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BRIGADEIRO NEWS |
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Online: 1º semestre de 2007 | 
TIME DE DD (3º NOTURNO)
Um exemplo de trabalho em equipe.
“As vezes é melhor ter uma constelação do que uma estrela” essa máxima, que Luiz Felipe Scolari aplicou para justificar a ausência de Romário na seleção Brasileira, encaixa-se com perfeição ao conceito da importância do trabalho em equipe que o time de futsal de DD demonstrou durante todo o campeonato do 1º semestre de 2007.
Desde o início do campeonato o time formado por ANDRE,
BARBINHA,
CAIO,
DOTTI,
FELIPE,
JESUS,
KAKÁ,
PANDA,
POM POM,
RICK e
WELL desenvolveu um trabalho inovador com focos claros de atuação. Assim foi possível minimizar a necessidade individual de cada um e colocar em foco o conceito de atuação em grupo. Dessa maneira, não houve confrontação entre os jogadores que atuaram no time; ao contrário ocorreu a cooperação interna.
Um diferencial importante no time foi em relação à liderança, que se tornou rotativa. Ou seja, dentro do trabalho de equipe, é possível para um determinado projeto, ter líderes que normalmente ocupam posições inferiores na hierarquia.
É preciso basear a ação das organizações em valores que se tornem naturais no trabalho e nas atitudes de cada um.
Mais uma vez, o futebol pode ser um bom exemplo sobre a nova filosofia de gestão. O importante é formar constelações com estrelas que brilhem cada vez mais, ampliando as competências e alcançando novos patamares de qualificação.
Parabéns a todos que competiram e principalmente ao Time de DD do 3º período-noite que mostrou INTEGRAÇÃO, FOCO, OBJETIVOS COMUNS, COOPERAÇÃO INTERNA, LIDERANÇA ROTATIVA, PARÂMETRO E ACIMA DE TUDO VALORES, chegando ao segundo lugar com brilhantismo.
GALERIA DE FOTOS: Torneio de FUTSAL 2007
Autor: PROF. ELWYN LOURENÇO CORREIA (Coordenador dos Cursos de Comunicação Social da Anhanguera-Unibero)
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MÚSICA NA PROPAGANDA
"criatividade é o processo que resulta em um produto novo,
que é aceito como útil, e/ou satisfatório
por um número significativo de pessoas
em algum ponto no tempo"
(Stein, 1974)
“A criatividade é uma mistura, sem receita exata,
de curiosidade, interesse, capacidade transformadora
e prazer disso tudo que existe potencialmente em nós,
desde sempre, à espera de ter espaço de expressão.”
(Isabel Leal)
O trabalho de inserção da música em uma peça tem por resultado apresentar e aprimorar habilidades que em um conjunto consegue trabalhar e mexer com a emoção do ouvinte. É preciso que haja uma perfeita interação da música (ritmo, letra e melodia) com a mensagem que a propaganda quer transmitir. Se descobrirmos o espaço juntamente com o poder de percepção, podemos criar uniões perfeitas e tocantes.
Os alunos do 1º e 2º semestre de PP, sob a orientação do Professor Elwyn - Introdução a Publicidade e Propaganda, desenvolveram um trabalho que consistia na escolha de uma música nacional e que a partir desta fosse criada uma propaganda de produto já existente ou não dentro da textualidade musical. O objetivo foi em despertar nos alunos a criatividade e a capacidade de unir uma música ideal para determinada mensagem publicitária, fosse ele em mídia eletrônica ou impressa. O resultado superou as expectativas.
Exemplos dos trabalhos
Download >> COMERCIAL NIVEA (Alunos: ANDRÉ, CAIO, FÚLVIO e MARCO)
Download >> COMERCIAL DEMILLUS (Alunos: CAMILA, CRISLANE e BRUNA)
Download >> Relatórios
Autor: DANIEL REIS SILVA, do 1º PP do Unibero-Anhanguera
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CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O aluno Alexandre Gonçalves da Costa do 7º período de Relações Internacionais teve seu trabalho aceito no I Congresso Internacional de Arte e Novas Tecnologias a ser realizado no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC-USP no mês de agosto Seu trabalho tem como título "Distopia: a arte de se compreender o presente pela visão do futuro" e aborda como o cinema desenvolve circunstâncias virtuais a fim de promover reflexão e crítica de questões sociais e políticas do nosso cotidiano. Mais informações é só checar no link: http://www.i-colabor.net/ciantec/
O aluno Luis Felipe Spostio de Souza do 5º período de Relações Internacionais apresentará trabalho sobre Aquífero Guarani na 1ª Olimpíada Ecológica Cia Eco do Centro de Logística de Exportação - CELEX. O Aqüífero Guarani é o maior reservatório de água potável do mundo. Seus limites se estendem de Mato Grosso do Sul, no Brasil, até o Paraguai. Para muitos será o futuro grande foco de questões geoestratégicas entre os países da América do sul.

Professores e alunos do UNIBERO
visitam o consulado americano em
São Paulo e conhecem como se
estrutura o consulado e quais são
suas principais atividades no Brasil.
O curso de Relações Internacionais do UNIBERO foi selecionado para participar do IV Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional. O Congresso Acadêmico sobre Defesa Nacional, promovido pela Secretaria de Estudos e de Cooperação (SEC) do Ministério da Defesa, tem por finalidade promover a interação entre escolas militares e civis a fim despertar o interesse em assuntos de segurança e defesa nacionais. O UNIBERO participou, em 2006, do 3º Congresso que ocorreu na Academia da Força Aérea - AFA em Pirassununga - SP. Para este ano, o evento ocorrerá no Rio de Janeiro nas instalações da Escola Naval. A delegação do UNIBERO é formada pelos seguintes alunos e professores: Luis Felipe Sposito de Souza; Karina Isoton; Renato Loro Oliveira; Cauê Mendonça Cardoso; Tamiris Ferreira dos Santos; Flávia Ferreira Padovese; Professor Alexandre Hage e Professor Corival Alves do Carmo.

O Diplomata Ory Abramowicz fez uma palestra para os alunos do 1º ano de RI, no dia 07 de maio de 2007.
Autor: Prof. Adilson Franceschini
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PLURALIDADE DE TEMAS NO ENCERRAMENTO DO SEMESTRE LETIVO DOS CURSOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
Nos dias 18,19 e 20 de junho, o Prof. Elwyn Lourenço Correia, juntamente com os alunos dos cursos de Comunicação Social, assistiram aos filmes “Energia Pura”, “Fahrenheit 11 de Setembro” e “Faça a coisa certa”.
O objetivo foi o de levar aos alunos a importância que cada filme evoca dentro do contexto publicitário, desde a capacitação humana, da aceitação das diferenças entre o ser humano – filme ENERGIA PURA –, passando pelo poder das mídias que articulam a opinião do povo e alteram todo o percurso de uma nação – filme Fahrenheit 11 DE SETEMBRO –, até os preconceitos (cor, raça e valores) nos Estados Unidos, também presentes em todos os continentes nos dias de hoje – filme Faça a coisa certa.

Energia Pura (Título original: POWDER)
Filme sensível que nos remete a analisar os valores que a sociedade pratica para aqueles que são diferenciados, mas que não deixam de ser humanos ou, talvez, mais humanos. As virtudes integrantes do roteiro e a hostilidade por parte de terceiros, em virtude do aspecto, demonstram que o filme de 1997 é atual. Trata-se de um convite à reflexão para o profissional que, antes de o ser, deve ter a habilidade humana aflorada acima de tudo. Por mais elevado que seja o intelecto, o ser humano jamais poderá “ser” se não tiver essa habilidade humana maior.
