Edição Online: 2º semestre de 2006

Design Digital: criatividade até nos Trabalhos Interdisciplinares
Design Digital: Oficina Temática / Série Visionários
As boas surpresas do esporte
Militares fazem palestras aos estudantes de RI
Desafio do Curso de PP: Dublagem
Palestra: Flávio S. Dionísio – 14/11/2006
Sessão Pipoca: “CRASH - No Limite” – 10/11/2006
XXII Semana de Turismo
Feitiço de Natal
Alunos visitam a 27ª Bienal de São Paulo
Análise de Figuras
Adriana Woll - A hora e a vez dos egressos
O diabo veste Prada
Oficina de Design - 21/10/2006
V Semana de Comunicação: 5 º dia - 20/10/2006
V Semana de Comunicação: 4 º dia - 19/10/2006
V Semana de Comunicação: 3º dia - 18/10/2006
V Semana de Comunicação: 2º dia - 17/10/2006
Abertura da "V Semana de Comunicação Prof. Julio Morejón” – 16/10/2006
Sessão Pipoca: “FINAL FANTASY VII ” – 06/10/2006
Sessão Pipoca: “JUSTIÇA” – 01/09/2006
Sessão Pipoca: “A NOIVA-CADÁVER” – 01/09/2006
Carlos Eduardo: o aluno poeta e roqueiro volta a atacar!



Design Digital: trabalhos interdisciplinares

CRIATIVIDADE A MIL

No dia 31 de outubro próximo passado, os alunos do curso de Design Digital (turmas 2615 e 2613) apresentaram seus Trabalhos Interdisciplinares. O desafio era, a partir da pesquisa sobre revista existente no mercado, criar um novo produto editorial (capa e matéria relacionada), determinando todos os elementos necessários para a sua exposição mercadológica. O resultado foi extremamente satisfatório, com criações surpreendentes como as revistas:

  1. Outro lado – com matéria da capa sobre o Edifício Joelma, incendiado em 1972
  2. Natureza – matéria e capa sobre a arte do bonsai
  3. Anime Dreams – matéria e capa sobre Evangelion e sua história
  4. Acontece – matéria e capa sobre pedofilia
  5. Da Vinci – matéria e capa sobre a reclassificação de Plutão

Valeu o empenho de todos os alunos e a participação da banca julgadora!

Autora: Profª Celina Luca

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Design Digital: Oficina Temática / Série Visionários

LEONARDO DA VINCI, o grande profeta da era industrial e do mundo moderno

Este é o tema que estamos desenvolvendo em nossa nova jornada intelectual desde o dia 11 de novembro. A proposta é a de estudar a vida e obra de um dos maiores gênios da humanidade, aprofundar os conceitos sobre design (forma, função, ergonomia), aprender algumas técnicas de expressão artística (desenho, pintura, escultura, maquetes, etc) e exercitar a nossa criatividade.

No sábado 18, com início às 9h, assistimos à segunda parte de um excelente  DVD da BBC sobre a vida de Leonardo. Depois, discutimos algumas características do período histórico chamado de Renascimento, e, no espaço da Oficina, começamos a praticar as técnicas do desenho artístico.

O aprendizado da técnica de representação bidimensional, levando em conta uma compreensão maior a respeito da visão que Leonardo tinha sobre o desenho, será iniciado com exercícios básicos que envolvam a linha, o plano e o espaço, a composição, a proporção e o equilíbrio, desenho de anatomia e representação da figura humana.

O sucesso da Oficina depende do empenho, seriedade e esforço de toda a equipe envolvida no projeto (alunos e professor). Assim sendo, vamos aproveitar a oportunidade e agregar valor a cada instante do curso. O aperfeiçoamento pessoal não é conquistado sem trabalho duro e dedicação exclusiva. Assuma o compromisso da “1ª Oficina de Arte Design”, incorpore o paradigma de Leonardo, e acredite nas suas potencialidades. Mas a pergunta persiste:

Afinal de contas, não somos a concretização dos sonhos de muitos visionários?

A formação do Designer Digital envolve um aprimoramento intelectual sobre o seu papel no mercado de trabalho e as futuras contribuições ao desenvolvimento de uma identidade do design brasileiro.

