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A PALAVRA DO REITOR: 31/07/2007
Este artigo visa reforçar o papel dos pais na formação intelectual de seus filhos, de modo especial no estímulo à leitura.
FUNÇÃO DOS PAIS NA FORMAÇÃO INTELECTUAL DOS FILHOS

A complexidade do mundo globalizado trouxe novas e variadas exigências que serão possíveis serem atendidas, se houver, desde cedo, dedicação para isso. A Educação, portanto, é o processo pelo qual mais certamente poderemos estar preparados para os desafios da atualidade e, portanto, não podemos descuidar dela. Isso quer dizer que é responsabilidade dos pais, primeiramente, enquanto os filhos são pequenos, orientá-los para o estudo, para que tomem gosto pela leitura, logo nos primeiros anos do ensino fundamental.
Ler exige tempo e concentração, e num mundo tão cheio de apelos como o nosso, em que é tão fácil se dispersar em mil e uma atividades, e, muitas vezes, extrapolamos o tempo de entretenimento em prejuízo da formação, é necessário vigilância nesse sentido, para que haja uma dosagem equilibrada entre lazer e estudo, entre a hora da diversão e a hora da leitura, e – o que seria fantástico – é fazer com que o pré-adolescente encontrasse prazer na leitura, para tomar conhecimento da realidade e das inúmeras possibilidades existentes nos dias de hoje. Ocorre que vamos percebendo muitos pais se descuidarem disso, e quando o estudante chega no ensino médio já possui lacunas que dificilmente poderão ser preenchidas mais tarde. É preciso que haja estímulo logo nos primeiros anos, para que os alunos sintam o quanto é importante a leitura, e como eles podem aproveitar melhor o tempo para estudar, como fazer também as atividades recreativas que fazem parte da fase em que vivem enquanto adolescentes.
A partir do ensino médio, os estudantes vão ter acesso a uma variedade grande de conhecimentos específicos, das áreas de humanas, exatas e biológicas. É um momento em que, muitas vezes, a dispersão fica mais acentuada, prejudicando assim a evolução das coisas, pois o processo de conhecimento passa a ser cumulativo, isto é, quanto mais o aluno vai deixando de entender um determinado aspecto do conhecimento, mais dificuldade poderá encontrar depois em apreender o conjunto das informações que precisa para saber lidar com os desafios intelectuais da era globalizada. Além dos livros de literatura, de ciências e outros segmentos do conhecimento, temos hoje à nossa disposição muito material áudio-visual, vídeos e DVDs educativos que muito ajudam nesse processo. Por isso, sugerimos aos pais, que, desde cedo invistam na aquisição de livros, formem uma biblioteca em casa para os seis filhos, como também uma videoteca, para que eles tenham em casa os meios básicos para, aos poucos, irem se aprofundando e tomando gosto em estudar. O ambiente e o apoio dos pais ajudam muito para que as crianças e os adolescentes cresçam com a mente aberta e uma maior disposição ao aprendizado.
Após o ensino médio, os jovens sentem a necessidade de que esse apoio seja mais intensificado, para que eles possam fazer a escolha certa na vocação e tenham as condições adequadas para o ingresso e a manutenção do curso superior numa Universidade. Vemos hoje quantos pais heroicamente acompanham seus filhos nesta fase, orientando e dando suporte para que eles tenham meios de chegar ao momento em que eles poderão, formados, exercer uma profissão de acordo com a sua vocação. Esse é o grande desafio para que tenhamos profissionais com alta-estima, realmente capacitados, que valorizem a vida, em todos os aspectos, o papel da família no processo educativo, o reconhecimento dos professores e demais profissionais da Educação durante os anos de aprendizagem, e tudo o que pode motivar e oferecer apoio para que alcancem o êxito pessoal e profissional em suas vidas. Vemos, portanto, que é um processo que envolve a responsabilidade de muitos, especialmente dos estudantes, que devem se empenhar para desenvolver o talento que possuem, e do quanto os pais exercem um papel fundamental para se alcançar esse sucesso.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 23/07/2007
O Brasil está de luto, estarrecido com o pior acidente da história da nossa aviação, vitimando duzentas pessoas ou mais, que perderam as suas vidas na noite de 17 de julho, quando o Airbus da TAM pegou fogo e explodiu contra um depósito da própria TAM, próximo a um posto de gasolina. A tragédia, de proporção sem precedentes, evidenciou a gravíssima situação em que se encontra a aviação civil brasileira, urgindo medidas que realmente garantam a segurança dos passageiros. Estamos atônitos com o que aconteceu, mas precisamos mobilizar a sociedade, especialmente os nossos parlamentares para que haja uma ação contundente no sentido de que haja um basta nessa situação e que voltemos a ter uma aviação que já foi referência no contexto internacional.
O fato é que a CPI do apagão aéreo só dará uma contribuição efetiva ao Brasil se tiver a coragem de mergulhar a fundo nesta caixa de vespeiro, que são os interesses dos que colocam o lucro acima do respeito á vida humana, e exigir que sejam cumpridas todas as medidas necessárias para que haja a devida manutenção dos equipamentos, salários compatíveis aos profissionais da aviação, carga horária de trabalho dentro do recomendável para esse tipo de atividade, enfim, todas aquelas iniciativas que assegurem a normalidade do serviço aéreo brasileiro. A população não pode ser penalizada pela irresponsabilidade, pelo descaso e pela imoralidade de muitos dos que estão á frente da aviação brasileira, e que, de alguma forma, por motivos que a sociedade ainda não tem o devido conhecimento, vem provocando uma crise de credibilidade sem tamanho, deixando a todos bastante apreensivos.
Quantas vidas teremos que ainda perder para que as autoridades tomem as providências cabíveis? Quem tomará a frente desse processo, no sentido de assumir a responsabilidade da crise e propor soluções? Até quando ficaremos assistindo os que deveriam tomar atitudes, acusando um e outro dos erros cometidos? Já não foram suficientes as vítimas de setembro de 2006 e agora os 188 passageiros da TAM (e os mortos em terra) que vinham de Porto Alegre?