Download > Resenha crítica do filme

Fahrenheit 11 DE SETEMBRO (Título original: FAHRENHEIT 9/11)
Um dos mais polêmicos, emocionantes e provocativos filmes de todos os tempos. Aplaudido pelo público que lotou as salas de cinema em todo o mundo e aclamado pela crítica por onde passou, “Fahrenheit 11 de Setembro” usa o humor e um arquivo de imagens nunca antes mostradas para revelar o que se passou no governo Bush, antes, durante e depois dos atentados de 11 de setembro de 2001. Ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes, teve recorde histórico nas bilheterias americanas, registrando mais de 117 milhões de dólares em poucas semanas de exibição.
Download > Resenha crítica do filme
Faça a coisa Certa (Título original: DO THE RIGHT THING)
Filme que apresenta negros, brancos, amarelos e pardos em choque dentro de uma pizzaria, após um longo dia de verão. Spike Lee, também autor do roteiro, baseia-se num episódio verídico para discutir e polemizar sobre os conflitos raciais nos EUA. Exibido no festival de Cannes, o filme consagrou de vez o diretor, que também ganhou uma indicação ao Oscar pelo roteiro.
Nossos alunos acreditaram que foi uma bela maneira de encerrar o semestre e esperam que, no próximo, venham filmes cada vez mais intensos que os levem à reflexão profissional, social e, acima de tudo, humana.
Download > Resenha crítica do filme
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera-Unibero)
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ALUNOS DE DESIGN DIGITAL JÁ ENFRENTAM “PRÉ-BANCA” DE TCC
No dia 14 de junho, no Auditório Mozart, o Prof. Elwyn Lourenço Correia iniciou, às 19h15, a apresentação da “pré-banca” dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos de 6º e 7º períodos do curso de Design Digital, sob sua coordenação.
O TCC, uma das atividades acadêmicas que ocorrem nos cursos de Comunicação Social, é uma exigência para o aluno se graduar. Este é elaborado em grupo e exige, ainda, uma investigação técnico-científica, reflexão e uma estrutura metodológica profissional. À guisa de exemplo, seguem os estúdios que se apresentaram:
- PULP COMUNICAÇÃO: alunos Daniel Felipe Padilha, José Augusto Martins Junior e Paulo Henrique Garcia
- ARTEFAT: Luiz Alberto Graça Meixner, Rodrigo Alves Ferraz, Bruno Felipe P. Camargo e Danilo Ferreira Barboza
- EVIDESIGN: Carlos Antonio Gialluisi, Cláudia Muniz, David Hoffmann, Lilian Nakagima e Marília Pimentel
- 3 . 2 A VERSÃO DEFINITIVA DO DESIGN: Talitha Cicon, Felipe Cussolim, Tábita Sáez, Nilton Souza e Carolina Godoy
- SINAPSE: Camila Vasconcelos, Guilhermo Mila, Fábio Martiniano e Carol Blandino
- LC DESIGN: Eduardo Zampolo, Fernando dos Santos e Ricardo Carvalho
O Projeto Experimental de Design Digital consiste na produção, pelos alunos de 7° e 8º períodos, de um trabalho teórico e prático de conclusão de curso, aplicado a uma empresa real e submetido à análise e avaliação de uma banca examinadora composta por professores e profissionais da área. Nesse trabalho devem se consubstanciar todos os conhecimentos adquiridos nas diversas disciplinas cursadas ao longo dos 4 anos. A previsão da apresentação final será no final do 2º semestre deste ano.
Autor: PROF. ELWYN LOURENÇO CORREIA (Coordenador dos Cursos de Comunicação Social da Anhanguera-Unibero)
Fotos: Prof. FERNANDO TUMA (Estúdio FotoImagem da Anhanguera-Unibero)
Editora: Profª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera-Unibero)
GALERIA DE FOTOS: Design Digital - TCC
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EX-ALUNA DO CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
DO UNIBERO-ANHANGUERA RECEBE PRÊMIO DA COMISSÃO EUROPÉIA
Karen Vasconcelos da Costa, graduada em Relações Internacionais pelo Unibero-Anhanguera, participou, recentemente, de um concurso de monografias organizado pela Comissão Européia no Brasil. A proposta do trabalho era a de que os participantes fizessem uma reflexão sobre os 50 anos de construção da União Européia. E, para o orgulho de todos deste Centro Universitário, e, em especial, do coordenador do curso, Prof. Adilson Franceschini, Karen foi premiada com o trabalho intitulado “O interesse nacional na convenção para o futuro da Europa”, recebendo todas as honras das mãos do embaixador João Pacheco.
Acompanhe o resumo da monografia da brilhante Karen Vasconcelos da Costa, e, caso haja interesse em conhecer a totalidade do trabalho, contate o coordenador Adilson (afranceschini@unibero.edu.br).
JORNAL IBERO NEWS ON-LINE
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)

O interesse nacional na convenção para o futuro da Europa
AUTORA: KAREN VASCONCELOS DA COSTA
RESUMO
Este trabalho tem por objetivo explorar as potencialidades e contradições das negociações para a formulação da Constituição Européia no tocante ao capítulo IV, denominado “Liberdade, Segurança e Justiça”, que contém questões de controle de fronteiras, imigração, asilo político, cooperação judicial em matéria civil e penal e cooperação policial entre os membros da União Européia – tendo como base a teoria de integração e interdependência de Alan Milward, e demonstrando, na prática, alguns dos dilemas encontrados durante as discussões.
Os três países centrais e considerados motores da União Européia – Alemanha, França e Reino Unido – foram os principais atores destas negociações, e, portanto, serão o foco da análise deste artigo. Assim, serão estudadas como as posições desses países influenciaram e impactaram no texto final da Constituição. A Alemanha e a França mantiveram sua posição integracionista, enquanto o Reino Unido manteve uma postura pela interdependência. Esses países optaram por tais posturas beneficiando e protegendo seus interesses nos assuntos estratégicos e sensíveis a soberania e autonomia da nação.
O processo de integração européia iniciou-se em 1950 com a assinatura do Tratado de Paris, que estabeleceu a Comunidade Econômica do Carvão e do Aço (CECA). Esta comunidade deu aos Estados uma alternativa política para sua reconstrução no pós 2ª Guerra Mundial.
A Europa, no término deste conflito, estava devastada, e os Estados encontravam-se frente ao desafio de reconstruir suas economias, fortalecer seus sistemas políticos e proporcionar às suas populações uma condição melhor de sobrevivência e segurança. Diante de tal cenário, os Estados europeus viram na integração uma forma de alcançarem esta reorganização. A partir da CECA, o processo de integração europeu avançou até o estabelecimento da União Européia, na década de 90.
O texto constitucional europeu começou a ser negociado na Convenção Européia de 2002, contando com a presença de representantes dos 15 Estados-membros, representantes dos Estados-membros no Parlamento Europeu, representantes do Parlamento Europeu e membros da Comissão Européia. Esse texto constitucional consolidou todos os tratados anteriormente assinados em um único documento, incluindo, ainda, os princípios universais de direitos humanos e mudanças institucionais de grande importância propostas pelos Estados-membros.
Os Estados incentivam e apóiam o processo de integração européia porque tais negociações abordam e possibilitam que os Estados mantenham e defendam seus interesses nacionais, transformando a União Européia, de acordo com o ministro inglês Denis MacShane, numa Europa de Nações e não numa Europa supranacional.
