Edição Online: 2º semestre de 2006

Design Digital: criatividade até nos Trabalhos Interdisciplinares
Design Digital: Oficina Temática / Série Visionários
As boas surpresas do esporte
Militares fazem palestras aos estudantes de RI
Desafio do Curso de PP: Dublagem
Palestra: Flávio S. Dionísio – 14/11/2006
Sessão Pipoca: “CRASH - No Limite” – 10/11/2006
XXII Semana de Turismo
Feitiço de Natal
Alunos visitam a 27ª Bienal de São Paulo
Análise de Figuras
Adriana Woll - A hora e a vez dos egressos
O diabo veste Prada
Oficina de Design - 21/10/2006
V Semana de Comunicação: 5 º dia - 20/10/2006
V Semana de Comunicação: 4 º dia - 19/10/2006
V Semana de Comunicação: 3º dia - 18/10/2006
V Semana de Comunicação: 2º dia - 17/10/2006
Abertura da "V Semana de Comunicação Prof. Julio Morejón” – 16/10/2006
Sessão Pipoca: “FINAL FANTASY VII ” – 06/10/2006
Sessão Pipoca: “JUSTIÇA” – 01/09/2006
Sessão Pipoca: “A NOIVA-CADÁVER” – 01/09/2006
Carlos Eduardo: o aluno poeta e roqueiro volta a atacar!



Design Digital: trabalhos interdisciplinares

CRIATIVIDADE A MIL

No dia 31 de outubro próximo passado, os alunos do curso de Design Digital (turmas 2615 e 2613) apresentaram seus Trabalhos Interdisciplinares. O desafio era, a partir da pesquisa sobre revista existente no mercado, criar um novo produto editorial (capa e matéria relacionada), determinando todos os elementos necessários para a sua exposição mercadológica. O resultado foi extremamente satisfatório, com criações surpreendentes como as revistas:

  1. Outro lado – com matéria da capa sobre o Edifício Joelma, incendiado em 1972
  2. Natureza – matéria e capa sobre a arte do bonsai
  3. Anime Dreams – matéria e capa sobre Evangelion e sua história
  4. Acontece – matéria e capa sobre pedofilia
  5. Da Vinci – matéria e capa sobre a reclassificação de Plutão

Valeu o empenho de todos os alunos e a participação da banca julgadora!

Autora: Profª Celina Luca

• GALERIA DE FOTOS: TRABALHOS

Design Digital: Oficina Temática / Série Visionários

LEONARDO DA VINCI, o grande profeta da era industrial e do mundo moderno

Este é o tema que estamos desenvolvendo em nossa nova jornada intelectual desde o dia 11 de novembro. A proposta é a de estudar a vida e obra de um dos maiores gênios da humanidade, aprofundar os conceitos sobre design (forma, função, ergonomia), aprender algumas técnicas de expressão artística (desenho, pintura, escultura, maquetes, etc) e exercitar a nossa criatividade.

No sábado 18, com início às 9h, assistimos à segunda parte de um excelente  DVD da BBC sobre a vida de Leonardo. Depois, discutimos algumas características do período histórico chamado de Renascimento, e, no espaço da Oficina, começamos a praticar as técnicas do desenho artístico.

O aprendizado da técnica de representação bidimensional, levando em conta uma compreensão maior a respeito da visão que Leonardo tinha sobre o desenho, será iniciado com exercícios básicos que envolvam a linha, o plano e o espaço, a composição, a proporção e o equilíbrio, desenho de anatomia e representação da figura humana.

O sucesso da Oficina depende do empenho, seriedade e esforço de toda a equipe envolvida no projeto (alunos e professor). Assim sendo, vamos aproveitar a oportunidade e agregar valor a cada instante do curso. O aperfeiçoamento pessoal não é conquistado sem trabalho duro e dedicação exclusiva. Assuma o compromisso da “1ª Oficina de Arte Design”, incorpore o paradigma de Leonardo, e acredite nas suas potencialidades. Mas a pergunta persiste:

Afinal de contas, não somos a concretização dos sonhos de muitos visionários?

A formação do Designer Digital envolve um aprimoramento intelectual sobre o seu papel no mercado de trabalho e as futuras contribuições ao desenvolvimento de uma identidade do design brasileiro.

Na trajetória acadêmica é preciso “dissecar”, tal como Leonardo no processo de investigação das estruturas humanas, os conceitos estéticos (o planejamento da forma de produtos a partir da percepção criativa do designer), intimamente relacionados à maneira como concebemos o alicerce das nossas idéias, utilizando a síntese da representação no plano bidimensional como pressuposto essencial no entendimento dos processos de organização e expressão das idéias. Saber se expressar graficamente, criando uma linguagem de raciocínio visual, algo especialmente cultuado por Da Vinci, fortalece as competências do futuro designer, efetiva o exercício cognitivo no campo da criação e estabelece uma afinidade maior entre as habilidades pessoais e as exigências do mercado.

Também precisamos refletir sobre os conceitos funcionais do design. Criamos com alguma finalidade, sempre objetivando a satisfação do público consumidor. Desta forma, o design cumpre um papel específico e diferenciado da qualidade atribuída ao exercício artístico (aquele que é feito apenas por puro deleite e livre expressão de sentimentos e pensamentos): o design satisfaz necessidades humanas a partir da articulação entre produção, mercado e consumo.

Leonardo produziu inúmeros trabalhos sob forte influência da época em que viveu. Suas máquinas e inventos tinham como finalidade satisfazer os anseios de uma sociedade em constantes desequilíbrios políticos e sociais, algo que podemos perceber por intermédio dos inúmeros projetos bélicos criados por este grande visionário. Até mesmo seus trabalhos artísticos seguiam solicitações e exigências dos seus patrões.

O estudante de design precisa entender a importância atribuída à funcionalidade das suas criações. Um site, por exemplo, pode muito bem obedecer aos conceitos estéticos, mas menosprezar os elementos conceituais da usabilidade, comprometendo a função específica do produto. Assim, o profissional não irá atender aos anseios do seu cliente. Neste caso, o design não cumpriu o seu papel!

Leonardo entendeu, como ninguém, que a finalidade do belo pode, simultaneamente, compartilhar o objetivo funcional, incorporando o uso de técnicas, práticas e abordagens relacionadas à identidade que a obra assume dentro do contexto social e cultural.

A elaboração do óleo e têmpera sobre gesso, “A Última Ceia” (460 x 880 cm), em Milão, cumpre seu papel funcional (a decoração do refeitório do Mosteiro de Santa Maria delle Grazie) sem impedir o exercício dos conceitos formais (avanços no uso da perspectiva, harmonia na composição, movimento e ritmo representados pela expressão individual das figuras, etc).

Finalmente, a preocupação ergonômica (a interação entre o homem e os produtos) se faz necessária para realizar o intento do design. Neste aspecto, os estudos das técnicas, dimensionamentos específicos, capacidades humanas, entre outras, são incorporados pela apropriação dos métodos e processos tecnológicos. Os processos técnicos tornam possíveis as realizações e avanços do design. Sem os procedimentos técnicos, não podemos expressar e comunicar qualquer idéia ao público. Não se faz design!

Leonardo possuía profundo conhecimento sobre as técnicas e os materiais, manipulava seus instrumentos com grande habilidade e sabia, inclusive, criar novos processos a partir do domínio das práticas de sua época. Não foi por acaso que se destacou no atelier em Florença, quando ajudou o mestre Verrocchio na pintura a óleo e têmpera sobre madeira (177 x 151 cm), “O Batismo de Cristo”, pintando o anjo ajoelhado mais à esquerda e retocando partes da paisagem e do corpo de Cristo. O aprendiz superou o mestre!

