|
Pesquisa
Não-Experimental
A pesquisa não experimental ou ex-post-facto é
aquela em que a variável independente é manipulada
em seu meio natural, sem interferência do pesquisador.
Muitas vezes o fato a ser estudado já ocorreu, verificando-se
quais elementos geraram determinado acontecimento, ou quais
prováveis caminhos surgirão devido ao ocorrido.
A pesquisa não-experimental é em geral menos valorizada
que a pesquisa experimental, pois sem o controle da variável
independente dependerá não só da análise,
mas do poder de argumentação do pesquisador.
Além do que, a escolha de uma teoria já carrega
um "olhar" único que será diferente
de outra teoria, criando divergências.
Apesar da maior crítica à pesquisa experimental
ser o contraste entre o ambiente programado do pesquisador e
o meio natural, a pesquisa não-experimental consegue
adquirir um grau de cientificidade como da pesquisa experimental.
Mesmo assim, sua importância é vital para o andamento
das ciências sociais e humanas, já que o empirismo
não é muito adaptável a elas.
Não há outro tipo de pesquisa compatível
com as Relações Internacionais senão a
ex-post-facto. Não existe nenhuma perspectiva
do pesquisador conseguir alterar qualquer fragmento do sistema
internacional, assim a análise dos acontecimentos será
construída à partir das transformações
que o meio internacional proporcionou, sendo este o objeto de
estudo principal.
Bibliografia:
KERLINGER,
F.N. Metodologia da pesquisa em Ciências Sociais. São
Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1979.
|