Palavras-chave: União Européia. Constituição Européia. Interesse Nacional.
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O BARROCO HOLANDÊS RETRATADO NO CINEMA
Como parte das atividades desenvolvidas na disciplina História da Arte, os alunos do curso de Publicidade e Propaganda assistiram ao filme MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA (no original, GIRL WITH A PEARL EARRING), uma produção britânica de 2003. O filme retrata o barroco holandês ao mostrar o introspectivo pintor Johannes Vermeer (1632-1675), cujas obras transmitem, até hoje, muita paz. O roteiro do drama, dirigido por Peter Webber, tem como base um livro de ficção da autora Tracy Chevalier sobre o quadro que é apelidado de “Mona Lisa Holandesa”

O quadro MOÇA COM BRINDO DE PÉROLA,
concebido por Vermeer em 1665 ou 1666
“MOÇA COM BRINCO DE PÉROLA”: resenha do filme
O filme se passa no ano de 1665, na Holanda. Trata-se de uma jovem garota, Griet, que necessita de trabalho e inicia suas atividades como “criada” na casa de um pintor muito renomado do século XVII, Johannes Vermeer. Aos poucos, no entanto, ele encontra nela a musa de um de seus quadros mais famosos, “Moça com Brinco de Pérola”.
Particularmente, achei fantástica a reconstituição de época, que mostra como as pessoas trabalhavam e se vestiam, além dos padrões de moradia.
Infelizmente, há muita diferença de valores pessoais e profissionais daquele tempo para os dias atuais: aqueles que, antigamente, eram considerados artistas, hoje são apenas pintores. Embora o filme mostre muito o mercantilismo da arte, a vida de um “pintor” era mais reconhecida pela sociedade devido aos seus aspectos humanos. Os conceitos e idéias do artista eram respeitados, seu talento era apreciado e a arte, em si, muito bem definida.
No mundo de hoje, esses profissionais perderam um pouco seu espaço (inclusive no Brasil) devido à invasão da tecnologia e de outros valores culturais, produzidos por empresários poderosos que comandam a mídia mundial.
O universo do pintor é embasado em sua ideologia – seus sonhos e desejos, retratados por meio de sua arte –, que difere do nosso universo cheio de desejos reprimidos e descontentamentos pessoais em relação ao sonho, à arte e à cultura. O ser humano perdeu sua identidade e integridade.
O pintor vive um mundo mágico onde a vida e tudo ao seu redor vira real quando sua obra está pronta. Nós, atualmente, vivemos um mundo real em que toda a mágica da vida termina quando lembramos que não vivemos nossos grandes sonhos.
A paixão pela arte, especialmente pela pintura, como no caso do filme, reunia cultura, valorização pelo que é natural e riqueza espiritual do artista, que, mesmo com as dificuldades da época, colocava em prática o seu dom e conhecimento. Hoje em dia, essa “arte” é fonte de inspiração para muitos profissionais atuais, que tentam resgatar todos esses valores para beneficiar seu trabalho e sua vida.
Aluno: RENE SABBATINI DE ALMEIDA, do 2º PP do Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
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Design Digital
II SEMANA DE DESIGN DIGITAL: HARMONIA DENTRO DO CAOS
Foi exatamente este o tema que norteou um dos mais badalados eventos na área de Design
Digital, que ocorreu entre 07 e 10 de maio de 2007, organizado pelo Prof. Elwyn Lourenço Correia, coordenador dos cursos de Comunicação Social de nossa Instituição, bem como por seus alunos, professores e núcleos.
Acompanhe, a seguir, relatos de alguns dos muitos momentos da II Semana de Design Digital da Anhanguera/Unibero. Sejam bem-vindos à HARMONIA DENTRO DO CAOS!

07/05/2007
Palestra: “XSI Softimage e Modelagem Orgânica com ZBrush” (Auditório Mozart)
A arte e o design foram mostrados em todas as suas dimensões, pelos palestrantes da Alpha Channel que dividiram o Auditório Mozart com alunos, professores, dragões e monstros. E é claro que esses últimos se comportaram muito bem! Formados pela Vancouver Film School e Metaframe - duas das maiores escolas de computação gráfica do mundo -, Weverton Alves e Daniel Cortonesi demonstraram todo o poder das ferramentas mais utilizadas no mercado 3D atualmente. Com exibição de seus trabalhos e um tom super descontraído, conquistaram a atenção de todos os presentes.
Autor: BRUNO CARBONE GONÇALVES, do 2º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
Palestra: “Advergames e Alternate Reality Games – usando jogos em comunicação e marketing” (Teatro Bibi Ferreira)
É notório (e impossível ignorar) o crescimento constante da mídia digital. De todas as formas, nós, público-alvo, somos atingidos por esta mídia para tomarmos ciência da venda de um produto.
A partir da palestra sobre Advergames, proferida por Vicente Martin, no Teatro Bibi Ferreira, podemos perceber que, além da criação do design, temos, também, o processo intelectual que envolve a maneira como são feitas as divulgações dos produtos.
Muitas empresas estão partindo da idéia de que o seu produto torna-se mais conhecido a partir do momento em que seu público interage com ele, e é exatamente isso que está acontecendo. Quanto aos os games, percebemos que estão ficando cada vez mais reais, igualmente envolvendo a participação do usuário além do limite. Num passado não muito distante, apenas jogávamos. Hoje, além de jogar, acabamos comprando objetos para que o jogo fique mais interessante. Tudo isso vai além da imaginação! Os jogos acabam prendendo a atenção dos usuários com suas novas tecnologias e seu realismo. Estão disponibilizados em diversos tipos, e é dentro desse mundo virtual que algumas empresas aproveitam para mostrar seu produto e sua marca.
A comunicação “não espera sentada”. Ela vai atrás do seu público e cria sua forma de contato de maneiras que nós nunca esperaríamos. Hoje em dia, os jogos e o mundo digital fazem parte do nosso cotidiano. Estamos e vamos acompanhar todo esse processo de crescimento, mudanças e criação, tendo certeza que, a cada dia que passa, nós, designers e publicitários, teremos espaço garantido no mercado de trabalho.
Autora: Amanda Ugliano Silveira, aluna do 4º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
ACOMPANHE A ENTREVISTA EXCLUSIVA CONCEDIDA POR VICENTE MARTIN AO ALUNO DAVID GRIMAN.
Faça o download.
GALERIA DE FOTOS: II Semana de Design Digital 07/05/07
Fotos: Elton Bastos
08/05/2007
Palestra: “PRODUÇÃO 3D COM BLENDER” (Auditório Mozart)
Gustavo dos Santos, palestrante no segundo dia da II Semana de Design Digital, apresentou, com eficiência, competência e muito bom humor, um dos mais impressionantes softwares 3D do mercado, o Blender. Além de gratuito, menor e mais leve que seus concorrentes, mostrou-se capaz de realizar as tarefas mais árduas que os gigantes do mercado fazem com louvor. Uma ótima opção para quem está iniciando seu estúdio/produtora e para os entusiastas da filosofia opensource! Com um tom muito bem-humorado e várias demonstrações técnicas, Gustavo cativou a platéia com demonstrações sólidas, apresentação de jobs, demo reels, e finalizou com a exibição do curta “Elephant’s Dream”, todo produzido em Blender e com qualidade para Pixar nenhuma botar defeito.
Autor: BRUNO CARBONE GONÇALVES, do 2º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
Palestra: “DESIGN EXPERIMENTAL E COMERCIAL” (sala 103)
Allan Szacher, dono da marca ZUPI, abrilhantou a noite de 08 de maio. Iniciou sua fala contando como fora seu primeiro contato com o mundo digital e relembrando a importância que seu primeiro computador teve em sua formação para que chegasse à posição que hoje ocupa.