Vamos desenvolver os trabalhos artísticos na Oficina Temática, exercitando a criatividade (livre e espontânea), sem perder, no entanto, a consciência sobre os valores formativos do futuro designer. O design tem, como finalidade fundamental, a perfeita conciliação entre os conceitos formais, funcionais e técnicos, obedecendo, sempre, os parâmetros definidos pela interação humana (fatores ergonômicos) e o comprometimento com os componentes históricos, sociais e culturais do contexto contemporâneo.

Sábado, dia 18 de novembro, iniciamos uma nova etapa – um novo tempo de descobrir, testar, criar, inventar, e, aproveitando o tema sobre como utilizamos o nosso tempo, finalizo com as palavras do próprio Leonardo. Em dois projetos para relógios a ar e a água, o inventor faz a seguinte consideração poética sobre o tempo:

Não nos faltam nem modos nem meios para repartir e medir estes nossos míseros dias,
que nos deve ainda agradar não gastá-los e passá-los em vão...

Autor: Prof. Maurício S. Goulart

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As boas surpresas do esporte

Design Digital também manda ver no FUTSAL

Já sendo uma tradição no Unibero, o Campeonato Interno de Futsal Masculino chega à reta final com 3 finalistas: Administração, Turismo e Design Digital (tuma da manhã).

Com partidas realizadas sempre aos sábados, na Escola de Educação Física da Polícia Militar, o evento vem atingindo o seu objetivo: sociabilizar e integrar grupos, destacando, como força motriz, a prática de uma atividade física.

Os alunos de Design, sempre bem-dispostos e participativos, vêm levando a sério o campeonato, mostrando como um bom profissional tem foco naquilo que se propõe a desenvolver.

Conheça os “guerreiros” do nosso curso de Design Digital: Adriano, Cauê, Everton e Daniel (em pé); Bruno e PH (agachados).


Parabéns a todos os finalistas e aos demais participantes!

Autor: Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia (coordenador dos cursos de DD e PP)

• GALERIA DE FOTOS: FUTSAL 2006

Militares fazem palestras aos estudantes de RI

Mundo civil x militar: a experiência dos alunos de Relações Internacionais durante o “III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”

A interação entre estudantes do mundo civil e militar era o foco; discutir temas relevantes para a defesa da nação, o objetivo; e uma experiência inesquecível, a conseqüência. Foram estas variáveis que Filipe, Karen, Marilia, Rafael, Juliana, Danielle, Thaina, Talita, Renato e Luis Felipe, oriundos de diferentes turmas do curso de Relações Internacionais (8°, 6°, 4° e 2° períodos) puderam participar no mês passado.

Entre os dias 02 e 07 de outubro de 2006, alunos do nosso curso de Relações Internacionais puderam vivenciar momentos um tanto quanto diferentes de suas rotinas ao participar do “III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”, promovido pelo Ministério da Defesa, na Academia de Força Aérea (AFA) em Pirassununga, estado de São Paulo.

A delegação do UNIBERO foi escolhida entre diversas faculdades para participar deste evento. Durante os 5 dias do evento, os estudantes, assim como dois professores do curso, participaram de palestras, discussões em grupo, visitas e atividades desportivo-militares.

As palestras abordaram questões estratégicas de defesa brasileira, incluindo temas como Amazônia e o papel das forças armadas no desenvolvimento brasileiro. Após as palestras, os estudantes se reuniam em grupos montados pela organização com pessoas de diferentes universidades e realidades (civil e militar) para discutir as questões abordadas durantes as manhãs, devendo elaborar  apresentações que seriam expostas no início da tarde. Ao terminar as exposições, os estudantes puderam vivenciar algumas atividades militares exercidas pelos integrantes da Academia de Força Aérea, como práticas de tiro, vôo de planador, jogos de paintball, escalada, pista de corda, etc.

Os alunos do UNIBERO tiveram participação ativa nos grupos de trabalho, nos debates realizados, assim como nas atividades esportivas. A condição era de vivenciar a vida militar durante a semana em que ficaram em Pirassununga, seguindo a rotina dos cadetes e as ordens e regras da Academia.

Uma das discussões mais acaloradas, que mostrou a diferença entre o pensamento civil e o militar, foi proporcionada pela Profª Suzeley Kalie Mathias e o Almirante Armando Amorim Ferreira Vidigal. Ambos discursaram sobre o papel das Forças Armadas no desenvolvimento nacional. No entanto, enquanto o Almirante defendia a participação militar em todos os processos, a professora defendia a idéia sobre a existência de processos paralelos onde os militares atuariam em um campo e as indústrias em outro. Esta discussão prosseguiu para a fase das perguntas e permeou os grupos de trabalho, sendo esta a que mais demonstrou a visão do pensamento militar. Foi possível notar que eles atribuem-se um papel muito mais ativo e importante do que a sociedade civil enxerga ou até mesmo considera como a ideal para um militar.

A experiência de conhecer e conviver com uma realidade totalmente diferente da usual e poder ter contato com pessoas de pensamentos tão diversos foi o maior ganho, e deixará, sem dúvida, um lugar na memória e na história de vida destes estudantes de relações internacionais.


Texto e fotos:
Karen Vasconcelos da Costa (8º período do curso de Relações Internacionais)



GALERIA DE FOTOS: III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional

DESAFIO DO CURSO DE PP: Dublagem

Sete grupos, sete filmes e sete produtos

A proposta da Profª Pan, que ministra a disciplina PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA EM TV E CINEMA, foi bem interessante. O objetivo era, por intermédio das agências formadas em sala, dublar um filme.
É claro que isso seria fácil, pois escolheríamos um filme, o que iríamos dizer e pronto: dublagem concluída. No entanto, para o curso de Publicidade e Propaganda, nada é tão simples assim!

Tínhamos que dublar, por 30 segundos, uma cena contínua, ou seja, escolher uma passagem sem corte. Até aí, tudo bem, mas logo veio o grande desafio: vender um produto! Sabemos que somos quase “publicitários”, mas haja criatividade para isso... E não é que houve?!

A professora arrolou sete filmes na lousa: “O Poderoso Chefão”, “Shrek”, “Missão Impossível I”, “Magnólia”, “Tudo sobre Minha Mãe”, “Sr. e Srª Smith” e “A Era do Gelo”. Logo depois, escreveu os nomes das agências e fez um sorteio. O interessante desse trabalho é que o sorteio possibilitou que cada grupo se adaptasse ao filme que lhe coube – fato incrível, pois nem todos eram os preferidos da moçada.

Sete grupos, sete filmes e sete produtos. Hora de ver o resultado, depois de tanto empenho por parte de todos. E tal resultado foi surpreendente! A dublagem foi regada a muito bom humor e produtos os mais diferentes possíveis.

Nós, alunos, agradecemos o desafio que nos foi feito pela Profª Pan e o suporte que ela nos deu o tempo todo. Agora, temos um novo trabalho para o nosso portfólio.

Autora: Carla Caramante (4º período de Publicidade e Propaganda)

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Palestra

“O Profissional de Marketing e o Mercado”, por FLÁVIO S. DIONÍSIO, em 14/11/2006

Foi uma noite de aprendizado e interação. O Sr. Flávio S. Dionísio, gerente de produto da Tigre S.A., abrilhantou-nos com uma interessante palestra no Auditório Mozart. O público-alvo abrangia alunos e professores do curso de Design Digital do UNIBERO, mas muitas outras pessoas compareceram devido ao conhecido carisma do convidado.