Na trajetória acadêmica é preciso “dissecar”, tal como Leonardo no processo de investigação das estruturas humanas, os conceitos estéticos (o planejamento da forma de produtos a partir da percepção criativa do designer), intimamente relacionados à maneira como concebemos o alicerce das nossas idéias, utilizando a síntese da representação no plano bidimensional como pressuposto essencial no entendimento dos processos de organização e expressão das idéias. Saber se expressar graficamente, criando uma linguagem de raciocínio visual, algo especialmente cultuado por Da Vinci, fortalece as competências do futuro designer, efetiva o exercício cognitivo no campo da criação e estabelece uma afinidade maior entre as habilidades pessoais e as exigências do mercado.

Também precisamos refletir sobre os conceitos funcionais do design. Criamos com alguma finalidade, sempre objetivando a satisfação do público consumidor. Desta forma, o design cumpre um papel específico e diferenciado da qualidade atribuída ao exercício artístico (aquele que é feito apenas por puro deleite e livre expressão de sentimentos e pensamentos): o design satisfaz necessidades humanas a partir da articulação entre produção, mercado e consumo.

Leonardo produziu inúmeros trabalhos sob forte influência da época em que viveu. Suas máquinas e inventos tinham como finalidade satisfazer os anseios de uma sociedade em constantes desequilíbrios políticos e sociais, algo que podemos perceber por intermédio dos inúmeros projetos bélicos criados por este grande visionário. Até mesmo seus trabalhos artísticos seguiam solicitações e exigências dos seus patrões.

O estudante de design precisa entender a importância atribuída à funcionalidade das suas criações. Um site, por exemplo, pode muito bem obedecer aos conceitos estéticos, mas menosprezar os elementos conceituais da usabilidade, comprometendo a função específica do produto. Assim, o profissional não irá atender aos anseios do seu cliente. Neste caso, o design não cumpriu o seu papel!

Leonardo entendeu, como ninguém, que a finalidade do belo pode, simultaneamente, compartilhar o objetivo funcional, incorporando o uso de técnicas, práticas e abordagens relacionadas à identidade que a obra assume dentro do contexto social e cultural.

A elaboração do óleo e têmpera sobre gesso, “A Última Ceia” (460 x 880 cm), em Milão, cumpre seu papel funcional (a decoração do refeitório do Mosteiro de Santa Maria delle Grazie) sem impedir o exercício dos conceitos formais (avanços no uso da perspectiva, harmonia na composição, movimento e ritmo representados pela expressão individual das figuras, etc).

Finalmente, a preocupação ergonômica (a interação entre o homem e os produtos) se faz necessária para realizar o intento do design. Neste aspecto, os estudos das técnicas, dimensionamentos específicos, capacidades humanas, entre outras, são incorporados pela apropriação dos métodos e processos tecnológicos. Os processos técnicos tornam possíveis as realizações e avanços do design. Sem os procedimentos técnicos, não podemos expressar e comunicar qualquer idéia ao público. Não se faz design!

Leonardo possuía profundo conhecimento sobre as técnicas e os materiais, manipulava seus instrumentos com grande habilidade e sabia, inclusive, criar novos processos a partir do domínio das práticas de sua época. Não foi por acaso que se destacou no atelier em Florença, quando ajudou o mestre Verrocchio na pintura a óleo e têmpera sobre madeira (177 x 151 cm), “O Batismo de Cristo”, pintando o anjo ajoelhado mais à esquerda e retocando partes da paisagem e do corpo de Cristo. O aprendiz superou o mestre!

Vamos desenvolver os trabalhos artísticos na Oficina Temática, exercitando a criatividade (livre e espontânea), sem perder, no entanto, a consciência sobre os valores formativos do futuro designer. O design tem, como finalidade fundamental, a perfeita conciliação entre os conceitos formais, funcionais e técnicos, obedecendo, sempre, os parâmetros definidos pela interação humana (fatores ergonômicos) e o comprometimento com os componentes históricos, sociais e culturais do contexto contemporâneo.

Sábado, dia 18 de novembro, iniciamos uma nova etapa – um novo tempo de descobrir, testar, criar, inventar, e, aproveitando o tema sobre como utilizamos o nosso tempo, finalizo com as palavras do próprio Leonardo. Em dois projetos para relógios a ar e a água, o inventor faz a seguinte consideração poética sobre o tempo:

Não nos faltam nem modos nem meios para repartir e medir estes nossos míseros dias,
que nos deve ainda agradar não gastá-los e passá-los em vão...

