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Empresas abrem espaço para alunos de cursos seqüenciais

Classificados como de nível superior, com menor duração, estes cursos também permitem aos alunos participar de programas de estágio

Por Terciane Alves

São Paulo - Os alunos de cursos seqüenciais vêm ganhando espaço nos programas de estágio, que, tradicionalmente, oferecem oportunidades para estudantes de graduação e de nível médio. Criados a partir da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e incluídos no rol do ensino superior, esses cursos, da mesma forma que os de graduação e de nível médio, também oferecem possibilidade de estágios em empresas.

Levantamento realizado pelo CIEE/SP, em setembro, mostra que o ritmo de ofertas de vagas para estes alunos não acompanha o do líder do ranking de maior número de oportunidades, posição do curso de graduação de Administração de Empresas. No entanto, vem, aos poucos, crescendo. Em 2001, os cinco cursos seqüenciais que lideravam a oferta de vagas na cidade de São Paulo reuniam, 77 estagiários; em 2002, o número de estagiários destes mesmos cursos subiu para 113. Neste ano, até setembro, eram 53 estudantes em estágio.

Competência
"O grande avaliador profissional é o mercado e uma das exigências para obter uma vaga é a competência adquirida durante a realização do curso, inclusive a conquistada em um seqüencial", explica o presidente do Conselho de Administração do CIEE, Paulo Nathanael Pereira de Souza, autor, inclusive, de livros sobre a nova LDB e que abordam capítulos específicos sobre cursos seqüenciais. A iniciativa da implantação destes cursos partiu do antropólogo e educador Darcy Ribeiro, autor da nova LDB e, à época, senador. "A inspiração para tanto nasceu do junior college norte-americano, um curso superior sem as exigências formais da graduação plena, que recebe um tipo especial de aluno – aquele que deseja profissionalizar-se a curto prazo em determinado segmento de um campo de saber", explica Nathanael.

Certificados
Os cursos seqüenciais brasileiros, assim como os norte-americanos, são de curta
duração – entre dois e quatro semestres – e não fornecem diplomas, mas sim certificados. Segundo o último censo do ensino superior, em 2000, eram 178 cursos no País, 19.987 vagas oferecidas e 13.585 estudantes. Os seqüenciais têm, ainda, uma outra característica: são mais baratos do que os de graduação plena, podendo chegar a custar 50% menos. Para a estudante Kátia Alessandra Ramos, aluna do segundo semestre do seqüencial de Gestão de Negócios, essa característica tornou-se uma vantagem.

Graduação necessária
É o seu primeiro curso de nível superior e, por ele, está estagiando em uma empresa de arquitetura, em Ribeirão Preto (SP). "Não tinha disponibilidade financeira para pagar uma faculdade. De toda forma, o curso está me auxiliando na conquista de conhecimentos específicos que utilizo, inclusive, no meu estágio", conta. No entanto, Kátia não dispensa a graduação plena. Depois de terminar o seqüencial, quer partir para o curso de Administração de Empresas.

Agência Estado - 29/09/2003

 


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