Aprenda também as lições que nos foram deixadas por Flávio, fazendo o download dos textos elaborados por Vivian C. Balardin, do 1º DD, Bruno de Oliveira Gomes, do 2º DD, e Ricardo Satoshi Yamassaki, igualmente do 2º DD.

Detalhe: para a surpresa de todos, o palestrante, após sua fala, fez um “quiz” com os alunos, ofertando aos ganhadores belos brindes de sua empresa. Outra lição de marketing: somente receberam brindes aqueles que lutaram para obtê-los!

TEXTO 1: Vivian C. Balardin (1º DD)

TEXTO 2: Bruno de Oliveira Gomes (2º DD)

TEXTO 3: Ricardo Satoshi Yamassaki (2º DD)


Sessão Pipoca: CRASH (10/11/2006)

Considerações sobre o filme “CRASH – No Limite”

Faça o download das resenhas escritas pelos alunos Mikael e Éder sobre o filme “Crash – No Limite”, apresentado na Sessão Pipoca de 10 de novembro próximo passado. Cada autor, no seu estilo, faz interessantes comentários sobre o roteiro, deixando os leitores curiosos para também assistirem. Confira!

Texto 1: aluno Mikael Roiha de Oliveira
(2º Período – Design Digital matutino)

CRASH - No Limite

Texto 2: aluno Éder Delcambe Rodrigues
(2º Período de Design Digital matutino)


CRASH - No Limite

XXII Semana de Turismo

Programa“A importância dos eventos para o desenvolvimento do turismo” foi o tema da XXII Semana de Turismo do Unibero. A realização das semanas culturais é tradicional na Instituição e, neste caso, é o resultado do trabalho dos alunos dos 3º e 4º períodos na disciplina de Eventos, ministrada pela Profª Telma Brito.

O tema não poderia ser mais relevante, haja vista que nossa cidade é considerada a que mais atrai e realiza eventos no país, sendo o turismo local profundamente vinculado a estes. A programação trouxe palestras, minicursos e oficinas, e ocorreu entre os dias 6 e 9 de novembro, no Auditório Mozart, a partir das 19h15.

No primeiro dia foi abordado o “Planejamento de Festivais Gastronômicos”, pelo Prof. Celso dos Santos Silva, da AREGALA – Asociación de Restauradores Gastronómicos de las Américas –, e pelo Sr. Ênio Miranda, da ABRESIAssociação Brasileira de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo. O debate que seguiu o dia de abertura aconteceu entre os vice-presidentes da SPTuris – São Paulo Turismo S.A. – e da Diretoria Executiva do SPCVBSão Paulo Convention & Visitors Bureau, sobre o tema “São Paulo: capital dos eventos e do turismo”.

A cultura, que é forte destaque da cidade, e que contribui para a atração dos eventos, esteve presente na programação, com um bate-papo sobre a Rua do Choro: “O movimento do choro: cultura genuinamente brasileira”. Para esse bate-papo foram convidados o Sr. Emerson Fraianeli (Coordenador de Produção da Secretaria de Estado da Cultura), a Srª Claudia Franceschi (Produtora Cultural da Secretaria de Estado da Cultura) e o Sr. João Thomas do Amaral (Rede Boa Nova de Rádio). Para fechar a noite do dia 08, uma apresentação de “choro”, pelo Grupo Varanda Paulista.

O último dia abordou os eventos comunitários e filantrópicos, por meio de uma palestra sobre a Achiropita, tradicional festa gastronômica realizada no bairro da Bela Vista. Os palestrantes, membros da própria paróquia, foram a Srª Suzada Manuel Flor e o Sr. Sebastião Rodrigues Flor. No encerramento da noite e da Semana de Turismo, houve a apresentação do Coral e da Orquestra Infantil do Projeto Guri, mantido pelo Centro Educacional Dom Orione.

A participação nas palestras foi gratuita e os minicursos e oficinas tiveram um preço simbólico, com valores revertidos para as obras da Paróquia Nª Srª Achiropita.

Autora: Profª Célia Serrano


Feitiço do Natal

No último dia 31 de outubro – o “Dia das Bruxas” –, um grupo de monstros e bruxas percorreu algumas salas de aula anunciando a abertura da campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis para o Natal das crianças da creche mantida pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, nas proximidades do UNIBERO. Com pedidos de “um trocado ou uma travessura” e muito bom humor, nossos bruxinhos do bem arrecadaram R$ 272,30.

A campanha é uma iniciativa dos alunos e da coordenação do curso de Turismo, e prossegue até o dia 10 de dezembro. Quem quiser colaborar, pode depositar suas doações na caixa disponível junto ao Setor de Protocolo, no prédio I.

Texto e foto: Profª Célia Serrano

Como Viver Junto

Alunos do Unibero visitam a
27ª Bienal de São Paulo.

“Como Viver Junto”, o tema da 27ª Bienal
de São Paulo, emoldura o debate sobre os principais questionamentos de um mundo cada vez menor e, aparentemente, incapaz de produzir soluções sociais e políticas favoráveis ao convívio pacífico da humanidade.

Acreditando no potencial transformador da arte, a curadora Lisette Lagnado, organizadora dos arquivos do artista brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), criou a Bienal a partir de dois conceitos do artista: Projetos Construtivos – como as pessoas constroem seu espaço social – e Programas Para Viver – como se colocam em prática relações comunitárias.

Contando com a participação de 118 artistas, 20% dos quais brasileiros, a montagem da mostra seguiu dois critérios básicos: de um lado, “quem acredita na convivência”, e, de outro, “quem está desiludido” com os resultados das últimas décadas. O título da exposição, “Como Viver Junto”, foi baseado na publicação dos cursos que o filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) ministrou no Collège de France, em 1976 e 1977.

Assim sendo, os alunos do 6º período do Curso de Design Digital, no dia 26 de outubro, participaram de uma visita monitorada à Bienal. Nesse dia, percorrendo as diversas salas da mostra, o grupo teve a oportunidade de observar diferentes trabalhos e refletir sobre os vários aspectos da problemática social a partir das inusitadas concepções incorporadas pela linguagem da arte conceitual.

A Bienal estimula o pensamento estético, favorece o aperfeiçoamento da leitura crítica sobre a arte do nosso tempo, e incentiva a produção de trabalhos e projetos especiais. É um espaço de experimentação, um laboratório criativo que sugere caminhos alternativos e pouco ortodoxos no campo da arte. Precisamos ver a Bienal com outros olhos, sem preconceitos ou barreiras. Assim, homenageando Barthes, devemos “Como(ver) Junto”.

Autor: Prof. Maurício Goulart (Curso de Design Digital)



INFORMAÇÕES SOBRE A BIENAL: 
27ª Bienal de São Paulo, de 7/10 a 17/12, de terça a sexta, das 8h às 21h (acesso até às 20h); sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h (acesso até às 21h). Local: Parque Ibirapuera, portão 3, tel.: 5576-7600. Entrada Franca. Na Internet: www.bienalsaopaulo.org.br


Análise de Figuras

As figuras selecionadas foram a fotografia de uma árvore da Amazônia e um “logo” de uma campanha da Universidade de São Paulo (USP). A primeira representa um acaso da natureza, uma figura que causa curiosidade e estranheza a quem a vê, por sua semelhança com um ser humano; a segunda representa uma arte - mesmo sendo apenas o logo de uma campanha, não deixa de ter seus atributos.

Para essa análise, achei melhor uma fotografia de algo incomum. Poderia ter usado uma fotografia mais ligada à arte, mas queria algo que chamasse a atenção para um problema de ordem social.

