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A PALAVRA DO REITOR: 07/08/2008
Este artigo visa apelar aos professores para uma luta pelo renascimento da nobilíssima missão da Educação.
Educar exige auto-estima. É preciso ser vocacionado, aceitar as exigências do ofício, acreditar e se empenhar para dar conta dos desafios existentes.
As dificuldades atuais devem ser transformadas em oportunidades para melhor servir, daí que é possível encontrar profissionais motivados, que encontram alternativas, com senso crítico e criatividade, para darem o melhor de si no exercício do magistério, seja em nível do ensino fundamental, médio ou superior. Temos encontrado professores que assumem com seriedade e dedicação a missão educadora, apesar dos tantos problemas cotidianos. O certo é que, para aqueles que querem ser vencedores, sabem que é preciso superar os obstáculos e fazer valer o talento e a capacidade, acima de tudo, a dignidade, daqueles que têm a incumbência de formar cidadãos e pessoas humanas com valores da vida.
Tanto na rede pública quanto privada, temos vistos exemplos que edificam, posturas daqueles que honram o que fazem, até com certo grau de heroísmo. Daí que para exercer bem a profissão, é necessário se preparar, em vários aspectos. Um bom professor é aquele que evita improvisos e elabora antes a sua aula, pontua o que vai dizer em sala de aula, e busca interagir com os estudantes, com diálogo. Não é aquele que apenas impõe seu pensamento e passa "decorebas", mas o que suscita reflexão está aberto ao debate inteligente, faz pensar e estimula os alunos a interessarem-se pela matéria.
Para isso, servem-se de muitas estratégias e metodologias, mas a principal de todas é a aquela que os fazem entrar em sala de aula com entusiasmo, pois é assim que conseguem contagiar e obter bons resultados.
Queremos, sim, contribuir para viabilizar a melhoria do sistema de ensino, a começar por elevar a auto-estima de quem ensina. E isso quer dizer também investir em capacitação (oferta de cursos), para que os nossos professores tenham realmente melhores condições de formação. É certo que tudo depende também de como os educadores procuram dar respostas aos desafios, buscando eles mesmos fazer um trabalho que visa primeiramente ao aprimoramento pessoal, pois só assim é possível serem bem sucedidos.
Em todos os campos da atividade humana, encontramos o joio que cresce junto com o trigo. Há, nesse sentido, bons e maus advogados, bons e maus médicos, bons e maus jornalistas, bons e maus professores, assim por diante. É preciso, portanto, buscar excelência naquilo que fazemos, para fazer a diferença e fazer história. Por isso, aplaudimos aqueles inúmeros heróis anônimos que não medem esforços para dignificarem o que fazem, no dia-a-dia, muitas vezes com sacrifico e renúncia. Em meio à cultura hedonista em que vivemos, muitos buscam o prazer fácil, as comodidades e o mínimo esforço.
Engano esse que em nada colabora para que haja o sucesso esperado no
exercício profissional. Sendo assim, valorizamos aqueles que entendem que
a glória precede a cruz, isto é, não há vitória sem luta, não há sucesso sem
dedicação. Para os que são animados pela esperança e buscam melhorar a cada dia, a partir do que fazem, afirmamos que é possível, sim, educar com
auto-estima, certos de quem encontram na alegria o melhor recurso para o êxito pessoal e profissional.
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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A PALAVRA DO REITOR: 31/07/2008
Este artigo visa valorizar a família instituição original da humanidade, e a escola fundamento do progresso moderno.
FAMÍLIA E ESCOLA: INSTITUIÇÕES PILARES
A família é a instituição principal. É na família que se dá início ao processo de formação da pessoa humana. É lá que deve haver o ambiente para desenvolver os valores da responsabilidade e da solidariedade, muito mais que conhecimentos técnicos. Uma pessoa responsável e solidária certamente
dará contribuição à comunidade em que vive. Nesse sentido, temos que valorizar a família, estimulá-la, dar-lhe proteção, para que seja possível uma cidadania plena. A escola deve, portanto, ser extensão da família. Se a família vai bem, a escola vai bem e todas as demais instituições. Daí que é preciso buscarmos todos os meios e somarmos todos os esforços para ações que visem dar apoio à família e à escola, para que uma seja realmente suporte da outra, no processo do aprendizado e formação da pessoa humana.
A família é "o primeiro e fundamental ambiente social", como mostra Aristóteles, que "mostra-nos que a sociedade mais ampla, mais complexa e, num certo sentido, mais perfeita, ou seja, a polis, a sociedade política, não existe senão (geneticamente) a partir da família", afirma Fernando Moreno Valencia. É preciso, portanto, que haja na escola (especialmente no ensino fundamental e médio), momento de levantamento de informações e promoção da família, sob todos os aspectos. Nesse sentido, faz-se necessário ampliar os esforços para a valorização efetiva da família, sem o qual nenhuma outra instituição humana perdura.
Como bem afirma José Luís Gutierrez Garcia, "o Estado deve obter e garantir que a família mantenha a sua centralidade. A esta não pode ser confiado um papel subalterno e secundário, ela não pode perder a posse do trono que ocupa na sociedade. Sem a família no centro da comunidade política, o corpo
social não pode ser realmente sadio." Isso quer dizer que a família - primeira de todas as instituições - precisa ser protegida pelo Estado, reforçado o seu valor pela escola, sendo referência para todas as demais instituições da sociedade.
Família e escola devem, portanto, caminhar juntas. Uma sendo suporte da outra, pois tanto a escola deve ajudar a família, quanto vice-versa, para que haja harmonia social. Do contrário, é o que estamos vendo sendo noticiado pela imprensa, por toda a parte: conflitos, violência, discórdias e dissolução dos relacionamentos. Temos que então fazer um apelo a todos os que têm o poder de decisão, para que promovam a estrutura natural da família, pois somente assim estarão efetivamente contribuindo para um mundo de justiça, solidariedade e paz.
A família é a "sociedade soberana", como destacou o papa João Paulo II, em seu documento "Gratissima Sane", afirmando ainda SER "comunidade de amor e de vida, A família é uma realidade social firmemente radicada e, de modo muito próprio, uma sociedade soberana, apesar de condicionada sob vários aspectos (...) Se a família é comunhão de pessoas, a sua auto-realização depende, em medida significativa, da justa aplicação dos direitos das pessoas que a compõem".
VALMOR BOLAN - Doutor em Sociologia.
Reitor do UNIBERO - Anhanguera Educacional
reitor@unibero.edu.br

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