Autor: Prof. Maurício S. Goulart

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As boas surpresas do esporte

Design Digital também manda ver no FUTSAL

Já sendo uma tradição no Unibero, o Campeonato Interno de Futsal Masculino chega à reta final com 3 finalistas: Administração, Turismo e Design Digital (tuma da manhã).

Com partidas realizadas sempre aos sábados, na Escola de Educação Física da Polícia Militar, o evento vem atingindo o seu objetivo: sociabilizar e integrar grupos, destacando, como força motriz, a prática de uma atividade física.

Os alunos de Design, sempre bem-dispostos e participativos, vêm levando a sério o campeonato, mostrando como um bom profissional tem foco naquilo que se propõe a desenvolver.

Conheça os “guerreiros” do nosso curso de Design Digital: Adriano, Cauê, Everton e Daniel (em pé); Bruno e PH (agachados).


Parabéns a todos os finalistas e aos demais participantes!

Autor: Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia (coordenador dos cursos de DD e PP)

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Militares fazem palestras aos estudantes de RI

Mundo civil x militar: a experiência dos alunos de Relações Internacionais durante o “III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”

A interação entre estudantes do mundo civil e militar era o foco; discutir temas relevantes para a defesa da nação, o objetivo; e uma experiência inesquecível, a conseqüência. Foram estas variáveis que Filipe, Karen, Marilia, Rafael, Juliana, Danielle, Thaina, Talita, Renato e Luis Felipe, oriundos de diferentes turmas do curso de Relações Internacionais (8°, 6°, 4° e 2° períodos) puderam participar no mês passado.

Entre os dias 02 e 07 de outubro de 2006, alunos do nosso curso de Relações Internacionais puderam vivenciar momentos um tanto quanto diferentes de suas rotinas ao participar do “III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional”, promovido pelo Ministério da Defesa, na Academia de Força Aérea (AFA) em Pirassununga, estado de São Paulo.

A delegação do UNIBERO foi escolhida entre diversas faculdades para participar deste evento. Durante os 5 dias do evento, os estudantes, assim como dois professores do curso, participaram de palestras, discussões em grupo, visitas e atividades desportivo-militares.

As palestras abordaram questões estratégicas de defesa brasileira, incluindo temas como Amazônia e o papel das forças armadas no desenvolvimento brasileiro. Após as palestras, os estudantes se reuniam em grupos montados pela organização com pessoas de diferentes universidades e realidades (civil e militar) para discutir as questões abordadas durantes as manhãs, devendo elaborar  apresentações que seriam expostas no início da tarde. Ao terminar as exposições, os estudantes puderam vivenciar algumas atividades militares exercidas pelos integrantes da Academia de Força Aérea, como práticas de tiro, vôo de planador, jogos de paintball, escalada, pista de corda, etc.

Os alunos do UNIBERO tiveram participação ativa nos grupos de trabalho, nos debates realizados, assim como nas atividades esportivas. A condição era de vivenciar a vida militar durante a semana em que ficaram em Pirassununga, seguindo a rotina dos cadetes e as ordens e regras da Academia.

Uma das discussões mais acaloradas, que mostrou a diferença entre o pensamento civil e o militar, foi proporcionada pela Profª Suzeley Kalie Mathias e o Almirante Armando Amorim Ferreira Vidigal. Ambos discursaram sobre o papel das Forças Armadas no desenvolvimento nacional. No entanto, enquanto o Almirante defendia a participação militar em todos os processos, a professora defendia a idéia sobre a existência de processos paralelos onde os militares atuariam em um campo e as indústrias em outro. Esta discussão prosseguiu para a fase das perguntas e permeou os grupos de trabalho, sendo esta a que mais demonstrou a visão do pensamento militar. Foi possível notar que eles atribuem-se um papel muito mais ativo e importante do que a sociedade civil enxerga ou até mesmo considera como a ideal para um militar.

A experiência de conhecer e conviver com uma realidade totalmente diferente da usual e poder ter contato com pessoas de pensamentos tão diversos foi o maior ganho, e deixará, sem dúvida, um lugar na memória e na história de vida destes estudantes de relações internacionais.