Analisando a primeira imagem, está claro que tem as formas de uma mulher grávida, por causa de uma saliência na parte inferior do tronco; mais abaixo uma separação lembra pernas. Existe também um buraco na saliência do tronco. Todos esses detalhes remetem a uma mulher que espera um bebê, mas em uma situação difícil. Aparenta abandono, pois está com a parte inferior mergulhada em um pântano. Muitas mulheres são abandonadas pelos companheiros ou maridos durante o período de gestação, pelos motivos mais diversos. O buraco dá a impressão de que essa mulher perdeu a criança, pela infelicidade, por algum problema de saúde ou até mesmo em virtude de um aborto, já que muitas acham ser essa a melhor solução, em alguns casos.

A casca da árvore está bastante envelhecida, aparentando descuido, pouco-caso, com o ser humano, e o tronco é fino, aparentando magreza excessiva, desnutrição. Todo o conjunto da fotografia dá um ar triste ao cenário, porque remete aos problemas sobre os quais ouvimos e aos quais assistimos todos os dias: o descaso com o próximo. Mulheres em período de gestação estão mais vulneráveis e sensíveis e necessitam de todo o apoio que possam ter. Às vezes, porém, o que acontece é exatamente o contrário: violência tanto física quanto emocional. A falta de informação também é um grande problema, pois leva as mulheres a perderem seus filhos porque não os submeteram a exames, mesmo aos mais simples. A fotografia é triste, mas mostra uma realidade.

O logo da campanha da USP já retrata uma mulher diferente, com aparência saudável. Sua postura é de alguém com uma gravidez tranqüila, feliz com a chegada do bebê, o que é percebido pelo simples fato de sua mão estar sobre a barriga. Ela está preparada para ter um filho. Isso retrata a diferença entre as classes sociais. Em uma campanha sobre mulheres grávidas, o logo deve mesmo representar uma figura aparentando alegria e saúde, transmitindo confiança às mulheres, incentivando-as a participar.

A maternidade é encarada como uma bênção para uns e como um problema a mais pelos outros. Os mais bem providos, que têm mais condições, encaram melhor a chegada de mais uma criança, pois têm como cuidar dela e fazer que cresça saudável; os menos providos, porém, muitas vezes não têm como cuidar de mais uma criança, pois a maioria tem mais de um filho. Então, a chegada de mais um se torna um transtorno, não pela criança, mas pela situação. Em alguns casos, essa criança vai parar em uma lixeira na rua, orfanato ou família adotiva. Essa é a realidade em que vivemos.

O contraste entre as duas obras fica bem evidente nesse aspecto, apesar de a segunda obra não ter nenhuma paisagem de fundo, e sim um fundo preto. As diferenças sociais saltam a olhos vistos. Não é necessária nenhuma foto para nos lembrar disso, mas parece que a sociedade, em alguns momentos, quer esquecer esse fato.

A intenção desta análise é mostrar o quanto uma simples fotografia e uma obra de arte, que sejam as mais comuns, pelas quais estamos acostumados a passar os olhos sem realmente enxergá-las, possuem uma riqueza de detalhes e têm muito a oferecer para uma análise sobre a vida em qualquer aspecto, não só para profissionais da área social, mas para todos os que realmente se interessam pela arte e o que ela nos proporciona, quer sentimentos agradáveis ou não.

Autora: Fabiana Pereira de Souza (Design Digital – 8º Período)


A hora e a vez dos egressos

Adriana Woll – administradora, pintora,
ex-aluna do Unibero e... sucesso na Europa!

Em outubro deste ano, Adriana Woll realizou em Saarbrücken, na Alemanha, a exposição "Brazil meets SaarLorLux”. O evento teve como palco a conceituada Galerie Liel de arte contemporânea daquela cidade, na qual foram mostrados trabalhos de artistas da Alemanha, Luxemburgo, França, e da própria Adriana, como representante do Brasil. A mostra teve pinturas coloridas e reflexivas, apresentando uma percepção diversificada do nosso país, social e culturalmente. A criação artística de Adriana Woll estimula o observador a ir além do estereótipo Brasil – carnaval –, despertando idéias novas sobre o país.

A exposição atraiu o interesse do público e dos críticos de arte. Uma continuação está sendo preparada, tendo em vista que, em 2007, a região trinacional SaarLorLux (de Saarland – na Alemanha; Lorraine – na França; e Luxemburgo) será a capital cultural da União Européia.

Seria esta uma notícia normal, não fosse por um aspecto importante: Adriana se formou em Administração, no ano 2000, pelo UNIBERO.

A trajetória de Adriana Woll

Adriana é filha de um imigrante português e comerciante de materiais de construção da Zona Sul de São Paulo. Quando a conhecemos, ela estava, então, na 4ª série do curso de Administração, e já era casada com Thomas Woll, um jovem alemão, doutor em Musicologia, conhecedor da burocracia dos direitos autorais musicais, além de produtor e arranjador, que veio ao país explorar o tão exaltado universo musical brasileiro. Durante todo o tempo do curso de Administração na nossa escola, Adriana trabalhou com o pai, mergulhando de cabeça nos negócios da loja. Quem quiser conferir como foi intenso o seu envolvimento, sugerimos consultar, na biblioteca de referência, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que ela elaborou, intitulado O Novo Layout da Bricolagem.

Na época, ela discutiu uma abordagem inédita no Brasil para as lojas de materiais de construção, algo que ia além do conceito ‘home center’. Aliando os ensinamentos do curso com a prática adquirida na empresa do pai, Adriana, depois de formada, teve jornada dupla de trabalho, atuando também na empresa do marido. Ao final de 2003, o casal decidiu que era hora de ir para a Alemanha, onde julgaram que as oportunidades no ramo da produção musical eram maiores do que aqui, um mercado limitado, embora o brasileiro seja um grande apreciador e consumidor de música.

Desconhecíamos, então, a outra formação da Adriana, na Escola Panamericana de Arte. Foi uma surpresa quando, entre os e-mails que continuamos a trocar, Thomas deu a notícia sobre a exposição, convidando a acessar o site www.galerieliel.de, no qual havia amostras dos trabalhos de Adriana. O que se visualizou foi muito agradável. Confira a foto! Em pouco mais de dois anos, aquela aluna interessada e aplicada nas aulas havia se tornado uma artista de projeção. E, convenhamos, não deve ter sido fácil obter reconhecimento numa terra onde a arte é muito valorizada.

Assim, como pode ter ocorrido com muitos dos alunos que se formaram no Unibero, o exemplo de perseverança como o da administradora e agora pintora consagrada Adriana Woll nos faz refletir e concluir que vale a pena a dedicação e o esforço para que consigamos atingir nossas metas.    

Autor: Prof. Ms. Carlos Alberto Lopes


O diabo vesta Prada


Entenda a pertinência da análise deste filme sob
a ótica da “Mercadologia”, importante disciplina
do currículo dos cursos de Design Digital (DD) e Publicidade & Propaganda (PP). No mundo da tecnologia aliada ao posicionamento de marcas
no mercado, questionamentos diversos surgem, podendo ajudar ou distorcer comportamentos dos funcionários e executivos de empresas.

Faça o download dos textos de Raquel Correia e Ricardo Yamassaki e você ficará impressionado.


“O diabo veste Prada” - Texto 1: aluna
Raquel Correia

Um dia haverá equilíbrio?


