegiada, transparente e pautada em valores humanos.
Nesse sentido, é preciso motivar os jovens a estudar, a conhecer melhor a sua realidade, a perceber, no dia-a-dia, quem é quem, o que cada um faz, quem é que está pleiteando o cargo de Vereador ou Prefeito, o que já fez na vida, quais as suas atitudes e bandeiras, o que já contribuiu para a comunidade, qual o seu estilo de vida, enfim, quem é e o que faz aquele que iremos dar o mandato de nos governar.
Podemos sim fazer uma Política com P maiúscula, basta para isso trabalharmos com a verdade, com ardor e com esperança. É assim que conseguiremos criar a cultura da solidariedade, a irradiar por todos os cantos, e contagiar, fazendo da política uma atividade transformadora e sempre renovadora.
Existe o Movimento Voto Consciente, que procura justamente fazer esse trabalho de conscientização, daí o nosso apoio, pois precisamos conscientizar as pessoas a votar sabendo o que estão fazendo, para evitar a alienação e o comodismo.
O Brasil é um País pujante, com mais de 5 mil e quinhentos Municípios, por isso, temos que começar, desde já, ir prestando atenção naqueles que serão candidatos, no que eles vêm apresentando de proposta, para que, em outubro, possamos fazer boa escolha. O futuro depende desse nosso gesto consciente, e certamente se o fizermos, poderemos dormir mais tranqüilos, pois cumprimos bem o nosso dever de cidadãos.
Fica aqui então o convite para que nos preparemos, desde já, a votar com consciência, para que possamos ter mais orgulho dos políticos e mais esperança no Brasil.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
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A PALAVRA DO REITOR: 21/03/2008
Este artigo é uma reflexão em torno do significado da páscoa: referência de sofrimento e Ressurreição
A Semana Santa é certamente o momento mais importante para fé cristã, isto porque celebramos a vitória da vida sobre a morte, de Deus feito homem sobre o sofrimento e males do mundo, a vitória da esperança sobre o desespero, do amor sobre todas as formas de egoísmo. São Paulo é quem destaca a importância da Ressurreição de Jesus Cristo, razão da nossa fé. Nesse sentido, a liturgia desta Semana é rica na atualização do mistério maior da Paixão, morte e Ressurreição de aquele que é o Senhor da Vida.
Vivemos hoje, no entanto, tempos de secularização globalizada, uma profunda crise do sentido de Deus em nossas vidas, daí que muitos vão perdendo inclusive o próprio sentido da vida, transformando os dias que deveriam ser vividos com mais intensidade os mistérios da salvação, em descanso e consumo.
De fato, muitos não se dão mais conta do sentido cívico ou religioso dos nossos feriados, aproveitando esses dias para dar uma pausa do ritmo frenético de suas atividades, e, muitas vezes, até de forma alienada, buscam esgar do corre-corre do dia-a-dia, acentuando também aquilo que o papa Bento XVI chamou a atenção, recentemente de que o domingo e os dias de feriado estão se tornando "dias do ócio". Alem disso, muitos aproveitam esses dias darem continuidade aos seus trabalhos, ir a Shoppings-Centers, fazer qualquer coisa, menos àquilo que se propõe a data festiva, seja em ocasião cívica ou religiosa.
É claro que vivemos numa sociedade pluralista, de grande diversidade cultural, mas vamos percebendo uma gradativa influência de um certo descaso para com os valores e o sentido dos feriados cívicos ou santos, daí porque, especialmente para aqueles que tem fé, que é a maioria do povo brasileiro, para que não deixem a alienação e o consumismo falar mais alto que a devoção e a prática espiritual exigida nesse período, que requer pausa das atividades, oração e caridade.
O filme de mel Gibson, sobre a "Paixão de Cristo" é certamente o melhor já produzido até hoje e que deveria ser visto nesta Semana, como um convite à reflexão sobre o mistério da salvação, cujo sacrifício da cruz, continua ainda hoje a nos redimir e a nos chamar á santidade, para que - libertos do pecado - possamos todos nós, fazer parte um dia da glória eterna.
Desejamos a todos uma Santa e Feliz Páscoa.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
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A PALAVRA DO REITOR: 12/03/2008
Este artigo oferece uma síntese da nova visão da Igreja sôbre os "novos" pecados para fins de reflexão e meditação de todos.