E mais: por que até agora o Presidente Lula não trocou o Ministro da Defesa, Waldir Pires, colocando alguém que realmente tenha perfil de liderança, que arregace as mangas e resolva o problema, dando á sociedade a segurança de que ela precisa? Será que os interesses politiqueiros continuarão prevalecendo sobre o interesse público? Temos a impressão que paira uma impotência generalizada de tudo e todos diante da crise que aí está. Espero ardentemente que o Presidente Lula, legitimado fortemente pelo povo brasileiro, aja com a energia e com a competência devidas para dar as respostas que precisamos.
Estamos hoje perplexos, indignados e solidarizamo-nos com as famílias das vítimas. Mas precisamos reagir, construtivamente. Faz-se necessário um movimento cívico, da sociedade civil, que se erga com o propósito de buscar as soluções e impedir que outras tragédias ocorram em nosso território por conta da ganância, incompetência e desumanização dos imorais? Precisamos de ação coordenada, de soma de esforços, de comprometimento, para que esta situação seja encarada com seriedade e respeito. São vidas humanas em jogo. Não dá mais para protelar as tomadas de decisão, mesmo as mais amargas. Nós não podemos permitir que isso ocorra novamente, sabendo que as falhas podem ser identificadas e corrigidas. Estamos numa hora que urge emergir lideranças que tenham amor ao nosso País, para mobilizar a sociedade, boicotar inclusive as companhias aéreas também altamente comprometidas pela crise aérea, deixando de viajar, se for preciso, para que elas entendam que não se pode mais tratar a população brasileira como se fossem apenas objetos descartáveis. Exigimos respeito. A vida é o que temos de maior valor. Deixamos aqui o apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade, aos que têm o poder de decisão, que não se acomodem nem se acovardem nessa hora. Temos que reagir pelo bem de todos. E que o Governo conte com todos nós na busca de solução da crise.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 18/07/2007
O Pan 2007 transcorre como uma grande festa do esporte, premiando atletas latino-americanos de todas as modalidades, jovens que encontram, nesse momento, a oportunidade de apresentar ao mundo o melhor de seus esforços para obterem não apenas medalhas, mas principalmente honrar o nome do país que representam. Mesmo os que não conseguem o pódio, já alcançaram um grande efeito em participar do PAN, acumulando experiência e currículo para outras provas.
Ressaltemos primeiramente a beleza do espetáculo de abertura do PAN 2007, que comprovou ao mundo a capacidade do Brasil em organizar e realizar um evento digno de uma olimpíada, com toda a infra-estrutura e criatividade exigida para esta ocasião especial. A festa da abertura contou com um brilho excepcional, que muito empolgou os atletas, bem como o público presente e os telespectadores.
Com o início das competições, ficamos admirados de ver até onde é capaz de ir a vontade humana, aliada á determinação e á disciplina para superar os limites e conseguir façanhas verdadeiramente heróicas, proporcionando assim momentos inesquecíveis tanto para quem participa do campeonato, quanto para quem assiste e torce pelo sucesso dos que vestem a camisa do Brasil.
O esporte é, sem dúvida, um extraordinário meio de desenvolvimento das potencialidades das pessoas, especialmente daqueles que se empenham e levam a sério os desafios propostos por cada modalidade esportiva. Além disso, observamos o fato notável de que muitos esportistas, que vieram de condições sociais muito difíceis e que conseguiram vencer graças ao modo como souberam aproveitar bem as oportunidades e trabalharem o talento que possuem. Ninguém chega a um pódio sem mérito. No esporte, notamos claramente que vence aquele que mais se doa e mais se preparou para as provas. Não chegar lá apenas pela sorte ou pelo famoso jeitinho brasileiro. E mesmo esportistas muito competentes, ás vezes, tombam diante das provas por apenas algum pequeno descuido, o que comprova o quanto os atletas devem se dedicar e se preparar para vencer.
É bonito assistir a carreira de muitos desses nossos esportistas, muitos deles bem jovens ainda. E mais bonito ainda é participar do momento de alegria quando conseguem alguma medalha, seja a de bronze, de prata ou de ouro. Foi emocionante ver Diego Hypólito ganhar sua medalha de ouro na ginástica artística, abrilhantando assim o nome do Brasil nesta modalidade esportiva, especialmente pelo tanto que ele se dedicou e de como soube conquistar o povo brasileiro com a competência técnica, mas também com a sua simpatia e o seu charme, expressão da alegria da nossa gente. Parabéns a todos os que organizaram esta grande festa e aos atletas que estão lá, cada um com a sua história, dando o melhor de si. Que as nossas crianças, adolescentes e jovens se espelhem no exemplo deles, e busquem aprimorar seus potenciais, multiplicar os talentos, otimizando assim as possibilidades mais promissoras. Parabéns Brasil!
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 10/07/2007
Este artigo visa lembrar que a grandeza do Brasil está nas suas raízes cristãs (Igrejas de todas as denominações), simbolizadas pelo nosso vitorioso Cristo Redentor.
CRISTO REDENTOR: MARAVILHA DO MUNDO
Depois de uma campanha internacional, que envolveu mais de cem milhões de votos, o Cristo Redentor foi eleito uma das 7 novas maravilhas do mundo, motivo de orgulho dos brasileiros, especialmente pela expressiva votação que obteve o nosso monumento nacional, que é, sem dúvida, um dos grandes cartões postais do Brasil. Outro aspecto interessante a ressaltar é que o Cristo Redentor, perto das demais escolhidas, é uma construção recente, das primeiras décadas do século 20, quando os outros são realmente antiqüíssimos, como, por exemplo, a muralha da China.
A antiguidade do monumento é certamente um fator relevante, pois comprova a sua perenidade, através dos séculos, como as Pirâmides do Egito. Mas a pouca idade do Cristo Redentor (75 anos) demonstra também o quanto este monumento é tocante pela beleza e pelo que representa no mundo de hoje. É interessante observar que de todas as maravilhas do mundo, seja do antigo quanto do atual, é o Cristo Redentor a expressão mais generosa do cristianismo, principalmente do que viceja em nosso país, promissor pela solidariedade, e por tudo de excelso que busca o cristianismo em termos de valores humanos. Os braços abertos do Cristo Redentor, num dos pontos mais altos da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro significa a abertura do povo brasileiro a todas as culturas e povos, num gesto de esperança na convergência dos povos rumo à civilização do amor que almejamos alcançar.