“O diabo veste Prada” - Texto 2: aluno
Ricardo Yamassaki

Exemplos de assuntos discutidos na disciplina “Mercadologia”



Oficina de Design (21/10/2006)

Oficina de Design supera expectativas

No dia 21 de outubro, os alunos que participaram da Oficina de Design do Unibero finalmente apresentaram seus trabalhos no Auditório Mozart.

Durante seis semanas, eles seguiram rigorosamente o cronograma: captaram clientes reais ligados ao comércio de refeições e lanches; levantaram problemas e vantagens de cada um; e fizeram propostas gráficas para solucioná-los.

O resultado foi incrível: depois de muita inspiração e, principalmente, transpiração, os futuros designers mostraram trabalhos altamente profissionais, criativos e brilhantemente finalizados.
 
Apresentaram seus trabalhos o grupo Company Design, para a Pizzaria e Choperia Razzi; grupo Bazooka, para o Restaurante e Lanchonete Castelinho; Vertex Design, para o Restaurante Magano; Impacto, para o Restaurante e Café Acisum; e o grupo Loyal, para a Cantina D’Angelo.

Os professores Rose Maciel e Fabiano Salomão, que coordenaram a Oficina, contaram, ainda, com a preciosa colaboração dos monitores da Agência Experimental (AGEX), Christian M. Farfalão e Paulo César Sampaio.

Estiveram presentes, além de familiares dos alunos, os próprios clientes envolvidos nas atividades. Esperamos, agora, que estes empresários implementem as soluções encontradas pelos participantes da Oficina, pois, assim, o Unibero irá deixando sua “marca” criativa no entorno da Instituição, criando uma parceria duradoura, de qualidade e profissionalismo, com a comunidade.

Parabéns a todos, e esperamos que o sucesso se repita na próxima edição da Oficina de Design!


Autora: Profª Rose Maciel


V Semana de Comunicação - 5 º dia (20/10/2006)

Confira os ganhadores!Bom, se começou bem, terminou melhor.
A “V Semana de Comunicação Prof. Julio Morejón”, do Unibero, foi fechada com chave de ouro na sexta-feira, com a final do Concurso de Logotipos para os cursos de Design Digital e Publicidade & Propaganda. Todos os finalistas apresentaram excelentes trabalhos, mas apenas dois foram consagrados pela banca julgadora, que selecionou os trabalhos de Felipe Franciozo (do 2º DD) e de Thiago Silva Santos (do 1º PP).

Após a premiação dos vencedores, foi apresentada uma peça de teatro dirigida pelo Prof. Paulo Kazkas, e que levou a platéia às gargalhadas. A peça entreteve a todos por cerca de 20 minutos – alunos, professores e organizadores dos cursos de DD e PP, que locupletavam o Auditório Mozart.

Logo após a peça, foi a vez de abrir espaço para a surpresa da noite: uma encenação realizada pelos alunos de Publicidade em homenagem ao coordenador dos cursos, Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia. Os alunos fizeram um playback divertidíssimo das músicas dos anos 80 e proporcionaram também um momento ímpar aos presentes.

Assim, de maneira descontraída, participativa e envolvente, terminou a “V Semana de Comunicação do Unibero”, que, com certeza, deixará muitos alunos e professores ansiosos pela próxima edição. Parabéns a todos que, de alguma forma, colaboraram para o sucesso do evento e fizeram desse espaço um lugar para que alunos e professores possam sempre expor o que existe de melhor dentro de si. E até o semestre que vem!


V Semana de Comunicação - 4 º dia (19/10/2006)

Fechando o ciclo de palestras, o Unibero contou com a presença de Auli di Vitto, da Freeshop/Forma Editora, que abordou o tema “Marketing Promocional -  Eventos, Brindes e Promoção no PDV”.

De forma carismática, nosso convidado envolveu a todos com sua dinâmica e exibiu aos presentes as novas tendências do mercado de promoções e eventos, mostrando que a propaganda e o
design não são feitos apenas de jornais, revistas e outdoors. Também encerrando essa semana inesquecível de palestras, Rui Alão e Junia Meirelles apresentaram suas respectivas falas, “Mito e mitologia na hipermídia” e “Design e Hipermídia aplicada à TV Digital”, abordando dois temas que estão fervilhando em todos os meios de comunicação, e trazendo um panorama aos alunos do que esperar e do que fazer na era da TV Digital.

Ponha seus óculos de leitura – se possuir um, é claro – e afaste-se do monitor um pouquinho, para absorver o vasto conteúdo de um dos nossos últimos palestrantes da “V Semana de Comunicação
do Unibero”!

Entrevista com Auli de Vitto * * * * *

Auli de Vitto, da Freeshop/Forma Editora, é responsável por uma das maiores feiras de promoções
do Brasil, a “Brazil Promotion”, realizada anualmente. O evento apresenta as principais novidades e lançamentos do ano em produtos e serviços promocionais, brindes, presentes corporativos, produtos e serviços para a realização de eventos, soluções para merchandising no ponto-de-venda (PDV), serviços de marketing, recursos gráficos, empresas de licenciamento de marcas e personagens.

Auli veio demonstrar a crescente preocupação das empresas para que seu público se sinta cada vez mais envolvido no processo de divulgação de suas marcas e produtos. Assim, foram discutidos temas e tecnologias atuais de divulgação, interação e imersão do consumidor nos processos promocionais, nas abordagens do PDV, e o que esperar em termos de interatividade e tecnologia das empresas atuantes no mercado de divulgação, promoção e eventos. Confira mais esta entrevista exclusiva do nosso evento uniberiano.

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V Semana de Comunicação - 3 º dia (18/10/2006)

Um é pouco, dois é bom, e três... três realmente é demais! O terceiro dia da “V Semana de Comunicação do Unibero” foi um espetáculo à parte. Com os alunos mais do que envolvidos nos roteiros de palestras e exposições em salas de aula, a data foi marcada pelos auditórios lotados e o maior contingente de visitantes nas salas em toda a semana.

Os protagonistas desse dia foram os profissionais Antônio Carlos Maldaum e Emílio Lobato Prado Teixeira, da Rabbit Comunicação, e Fábio Mello, da RS/Direct, que ministraram – consideradas por muitos –, as palestras mais envolventes da Semana. Confira agora os destaques que marcaram esse terceiro dia da nossa “V Semana de Comunicação”, que, como dito anteriormente, foi demais!

Antônio Carlos Maldaum e Emílio Lobato

A Rabbit Comunicação tem um extenso currículo de trabalhos bem-sucedidos no mercado de Design e Propaganda, e veio ao Unibero para compartilhar algumas experiências e conceitos com os alunos que lotaram o prédio do Centro Hispânico, neste terceiro e memorável dia do nosso evento.

Antonio Carlos Maldaum atuou na área de animação 3D e 2D de 1994 até 2000, contratado para dirigir o departamento de animação da Multisolution Filmes, trabalhando com clientes como Villares, Universidade Mauá, FMU, Lucky Salgadinhos, Flying Horse, e CVC, entre outos. Em 2003, junto com Armando Iaropolli Neto, Luiz Felipe Cintra e Marco Antônio de Souza Carlos, abre a Rabbit Comunicação, onde é diretor de criação e trabalha com clientes como Aços Villares, CDB, SBCmóveis, Villares Metals, Calvin Klein, Vr Menswear, Brassuco, Emporium São Paulo, Doural, Intermobille, e muitos outros.