O Vaticano listou os novos pecados modernos, numa linguagem atualizada, aquele conjunto de ações com consentimento da vontade humana que contrariam a lei natural e ofendem gravemente a Deus. De todos, o maior pecado para a alma é o da manipulação genética, conforme explicou D. Gianfranco Girotti, bispo membro da Penitenciaria Apostólica, tribunal da Cúria Romana. Para ele, "dentro da bioética, há áreas onde devemos denunciar sem qualquer espécie de dúvida, algumas violações dos direitos fundamentais do ser humano, nomeadamente algumas experiências de manipulação genética, cujo resultado é difícil de prever e controlar". Entre os pecados do momento estão a manipulação genética (incluindo o uso de embriões humanos para fins de pesquisa científica), o uso de drogas, que distancia os jovens da Igreja, as desigualdades sociais e a poluição ambiental. De acordo com Giroti, "antes, o pecado tinha uma dimensão individual, hoje tem impacto social, principalmente por causa da globalização. A atenção ao pecado agora é mais urgente devido aos reflexos maiores e mais destruidores".
Como vemos são pecados (faltas cometidas contra Deus), de dimensão social, que vêm sendo praticados em larga escala, cada vez mais intensamente, na sociedade fortemente secularizada do mundo globalizado. O papa Bento XVI chama atenção de que vamos perdendo o sentido de pecado, porque vivenciamos também a própria crise do sentido de Deus, numa cultura cada vez mais sem transcendência.
O fato é que precisamos estar atentos quanto às inúmeras transgressões à vida, cujas conseqüências vão se tornando perceptíveis por toda a parte, principalmente na degradação do meio-ambiente, na violência dos grandes centros urbanos, na proliferação de novas epidemias (como a Aids), nos conflitos entre pais, filhos e irmãos, no descaso das autoridades públicas para com o bem comum, no aumento da corrupção, etc. Tudo isso sinaliza que realmente algo está muito errado, e, certamente, percebemos que mau uso da liberdade humana (nesse sentido a Igreja entende o pecado), acarreta todos esses problemas, afastando a pessoa humana do ambiente propício á sua felicidade, porque está afastada de Deus.
Diante da emergência dessas novas formas de pecado social, urge uma conversão social que permita novas atitudes, a começar por políticas públicas que promovam a família e a dignidade da pessoa humana, especialmente no amparo dos mais fragilizados, pois, como acentuou a Igreja, as desigualdades sociais são também um aspecto perverso da manifestação pecaminosa do nosso tempo. Estamos diante de novos desafios, de juntos trabalharmos pela cultura da vida, para alcançar a redenção necessária e salvaguardar o bem precioso da vida, em todas as suas melhores promissões.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
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A PALAVRA DO REITOR: 06/03/2008
A finalidade deste é alertar no sentido de que o Brasil tenha um posicionamento pro - ativo diante dos Hugo Chávez da vida.
PELA PAZ NA AMÉRICA DO SUL
O conflito entre a Colômbia e o Equador nos preocupa a todos, pois temos visto sinais evidentes de que o governo da Venezuela, de alguma forma, vai caminhando para a desestabilização na região, numa área de fronteira com o Brasil (e a Amazônia) que nos chama a atenção e exige que acompanhemos melhor a situação, para que não haja desdobramentos que venham a comprometer inclusive o futuro democrático nos países latino-americanos.
No Senado Federal, o senador Artur Virgílio foi á tribuna dizer que o governo brasileiro estaria contrabandeando armas para a Venezuela, sendo, portanto, cúmplice de Hugo Chávez, nos interesses da desestabilização na região, o que levou os senadores a exigirem uma resposta rápida de desmentido do Presidente Lula. Depois de um pequeno alvoroço no Senado, um político da ala governista informou que não tinha procedência a acusação feita, mas que gerou bastante constrangimento e apreensão.
O fato é que o histórico do presidente venezuelano, de tristes precedentes, causa-nos preocupação, porque, pelo rumo dos acontecimentos, é possível que esteja nos planos de Hugo Chávez aquela terrível obsessão dos ditadores em buscar ampliar sua zona de influência e de poder, a exemplo do que fez Hitler e Mussolini, gerando, como todos sabem, o maior conflito bélico da Europa, com o maior saldo de mortos já registrado na história, além do horror dos campos de concentração e outras barbaridades. Infelizmente, temos hoje em nosso continente, na figura de Chávez, um perfil muito próximo desses ditadores já banidos pela História, que sempre emergem para causar estragos políticos, conflitos e impasses, com saldos destruidores.