O filósofo espanhol Júlian Marias via o cristianismo não apenas como algo que já passou como força cultural, mas uma perspectiva ainda atual, pois o cristianismo, de todas as influências, é certamente a mais duradoura e a mais fecunda, ainda nos dias de hoje, sendo a perspectiva atual e futura da humanidade. Nesse sentido, o Cristo Redentor eleito uma das 7 maravilhas do mundo atual sinaliza claramente o anseio dos povos em encontrar a verdadeira luz de Cristo, a iluminar e ajudar a todos nós no desafio dos inúmeros problemas cotidianos, que somente Cristo, como Redentor da humanidade, pode oferecer.
A escolha do Cristo Redentor foi também uma especial homenagem ao Rio de Janeiro, esta cidade, sem dúvida alguma, que é um verdadeiro patrimônio da humanidade, de beleza e encanto, que já foi a capital do Brasil, e que ainda hoje – apesar de toda a violência urbana – é um dos pontos turísticos mais visitados do País.
Nós, brasileiros, temos muito motivo para festejar e nos orgulhar pela grande votação obtida pelo Cristo Redentor, que fará com que o Brasil e o Rio de Janeiro sejam mais conhecidos no mundo inteiro, atraindo mais turistas, que deverão nos visitar mais, para conhecer esta nova maravilha do mundo. E o Cristo Redentor, de braços abertos sobre a Baía da Guanabara, expressará hoje e sempre a pujança da criatividade e da solidariedade do povo brasileiro, País do futuro, como preconizou Stefan Zweig, justamente por saber acolher a tudo e a todos, até chegarmos àquela síntese esperada de convergência cultural, capaz de dar ao mundo o “homem cordial”, que sabe conviver com as diferenças, ter discernimento e autenticidade de sentimentos, que vibra pelo que é bom e faz de tudo para prevalecer no dia-a-dia a alegria de viver.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 04/07/2007
Este artigo quer ser uma advertência às autoridades antes que ocorra uma nova tragédia aérea.
CAOS AÉREO: estamos esperando nova tragédia?
Já vão para nove meses de caos nos serviços de aviação no Brasil, na maior crise do sistema aéreo em nosso País, sem que haja solução a vista, a curto prazo. A situação vai criando um desconforto cada vez maior, além de prejuízos e um desrespeito à população brasileira, que já não suporta mais a retórica das autoridades e o descaso dos órgãos competentes na busca de atitudes que resolvam a situação que aflige os milhares de passageiros que, diariamente estão sendo afetados com os atrasos dos vôos. Afinal, o que acontece? Por que a demora em solucionar esta questão? Não basta palavras de boas intenções do Governo Federal. Urge providências.
Muitos atribuem falhas de infra-estrutura, necessidade de maiores investimentos nos equipamentos, e mesmo os que acusam de razões políticas, especialmente por uma das categorias envolvidas, a dos controladores de vôos. Há também os que insistem na tese de que o sistema aéreo está defasado e com demandas que ultrapassam as possibilidades de atendimento, principalmente por causa da crescente procura por vôos baratos, que as companhias como Gol e Tam oferecem e acabam não dando conta de tanta demanda. Conta-se, por exemplo, que um comandante de uma conceituada empresa aérea, certa vez teria dito aos profissionais da sua companhia, que não admitiria atraso nos vôos, e que eles se virassem com o que tinham de recursos. Ele não queria saber, a eficácia deveria prevalecer a todo custo. Nesse sentido, a febre pelo lucro poderia acarretar em jornadas de trabalho estressantes, além da dificuldade de uma manutenção adequada das aeronaves e de todo o sistema aéreo. Essas apreensões justificariam, sim, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para averiguar o que estará acontecendo para gerar tanta confusão e mal-estar, como o que estamos vivendo atualmente. E a impressão que temos é de que a crise não parece estar em seu fim, muito pelo contrário. Parece que as coisas vão sendo empurradas com a barriga, na lógica do famoso jeitinho brasileiro, ou ainda apostando na impunidade que grassa por toda a parte, a começar pelo Congresso Nacional.
O fato é que, se nada for feito o quanto antes, podemos ser surpreendidos, a qualquer instante, com alguma tragédia de grande proporção, como a que aconteceu em outubro, pouco antes das eleições, vitimando mais de 150 pessoas na região norte do País. Não podemos ficar omissos diante disso. A sociedade tem que reagir e cobrar das autoridades competentes as medidas necessárias, pois inclusive o prejuízo para o turismo brasileiro tem sido grande por conta dessa instabilidade. Agora, no mês de julho, tempo de férias, muitos estão optando viajar de carro e até de ônibus, para evitar o estresse dos aeroportos. Por isso, conclamamos àqueles que têm a responsabilidade sobre essa situação, que tomem atitudes e não posterguem o que precisa ser feito para resolver de uma vez por todas essa crise. Queremos a normalidade o quanto antes, pois o Brasil tem que ser um País sério, capaz de dar à sua população a segurança necessária, a que todos têm direito.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
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A PALAVRA DO REITOR: 26/06/2007
Este artigo visa conscientizar os pais de que férias escolares realmente produtivas são aquelas passadas junto com os filhos.
AS FÉRIAS ESTÃO DE VOLTA
Ficamos cada vez mais impressionados de constatar a velocidade do tempo, nos atuais dias. Ainda há pouco o ano começava, e já estamos novamente com as férias escolares batendo á nossa porta. Para muitos pais é um período de apreensão, pois não sabem o que fazer com os filhos em casa, especialmente os que trabalham fora. Os que podem planejar uma viagem para espairecer, tudo bem. Mas, boa parte tem que ficar mesmo em casa, e parece restar somente como opção a parafernália telemática, isto é, a televisão, a Internet e os jogos de videogame.