Texto e fotos:
Karen Vasconcelos da Costa (8º período do curso de Relações Internacionais)



GALERIA DE FOTOS: III Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional

DESAFIO DO CURSO DE PP: Dublagem

Sete grupos, sete filmes e sete produtos

A proposta da Profª Pan, que ministra a disciplina PRODUÇÃO PUBLICITÁRIA EM TV E CINEMA, foi bem interessante. O objetivo era, por intermédio das agências formadas em sala, dublar um filme.
É claro que isso seria fácil, pois escolheríamos um filme, o que iríamos dizer e pronto: dublagem concluída. No entanto, para o curso de Publicidade e Propaganda, nada é tão simples assim!

Tínhamos que dublar, por 30 segundos, uma cena contínua, ou seja, escolher uma passagem sem corte. Até aí, tudo bem, mas logo veio o grande desafio: vender um produto! Sabemos que somos quase “publicitários”, mas haja criatividade para isso... E não é que houve?!

A professora arrolou sete filmes na lousa: “O Poderoso Chefão”, “Shrek”, “Missão Impossível I”, “Magnólia”, “Tudo sobre Minha Mãe”, “Sr. e Srª Smith” e “A Era do Gelo”. Logo depois, escreveu os nomes das agências e fez um sorteio. O interessante desse trabalho é que o sorteio possibilitou que cada grupo se adaptasse ao filme que lhe coube – fato incrível, pois nem todos eram os preferidos da moçada.

Sete grupos, sete filmes e sete produtos. Hora de ver o resultado, depois de tanto empenho por parte de todos. E tal resultado foi surpreendente! A dublagem foi regada a muito bom humor e produtos os mais diferentes possíveis.

Nós, alunos, agradecemos o desafio que nos foi feito pela Profª Pan e o suporte que ela nos deu o tempo todo. Agora, temos um novo trabalho para o nosso portfólio.

Autora: Carla Caramante (4º período de Publicidade e Propaganda)

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Palestra

“O Profissional de Marketing e o Mercado”, por FLÁVIO S. DIONÍSIO, em 14/11/2006

Foi uma noite de aprendizado e interação. O Sr. Flávio S. Dionísio, gerente de produto da Tigre S.A., abrilhantou-nos com uma interessante palestra no Auditório Mozart. O público-alvo abrangia alunos e professores do curso de Design Digital do UNIBERO, mas muitas outras pessoas compareceram devido ao conhecido carisma do convidado.

Aprenda também as lições que nos foram deixadas por Flávio, fazendo o download dos textos elaborados por Vivian C. Balardin, do 1º DD, Bruno de Oliveira Gomes, do 2º DD, e Ricardo Satoshi Yamassaki, igualmente do 2º DD.

Detalhe: para a surpresa de todos, o palestrante, após sua fala, fez um “quiz” com os alunos, ofertando aos ganhadores belos brindes de sua empresa. Outra lição de marketing: somente receberam brindes aqueles que lutaram para obtê-los!

TEXTO 1: Vivian C. Balardin (1º DD)

TEXTO 2: Bruno de Oliveira Gomes (2º DD)

TEXTO 3: Ricardo Satoshi Yamassaki (2º DD)


Sessão Pipoca: CRASH (10/11/2006)

Considerações sobre o filme “CRASH – No Limite”

Faça o download das resenhas escritas pelos alunos Mikael e Éder sobre o filme “Crash – No Limite”, apresentado na Sessão Pipoca de 10 de novembro próximo passado. Cada autor, no seu estilo, faz interessantes comentários sobre o roteiro, deixando os leitores curiosos para também assistirem. Confira!

Texto 1: aluno Mikael Roiha de Oliveira
(2º Período – Design Digital matutino)

CRASH - No Limite

Texto 2: aluno Éder Delcambe Rodrigues
(2º Período de Design Digital matutino)


CRASH - No Limite

XXII Semana de Turismo

Programa“A importância dos eventos para o desenvolvimento do turismo” foi o tema da XXII Semana de Turismo do Unibero. A realização das semanas culturais é tradicional na Instituição e, neste caso, é o resultado do trabalho dos alunos dos 3º e 4º períodos na disciplina de Eventos, ministrada pela Profª Telma Brito.

O tema não poderia ser mais relevante, haja vista que nossa cidade é considerada a que mais atrai e realiza eventos no país, sendo o turismo local profundamente vinculado a estes. A programação trouxe palestras, minicursos e oficinas, e ocorreu entre os dias 6 e 9 de novembro, no Auditório Mozart, a partir das 19h15.

