Globalismo

TEORIA RADICAL

A teoria radical acredita que as corporações multinacionais e bancos internacionais, que para os pluralistas são atores globalizantes, são na verdade e por excelência agentes da burguesia internacional responsável por manter os países menos desenvolvidos na condição de subordinação à economia global capitalista.

TEORIA DA DEPENDÊNCIA

Teóricos da dependência consideram não apenas fatores externos, mas também as limitações internas ao desenvolvimento, que parecem, na verdade, reforçar os instrumentos externos de dominação. Percebe-se isso a inablilidade de quebrar a relação de dependência pois

TEORIA SISTÊMICA

Estudam-se as relações internacionais entre um núcleo e uma periferia no contexto do sistema capitalista mundial.

O maior representante da teoria, Immanuel Wallerstain, defende que para entender o desenvolvimento global dos processos econômicos, políticos e sociais é necessário acompanhar o desenvolvimento do sistema capitalista em si.

ESTRUTURALISMO NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Parte da idéia de que é necessária uma mudança estrutural no sistema internacional, obedecendo ao ciclo do capitalismo.

O neo-estruturalismo prevê que o processo global interage converge com outros processos da transformação social ocorrendo em vários níveis do sistema mundial. Os governos exercem um papel secundário nas estruturas e forças sócio-econômica e quando isso vem a implicar nas políticas mundiais.

GLOBALISMO E MARXISMO


O globalismo tem um débito intelectual com Marx em termos de seus métodos de análise e premissas determinantes sobre o funcionamento, desenvolvimento e a expansão do modo de produção capitalista.

A principal contribuição de Marx foi insistir que a sociedade deveria ser estudada em sua totalidade. Um analista deve perceber como entre as diversas partes da sociedade estão estabelecidas relações explícitas e implícitas. Ele delimitou uma nova unidade de análise, mais ampla que a dos realistas e mais específica que a pluralista.

Tem-se, contudo, evitado usar o termo marxismo para este paradigma porque há ambos, marxistas e não-marxistas, desenvolvendo suas análises sob um ponto de vista globalista, ou seja, partindo do pressuposto de que é do sistema capitalista mundial ou das relações de dependência da economia política global para uma análise das relações internacionais.

Entre os precursores intelectuais e influências do Globalismo, destacam-se ainda Hobson e Lênin, com as teorias sobre o Imperialismo; Rosa Luxemburg e seu estudo comparado sobre revolução e reforma; e Gramsci, e o construtivismo - que faz uma ponte entre a teoria e a prática, destacando a importância da ação política.

OS 4 PRESSUPOSTOS BÁSICOS

1º) É necessário compreender o contexto global dentro do qual cada Estado ou outras entidades interagem. Para isso, todos os níveis de análise são considerados (individual, burocrático, social, entre Estados ou entre sociedades.).
O comportamento de atores é explicado por um sistema que lhes constrange ou dá oportunidades.

2º) A análise histórica tem toda a relevância para a compreensão do sistema internacional.
Traçar a evolução histórica do sistema permite a compreensão da estrutura atual, e dos mecanismos de dominação, das causas da desigualdade, etc.

3º) A existência de determinados mecanismos de dominação para impedir o desenvolvimento homogêneo do mundo.

4º) Fatores econômicos são absolutamente determinantes. Os demais fatores (políticos, sociais) são totalmente dependentes da economia, e não um domínio autônomo como acreditam os realistas e pluralistas.

CARACTERÍSTICAS

- Toda a teoria é fundamentada a partir da análise do modo de produção capitalista.
- A divisão Norte-Sul do mundo é sempre a que interessa, mesmo para explicar períodos como a Guerra Fria, quando o mundo dividiu-se em Leste-Oeste. Para os globalistas, mesmo os países socialistas estavam inseridos numa lógica de economia global capitalista que os integrava ou constrangia de alguma forma.
- As relações internacionais não são um jogo de soma zero. Sempre há um vencedor e um perdedor nas relações de exploração que o sistema capitalista propões aos atores no sistema internacional.

CONCORDÂNCIAS

GLOBALISTAS - PLURALISTAS

Ambos dão ênfase a questões sócio-econômicas e de bem-estar social.
Estão mais afinados com eventos, instituições e atores operando tanto entre quanto dentro dos estados.
A bola de bilhar impermeável, que ilustra o Estado como único ator racional na concepção realista, é decomposta em suas partes integrantes.
Contudo, os globalistas não são otimistas em relação à mudança pacífica baseada apenas na cooperação como forma de reverter o quadro dos países menos desenvolvidos. Para eles, a natureza hierarquizada do sistema internacional capitalista torna improvável que as nações industrializadas façam concessões significativas às nações subdesenvolvidas. Por isso, propõe-se uma passagem revolucionária da ordem mundial atual (de divisão internacional do trabalho e imperialismo reciclado) para uma nova ordem mundial.

GLOBALISTAS-REALISTAS
Os globalistas reconhecem a anarquia do sistema internacional, assim como os realistas. Contudo, se para os realistas é necessário estabelecer a ordem no sistema internacional através do equilíbrio de poder ou do exercício de poder hegemônico, (estabilidade ou guerra), para os globalistas é a própria economia capitalista de mercado que ordena o relacionamento dos atores do sistema internacional.

CRÍTICAS À TEORIA

A questão da causalidade
Alguns críticos questionam a relação de causa e conseqüência entre a dependência e o subdesenvolvimento: se é a dependência a responsável pelo retrocesso econômico e social ou se são os retrocessos econômicos e sociais que criam os laços de dependência.

As limitações da teoria
Muitos críticos acusam o paradigma globalista insuficientemente empírico e basear sua análise em apenas algumas construções teóricas gerais tais como "dependência" e "sistema capitalista mundial". Além dessa crítica às ferramentas de análise do globalismo, faz-se uma crítica também às propostas de desenvolvimento autônomo e redistribuição de renda.

Sob o argumento de que os globalistas resumiram as operações do sistema internacional ao processo de acumulação de capital e atividades relacionadas a ela, os críticos reclamam à teoria uma abrangência maior da dinâmica e polivalência das relações internacionais no campo da política, da diplomacia e das alianças militares - segurança.

Outros se concentraram no fato de que os globalistas estão voltados de mais para o meio externo e para os fatores internacionais para explicar a pobreza e a dependência da periferia do sistema internacional e que as variáveis domésticas (auto-gestão) são, por isso, subestimadas. Isso implica que a teoria não é completa o bastante para explicar o fato de que países que recebem o mesmo tratamento da comunidade internacional reagem de formas diferentes, demonstrando melhor desempenho que outros. É o exemplo de Brasil, Singapura, Coréia do Sul e Venezuela.


 

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