Na realidade, os que encaram as férias como dor de cabeça pelo fato de terem de ficar com os filhos em casa, não percebem a extraordinária oportunidade de proporcionarem aos filhos momentos de maior interação familiar, além de dar às crianças e adolescentes uma trégua á rotina estressante a que são submetidas no dia-a-dia, pelos deveres escolares. O segredo é tornar leve a situação, extraindo dela o que há de melhor. Nas férias, amplia-se o tempo disponível dos filhos, para a gratuidade do afeto. Isso é muito importante, pois a educação não é apenas acumulo de informação, mas, também maturidade afetiva. A criança e o adolescente querem se sentir amparados, amados, queridos por aqueles que estão a sua volta. Por isso as férias requerem dos pais situações em que seja possível eles expressarem – com criatividade – essa imprescindível manifestação do afeto. E, nesse sentido, não é preciso se desculpar dizendo que não há dinheiro sobrando para viajar ou outra programação de entretenimento. Infelizmente, ocorrem situações em que os pais se livram dos filhos colocando-os em acampamentos, sob cuidado de monitores, ficando lá uma semana ou às vezes até quinze dias, na mão dos outros, enquanto os pais ficam sozinhos curtindo o que julgam um descanso merecido. As férias no acampamento poderiam se tornar excelentes se fossem feitas com os pais juntos, pois há inclusive oportunidades para isso, em programações específicas para famílias. Mas é evidente que a criança e o adolescente sentem quando os pais estão lhe oferecendo umas férias para se verem livres deles. Muito vale nas férias os pais tirarem uma hora por dia para brincar com suas crianças, seja no quintal de casa, no playground, na praça... de brincadeiras das quais seus filhos gostam, como, por exemplo, jogar bola. É importante que os pais descubram que tipo de diversão mais toca seus filhos, para assim estar junto com eles, participando dessas brincadeiras e buscando aqueles momentos de interação que se faz necessária para a boa formação humana.
Nestas férias então, reforçamos o convite para que os pais descubram a alegria de ter filhos, de tê-los ainda crianças e adolescentes, de mostrar a eles que a vida vale a pena ser vivida, que há coisas boas na vida que precisam ser cultivadas, que há muito mais do que o estresse do dia-a-dia. Se os pais tiverem a coragem de se abrir aos seus filhos e dedicarem um pouco do seu tempo a eles, desinteressadamente, para conversar e brincar, certamente estes vão se tornar melhores pessoas, com mais senso da responsabilidade e da solidariedade, e, portanto, estarão sendo efetivamente bem educados. Boas férias para todos, pais e alunos!
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 20/06/2007
Este artigo objetiva lembrar que precisamos de líderes, caracterizados por auréolas autênticas da honra e da honestidade.
O BRASIL PRECISA DE LÍDERES
O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Aloísio de Toledo César, no artigo “País Órfão de Líderes” (O Estado de São Paulo, 19.06.2007), tocou num ponto essencial da vida nacional dos dias atuais: o vácuo de lideranças em nosso País. Até pouco tempo em nossa história, tínhamos líderes autênticos, que realmente assumiam a missão de conduzir a nação por caminhos éticos, buscando assim o desenvolvimento brasileiro, em todos os aspectos. Como afirma o desembargador, “neste momento em especial, quando a desordem e sucessivos escândalos de corrupção se abatem sobre a República, não surge uma voz, com credibilidade, que fale e seja ouvida, em defesa da moralidade e do próprio País”.
O fato é que a crise moral vai se ampliando cada vez mais, quando vamos perdendo referências fundamentais, em termos de valores, que asseguram o vigor das instituições e a boa sociabilidade. A falta dessas referências vai debilitando os relacionamentos humanos, em que prevalece a lógica do vale-tudo, em meio às piores espertezas. Na atual conjuntura desoladora em que nos encontramos, de proliferação de escândalos, o desembargador Aloísio de Toledo César “lamenta a ausência de líderes capazes de exigir respeito aos brasileiros e que não se deixem seduzir por ministérios e vantagens pessoais. Falta mesmo alguém que defenda não a si próprio, mas ao Brasil”.
A verdadeira liderança está a serviço da comunidade e não se serve dela para seus próprios interesses. A inversão desse conceito é que explica a gravidade da situação, em que quase todos os que estão hoje nos postos de gerenciamento das instituições, querem tirar vantagens pessoais do cargo que ocupam, colocando os apetites particulares acima do interesse público. Nesse sentido, é que alguns afirmam que uma geração de áulicos cheios de gula assumiram o poder, desejando saciar-se até a fartura desmesurada desse poder, esquecendo-se do sentido original das funções públicas. Vivemos, é certo, o império do exagero, das desmedidas, dos excessos em quase tudo. Perdemos o limite das coisas, por isso vamos assistindo, quase que diariamente, um escândalo atrás do outro, em ritmo crescente e cada vez mais alarmante. Como conter esse apetite insaciável pelo poder? Como encontrarmos o equilíbrio necessário entre o prazer e o dever? O que fazer para coibir os abusos? Esta é talvez o maio desafio de hoje na política nacional?
Será possível vermos novamente lideranças da estatura de Gandhi, Churchill ou Martim Luther King, que não mediam esforços, indo até o sacrifício pessoal para fazer valer o cumprimento do dever, colocando a honra acima das vantagens pessoais? Só o exemplo de lideranças capazes disso é que farão nossos jovens acreditarem nos valores que dão dignidade à vida e contribuírem por um futuro melhor, não apenas na política, mas no meio empresarial, artístico, educacional, religioso, etc. E também no seio da família, pois qual filho ou filha não almeja ver nos pais exemplos concretos de autêntica liderança? Nesse sentido, está certo o desembargador Aloísio de Toledo César: o Brasil precisa de líderes.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 06/06/2007
Este artigo é uma defesa intransigente do direito à vida.
MATANÇA DE INOCENTES, NÃO!
No próximo dia 27 de junho, haverá audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, do Congresso Nacional, do PL 1135/91 que visa despenalizar o aborto no Brasil. O tema ganhou alcance nacional, a partir de declaração do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, dizendo que é a favor da legalização do aborto por se tratar, segundo sua opinião, de uma questão de saúde pública. A partir de então, a mídia, de um modo geral vem publicando matérias, entrevistas e artigos sobre o assunto, curiosamente, sempre procurando divulgar o enfoque dos abortistas. É interessante observar esse fato. O posicionamento da Igreja é ridicularizado, e ainda dos que manifestam posição em favor da vida quase não encontram espaço na imprensa, seja em jornais, revistas ou mesmo rádio e televisão.
Além da mídia, vemos até o empenho do governo federal para difundir a “cultura da morte”, com tudo aquilo que contraria a doutrina moral e social da Igreja, com o Presidente Lula inclusive fazendo declarações absurdas, como a que fez no Dia Internacional da Mulher desse ano, fazendo crítica ao pensamento da Igreja em relação a essa questão. Quando o papa veio ao Brasil, ainda no avião, na viagem de Roma a São Paulo, foi enfático em afirmar que a Igreja é contra o aborto e todas as demais formas de violências que atentam a dignidade da pessoa humana.