Emílio Lobato Prado Teixeira, formado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em 2001, buscou uma vivência profissional diversa, envolvendo-se em áreas como design gráfico/editoração eletrônica, produção de eventos, mídia e redação. Sua formação multidisciplinar contribuiu para que assumisse a coordenação do Departamento de Criação da Rabbit Comunicação, onde atua desde 2005 no planejamento e criação de todas as campanhas e peças desenvolvidas pela agência. Atua em criação publicitária desde 2000, com trabalhos para clientes como ABP - Associação Brasil Parkinson; CDB - Centro de Diagnósticos Brasil; Citizen; Editora Abril; Konica Minolta; Livraria Cultura; Roche; Toshiba Medical do Brasil; Unimed Paulistana / CAASP.

Entrevista com Fábio Mello * * * * *

Poucos profissionais conseguem tantos prêmios e tantas realizações em tão pouco tempo – o que não exclui a sua vasta experiência de mercado – quanto Fábio Mello. Professor de redação publicitária da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), e consagrado com diversos prêmios nacionais e internacionais, aposta no Marketing Direto como sua forma mais eficiente de abordar clientes e produzir resultados. O diretor de criação da RS/Direct mostrou para os alunos do Unibero que uma das formas mais antigas e conhecidas de abordagem – a mala-direta – está viva e mais forte do que nunca. Basta apenas inovar, ousar e, até mesmo, ser um tanto “bizarro”. Entenda o porquê do sucesso deste notável profissional de apenas 35 anos de idade, em sua entrevista à “V Semana de Comunicação do Unibero”.

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V Semana de Comunicação - 2º dia (17/10/2006)

O segundo dia da “V Semana de Comunicação do Unibero” deu seqüência ao calendário de palestras e workshops programados, dessa vez trazendo os convidados Percival Caropreso e Jefferson Martins.

No Auditório Mozart, Caropreso, que já atuou como vice-presidente e diretor de criação da McCann Erickson, uma das mais conceituadas agências de propaganda do Brasil e do mundo, realizou a brilhante palestra intitulada “Criar e coçar, é só não parar”. E, no prédio do Centro Hispânico, tivemos o prazer de contar com a presença de Jefferson Martins, da Arte Domus, que surpreendeu a todos com o tema de sua fala: “A criatividade a partir do Criador”.

E não houve só as duas excelentes palestras nessa noite... Salas temáticas, espalhadas pela Instituição, fizeram do segundo dia um evento mais que memorável. Confira, nesta matéria, esses e outros fatos que marcaram a data!

“Criar e coçar, é só não parar” - Percival Caropreso

Este nosso convidado poderia ser lembrado por inúmeros motivos: por ter sido vice-diretor de uma das maiores agências de publicidade do mundo – a McCann Erickson – e por ter sido eleito pela Organização das Nações Unidas (ONU), junto com sua equipe, autor de uma das cinco melhores campanhas publicitárias para o terceiro setor no mundo, ou simplesmente por ter arrebatado inúmeros prêmios – nacionais e internacionais – no mundo da propaganda.

Em verdade, ele não é lembrado por nenhum desses motivos, e sim pelo conjunto de todos eles. Com o tema “Criar e coçar, é só não parar”, Caropreso atenta para a necessidade de ousadia por parte do profissional de design e propaganda, cada vez mais, em todos os aspectos, pois o mercado exige um nível de diferencial incrivelmente latente por parte daqueles que querem ingressar nesse concorrido mundo da comunicação. Nesse mundo, como sabemos, apenas boas idéias não são suficientes. É necessário mudar a ótica da criação.

“A criatividade a partir do Criador” – Jefferson Martins

Alguns profissionais muitas vezes se envolvem com um trabalho além do convencional, além daquilo que estão acostumados a desenvolver no seu dia-a-dia. Esse é o exemplo de Jefferson Martins, que, além de criar seus trabalhos para a Arte Domus, tem se envolvido com programas sociais. Estes contribuem para resgatar a dignidade de um grupo social vitimado pelo preconceito. Em suas próprias palavras, “O faz crescer como ser humano”. Profissional talentoso e pai de família dedicado, Jefferson Martins conta-nos que não basta apenas desenvolver uma ótima peça, se esta não estiver envolta no manto da ética e da moral. Confira, a seguir, a entrevista com este surpreendente profissional.

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V Semana de Comunicação

Programação
Abertura da “V Semana de Comunicação Prof. Julio Morejón”


Determinação e colaboração marcam o início da V Semana de Comunicação do UNIBERO

São os sentimentos que estão marcados nos corações e mentes daqueles que têm trabalhado e participado para que a V Semana de Comunicação Julio Morejón, do Centro Universitário Ibero-Americano (Unibero), seja não só um evento no calendário da faculdade, mas um marco que determine um momento de aprendizado e crescimento profissional e acadêmico.

Professores e alunos, cujos esforços conjuntos e dedicação estão sendo determinantes para o sucesso do evento, transformaram em ação o slogan da Semana: "Um evento para desbravadores". É impressionante o vaivém de alunos, professores, monitores e todos aqueles que não estão medindo esforços para que tudo saia perfeito.

Este ano, a Semana de Comunicação tem como tema "Criação além da criação", direcionado aos alunos dos cursos de Design Digital e Publicidade e Propaganda. As atividades tiveram início em 16 de outubro, com uma palestra inaugural no Teatro Bibi Ferreira, e se estenderão até o dia 20, quando teremos a cerimônia de encerramento e a divulgação dos ganhadores do concurso de logotipos dos cursos de Design Digital e Publicidade e Propaganda do Unibero.

A abertura, feita pelo coordenador dos cursos de Comunicação Social da Instituição, Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia, no Teatro Bibi Ferreira, demonstrou, logo no início, a preocupação em trazer à Instituição profissionais renomados e de talento reconhecido, que, durante a semana, compartilharão suas experiências e seus conhecimentos em várias palestras e workshops.

Além disso, existe espaço garantido para os "alunos desbravadores", que terão seus trabalhos de design, criação e ensaios fotográficos expostos em salas especiais e temáticas espalhadas por toda a faculdade, e que já vêm recebendo a visita de alunos surpresos e maravilhados com os trabalhos expostos.

A largada foi dada. E o que mais importa é que, ao término da jornada, não haverá apenas um vencedor, mas inúmeros campeões!

Parabéns a todos que colaboraram para que novamente a Semana de Comunicação do Unibero seja muito mais do que um encontro de alunos e profissionais. Com tanto empenho, a “Semana” é, em verdade, o início de uma caminhada em direção à realização profissional.

Autor: Bruno Gonçalves - 1º DD noturno

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Entrevista

Marcelo Ponzoni, um dos grandes nomes da publicidade, profere palestra na abertura da“V Semana de Comunicação” do UNIBERO e concede entrevista exclusiva.

Marcelo Ponzoni, diretor da RAE MP, cujo slogan é “um exagero de agência”, abriu a Semana de Comunicação
do Unibero com a palestra “Varejo hoje, só até amanhã”,
que foca exatamente a propaganda varejista. De fala descontraída, jeito simpático e bem-humorado, Marcelo surpreendeu a todos com sua eloqüência. Logo após a palestra, foi entrevistado por Bruno Carbone, aluno do 1º Período do curso de Design Digital. Confira as dicas e o pensamento deste ousado publicitário.

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Sessão Pipoca: “FINAL FANTASY VII – ADVENT CHILDREN” (06/10/2006)


Relatório do Filme

No dia 6 de outubro foi realizada, no Auditório Mozart, mais uma Sessão Pipoca, ou melhor, Sessão Pão de Queijo, comandada pelo Coordenador Prof. Elwyn Lourenço Correia, com o filme Final Fantasy VII: Advent Children. Após a projeção do filme e os avisos da coordenação, o Prof. Fabiano Salomão complementou alguns pontos interessantes da produção do filme.