Um dos profissionais mais conceituados do mercado de Design, Allan Szacher procura seu diferencial por meio do conceito que passa em seus trabalhos e a determinação de ser diferente. Aliás, fazer a diferença levou-o à criação de marca que se tornou referência para o mercado de trabalho (Design)! O que mais me chamou a atenção, além de seu portfólio, é a maneira que ele defende seus trabalhos. Passou-nos a importância de o profissional conhecer o mercado e os pontos que permeiam o Design atual, como, por exemplo, o marketing – afinal, esta é a alma do negócio! É importante que o profissional se imponha diante do cliente e, assim, desmistifique a idéia do designer como um simples “micreiro” (ou a idéia do Design como uma arte sem fundamento). É exatamente aí que chegamos ao ponto do experimental versus comercial.
De tudo procuro abstrair uma experiência de vida. As dificuldades encontradas no caminho, que certamente não é fácil, mostram que podemos perder espaço para os bons e velhos primos dos clientes... Criar a partir do senso prático e experimental é garantia de melhor resultado por termos mais certeza e confiança no que queremos passar. Daí apontamos a diferença existente entre o comercial e o experimental, pois não ignoramos o cliente, mas sim deixamos de lado regras e ficamos livres para criar.
No final da palestra, o simpático e carismático Allan Szacher sorteou brindes para os alunos e abriu espaço para perguntas, ou seja, instigou-nos a também criar, processo relevante para a formulação de questionamentos pertinentes e proveitosos. Gostei muito da apresentação!
Autor: SAMUEL SERAFIM, aluno do 5º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
IMPERDÍVEL:
OS ALUNOS David Griman e Elton Bastos
ENTREVISTAM ALLAN SZACHER
Faça o download da entrevista aqui.
GALERIA DE FOTOS: II Semana de Design Digital 08/05/07
Fotos: Elton Bastos
09/05/2007
Palestra: “DESENVOLVIMENTO DE GAMES COM GAMESTUDIO” (Auditório Mozart)
"Super Mario e Alexx Kidd invadem o Mozart!"
Para os fãs de games, nada melhor do que rever os ícones do passado mostrados em tamanho gigante no telão do auditório. Para os mais "novinhos", é uma oportunidade para poder apreciar os jogos da nova geração. Seja qual for a sua idade, impossível não esboçar um sorriso ao ver os maiores representantes da diversão eletrônica na sua frente. Mesmo que você não goste de jogos ou de videogames. O palestrante Willians Monteiro da Silva, da Alpha Channel mostrou ao público que mais importante do que uma boa idéia é ter uma visão geral do processo de criação de jogos. Enchendo os olhos da platéia com vídeos de última geração, processos de produção e algumas curiosidades sobre o mundo dos jogos, o palestrante deste terceiro dia da II Semana de Design Digital do Unibero mostrou aos presentes que, para crescer no mercado de games, é necessário muito mais do que cogumelos.
Autor: BRUNO CARBONE GONÇALVES, do 2º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
Palestra: “O PROFISSIONAL DO FUTURO” (sala 122) – Ponto de Vista I
Na palestra ministrada pelo publicitário Michel Lent, destacaram-se os seguintes temas: avanço tecnológico, digitalização e seus benefícios, alem da interatividade com os usuários. Por vivermos em um mundo globalizado, onde a tecnologia cresce a passos largos, temos à nossa disposição várias formas de comunicação. A maioria delas são digitais, ou seja, tudo é pasivo de digitalização: imagem, sons, vídeos etc. Por meio de tão poderosa ferramenta, a informação está em todos os lugares, e a maioria dos aparelhos podem fazer de tudo, ou seja, tudo avança.
O crescimento da computação é notável, e caminha com a Internet, pois é por intermédio dela que estamos conectados ao mundo, onde a interatividade dos usuários aumenta enormemente.
A mídia interativa surge com grande poder junto aos usuarios, que são os responsáveis pela propaganda na Internet. Além de participarem com opiniões e sugestões, eles aparecem através das oportunidades surgidas em sites promocionais, para desbancar muitas propagandas que só são vistas em mídias impressas. A Internet, por ter um espaço ilimitado, é um serviço básico e, ao mesmo tempo, poderoso, pois é uma forma de alavancar a publicidade, precisando esta de uma mescla de tecnologia e comunicação.
O mercado está mudando, oportunidades surgirão para aqueles mais aptos e capazes de exercerem a sua função. Fica uma interrogativa sobre quem ganhará essa batalha tão disputada. Com certeza será o mais criativo, o realizador, o inovador, aquele que tenha o intuito de agradar aos usuários e se distanciar das mesmices utilizadas nos dia de hoje.
Autora: CRISTINA CARVALHO DOS SANTOS, do 1º PP do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
Palestra: “O PROFISSIONAL DO FUTURO” (sala 122) – Ponto de Vista II
Na palestra falou-se sobre o início e os avanços da tecnologia, tendo em conta que, há 20 anos, o mundo era praticamente analógico. Com a tecnologia, o mundo cresce na era do processo digital.
Foram abertos tópicos importantes para nossa aprendizagem, com informações para o nosso desenvolvimento. Um desses tópicos abrangeu o emprego do computador. Na década de 60, os computadores no Brasil eram utilizados para trabalhos militares. Na década de 70, nasceu a computação pessoal, e, por fim, na década de 90, surgiu a Internet, que hoje é o meio mais rápido de acesso a tudo e a todos.
O conferencista também falou sobre as Convergências das Mídias, mostrando o trabalho de informação dos aparelhos que podem fazer tudo ao mesmo tempo.
Na parte de entretenimento, foram citados sites de incontáveis acessos, como Orkut, YouTube,
Fotoblog e MSN, e, por fim, aparelhos celulares de alta tecnologia, que hoje proporcionam o manuseio de sites de buscas de banco on-line, em uma simples tela de um celular.
O profissional do futuro, pelo que entendi da palestra, deve ser uma pessoa diferenciada na área. Assim, temos que buscar o máximo de conhecimentos, tanto antigos, quanto tecnológicos para que agreguemos experiência e sejamos reconhecidos no mercado.
Autor: Leandro Saraiva Oliveira Nascimento, do 1º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
PALESTRA: “Animação e as Novas Técnicas” (sala 103)
O tema, desenvolvido por César Cabral, foi excelente, uma vez que tenho essa matéria na grade curricular e me interessar bastante pela área.
Formado em Cinema pela ECA e com várias especializações com ênfase em Design, o palestrante César Cabral trabalha com Stop Motion na agência Coala Filmes, que atende necessidades como criação e confecção de cenário, mock up, produção para TV, comerciais e animação.
Como introdução, contou-nos um pouco sobre a história do cinema e os diferentes tipos de animação, como o Stop Motion e as tradicionais massinhas que vemos em alguns programas da TV Cultura. Assistimos a curtas-metragens de animação 2D (muito utilizadas pelos estúdios da Disney), que nos ajudaram a perceber as diferentes técnicas utilizadas pelos animadores, como, por exemplo, no filme “Cão de Guarda” (em inglês, GUARD DOG), cujo cenário é igual aos cenários feitos à mão, com a utilização do do lápis de cor tradicional na pintura.