É incrível como a manipulação da mídia vem favorecendo a posição abortista. Os próprios parlamentares estão propondo também a realização de um plebiscito sobre o assunto, transferindo para a população a difícil decisão. Se o plebiscito acontecer, corremos o risco de ver repetir em nosso País o que ocorreu em Portugal, no começo desse ano. Agora vemos celebridades fazer declarações espantosas, como a megatop Gisele Bündchen, na Folha de São Paulo, dizendo que é “a favor de a mulher fazer o que deseja do seu corpo”, afirmando ainda que foi “numa exposição em Nova York que mostrava o interior do corpo humano e também as fases da gravidez”. E acrescentou: “Até quatro meses de gravidez, não existe quase nada. É como um grãozinho. Portanto, acho que a mulher deve ter o direito de decidir o que é o melhor. Se ela acha que não tem dinheiro ou condição emocional para criar uma criança, como pode dar à luz? É claro que a prevenção é a melhor coisa, mas existem situações que escapam ao controle”.
De fato, é triste ver uma declaração como essa tão cheia de contradições, que vai na contra-mão de tudo o que a Igreja anuncia como valor de vida. Primeiro, que a mulher pode ser dona do seu próprio corpo e ser responsável pelas suas atitudes, sempre conseqüentes; mas a mulher não é dona do corpo da criança que traz dentro de seu ventre, quando grávida. Essa criança tem o direito à vida, e negar esse direito é a pior de todas as violências, especialmente por se tratar da vida de um inocente que não tem como se defender.
O embrião também não é apenas “um grãozinho”, mas a vida de uma pessoa humana que deve ser respeitada, porque já é um ser humano.
Reafirmamos aqui o nosso posicionamento em favor da família e da vida humana, em defesa dos mais fragilizados, esperando que seja evitada uma nova “matança dos inocentes” na História.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 30/05/2007
Este artigo visa apoiar o esforço das autoridades que através de legislação simplificadora vem favorecer o empreendedorismo, sobretudo dos pequenos empresários.
A LEI GERAL DAS MICROEMPRESAS
Poucos conhecem a Lei Geral das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, instituída pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, que estabelece normas relacionadas ao funcionamento das Microempresas (Mês) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs), na esfera federal, estadual e municipal, nos termos dos artigos 146, 170 e 179 da Constituição federal.
O SEBRAE-SP divulgou recentemente uma cartilha divulgando esta Lei Geral, explicitando os seus principais pontos, com comentários, exemplos práticos e planilhas comparativas. Segundo este informe, são estes os principais benefícios previstos na Lei Geral: “a) Regime unificado de apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da união, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, inclusive com simplificação das obrigações fiscais acessórias; b) desoneração tributária das receitas de exportação e substituição tributária; c) dispensa no cumprimento de certas obrigações trabalhistas e previdenciárias; d) simplificação no processo de abertura, alteração e encerramento das MPEs; e) facilitação no acesso a crédito e ao mercado; f) preferência nas compras públicas; g) estímulo à inovação tecnológica; h) incentivo ao associativismo na formação de consórcios para fomentação de negócios; i) incentivo à formação de consórcios para acesso a serviços de segurança e medicina do trabalho; j) regulamentação da figura do pequeno empresário criando condições para a sua formalização; e l) parcelamento de dívidas tributárias para adesão ao Simples Nacional”.
Na realidade, estes benefícios facilitaram em muito a abertura e a manutenção das microempresas e das empresas de Pequeno Porte, iniciativa que irá certamente incluir um número muito grande de pessoas, que terão assim uma motivação maior para o empreendedorismo em nosso País. Grosso modo, dentre o conjunto dos benefícios, importa ressaltar a desburocratização e a desoneração do processo, criando facilidades até então inexistentes e que permitirão o acesso a novas oportunidades de trabalho para o povo brasileiro.
Os interessados em conhecer melhor a Lei Geral das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, poderão acessar o site www.sebraesp.com.br, ou solicitar informações pelo e-mail ouvidoria@sebraesp.com.br, tomando conhecimento também de outras iniciativas (inclusive cursos de capacitação profissional) que poderão ampliar o leque de possibilidades de quem busca melhores oportunidades no atual mercado de trabalho. Isso quer dizer que quem vai atrás da informação e busca se qualificar certamente encontrará motivação e resultados de uma efetiva qualidade de vida, quer no campo educacional como no profissional. Nesse sentido, damos todo apoio a estas iniciativas.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
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A PALAVRA DO REITOR: 24/05/2007
O fim da impunidade é o início de um novo Brasil fundado na ética e na justiça: eis o tema deste artigo
PELO FIM DA IMPUNIDADE
Em menos de seis meses e já estamos diante do primeiro escândalo no segundo mandato do Governo Lula, envolvendo o primeiro escalão, atingindo o Ministro de Minas e Energia. Lamentavelmente envolve também políticos, empresários e Funcionários Públicos das mais diferentes matizes partidárias. Depois da crise do mensalão e dos sanguessugas, emerge agora “um novo e disseminado esquema de corrupção envolvendo empreiteiros, políticos e administradores, como resto lancetado pela Operação Navalha, cujo pivô é uma certa Construtora Gautama, de um tal Zuleido Veras. Tem-se uma poderosa razão adicional para acreditar que outras bandalheiras, tão ou ainda mais cabeludas, continuam a ocorrer , com os mesmos tipos de personagens pelo território nacional”, como salientou o editorial do jornal O Estado de São Paulo (21.05.07), acrescentando ainda que “por dois motivos entrelaçados, dos quais é difícil distinguir o pior. O primeiro é que essa tende ser a regra e não a exceção no relacionamento – ou melhor, no contubérnio – entre, de um lado, vendedores de bens e prestadores de serviços ao poder público e, de outro, os seus agentes municipais, estaduais e federais: prefeitos, governadores, deputados, senadores, ministros, assessores, ad nauseam”.