Final Fantasy é o nome de uma série de jogos para videogames que teve início em 1987, no Nintendo 8-bit. Foi criado pela SquareSoft (hoje Square Enix), uma produtora de games que estava à beira da falência e resolveu apostar tudo nesse último jogo (cujo nome já anunciava: A fantasia final - se desse errado dessa vez, acabava tudo para a Square). A aposta foi um sucesso. Na verdade, um dos maiores sucessos do mundo dos videogames (só perdendo para Mario Bros), a série F.F. já possui 12 continuações, fora as séries paralelas (como a Tactics e Online) e merchandising de todo tipo.

Ironicamente, a série que tirou a Square da falência quase a leva à destruição, em 2001, quando ela investiu tudo no filme Final Fantasy: The Spirits Within (filme que saiu em todos os cinemas do mundo). Quatro anos foram gastos, e investimentos altíssimos em computadores e mão-de-obra não se pagaram em razão do fracasso do filme, que não encontrou abrigo entre os fãs da série nem junto ao público que vai ao cinema para comer pipoca (que achou o filme “cabeça” demais). Final Fantasy: The Spirits Within foi um marco tecnológico no cinema em termos de realismo da computação gráfica, mas sua história foi formatada para tentar agradar o público ocidental, o que acabou resultando em algo tão falso quanto um japonês tentando se passar por um inglês. A Square escapou novamente da falência lançando vários jogos e juntando-se à produtora de jogos Enix.

Dessa vez, porém, a Square aprendeu a lição e resolveu pegar seus personagens mais cativantes e mais queridos pelos fãs de toda a série Final Fantasy (o jogo nº 7) para fazer um curta-metragem, em computação gráfica, de 20 minutos. Ficou tão bom, e o projeto foi tão comentado pelos fãs, que antes mesmo de lançar a público eles resolveram que deveriam fazer disso um longa de 100 minutos em computação gráfica, com uma história mais complexa, que se passa dois anos após o fim do jogo. Surgiu daí Final Fantasy VII: Advent Children. No Brasil, não fez tanto sucesso, pois dessa vez o público alvo da Square seria aquele formado por pessoas que tivessem jogado o game. A história do filme, então, se complica para aqueles que foram assistir sem ter jogado.

Sinopse do filme

Então, para aqueles que não entenderam o “enredo”, segue aqui a história do tão complexo filme da Square Enix.

Há 2.000 anos, Jenova chega à Terra. Ela é uma criatura do espaço, conhecida como a "calamidade dos céus", e impregna a Terra com um vírus que provoca mutação e posterior destruição. A tribo dos Cetra é quase dizimada, mas consegue deter Jenova, que fica congelada em hibernação, na Cratera Norte.

Dois mil anos se passam, e os humanos aprendem a usar a energia vital do Planeta Terra (Lifestream) como combustível (Mako). A Shinra Company, empresa responsável por essa extração na cidade de Midgar, acaba se tornando um Império ditatorial, dominando a política e a lei com a tropa de elite Soldiers e com uma ramificação underground de espiões e assassinos, conhecidos como Turks.

Cinqüenta anos depois, o professor Gast, um cientista, encontra, na Cratera Norte, o corpo de Jenova, que ele acreditou ser de um membro do antigo povo Cetra. A Shinra financia um estudo para criar humanos com os poderes desse povo antigo. Vincent, um Turk, é o responsável por ficar de olho nesse projeto. Após muitas tentativas frustradas, o Dr. Hojo decide injetar células de Jenova em uma mulher grávida, e daí nasce Sephiroth. A mãe morre com terríveis mutações, e Vincent se rebela contra esse tipo de experiências. Mas ele é dominado e vira cobaia também. Pouco depois nasce (de forma normal) a filha do Prof. Gast, Aerith. Ela desenvolve certos poderes, como a cura e a intuição aguçada.

Dezesseis anos depois, Sephiroth junta-se aos Soldiers e, mesmo jovem, já se torna uma lenda. Cloud e Tifa são de famílias simples, e crescem juntos, até que Tifa sofre um acidente e Cloud é responsabilizado por não tomar conta de Tifa. Ele então faz a si mesmo uma promessa de que irá se tornar tão forte quanto Sephiroth, e decide se juntar aos Soldiers. Só que ele falha nos testes, e se torna apenas um soldado raso. Envergonhado, se afasta da cidade e dos amigos. Faz amizade com Zack, um Soldier 1ª classe, que namora Aerith.

Cloud, Zack e Sephiroth são mandados para a cidade natal de Cloud, onde Sephiroth descobre os experimentos mal-sucedidos e, por meio das anotações do Prof. Gast, sua verdadeira origem como um antigo Cetra. Sephiroth fica megalomaníaco, e considera os humanos normais como traidores, que abandonaram os Cetras a sua própria sorte. Descobre o corpo de Jenova dentro de uma câmara, e se refere a ela como sua "Mãe" (ele não tem como saber que ela é a responsável pela destruição dos Cetra).

Sephiroth começa a destruir a cidade, mas é impedido por Cloud. Mata o pai de Tifa e tenta libertar Jenova, mas, ferido por Cloud, só consegue fugir levando consigo a cabeça de Jenova. Sephiroth é dado como morto, e então o Dr. Hojo resolve fazer novos clones dele. Cloud e Zack são aprisionados pela Shinra e sujeitos às experiências com células Jenova.

Ferido, e apenas com a cabeça de Jenova, Sephiroth se esconde na Cratera Norte e lá absorve o conhecimento dos antigos Cetras, planejando tornar-se um Deus. Isso inclui invocar um meteoro para colidir com a Terra e liberar todo o Lifestream (Fonte Vital) em um único ponto, que será por ele absorvido. Ele aprende a controlar remotamente seus clones, enquanto permanece na Cratera. O projeto com os clones é, então, abandonado pelo Dr. Hojo.

Barret e Dyne trabalham na cidade de Corel, numa companhia de fornecimento de energia. Shinra - que quer instalar um reator de Mako na cidade - sabota a fábrica deles com uma bomba, que mata Dyne, a esposa dele e a de Barret. A filha de Dyne, Marlene, sobrevive e é adotada por Barret, que se muda para Midgar.

No atentado, Barret perdeu o braço, substituído por uma arma. Jurando vingança contra a Shinra, cria, juntamente com Tifa, um grupo eco-terrorista chamado Avalanche, especializado em destruir os reatores Shinra de Midgar.

Zack e Cloud conseguem escapar das garras da Shinra. Cloud está praticamente catatônico por causa dos experimentos, então Zack veste em Cloud uma roupa de Soldier e passa a lhe contar toda sua experiência neste grupo de elite. Por causa do estado alterado em que Cloud se encontra, isso causa nele uma espécie de dupla personalidade, que vai lhe acompanhar pelo resto da vida. O grupo de agentes especiais da Shinra (os Turks) descobre o paradeiro deles e atira em Zack, matando-o. Cloud é poupado, pois não é considerado uma ameaça (afinal, não era um Soldier). Cloud pega a espada de Zack e ruma para a estação de trem de Midgar, onde reencontra Tifa e - por causa da confusão de memória - diz a ela que ele é um ex-Soldier que agora é um mercenário. Então Tifa resolve contratatá-lo para o grupo Avalanche.

“Resumão” (para melhor entendimento do filme)

Sephiroth mata o atual presidente da Companhia Shinra, cujo filho, Rufus, assume. Lá pelo fim do jogo ele é dado como morto, após uma série de explosões que destroem Midgar. Sephiroth mata Aerith bem na frente de Cloud, que fica traumatizado. Cloud consegue destruir Sephiroth na batalha final. O meteoro que Sephiroth conseguiu invocar está para cair na Terra, como é mostrado no começo do filme, mas é impedido pelo Lifestream e por Aerith.

