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G
Geopolítica
A geopolítica é o estudo que visa compreender as relações existentes entre o meio – ambiente, aspectos físicos naturais de um território com sua política, situação social e econômica. Muitos estudiosos utilizaram a geopolítica para traçar estratégias de Estados e, ou, analisar a dinâmica dos Estados no Sistema Internacional, bem como seus objetivos finais, como o inglês Mackinder, que analisou a geografia mundial e concluiu com sua teoria do Heartland que quem dominasse esta região (situada na Rússia atualmente) teria o domínio sobre o mundo.

Guerra
Em um Estado de Natureza já definido anteriormente, em que cada um luta para sobreviver e garantir seus interesses, existem muitos interesses distintos, portanto conflitos são inevitáveis. Muitas vezes, com a impossibilidade de uma negociação, acaba ocorrendo uma guerra. Guerra é uma disputa violenta entre dois ou mais grupos distintos. Ela pode ocorrer entre indivíduos, tribos, facções ou países. Como nesse caso a guerra é nas relações internacionais, ela ocorre entre países ou grupo de países que formem alianças. A guerra é a busca pela maximização dos interesses de determinado país ou aliança, perante outros que também não abriram mão de seus interesses. As guerras podem ser armadas, com o uso bélico total das nações como foi o caso das Guerras Mundiais, ou pode ainda ser ideológica, sem uso bélico direto como foi o caso da Guerra Fria.

Guerra Fria
Fenômeno ocorrido no período do pós Segunda Guerra Mundial, após 1945 e finalizado em 1989, com a queda do muro de Berlim. Foi uma Guerra entre Estados Unidos da América e União Soviética, os dois pólos de ideologias opostas na época. O primeiro era capitalista, pregava liberdade de comércio, incitava o consumo e dignificava as democracias, enquanto o segundo, socialista; economia planificada, possuía o intuito de promover uma distribuição de bens, ou, renda mais igualitária e objetivava a igualdade social e econômica. Cada um liderava um grupo de países no Sistema internacional transformando a Guerra Fria em um conflito de dois blocos. Não chegou a ocorrer, de fato, guerra física diretamente entre os dois pólos principais, porém ela se concretizou entre países que compunham os blocos (como exemplo a guerra no Vietnã). A competição acirrada entre os blocos levou inclusive ao que ficou denominado como “Corrida Espacial”; nesta época, eles competiam para saber quem desbravaria o espaço mais rapidamente e quem tinha os melhores meios para fazê-lo. Como ambos possuíam armamento nuclear, se um dia a guerra ocorresse realmente, o mundo estaria na iminência de sua destruição total. A queda do muro de Berlim simboliza o final da Guerra Fria por voltar a unir a cidade (Berlim) e seu Estado (Alemanha) que haviam sido divididos em função da Guerra.

H

Hegemonia
O conceito de hegemonia nasceu com Antonio Gramsci, referente, principalmente, ao domínio de uma classe social sobre outra. Contudo, o termo hegemonia, usado nas relações internacionais, se refere a uma supremacia de um Estado dentro de um sistema. No caso, a potência hegemônica tem capacidade para exercer uma preeminência militar, econômica e cultural, condicionando os demais Estados por meio de seu prestígio e/ou de seu poder de intimidação e coerção. Assim, o conceito de hegemonia implica uma relação interestatal de potência, não necessariamente pelas armas, mas também pelos itens citados acima.

Como exemplo de hegemonia, pode-se citar a Grã-Bretanha no período do século XIX (período da Pax Britannica), com capacidade de influenciar as diversas partes do globo, nem sempre pelas armas, mas, principalmente, pelo seu alto poder econômico. Então, hegemonia é um conceito que se refere a uma supremacia de um Estado no que concerne às relações internacionais, determinando e definindo como acontecerão tais relações. Atualmente, há debates acerca da possibilidade de os EUA ainda serem ou não hegemônicos e da existência de hegemonias regionais em detrimento da global.

Algo importante a indicar é a Teoria da Estabilidade Hegemônica, sendo Kindleberger seu principal expoente. De acordo com tal teoria, a estabilidade do sistema internacional é condicionada pelos Estados líderes (detentores da maior parte dos recursos mundiais) que sustentam este custo. Por fim, são recomendadas possíveis leituras a esse respeito para melhor compreensão.

Referência:
BOBBIO, Norberto. Dicionário de Política. 5ª ed. UNB: v. 1, Brasília, 2002.



I
Idealismo
O Idealismo tem sua origem no Utilitarismo. O Utilitarismo se preocupa com a busca do prazer, rejeitando, assim, a dor. A partir deste princípio, foi desenvolvida a fórmula "maior felicidade para o maior número". Seguindo essa definição, e sendo o indivíduo racional, buscar o bem para o maior número faz parte de um raciocínio correto, ou seja, o bem próprio deve ser subordinado ao bem da comunidade. Assim, os indivíduos se adaptam às regras criadas pela sociedade. Isso porque, para os idealistas, os interesses do indivíduo e os interesses da comunidade são, no final, os mesmos. Desta forma, a difusão do conhecimento e da educação tornaria possível que todos pensassem corretamente e, conseqüentemente, agissem corretamente. A partir desta definição conclui-se que a maioria das pessoas julgará determinada ação de forma correta, o que justifica a crença dos idealistas na veracidade da opinião pública. No âmbito internacional, esta corrente indica que a razão mostraria aos indivíduos que um sistema internacional anárquico é um absurdo, e, a partir de uma racionalização dos indivíduos, eles próprios, através da criação de normas jurídicas, poriam fim a esta anarquia e caminhariam em direção à paz internacional.

 

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