O que fazer para conter essa algazarra nas instâncias superiores do poder público, quando se tem a impressão de haver uma megacumplicidade e um cinismo de muitos que se aproveitam das brechas da lei e, com sofisticada habilidade, articulam-se para lesar o erário público em prol de benefícios particulares. O mais grave disso tudo é que ainda prevalece a impunidade, pois a explosão dos escândalos e a excessiva exposição dos nomes dos envolvidos é insuficiente para punir os infratores, que recorrem aos bem pagos advogados, e vão ganhando tempo no judiciário. Só para lembrar, muitos dos envolvidos no mensalão (a pior crise política do Governo Lula), conseguiram não apenas não serem cassados pelo Congresso, como ainda tiveram a coragem de pedir votos à população, como se nada tivesse acontecido, e – o que é pior – foram reconduzidos aos seus gabinetes, para um novo mandato.
O editorial do Estadão também explica que “o modus operandi dos mafiosos das obras públicas, no seu relacionamento com os políticos, se desdobra em dois planos. Um é o da ‘compra’ pura e simples daqueles dos quais dependem a definição e a realização de obras com licitações viciadas e preços superfaturados”. Nesse “balaio”, entram mandatários de toda espécie. E destaca ainda outra praga do sistema: “a dos agrados e dos favores aos políticos”.
Se quisermos realmente depurar a prática política em nosso país, temos que intensificar um movimento da sociedade civil pelo fim da impunidade. Só assim conseguiremos salvar as instituições democráticas das bactérias, vírus e agentes cancerígenos que vem atacando o sistema político, de forma cada vez mais crescente. Às vezes, nos sentimos quase que impotentes diante de tudo isso, mas não podemos entregar os pontos, pois o mal não está na política em si, mas nos maus políticos, que proliferam quando o ambiente moral se encontra bastante deteriorado. Nesse sentido, precisamos uma nova educação moral e cívica nas escolas. Isso talvez possa ajudar as novas gerações a reencontrar o verdadeiro sentido cívico e o papel correto dos políticos, que deve primar pelo bem comum, a serviço do interesse público. A Educação sempre foi a melhor prevenção. Se quisermos o fim da impunidade e vermos homens e mulheres honradas na vida pública, temos que exigir a moralidade, para que haja credibilidade e conseqüentemente maior segurança e bem-estar da população. Os recursos públicos devem ser aplicados naquilo a que foram destinados. Por isso a sociedade deve cobrar a lisura da administração pública e a ética na vida política.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 17/05/2007
Este artigo é uma modesta reflexão em torno das idéias da missão da Igreja (sobretudo a clerical) na condução das questões político-sociais, conforme o posicionamento do Papa Bento.
A MISSÃO TEOLÓGICO-POLÍTICA DA IGREJA, SEGUNDO O PAPA BENTO
Inegável o grande sucesso da visita do Papa Bento XVI ao nosso País, apesar de alguns segmentos da mídia insistirem nas críticas, dizendo que as posições do Papa são conservadoras e obscurantistas. O fato é que o alemão Joseph Ratzinger surpreendeu a todos. Com firmeza e coerência de pensamento, como guardião da doutrina católica, e afabilidade no relacionamento com as pessoas, Bento XVI causou muito boa impressão no povo brasileiro, que não se cansou de cantar e afirmar o quanto ama o Papa. Foram mesmo momentos intensos e inesquecíveis, vividos nos cinco dias em que permaneceu entre nós. Mas desde a saída de Roma, ainda antes de desembarcar em Guarulhos, o Papa já foi se posicionando, afirmando o valor da vida “desde a concepção até o declínio natural”, dizendo claramente o que a Igreja pensa a respeito dos inúmeros ataques contra a família e a dignidade da vida humana, que hoje emergem por toda a parte. O papa foi categórico contra a legalização do aborto e a manipulação genética, bem como na defesa da castidade, do celibato e, principalmente, dos equívocos de uma visão reducionista do papel da Igreja quanto ser promotora da transformação social.
Defender a justiça faz parte da Doutrina Social da Igreja, que a considera imprescindível para o bom testemunho cristão. O problema está na metodologia utilizada, isto é, no modo e nas estratégias que os teólogos da libertação entendiam ser possíveis para minimizar a perversidade das injustiças sociais. Influenciado pelo marxismo, segundo o Papa, quis instituir o paraíso na terra, aqui e agora, fazendo a Igreja perder a sua dimensão escatológica, com o olhar para as realidades últimas. Por isso, o Papa Bento XVI orienta os bispos no sentido de perceberem que a tarefa da Igreja não é a de propor e lutar para a implantação de utopias temporais, pois o Reino de Deus não é deste mundo. Isso não quer dizer que devamos aceitar as injustiças do mundo. Mas os cristãos agem movidos por sua sede de justiça, sem esperar que tudo se resolva no aqui e agora, como esperam os materialistas marxistas. E mais: essas correntes clericais da “revolução política” querem resolver tudo, no aqui e agora, muitas vezes por meios violentos, o que contraria os princípios cristãos, que solicitam de nós que sejamos resistentes às injustiças, mas construtores da paz.
Outro aspecto importante de sua mensagem foi a de que “a Igreja não faz proselitismo. Ela cresce muito mais por atração”. Isso quer dizer que não se chega à conversão à força, mas pelo convencimento das atitudes. É pelo testemunho que os cristãos atraem para a Igreja os frágeis na fé. São as ações que vencem a fragilidade, dando aos que têm fé a força necessária para que cada batizado seja realmente “sal da terra” e “luz do mundo”. Nesse sentido, o Papa afirmou que a fé da Igreja “é a que fez da América Latina o continente da esperança. Não é uma ideologia política, nem um movimento social, tampouco um sistema econômico. É a fé”.
Esta é a tônica da reflexão da “V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho”, que teve início domingo, 13 de maio, com abertura feita pelo Papa Bento XVI. Os religiosos e convidados leigos estão debatendo, até o final do mês de maio, os problemas, desafios e perspectivas para a Igreja Católica na América Latina e no Caribe. Esperamos desse debate, após o impulso dado pelo próprio Papa em sua viagem ao Brasil, que saiam propostas que permitam efetivar a nova evangelização neste novo milênio.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 08/05/2007
A visita do papa constitui um momento relevante para o Brasil e, especialmente, para os cristãos católicos.