A segunda técnica, e a mais interessante, em minha opinião, é a de pintura “frame a frame”, onde a pintura é feita com tinta misturada a outra substância que faz com que a essa tinta demore mais tempo para secar. Podemos, assim, manipular a imagem a cada frame, dando movimento na animação. Por ser um recurso com alguns graus de dificuldade, essa animação, que tem apenas vinte minutos de duração, pode ter levado em média cinco anos para ser feita e finalizada.
César Cabral nos passou os principais conceitos para uma animação de sucesso. A idéia principal é destacada quando se trabalha com roteiro e equipe para resumir, em poucas “letras”, um resultado esperado, como, por exemplo, o comercial do Luftal, um dos clientes da agência Coala Filmes. Para essa animação, a técnica usada foi a das massinhas, por ser mais lúdica e também por baratear os custos. Muitas vezes o uso de bonecos, além de baratear o investimento, resolve problemas que ocorreriam com a contratação de atores, o que envolveria questões de cachê, entre outros.
Um elemento indispensável em uma animação é a trilha sonora, uma vez que precisa estar em perfeita harmonia com o conteúdo, o ritmo e o movimento. Hoje em dia, a animação e os efeitos em computação são itens imprescindíveis para resultados perfeitos.
Ao término da palestra, os alunos puderam encaminhar perguntas ao simpático e competente profissional César Cabral. Na oportunidade, ele esclareceu questões como, por exemplo, o custo de produção das animações tradicionais que estamos acostumados a ver nas mídias. Um trabalho penoso, com muitas dificuldades pelo caminho, mas que vale a pena depois de finalizado. Os resultados são incríveis!
Autora: Tatiana Gomes, do 5º DD do Centro Universitário Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
ENTREVISTA
Acompanhe o papo gostoso entre César Cabral e os alunos
David Griman e Elton Bastos, do 3º DD.
Faça o download da entrevista.
GALERIA DE FOTOS: II Semana de Design Digital 09/05/07
Fotos: Elton Bastos
10/05/2007
Palestra: “UM OLHAR POR DENTRO” (sala 103)
Com boas energias e uma pitada de bom humor, o palestrante César Landucci trouxe a nós, alunos dos cursos de Comunicação Social, diferentes idéias, experiências, histórias, segredos e manhas de alguém que há muito tempo batalha na área de publicidade.
Explicou-nos sua forma de trabalho e onde atua, deixando alguns colegas, assim como eu, maravilhados com as diversas formas e lugares para se usar a técnica de tornar algo público. No caso, sua arte está em capas, especificamente de livros. Com muita experiência e boa vontade, Landucci mostrou sua técnica, mas também falou sobre as várias adversidades que encontramos ao lidar com clientes. Exigências e “idéias malucas”, no caso dele, são comuns, e é aí que vem sua personalidade e algumas manhas para fazer prevalecer a melhor idéia.
César Landucci transmitiu sua experiência com agências, deixando todos impressionados com a voluptuosidade e a magnitude da arte de publicar, encaixando-se em parâmetros, tanto em capas de livros como em agências, e o quão todos são influenciados por tal trabalho – tanto os leitores, quanto os autores, e até mesmo a editora. E foi assim que ele nos mostrou outros horizontes, dos quais não estamos tão distantes, dividindo suas dificuldades, adversidades, idéias e criações. Esta é a vida real de um publicitário no seu cotidiano. Por fim, deixou-nos uma mensagem da qual me lembro muito bem: “Confie em sua criatividade e em suas idéias, e, tendo perseverança, a união dos dois é um bom atalho para uma vida profissional realizadora.”
Autor: Daniel Lima dos Santos, do 1º PP do Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
GALERIA DE FOTOS: II Semana de Design Digital 10/05/07
Fotos: Elton Bastos
Ponto de vista: “O SALDO POSITIVO DA ÚLTIMA NOITE DE PALESTRAS E DA II SEMANA DE DESIGN DIGITAL
Novas tecnologias, novos desafios, a empolgação de sempre
No último dia de palestras da II Semana de Design Digital do Unibero-Anhanguera, os alunos puderam conhecer um pouco mais sobre TV Digital, Produção Profissional de Vídeo & Áudio com os softwares líderes de mercado (Avid e Pro Tools), e ainda conferir o processo de criação de efeitos especiais, através do software Fusion.
As três palestras da noite, em perfeita sincronia, prenderam a atenção dos presentes e mostraram um horizonte profissional que ganhará ainda mais força com a entrada da TV Digital no Brasil. No final de mais esta Semana, muita gente ficou com dúvidas, mas, com certeza, podemos dizer que foi apenas em relação a qual dos caminhos escolher. Afinal, há muitas ferramentas, horizontes, sonhos e força de vontade. E que venha a III Semana de Design Digital!
Autor: BRUNO CARBONE GONÇALVES, do 2º DD do Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
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Lançamento em 16/05/2007
Prof. Kendi Sakamoto, do curso de Gestão de Telemarketing e Relacionamento com Clientes, lança obra inédita para o setor de contact centers
COMO FAZER CARREIRA EM UM DOS MAIORES MERCADOS DE EMPREGO DO PAÍS
Depois do comércio, a área que mais emprega hoje no Brasil é a dos chamados contact centers. São as centrais de relacionamento com clientes que, agregando telefone, internet e fax, se responsabilizam pelo atendimento aos consumidores, às vendas por telefone, suporte técnico etc. Há mais de 600 mil pessoas trabalhando nessas centrais, também chamadas de áreas de Telesserviços, abrindo oportunidades, principalmente, para os jovens que procuram o primeiro emprego.
Faltava no país uma obra que mostrasse como entrar e fazer carreira profissional nesse mercado. Assim justificam Kendi Sakamoto (professor da Anhanguera/Unibero) e Claudir Franciatto, profissionais que militam nessa área há anos e que agora lançam ALICE NO PAÍS DO CONTACT CENTER, obra que aborda desde um panorama do surgimento e crescimento dos contact centers até os passos que devem ser dados na construção de uma bem-sucedida trajetória profissional no segmento.
“Cada vez mais solidificado, sofisticado e eficaz, este mercado cresce cerca de 10% ao ano – taxa muito superior à da economia no Brasil – e emprega centenas de milhares de pessoas, que já podem vislumbrar planos de carreira e oportunidades de profissionalização... Obras como esta, em que Kendi e Franciatto abordam os diversos temas relacionados ao setor de maneira clara, objetiva e descomplicada, colaboram para a divulgação, desmistificação e valorização do setor de Telesserviços no Brasil, participando da construção efetiva e profissional desta atividade”. A opinião é de Topázio Silveira Neto, presidente da Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), ao assinar o prefácio da obra.
Escrito em forma de diálogos e de fácil entendimento, além de enfocar a gênese dos contact centers no país – antes chamados de call centers, porque envolviam apenas o telefone –, ALICE NO PAÍS DO CONTACT CENTER apresenta as perspectivas desse mercado e orienta os leitores desde a elaboração de um currículo e estratégias de empregabilidade, até a descrição de atividades e cargos no setor.