No primeiro dia foi abordado o “Planejamento de Festivais Gastronômicos”, pelo Prof. Celso dos Santos Silva, da AREGALA – Asociación de Restauradores Gastronómicos de las Américas –, e pelo Sr. Ênio Miranda, da ABRESIAssociação Brasileira de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo. O debate que seguiu o dia de abertura aconteceu entre os vice-presidentes da SPTuris – São Paulo Turismo S.A. – e da Diretoria Executiva do SPCVBSão Paulo Convention & Visitors Bureau, sobre o tema “São Paulo: capital dos eventos e do turismo”.

A cultura, que é forte destaque da cidade, e que contribui para a atração dos eventos, esteve presente na programação, com um bate-papo sobre a Rua do Choro: “O movimento do choro: cultura genuinamente brasileira”. Para esse bate-papo foram convidados o Sr. Emerson Fraianeli (Coordenador de Produção da Secretaria de Estado da Cultura), a Srª Claudia Franceschi (Produtora Cultural da Secretaria de Estado da Cultura) e o Sr. João Thomas do Amaral (Rede Boa Nova de Rádio). Para fechar a noite do dia 08, uma apresentação de “choro”, pelo Grupo Varanda Paulista.

O último dia abordou os eventos comunitários e filantrópicos, por meio de uma palestra sobre a Achiropita, tradicional festa gastronômica realizada no bairro da Bela Vista. Os palestrantes, membros da própria paróquia, foram a Srª Suzada Manuel Flor e o Sr. Sebastião Rodrigues Flor. No encerramento da noite e da Semana de Turismo, houve a apresentação do Coral e da Orquestra Infantil do Projeto Guri, mantido pelo Centro Educacional Dom Orione.

A participação nas palestras foi gratuita e os minicursos e oficinas tiveram um preço simbólico, com valores revertidos para as obras da Paróquia Nª Srª Achiropita.

Autora: Profª Célia Serrano


Feitiço do Natal

No último dia 31 de outubro – o “Dia das Bruxas” –, um grupo de monstros e bruxas percorreu algumas salas de aula anunciando a abertura da campanha de arrecadação de brinquedos e alimentos não perecíveis para o Natal das crianças da creche mantida pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, nas proximidades do UNIBERO. Com pedidos de “um trocado ou uma travessura” e muito bom humor, nossos bruxinhos do bem arrecadaram R$ 272,30.

A campanha é uma iniciativa dos alunos e da coordenação do curso de Turismo, e prossegue até o dia 10 de dezembro. Quem quiser colaborar, pode depositar suas doações na caixa disponível junto ao Setor de Protocolo, no prédio I.

Texto e foto: Profª Célia Serrano

Como Viver Junto

Alunos do Unibero visitam a
27ª Bienal de São Paulo.

“Como Viver Junto”, o tema da 27ª Bienal
de São Paulo, emoldura o debate sobre os principais questionamentos de um mundo cada vez menor e, aparentemente, incapaz de produzir soluções sociais e políticas favoráveis ao convívio pacífico da humanidade.

Acreditando no potencial transformador da arte, a curadora Lisette Lagnado, organizadora dos arquivos do artista brasileiro Hélio Oiticica (1937-1980), criou a Bienal a partir de dois conceitos do artista: Projetos Construtivos – como as pessoas constroem seu espaço social – e Programas Para Viver – como se colocam em prática relações comunitárias.

Contando com a participação de 118 artistas, 20% dos quais brasileiros, a montagem da mostra seguiu dois critérios básicos: de um lado, “quem acredita na convivência”, e, de outro, “quem está desiludido” com os resultados das últimas décadas. O título da exposição, “Como Viver Junto”, foi baseado na publicação dos cursos que o filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) ministrou no Collège de France, em 1976 e 1977.

Assim sendo, os alunos do 6º período do Curso de Design Digital, no dia 26 de outubro, participaram de uma visita monitorada à Bienal. Nesse dia, percorrendo as diversas salas da mostra, o grupo teve a oportunidade de observar diferentes trabalhos e refletir sobre os vários aspectos da problemática social a partir das inusitadas concepções incorporadas pela linguagem da arte conceitual.

A Bienal estimula o pensamento estético, favorece o aperfeiçoamento da leitura crítica sobre a arte do nosso tempo, e incentiva a produção de trabalhos e projetos especiais. É um espaço de experimentação, um laboratório criativo que sugere caminhos alternativos e pouco ortodoxos no campo da arte. Precisamos ver a Bienal com outros olhos, sem preconceitos ou barreiras. Assim, homenageando Barthes, devemos “Como(ver) Junto”.