O PAPA NO BRASIL
A visita de Bento XVI ao Brasil, para a abertura da V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, bem como para a canonização de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro, certamente será um marco na história recente da Igreja, especialmente pelo que o Santo Padre tem a dizer aos brasileiros e aos bispos latino-americanos, que aguardam do Sumo Pontífice diretrizes para o imenso desafio da nova evangelização no chamado "continente da esperança".
O foco principal de Joseph Ratzinger continua a elucidar os bispos sobre o real sentido do conceito de "libertação", que tanto condicionou os posicionamentos da Igreja latino-americano nas últimas duas décadas. Para Bento XVI, os teólogos da libertação partiram de premissas erradas, de matriz marxista, com visão materialista e atéia, e também a concepção de Jesus revolucionário, insurgindo-se contra o sistema político. Esse enfoque reducionista não encontra lastro na Doutrina Social da Igreja nem no catecismo e outros importantes documentos doutrinais. O fato é que a teologia da libertação obscureceu e apequenou a visão católica da realidade e do sentido da história, partindo para análises que incorreram em graves equívocos de interpretação, apelando muitas vezes para o discurso emocional e até demagógico. A Igreja sempre esteve ao lado dos pobres, dos oprimidos, dos injustiçados da sociedade. Uma leitura mais atenta da história – basta ler a monumental história de Daniel Rops, da Academia Francesa de Letras –, mostra o quanto a Igreja realizou no campo social, em todos os séculos, sem se condicionar às ideologias temporais, pois, no campo terreno, "a Igreja não tem modelos a propor", como afirmou o papa João Paulo II, na encíclica Centesimus Annus.
Nesse sentido, o Papa reconhece a importância dessa visita e do quanto os fiéis católicos aguardam seu posicionamento sobre muitas questões desafiantes da Igreja de hoje. Todos esperam dele esclarecimentos precisos das muitas dúvidas que pairam hoje, principalmente as espelhadas pelos meios de comunicação, alimentadas pela mentalidade relativista do nosso tempo. Afirmar que a Igreja tem o que dizer de relevante e universal parece chocar os relativistas, que preferem o discurso das ambigüidades, eivado de agnosticismo, a não saber o que fazer nem para onde ir. Por isso, sua palavra, neste momento, poderá surtir um efeito muito positivo, especialmente para os que titubeiam na fé, pois Ratzinger, como um dos mais brilhantes teólogos da atualidade, confirmará a Igreja como via de salvação, que tem como missão principal a defesa do ser humano, em todos os seus aspectos.
Outra importante iniciativa do papa Bento XVI no Brasil será a canonização de Frei Galvão, dando aos brasileiros o primeiro santo nascido em nosso território, o que muito estimulará a devoção popular, agora para um santo genuinamente brasileiro. A missa no Campo de Marte, sexta-feira, dia 11 de maio, será, sem dúvida, um acontecimento histórico para a Igreja no Brasil, e também, muito particularmente, para São Paulo, pois – o que é muito raro acontecer – o Papa irá canonizar um santo fora do Vaticano, a cidade em que ele viveu por durante 60 anos, nesta cidade gigante, que acolheu esse bandeirante de Cristo, considerado santo em vida e um homem da paz, que certamente conquistou definitivamente seu lugar no livro dos santos, honrando o nome do Brasil na história.
Esperamos, com alegria, a visita do Papa, e que sua viagem seja fecunda em muitos frutos de evangelização.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 04/05/2007
Este artigo é uma reflexão sobre a necessidade da Reforma Política.
Prof. Dr. Valmor Bolan
BRASIL PRECISA DA REFORMA POLÍTICA
Desde a série de escândalos que atingiram o Governo Lula no final do seu primeiro mandato, temos sentido intensificar-se a necessidade de fazer a reforma política sair do papel, e das boas intenções, para se tornar realidade em nosso País. Hoje, boa parte de políticos já quase esquecidos pela sociedade brasileira voltam ao cenário. Inclusive, vimos, estarrecidos alguns dos protagonistas da maior “lambança” registrada da República retornar aos sofisticados gabinetes de Brasília, como se nada houvesse acontecido. Para corrigir essas distorções do nosso sistema de governo, a reforma política se faz necessária urgentemente.
Já tivemos oportunidade de expressar nossa opinião a respeito do assunto algumas vezes, destacando que a democracia é o melhor sistema de governo, apesar de todas as suas imperfeições. Ela constitui um desafio político que só tem sentido porque valoriza a liberdade humana, mesmo com todos os riscos e implicações da liberdade, especialmente quando não utilizada em favor da justiça social, nem na defesa do bem comum. Então, o mal não está nem na liberdade nem na democracia, mas no uso que se faz dessas possibilidades.
A democracia precisa fortalecer seus instrumentos disciplinares para que coíbam o mau uso da liberdade, para que impeçam as aberrações decorrentes quando o homem público coloca seus interesses particulares acima dos interesses da comunidade a qual representa. O que precisamos, na verdade, é aprimorar os mecanismos de coibição daquilo que obscurece a boa prática democrática.
Ressaltamos também que não se justifica nenhum apelo ao autoritarismo para debelar a corrupção no País. É com democracia, de forma inteligente e ética, que encontraremos os meios lícitos de conter a corrupção. Se não conseguirmos erradicá-la totalmente, ao menos vamos minimizá-la o máximo possível, para que haja vida saudável, confiança nas instituições e desenvolvimento humano.
É nesse sentido que a reforma política é o melhor instrumento para que sanemos os males existentes no sistema democrático e o dotemos de mecanismos que otimizem práticas políticas mais saudáveis, que façam vigorar leis que protejam o cidadão de oportunismos e demagogias tão freqüentes.
Temos que estar atentos também para que o governo não aproveite a reforma política para justificar seu apetite por mais tempo de mandato, aprovando emenda que acabe com a reeleição, mas ampliando o atual mandato em um ou dois anos, como se vem especulando. Os atuais governantes (sejam do Legislativo ou do Executivo) foram eleitos para um mandato de quatro anos. Postergar esse período é casuísmo, outra prática inaceitável que devemos superar na vida política nacional.
Esperamos que realmente os parlamentares desta atual legislatura afirmem a vontade política em promover esta tão necessária reforma, priorizando, entre outros pontos relevantes, a fidelidade partidária e o voto distrital. Torçamos que venha logo a reforma, para o bem de todos os brasileiros.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 27/04/2007
Este artigo visa alertar para o valor prioritário da educação como vetor de socialização saudável das pessoas.