OBRA:
ALICE NO PAÍS DO CONTACT CENTER – Desenvolvimento de Carreira em Áreas de Relacionamento com Clientes
SAKAMOTO, Kendi & FRANCIATTO, Claudir
Editora Laços
1ª Edição – 2007 – 128 páginas
LANÇAMENTO:
16/05/2007 (quarta-feira), às 18h30
Auditório da ABT – Av. Brig. Faria Lima, 1685 – cj. 5i
Fone para informações: 3813-0068
Site para confirmar presença ao lançamento: http://www.kendisakamoto.com.br/lancamento_livro.html
Autor da Reportagem: PROF. CARLOS ALBERTO LOPES – coordenador dos cursos de Gestão de Negócios Securitários, Gestão de Telemarketing e Relacionamento com Clientes, e Tecnologia em Logística (Anhanguera/Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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Palestra 26/04/2007
GERÊNCIA DE PROJETOS E O PMI
Em 26 de abril de 2007, Nelson Rosamilha, Diretor de Estudos Técnicos do Capítulo São Paulo do PMI - Project Management Institute –, apresentou, no Auditório Mozart, a palestra Gerência de Projetos e o PMI ao 4º Período do curso de Gestão de Sistemas de Informação e aos alunos dos diversos cursos de Administração do Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO-ANHANGUERA).
O palestrante abriu a apresentação definindo o que é um projeto: toda atividade com início, meio e fim, e com prazo definido para o término. Em seguida, explicou os termos “gerente de projetos” e “gerência de projetos”. Esclareceu que os gerentes de projetos podem ser certificados pelo PMI, nas categorias PMP e CAPM. Para tal, é necessário que o candidato faça uma prova sobre o PMBOK - Project Management Body of Knowledge, o livro que contém o conjunto das melhores práticas em gerência de projetos, conforme o PMI. Em seguida, comentou sobre o código de ética adotado pelo Instituto, salientando que este deve ser seguido por todos os profissionais lá certificados.
Na seqüência, explicou genericamente o funcionamento dos capítulos do Instituto ao redor do mundo, onde os profissionais envolvidos são voluntários. Tais equipes têm o intuito de divulgar o máximo possível as práticas e vantagens da gerência de projetos. Desta forma, ele próprio, diretor do PMI-SP, é um voluntário, e, aproveitando o ensejo, informou sobre a existência de oportunidades de voluntariado com diversos perfis no PMI.
Nelson Rosamilha apresentou muitos dos periódicos editados pelo Instituto, entre os quais o PM Journal, distribuído aos associados. Citou, também, livros de gerência de projetos e assuntos correlatos, disponíveis para venda no site do PMI. Ademais, demonstrou, resumidamente, o programa desenvolvido pelo Capítulo São Paulo para a divulgação das melhores práticas de gerência de projetos pelo interior do Estado, denominado IeA - Interior em Ação.
O palestrante apresentou de forma clara a gerência de projetos e a existência das melhores práticas para a mesma, bem como a certificação e as publicações ligadas ao assunto. Com maestria, descreveu todos os tópicos da apresentação, com exemplos práticos do cotidiano dos alunos presentes, e discorreu sobre termos como “risco” e “lições aprendidas”, trazendo aos espectadores leigos uma melhor compreensão do tema e plantando uma semente que, certamente, brotará novas idéias na trajetória profissional dos participantes.
Autor: ALCEMIRO LEITE – Aluno do 4º Período do Curso de Gestão de Sistemas de Informação da ANHANGUERA-UNIBER0 e Analista de Sistema do Banco Itaú S.A.
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: GERÊNCIA DE PROJETOS E O PMI
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Resenha do aluno Armando Vicente
PECADOS ÍNTIMOS
Na disciplina “Introdução à Publicidade e Propaganda”, ministrada pelo Prof. Elwyn Lourenço Correia, os alunos do 1º Período de PP assistiram ao filme Pecados Íntimos com a orientação de refletir sobre a carreira de publicitário em seus diversos desdobramentos: profissão, vida pessoal, mercado, concorrência, sentimentos etc. Nasceu, de tal reflexão, a resenha de Armando Vicente que temos a satisfação de publicar. Confira!
De acordo com a análise que fiz do filme “Pecados Íntimos” (em inglês, LITTLE CHILDREN), produção americana de 2006, concluo que o roteiro remete a situações autênticas e mostra bem o estilo de vida americano, conhecido também como o trágico “American Way of Life”: aquelas mansões e casas luxuosas, onde a vida dos norte-americanos é relatada, parecem esconder vestígios de uma sociedade patológica. O filme aborda a hipocrisia de todos os moradores da cidade que serve como cenário.
No decorrer da história, percebi que todos os cidadãos, sem exceção, tinham algo a esconder, e que também surgiam diversas situações complicadas e extraconjugais entre muitos personagens, que se afastavam do convívio familiar.
Em especial, Richard Pierce, marketeiro de sucesso, abusa da paciência de qualquer um com o descaso em relação aos assuntos familiares, principalmente com a filha de Lucy, e mais íntimos, como o seu vício em pornografia na Internet.
Pelo que pude perceber, “Pecados Íntimos” não quer ser erótico – como o pôster do filme pode insinuar –, e não procura ser perfeito. Claro que há uma abordagem sobre sensualidade, mas é algo além do sexo. É um drama sobre relacionamentos a partir de um ponto de vista muito mais pessoal. Cada personagem tem uma situação, uma inquietude que, ao ser extravasada, afeta as pessoas ao redor de formas diversas.
E, pensando bem, é disso que o filme trata: das inquietações típicas de cada um de nós. Tais inquietações nos impulsionam a agir, mas, ao agirmos, conseqüentemente afetamos a vida daqueles ao nosso redor. São os nossos “pecados íntimos”. Somos como que “pequenas crianças” (daí o título original em inglês) que, ansiosas, erram na tentativa de acertar.
Do ponto de vista publicitário, constatei que, tanto no filme como na área, existem muitos atos correlatos, como, por exemplo, a ambição, o status, e, em alguns casos, a hipocrisia, no afã de se atingir os objetivos.
O convívio social também é assim. Quem trabalha nessa área costuma se dedicar ao trabalho, esquecendo-se de seus verdadeiros valores, de sua vida pessoal, da família, do lazer e da importância do casamento.
A vida de um publicitário muitas vezes é contraditória e injusta, assim como mostra o filme na parte do marido que não dá atenção a sua família, ou da esposa que se perde pela ausência de atenção. No decorrer da história, também são abordadas questões relevantes, como a inclusão social. As pessoas são freqüentemente discriminadas por não terem uma profissão regulamentada, ou por não obterem méritos naquilo que fazem. Em busca de reconhecimento, acredito que vários profissionais se dedicam integralmente ao seu oficio e, assim, acabam deixando de lado os aspectos humanísticos que a natureza nos deu, bem como a liberdade e o tempo para que equilibremos nossa vida pessoal e profissional.
Em muitos momentos, é fácil identificarmos a arrogância do publicitário Richard, que se esquece de seus princípios e acaba se destruindo e, por conseguinte, fugindo do seu foco principal como profissional da área de comunicação. Achei bem legal esse “lance” do filme ao abordar os aspectos gerais dos personagens, especialmente do publicitário Richard.
Autor: ARMANDO VICENTE BARBOSA, aluno do 1º Período da disciplina “Introdução à Publicidade e Propaganda” (lecionada pelo Prof. Elwyn Lourenço Correia), na Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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Oficina de ArteDesign 2007: as preciosas aulas da Série Visionários
Desnecessário falar sobre o sucesso da 2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Leonardo Da Vinci, o profeta da era industrial e do mundo moderno. A proposta e os objetivos, apensos à figura do incomparável mestre florentino, fizeram com que as inscrições logo se esgotassem. A 1ª Oficina (2006), pautada na criatividade, já fora um enorme sucesso. No entanto, Da Vinci conseguiu suplantá-la e provar que é mais atual do que a própria atualidade – daí o termo “visionário”. Vamos conhecer um pouco do muito que é feito nesta Oficina por intermédio das palavras do Prof. Maurício S. Goulart.