Autor: Prof. Maurício Goulart (Curso de Design Digital)



INFORMAÇÕES SOBRE A BIENAL: 
27ª Bienal de São Paulo, de 7/10 a 17/12, de terça a sexta, das 8h às 21h (acesso até às 20h); sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h (acesso até às 21h). Local: Parque Ibirapuera, portão 3, tel.: 5576-7600. Entrada Franca. Na Internet: www.bienalsaopaulo.org.br


Análise de Figuras

As figuras selecionadas foram a fotografia de uma árvore da Amazônia e um “logo” de uma campanha da Universidade de São Paulo (USP). A primeira representa um acaso da natureza, uma figura que causa curiosidade e estranheza a quem a vê, por sua semelhança com um ser humano; a segunda representa uma arte - mesmo sendo apenas o logo de uma campanha, não deixa de ter seus atributos.

Para essa análise, achei melhor uma fotografia de algo incomum. Poderia ter usado uma fotografia mais ligada à arte, mas queria algo que chamasse a atenção para um problema de ordem social.

Analisando a primeira imagem, está claro que tem as formas de uma mulher grávida, por causa de uma saliência na parte inferior do tronco; mais abaixo uma separação lembra pernas. Existe também um buraco na saliência do tronco. Todos esses detalhes remetem a uma mulher que espera um bebê, mas em uma situação difícil. Aparenta abandono, pois está com a parte inferior mergulhada em um pântano. Muitas mulheres são abandonadas pelos companheiros ou maridos durante o período de gestação, pelos motivos mais diversos. O buraco dá a impressão de que essa mulher perdeu a criança, pela infelicidade, por algum problema de saúde ou até mesmo em virtude de um aborto, já que muitas acham ser essa a melhor solução, em alguns casos.

A casca da árvore está bastante envelhecida, aparentando descuido, pouco-caso, com o ser humano, e o tronco é fino, aparentando magreza excessiva, desnutrição. Todo o conjunto da fotografia dá um ar triste ao cenário, porque remete aos problemas sobre os quais ouvimos e aos quais assistimos todos os dias: o descaso com o próximo. Mulheres em período de gestação estão mais vulneráveis e sensíveis e necessitam de todo o apoio que possam ter. Às vezes, porém, o que acontece é exatamente o contrário: violência tanto física quanto emocional. A falta de informação também é um grande problema, pois leva as mulheres a perderem seus filhos porque não os submeteram a exames, mesmo aos mais simples. A fotografia é triste, mas mostra uma realidade.

O logo da campanha da USP já retrata uma mulher diferente, com aparência saudável. Sua postura é de alguém com uma gravidez tranqüila, feliz com a chegada do bebê, o que é percebido pelo simples fato de sua mão estar sobre a barriga. Ela está preparada para ter um filho. Isso retrata a diferença entre as classes sociais. Em uma campanha sobre mulheres grávidas, o logo deve mesmo representar uma figura aparentando alegria e saúde, transmitindo confiança às mulheres, incentivando-as a participar.

A maternidade é encarada como uma bênção para uns e como um problema a mais pelos outros. Os mais bem providos, que têm mais condições, encaram melhor a chegada de mais uma criança, pois têm como cuidar dela e fazer que cresça saudável; os menos providos, porém, muitas vezes não têm como cuidar de mais uma criança, pois a maioria tem mais de um filho. Então, a chegada de mais um se torna um transtorno, não pela criança, mas pela situação. Em alguns casos, essa criança vai parar em uma lixeira na rua, orfanato ou família adotiva. Essa é a realidade em que vivemos.

O contraste entre as duas obras fica bem evidente nesse aspecto, apesar de a segunda obra não ter nenhuma paisagem de fundo, e sim um fundo preto. As diferenças sociais saltam a olhos vistos. Não é necessária nenhuma foto para nos lembrar disso, mas parece que a sociedade, em alguns momentos, quer esquecer esse fato.

A intenção desta análise é mostrar o quanto uma simples fotografia e uma obra de arte, que sejam as mais comuns, pelas quais estamos acostumados a passar os olhos sem realmente enxergá-las, possuem uma riqueza de detalhes e têm muito a oferecer para uma análise sobre a vida em qualquer aspecto, não só para profissionais da área social, mas para todos os que realmente se interessam pela arte e o que ela nos proporciona, quer sentimentos agradáveis ou não.