EDUCAÇÃO PARA FORMAR VALORES DE VIDA
O maior desafio da atualidade é o investimento na educação para formar valores de vida. Temos que compreender o verdadeiro sentido de educar. Não se trata apenas de acumular informações e dados técnicos acerca das coisas, mas, principalmente, de criar condições para que cada pessoa desenvolva suas potencialidades humanas e virtudes. Esse desenvolvimento se dá a partir de um conceito humanista de educação, que visa fazer com que o estudante se descubra capaz de convivência, de relacionamentos saudáveis, de responsabilidade e altruísmo, enfim, de uma sã sociabilidade. A educação, portanto, começa em casa, pois é na família que aprendemos os primeiros passos da socialização necessária, para que haja integração e complementação dos dons de cada um.
Nesse sentido urge que aprofundemos como fazer para viabilizar um processo de educação para formar valores de vida, a partir da base. "O significado da família é o da humanização, isto é, da maturação do casal por meio da experiência do amor recíproco, que se acompanha essencialmente da abertura à geração e educação (humanização) do filho", afirmou Ângelo Scola. Isso é importante ter em vista, para que seja possível um processo educativo realmente capaz de otimizar as melhores possibilidades de cada pessoa humana, ao serviço da vida.
No entanto, vamos percebendo que os pais e professores vão se deparando, cada vez mais, com novas e complexas dificuldades, sem saber como lidar com elas, como atualizar as respostas necessárias, e como fazer para que a educação seja purificada dos condicionalismos existentes, para retomar sua função social de formar cidadãos e pessoas preparadas para assumir compromissos e viver uma ética solidária.
Temos que superar as exigências do nosso tempo, buscando uma criatividade construtiva que permita vislumbrar métodos novos e mais eficazes. Queremos uma educação que motive os nossos estudantes a buscarem coerência e discernimento, e a afirmar os valores da vida. Só assim conseguiremos, a médio prazo, conter a violência e o desânimo, e suscitar aquele ardor com o qual possamos transformar a realidade de cada pessoa que se conscientiza de que todos têm responsabilidade pelo que aí está, e todos são chamados à solidariedade. Precisamos redescobrir – e urgente – o que fazer para elevar o nível de ensino, melhorar os relacionamentos humanos, especialmente dos pais, resgatar a família de tantos ataques que diariamente vão sendo desferidos contra ela, cujas conseqüências, a médio e longo prazo, começam a se tornar evidentes, sem que saibamos o que oferecer de muita alternativa.
A televisão não é a culpada pelo descaso e desinteresse pela educação. No entanto, é um fator complicador adicional, mas que devemos saber como trabalhar esta questão. O certo é que os especialistas chegaram ao consenso de que a educação para formar os valores da vida é o único caminho para uma sociedade sem violência. Educar é preciso, para que cada um dê o melhor de si como pessoa.
VALMOR BOLAN – Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br
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A PALAVRA DO REITOR: 20/04/2007
O objetivo deste artigo é reafirmar nosso posicionamento pela defesa da vida e contra a ampliação das permissões legais do aborto.
O DEBATE NO STF SOBRE O INÍCIO DA VIDA
O STS irá promover nesta sexta-feira, dia 20/04, um debate com o tema "Quando se inicia a vida humana?", com especialistas de todo o País. Evento de grande importância, pois busca-se chegar a um consenso em torno desta complexa questão, haja vista a discordância em relação ao momento exato em que se inicia a vida humana. A Igreja afirma que a pessoa humana começa a existir com a fecundação. Mas essa posição não é aceita por muitos médicos e cientistas, pesquisadores e geneticistas, que preferem estipular outras fases para o instante em que a pessoa começa a tomar consciência de si e a ter uma identidade própria. Para tentar aclarar essa espinhosa temática, o STF irá ouvir os especialistas, especialmente porque houve contestação da aprovação da Lei de Biossegurança, que autorizou o uso de embriões humanos para fins de pesquisa científica. Diante disso, o ministro Carlos Ayres Brito convocou a audiência pública, inédita na história do Brasil. Na realidade, vamos assistindo uma pressão pela aprovação de uma legislação que favoreça aos interesses de poderosas indústrias, que muito lucrarão com o comércio de fetos humanos, daí porque cresce também um movimento buscando a legalização do aborto. O que precisamos compreender é que toda essa situação vem ameaçando a dignidade da pessoa humana, especialmente em sua fase mais indefesa.
O posicionamento da Igreja é claro: ela reconhece o feto humano como pessoa, que deve ser respeitado e protegido, pois, desde o momento em que houve fecundação, a nova vida humana começa a se expandir, num processo contínuo e coordenado. É vida que não pode ser vista como um objeto ou uma mercadoria descartável, que usamos para fins puramente utilitários. Nesse sentido, a Igreja sempre esteve na vanguarda na defesa da dignidade da vida, nunca aceitando as ameaças e ataques que desejam atingir a sacralização da vida, em todas as suas dimensões.
Se o STF aceitar a concepção dos especialistas agnósticos, que insistem em dizer que a vida não começa com a fecundação, teremos então a banalização e o reducionismo da questão, com as conseqüências já conhecidas ao longo da história de diversos tipos de manipulação. E mais: se admitirmos a hipótese de que a vida não se inicia com a fecundação, então estaremos abrindo as portas para práticas imorais e amorais, especialmente do uso e descarte de humanos.
Como sabemos, para que dêem certo os experimentos científicos para fins de terapia genética, principalmente com células-tronco embrionárias, há a destruição de inúmeros embriões. Considerando que eles já são pessoas em desenvolvimento, vidas que tiveram início, tais práticas são consideradas assassinatos, portanto, crimes. Assim, o resultado dos debates que o STF promove em Brasília será importantíssimo para que haja um veredicto sobre essa complexa questão. Esperamos, portanto, que não prevaleça o imediatismo, nem que nenhuma força de pressão leve a nossa instância maior da Justiça brasileira a se equivocar neste tema fundamental. Que o debate possa iluminar esta questão, valorizando a vida e confirmando o direito à vida, em todos os aspectos.
VALMOR BOLAN – Doutor em Sociologia
Reitor do UNIBERO/ANHANGUERA EDUCACIONAL
reitor@unibero.edu.br
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