PROFª MÔNICA DERITO RAMOS, editora da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP

GALERIA DE FOTOS: OFICINA DE ARTE E DESIGN
- aula em 24/03/2007
2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Leonardo Da Vinci, o profeta da era industrial e do mundo moderno
Desta vez, com os trabalhos iniciados no dia 24/03/2007, abordamos duas áreas importantes na formação do designer, temas exaustivamente estudados por Da Vinci ao longo de toda a sua vida: o desenho de anatomia e a prática da pintura de tela.
A “2ª Oficina de ArteDesign” tem como objetivo fundamental o enriquecimento do repertório dos participantes no que diz respeito ao aprendizado do desenho (entendido como a linguagem essencial ao desempenho do bom design) e das técnicas direcionadas à representação da figura humana. Vamos estudar o corpo humano em todos os seus aspectos formais e estruturais, adotando uma metodologia que estimula o aluno a desenvolver as suas habilidades de percepção visual, tornando o educando mais atento aos detalhes, às proporções e aos dimensionamentos da chamada “máquina humana”.
Um ponto importante é o delineamento prático dos exercícios, algo que conduz o aluno ao aperfeiçoamento da capacidade de avaliar proporções por intermédio do raciocínio comparativo, ou seja, precisamos comparar cada parte que forma o todo, pois só assim conseguiremos compor, de modo harmônico, a forma completa em todos os seus detalhes. Já realizamos um exercício preliminar para avaliar o grau de amadurecimento da percepção visual aplicada à composição do corpo humano. O aluno, sem restrições ou regras preestabelecidas, representou uma figura humana utilizando como material básico o lápis 6B e o papel sulfite – A4. É bom lembrar que este material será utilizado nos trabalhos da oficina e nos exercícios de casa!
Portanto, resgatando as minhas orientações da aula anterior, cada aluno deve adquirir um lápis 6B, uma borracha macia para desenho artístico (conforme modelo indicado na aula) e um bloco de desenho para execução de rascunhos e esboços (formato A4). Não é preciso trazer esse material nas aulas aos sábados, pois a oficina já possui todos os insumos necessários. A experiência com o desenho de anatomia cumpre um papel indispensável no estudo da arte e do design, pois sabemos que a criação, em linhas gerais, está sempre, direta ou indiretamente, focada nas necessidades humanas, e quando se trata da elaboração de um trabalho multidisciplinar que reúne conceitos da arte e do design, fica mais fácil justificar a urgência desse estudo.
Tal estudo ajudará a compreender como é constituída a estrutura essencial do corpo humano (estudo do esqueleto), saber sobre o seu dimensionamento, localização e proporção, entender a intrincada complexidade das conexões existentes nesta estrutura e captar os conceitos básicos da reconstituição desses elementos por meio da expressão artístico-científica do desenho de anatomia.
Além do mais, vamos estudar a massa corpórea (estudo dos músculos) nas suas características morfológico-dimensionais e apontar o correto posicionamento na estrutura óssea para modelar volumes, linhas e contornos, elementos presentes na representação da forma humana. Esses conhecimentos servirão de embasamento ao próximo passo, a prática da pintura, quando cada aluno deverá representar a figura humana em uma tela, base que receberá, posteriormente, um tratamento pictórico.
Gostaria de destacar o meu orgulho e a minha admiração quando observo cada um de vocês, meus alunos, ao trabalhar na Oficina da Criatividade. Sinto que algumas utopias são transformadas em realidade. O brilho nos seus olhos reflete o meu próprio entusiasmo e a minha imensa alegria em compartilhar algumas horas de conhecimento com todos os meus queridos alunos. Não percam esse idealismo e a sede de descobrir novos horizontes!
Continuem, firmes e determinados, na busca incessante pela grande aventura do saber. Leonardo Da Vinci nos inspira, é o paradigma indelével de muitas e muitas gerações. Ele demonstra que existe, em cada um de nós, um gênio adormecido, esperando o momento certo para iluminar o mundo com a luz da sabedoria. O momento é agora! Aproveite ao máximo essa oportunidade que surge no campus da Anhanguera-Unibero.
Aliás, falando sobre a Anhanguera-Unibero, é importante ressaltar o total apoio pedagógico, técnico e material disponibilizado pela nova reitoria, que tem demonstrado grande interesse em avaliar, manter e ampliar diversos projetos educacionais no interior do nosso querido Centro Universitário. Com a Anhanguera, o Unibero vive uma nova história no campo da educação universitária. Vocês, alunos, estão vivenciando uma grande transformação pedagógica. Vamos participar! Conto com todos vocês!
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
- aula em 31/03/2007
2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Da Vinci e Michelangelo
No dia 31, a partir das 11h00, dando continuidade à 2ª Oficina de ArteDesign, e com todo o entusiasmo do mundo, assistimos, nas dependências do Auditório Mozart, à primeira parte do filme Agonia e Êxtase, dirigido pelo diretor Carol Reed. A obra retrata um episódio significativo na vida de Michelangelo: a pintura do teto da Capela Sistina, descrevendo, com detalhes, o processo criativo do artista, os conflitos internos, a necessidade de expressão por meio da arte e a busca pela perfeição artística.
O filme ajudou a compor uma reflexão interessante ao defrontarmos as características do tempestuoso Michelangelo com a postura calma e introspectiva de Leonardo Da Vinci.
Emprestamos um pouco da história de Michelangelo para reforçar, ainda mais, alguns elementos discutidos na oficina sobre a qualidade do desenho, a importância de se elaborar um bom delineamento das formas humanas e, posteriormente, aplicá-las na execução de uma pintura.
No filme, foi possível identificar esses valores atribuídos ao desenho de anatomia, à medida que o artista elabora as figuras que deverão habitar os diferentes pontos no teto da Capela Sistina. Tudo isso, somado ao nosso constante processo de análise sobre o exercício do desenho, dará uma contribuição inestimável à formação do futuro designer. Não percam a segunda parte do filme!
Os trabalhos que desenvolvemos na oficina demarcam uma nova etapa: o estudo detalhado das partes que compõem a estrutura de um rosto (olhos, nariz, boca e orelhas). É preciso realizar os exercícios em casa.
Sem o exercício constante, o processo de evolução é mais lento e pode comprometer os resultados finais do processo de aprendizagem! Vamos desenhar, desenhar, desenhar... Só assim, será possível realizar um desenho mais realista e menos simbólico.
O método empregado, da mesma forma como instituímos na “1ª Oficina de ArteDesign” (2006), leva em conta o desenvolvimento da capacidade de observação do aluno. Quanto melhor você conseguir observar as coisas, melhor será o seu raciocínio analógico, melhor será sua capacidade de traçar comparações, definir proporções, posicionamentos no espaço e dimensionamentos mais realistas.
Com Leonardo, a capacidade de observação da natureza e dos fenômenos físicos da vida (competência tipicamente leonardiana) adquire uma importância relevante na sua metodologia criativa, envolvendo, ao mesmo tempo, um comportamento científico e artístico.
As dissecações dos corpos humanos, exploradas por Da Vinci, tornaram mais claras as convicções artísticas que o mestre florentino colocou em prática ao elaborar as suas pinturas. Desta forma, estamos refazendo os passos de Leonardo ao adotarmos uma metodologia que deverá, obrigatoriamente, reverter na evolução da nossa capacidade de ver as formas e de representá-las na folha de papel ou na tela de pintura.