Autora: Fabiana Pereira de Souza (Design Digital – 8º Período)


A hora e a vez dos egressos

Adriana Woll – administradora, pintora,
ex-aluna do Unibero e... sucesso na Europa!

Em outubro deste ano, Adriana Woll realizou em Saarbrücken, na Alemanha, a exposição "Brazil meets SaarLorLux”. O evento teve como palco a conceituada Galerie Liel de arte contemporânea daquela cidade, na qual foram mostrados trabalhos de artistas da Alemanha, Luxemburgo, França, e da própria Adriana, como representante do Brasil. A mostra teve pinturas coloridas e reflexivas, apresentando uma percepção diversificada do nosso país, social e culturalmente. A criação artística de Adriana Woll estimula o observador a ir além do estereótipo Brasil – carnaval –, despertando idéias novas sobre o país.

A exposição atraiu o interesse do público e dos críticos de arte. Uma continuação está sendo preparada, tendo em vista que, em 2007, a região trinacional SaarLorLux (de Saarland – na Alemanha; Lorraine – na França; e Luxemburgo) será a capital cultural da União Européia.

Seria esta uma notícia normal, não fosse por um aspecto importante: Adriana se formou em Administração, no ano 2000, pelo UNIBERO.

A trajetória de Adriana Woll

Adriana é filha de um imigrante português e comerciante de materiais de construção da Zona Sul de São Paulo. Quando a conhecemos, ela estava, então, na 4ª série do curso de Administração, e já era casada com Thomas Woll, um jovem alemão, doutor em Musicologia, conhecedor da burocracia dos direitos autorais musicais, além de produtor e arranjador, que veio ao país explorar o tão exaltado universo musical brasileiro. Durante todo o tempo do curso de Administração na nossa escola, Adriana trabalhou com o pai, mergulhando de cabeça nos negócios da loja. Quem quiser conferir como foi intenso o seu envolvimento, sugerimos consultar, na biblioteca de referência, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que ela elaborou, intitulado O Novo Layout da Bricolagem.

Na época, ela discutiu uma abordagem inédita no Brasil para as lojas de materiais de construção, algo que ia além do conceito ‘home center’. Aliando os ensinamentos do curso com a prática adquirida na empresa do pai, Adriana, depois de formada, teve jornada dupla de trabalho, atuando também na empresa do marido. Ao final de 2003, o casal decidiu que era hora de ir para a Alemanha, onde julgaram que as oportunidades no ramo da produção musical eram maiores do que aqui, um mercado limitado, embora o brasileiro seja um grande apreciador e consumidor de música.

Desconhecíamos, então, a outra formação da Adriana, na Escola Panamericana de Arte. Foi uma surpresa quando, entre os e-mails que continuamos a trocar, Thomas deu a notícia sobre a exposição, convidando a acessar o site www.galerieliel.de, no qual havia amostras dos trabalhos de Adriana. O que se visualizou foi muito agradável. Confira a foto! Em pouco mais de dois anos, aquela aluna interessada e aplicada nas aulas havia se tornado uma artista de projeção. E, convenhamos, não deve ter sido fácil obter reconhecimento numa terra onde a arte é muito valorizada.

Assim, como pode ter ocorrido com muitos dos alunos que se formaram no Unibero, o exemplo de perseverança como o da administradora e agora pintora consagrada Adriana Woll nos faz refletir e concluir que vale a pena a dedicação e o esforço para que consigamos atingir nossas metas.    

Autor: Prof. Ms. Carlos Alberto Lopes


O diabo vesta Prada


Entenda a pertinência da análise deste filme sob
a ótica da “Mercadologia”, importante disciplina
do currículo dos cursos de Design Digital (DD) e Publicidade & Propaganda (PP). No mundo da tecnologia aliada ao posicionamento de marcas
no mercado, questionamentos diversos surgem, podendo ajudar ou distorcer comportamentos dos funcionários e executivos de empresas.

Faça o download dos textos de Raquel Correia e Ricardo Yamassaki e você ficará impressionado.


“O diabo veste Prada” - Texto 1: aluna
Raquel Correia

Um dia haverá equilíbrio?


“O diabo veste Prada” - Texto 2: aluno
Ricardo Yamassaki