Quinhentos anos depois, aparece o felino vermelho Red IV (um dos personagens do jogo (nomeado Nanaki) correndo e olhando para Midgar, abandonada e cercada de flores. Esse é o fim do jogo, e o começo do filme.


Autor: Antonio Barroso Simões Jr. – 2º D.D. matutino



Sessão Pipoca: “JUSTIÇA” (01/09/2006)


“JUSTIÇA”: SESSÃO PIPOCA ESPECIAL

Para os alunos que participarão do Exame Nacional de Desempenho dos Alunos – ENADE –, foi exibido no UNIBERO, na noite de 1º de setembro, o filme “Justiça”, de Maria Augusta Ramos (Brasil/2004). Trata-se de um documentário que aborda o dia-a-dia do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, tendo como personagens reais os juízes, os defensores, os promotores. E também os réus.

Sem entrevistas ou depoimentos, o documentário apenas registra as audiências criminais, na rotina forense, e, então, surgem temas para inevitável reflexão: o acesso à Justiça; as mazelas do sistema carcerário; a difícil tarefa da busca da verdade; os direitos e as garantias do acusado; a importância do processo justo, com defesa ampla, dentre outros. Todos esses temas propiciam uma discussão sobre a realidade brasileira, com especial ênfase nos Direitos Humanos, por cuja construção e afirmação histórica somos todos responsáveis.

Autoria: Prof. Dr. Victor Gabriel Rodriguez

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Sessão Pipoca: “A NOIVA-CADÁVER” (01/09/2006)


“A Noiva-cadáver”: animação com papo-cabeça

No dia 01 de setembro, no auditório Mozart, o coordenador dos cursos de Comunicação Social, Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia, deu início a mais uma Sessão Pipoca (que os alunos da manhã insistem em chamar de Sessão Pão de Queijo), apresentando o filme “A NOIVA-CADÁVER”.

No início da sessão, o coordenador mencionou a importância da produção para o meio profissional dos designers, uma vez que a aplicação das técnicas utilizadas na película serão de conhecimento dos alunos no decorrer do curso de Design Digital.

Baseado em um conto russo, Tim Burton, dividindo a direção com Mike Johnson, conta a história de Victor e Victoria que, mesmo sem se conhecerem, devem se tornar marido e mulher. Victor, assim como a sua futura esposa, é um rapaz reprimido por uma educação muito rígida, de valores moralistas. Ele é tão tímido que mal consegue decorar os votos de casamento, adiando a realização da cerimônia, que precisa ser impecável em cada detalhe, como forma de impressionar a sociedade local.

O filme é uma animação em stop motion, ou seja, é feito com bonecos de massinha, que conferem um maior realismo aos personagens.  O diretor optou por utilizar a técnica de animação stop-motion com bonecos (a mesma de "O Estranho Mundo de Jack"), ignorando os avanços tecnológicos da atual geração de animações computadorizadas, como "Shrek" e "Toy Story".

Realçando queixos, narizes e bochechas de seus personagens excêntricos, Tim Burton faz uma charge de uma sociedade aristocrática azeda e carente de liberdades individuais. E isso é só o começo de uma crítica maior, representada no filme pelas cores escuras desse "mundo dos vivos", em contraponto ao surpreendente colorido do "mundo dos mortos".
 
No mundo dos mortos, Victor reencontra o seu passado e conhece algumas figuras bem caricatas, que Burton utiliza para conferir uma boa dose de humor àquele momento dramático. E é nesse instante que se percebe uma visão peculiar do diretor sobre a morte. Nada de céu monótono ou inferno em chamas, como nos desenhos infantis com os quais estamos acostumados. Longe de qualquer pretensão religiosa, apesar das suas críticas ao sistema social respingarem diretamente na Igreja, o filme nos traz cadáveres sempre alegres, festejando a chegada de cada novo falecido, como uma grande família.
 
Os únicos infelizes debaixo da terra são a noiva-cadáver, sempre melancólica, e o jovem Victor, que, além de estar fora do seu habitat natural, ainda alimenta uma paixão mal resolvida. O diretor reserva um final justo e plausível, propiciando a oportunidade de que o filme agrade tanto ao público infantil quanto ao público mais adulto, e deixa uma mensagem final: alheios aos padrões da sociedade, podemos construir o nosso próprio destino.

Após a sessão, o Prof. Fabiano Salomão comentou com os presentes alguns pontos importantes que são características do filme:

> Os bonecos foram feitos de armaduras de ferro cobertas com silicone.

> Foi a primeira animação editada com o programa Final Cut pro, da Apple.

> Primeiro filme rodado com câmeras fotográficas digitais vendidas no mercado (Canon SLR,  câmeras com lentes Nikon).

> Apesar de a técnica de animação ser antiga, o diretor inovou em alguns procedimentos para a realização do filme. Em vez de gravar as expressões faciais usando diversas cabeças de bonecos, os personagens tinham dentro de si mecanismos que, ajustados, davam as expressões necessárias aos bonecos.

> Somente a criação da noiva, com direito a véu e grinalda, levou dez meses. "Pode ser tedioso", disse Mike Johnson. "É o tipo de coisa que exige paixão e vontade de ver o trabalho terminado."

> A direção de arte, as seqüências ao piano e a historinha que aproveita dezenas de trocadilhos com o mundo dos mortos faz um chantilly de pequenas críticas leves ao nosso mundo dos vivos.

Quem já assistiu disse que o filme é leve (com humor) e pesado ao mesmo tempo. Em "A Noiva-Cadáver", o mundo da morte é cheio de cor, música e diversão, enquanto o dos vivos é preto-e-branco e opressivo.


Autoria: Equipe de professores e alunos do curso de Design Digital (DD) do UNIBERO



Aluno Poeta


CARLOS EDUARDO PEREIRA DA SILVA: o aluno poeta e roqueiro volta a atacar!


O Cadu, do curso de Letras T.I., está no 8º Período, e, apesar de
todos os trabalhos, provas, estágios e TCCs, segue escrevendo inspiradíssimo. Um dos grandes admiradores de seus poemas,
o Prof. Dr. José Garcez Ghirardi, recomenda este para leitura e
meditação. O mestre avisa, no entanto, que o poema talvez exija
que alguns leitores realizem pesquisas, pois nem todas as “celebridades” mencionadas nos versos de Cadu são conhecidas pelos estudantes.

Portanto, vamos “curtir” o poema e pesquisar, se necessário, para aprender!


Sob uma árvore

Era uma vez amantes inconformados
Que se reuniram para descrever apaixonados

Cummings e Camões devem ter dialogado
Pois num mesmo espelho fitaram indecifrado
Para um a regra jamais bastaria
Já o outro não via a chama que ardia

Aquela Chopin já antes mesmo desistiria
Para ela o mistério sem solução perpetuaria
E assim também reagiria talentoso escritor
Wilde não sabia se era bom ou sempre dor

E assim o dilema persistia indecifrável
Tentou Petrarca dar vida ao inimaginável
Mas logo seu colega de pena o desafiaria
E mostraria num lindo soneto essa falsa ideologia

Se todos os mestres em vão arriscaram
Tentar decifrar o sentimento e erraram
O que tento fazer nesses versos cismado
Melhor sorver a sombra da Arayan apaixonado


Autor: Carlos Eduardo Pereira da Silva (8º Período / Tradutor-Intérprete / matutino)




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