Nesse sentido, precisamos estar vigilantes quanto ao que se processa a nossa volta, especialmente no tipo de relação e conivência do nosso Governo com tais regimes, para não comprometer a nossa democracia e a paz em nosso continente. Certamente, que não seremos mais facilmente enganados por retóricas, pois já temos experiência suficiente para perceber as intenções e omissões de muitos discursos, e notar claramente para onde querem nos levar os atos daqueles que receberam o mandato de conduzir os rumos da Nação.
Precisamos, nesta hora, estar bastante atentos, pois os fatos são graves.
Queremos a paz em nosso continente, e temos a convicção de que o Brasil é vocacionado a liderar com diplomacia para evitar que os conflitos entre os países vizinhos se estendam ao ponto de uma guerra. Acreditamos, portanto, no bom senso e na força das nossas instituições, que existem para defender os direitos humanos fundamentais, bem como os da soberania nacional, para que a paz seja assegurada.
É o que nós queremos, para o bem de todos.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
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A PALAVRA DO REITOR: 27/02/2008
Estas digressões visam reafirmar valores tradicionais que dão consistência ao processo educacional.
Mais uma vez a imprensa noticiou que um estudante de 14 anos agrediu uma professora de uma escola pública de Ribeirão Preto. Isso porque cresce cada vez mais a dificuldade de muitos professores especialmente da rede pública nas periferias dos grandes centros urbanos, em manter a necessária disciplina para o ambiente adequado ao aprendizado escolar. Já são conhecidos os inúmeros problemas de precariedade do sistema educacional, a começar pelas instalações muitas vezes impróprias e deficientes, aquém das demandas existentes, principalmente de infra-estrutura. Ainda temos informações de salas de aula sem a devida iluminação e arejamento, com falta até de carteiras escolares e também material didático, tudo isso comprometendo evidentemente a qualidade do ensino dos alunos e o rendimento dos professores. É certo que muito foi investido nas últimas décadas, mas insuficiente para suprir as necessidades do gigantismo que se tornou o sistema educacional público do Brasil.
Além do mais, há o grande desafio da formação dos professores, investimento humano este que requer realmente não só vontade política dos governantes, mas meios concretos que muitas vezes não são tão fáceis de resolver. Quantos que estudam e trabalham ao mesmo tempo, muitas vezes, pagando o estudo com o próprio salário, daí porque tem que se dedicar a maior parte do dia ao trabalho, sobrando pouco tempo para estudar, acumulando leituras para finais de semana e feriados, nem sempre dando conta de tudo o que precisa ser feito para obter o conhecimento necessário para que haja uma boa e sólida formação. Mesmo assim, vamos assistindo muitos exemplos heróicos de dedicação, que demonstram a enorme capacidade do povo brasileiro em superar as dificuldades, vencer os desafios e tornarem-se pessoas de bem e profissionais competentes, apesar de tão grandes obstáculos.
É claro que queremos uma educação de qualidade para todos, alunos, professores e demais profissionais que atuam na rede de ensino. Para isso, precisamos somar esforços, governo e sociedade, para buscar as soluções criativas e inteligentes. Nesse sentido, cabe ressaltar a importância das iniciativas de âmbito local, seja em nível municipal ou das associações da sociedade civil. Entidades que visam ao aprimoramento da educação poderiam atuar na busca de políticas públicas de longo prazo, que não seriam comprometidas com as mudanças desse ou daquele governo, para que, aos poucos, os professores pudessem obter as garantias sociais que permitissem realmente uma melhor formação e um maior incentivo profissional. Se tais investimentos forem ampliados e se houver um acompanhamento mais constante de grupos organizados da sociedade civil, em diálogo com o poder público, para que haja medidas que tragam benefícios a todos.
O Brasil, um país continental, certamente poderá fazer a diferença nesta luta, na medida em que mais pessoas estiverem envolvidas no esforço de fazer da educação uma prioridade nacional. Mas para que isso aconteça, é preciso que saibamos começar em casa, pois é na família que devem convergir as iniciativas de apoio, pois sem a estrutura natural da família, não há pleno desenvolvimento da pessoa humana. Sem esse apoio à família, a violência crescente fica mesmo incontrolável. Família fortalecida, educação sólida. É assim que queremos o Brasil das futuras gerações.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 20/02/2008
Esta reflexão é uma manifestação de apoio às teses levantadas no artigo da Veja desta última semana.
O MODELO FINLANDÊS DE EDUCAÇÃO
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