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
- aula em 14/04/2007
2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Da Vinci e a persistência intelectual dos alunos
No último sábado, dia 14 de abril, voltamos ao Auditório Mozart para a exibição da última parte do filme Agonia e Êxtase, obra que retrata parte da biografia de Michelangelo. A história se passa no período em que o artista renascentista recebe uma encomenda do Papa Júlio II: decorar as paredes e o teto da Capela Sistina.
A tarefa consumiu 4 anos de árduo trabalho e exigiu dedicação integral do artista, que foi obrigado a enfrentar inúmeros obstáculos materiais, técnicos e religiosos. Mesmo assim, após um relacionamento conflituoso com o Papa, Michelangelo consegue finalizar uma das obras de arte mais cultuadas ao longo dos tempos.
Um ponto importante no filme, algo que serve de exemplo para orientar os nossos projetos pessoais, consiste na determinação e compromisso do artista com o seu trabalho. É admirável a forma como Michelangelo encara o seu ofício com paixão e responsabilidade. A moral da história: A obra supera a própria existência do homem, ela transforma nossa efêmera passagem pelo mundo, imortaliza nossos pensamentos, sensações, angústias e sonhos.
Da mesma forma como Leonardo nutria um desejo incomensurável diante do saber e da descoberta dos segredos do universo, refletindo essa “sede intelectual” no refinamento da sua arte, em Michelangelo também percebemos a busca pela realização, um tipo de energia interior que os gênios expressavam em cada pincelada, em cada traço, a partir do mais tímido esboço ou do vigoroso e preciso desbaste que fazia emergir do mármore inerte as mais vivas e maravilhosas figuras humanas.
Tudo isso demonstra uma afirmação que acompanha todas as etapas da Oficina de ArteDesign: sem esforço, sacrifício e determinação não conseguimos construir os nossos sonhos! É preciso redobrar os nossos interesses e perseguir o nosso objetivo com a mesma sagacidade dos antigos mestres. Não podemos deixar que a chama da sabedoria, nossa guia segura pela estrada escura da ignorância, se apague com um simples sopro dos nossos contratempos pessoais. Somente essa luz pode revelar o verdadeiro caminho do conhecimento.
Vamos chamar essa luz interior de motivação. Sim, a motivação é o combustível que move todas as ações conscientes do homem. Ela consiste na forma de um bem intangível, difícil de definir, mas todos nós sabemos que a motivação existe e perseguimos esse insumo da alma com todas as nossas energias. Quando reunimos uma quantidade suficiente de motivação, nossas ações se transformam.
Michelangelo e Leonardo Da Vinci são paradigmas da determinação humana. Vamos incorporar ao longo dos nossos encontros não apenas técnicas, mas também assimilar atitudes e comportamentos inovadores, abertos aos desafios e propostas inventivas. Assim sendo, saímos do porto seguro da acomodação mental e entramos nas águas tempestivas da criação, da expressividade e da vitalidade intelectual presentes no espírito inconformado de cada inovador.
Caros alunos, parabéns pela persistência intelectual! Juntos estamos descobrindo novos caminhos e percebendo a possibilidade de ampliar os nossos horizontes. É preciso ressaltar que as aulas desse semestre, focadas no aprendizado do desenho de anatomia e na introdução às técnicas de pintura em tela, possuem um embasamento teórico (ilustrado nas aulas e organizado na forma de uma apostila) essencial à transmissão de alguns conceitos antropométricos – caso das dimensões e proporções das diferentes partes que compõem o rosto e o corpo humanos -, algo que devemos utilizar constantemente nos nossos estudos de observação.
Contudo, sem correr o risco de ser repetitivo, chamo a atenção sobre o inadiável respeito à pratica do desenho, ou seja, à realização pontual dos exercícios de desenho de observação. Sem o exercício contínuo, os estágios de evolução pessoal serão observados de forma mais lenta e vagarosa. Quando praticamos o desenho, aumentamos, a cada novo esboço, a nossa percepção sobre os diferentes elementos de estudo - composição do desenho, características das partes que compõem um detalhe anatômico, posicionamento dos elementos dentro do todo, dimensão específica e proporção comparativa que leva à harmonia da expressão artística.
Levando em conta essa premissa do desenvolvimento a partir da observação sistematizada pelo exercício do desenho, iniciamos os nossos primeiros trabalhos práticos estudando o rosto humano, seus elementos, dimensões e proporções. Solicitei a confecção de muitos esboços de estudo das diferentes estruturas do rosto (nariz, olhos, boca e orelhas), tomando, como base, alguns desenhos de referência.
Outro desafio é a realização (dentro do caderno de esboços) de diversos rascunhos, não acabados, de figuras humanas observadas dentro do seu ambiente pessoal – família, amigos, colegas do serviço etc., algo que ajudará muito no aperfeiçoamento da capacidade de observação do aluno. Conforme já foi dito em encontros anteriores, desenhar realisticamente é o resultado final de um processo de reorientação da percepção visual e da reorganização dos processos mentais que envolvem a inteligência espacial.
Desenhamos mais com a “cabeça” do que com as “mãos”. O desenho resulta de um aprimoramento intelectual e não está simplesmente condicionado à repetição de exercícios motores. Mesmo assim, vale a pena lembrar que, embora exista essa preocupação em associar o desenho com uma visão intelectual, ao mesmo tempo é preciso adotar o exercício manual (a prática do desenho) como instrumento que elucida e esclarece nossas dúvidas de percepção visual e de raciocínio espacial. É por intermédio do exercício sistematizado, apoiado por regras ou instrumentos, que obtemos resultados concretos, tangíveis, reais. Nesse momento, recordo a minha solicitação de elaborar alguns desenhos sobre o rosto humano utilizando retratos (o uso da fotografia auxilia muito a observação de detalhes e proporções), usando amigos e familiares como modelos vivos ou auto-observação em um espelho, construindo um auto-retrato.
Outro encargo consiste em executar uma cópia, a mais fidedigna possível, de uma gravura, ilustração ou desenho de um dos grandes mestres da pintura. O ideal seria adquirir a reprodução da obra de um dos gênios do Renascimento (Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Rafael etc.), pois esse período foi significativamente importante para o estudo e a representação artística da anatomia humana.
A cópia deve seguir todo o detalhamento e definição das proporções anatômicas do modelo original, reproduzir os elementos faciais apresentados como soluções pictóricas e transferi-los para o papel (folha A4) com o lápis 6B. Observe o desenho dos mestres e admire o grau de evolução conquistado por alguns dos grandes artistas da humanidade.
Estabelecendo uma lista de atividades, podemos registrar os seguintes trabalhos de casa:
- Desenhar os elementos do rosto a partir do modelo entregue na oficina (olhos, nariz, boca e orelhas). Faça várias folhas de exercício.
- Esboçar o corpo humano tendo, como base de observação, amigos, familiares, colegas, etc. Apenas exercite o esboço da composição geral (cabeça, tronco e membros); não finalize o desenho.
- Desenhar o próprio rosto usando a imagem refletida em um espelho (procure não ter pressa para concluir os desenhos, faça de modo prazeroso e aproveite a oportunidade para observar a correlação existente entre os diversos elementos que compõem a sua fisionomia).
- Faça uma cópia de uma grande obra de arte. Concentre-se em reproduzir apenas o rosto da personagem selecionada no quadro (por exemplo, caso você escolha a “Mona Lisa” de Da Vinci, procure se concentrar em reproduzir apenas o rosto da Mona Lisa; não se preocupe em copiar os outros detalhes do quadro). Neste caso, tente finalizar o desenho, aprimore a qualidade do traçado e faça um teste de sombreado.
Quanto mais você produzir, melhor será a sua desenvoltura em perceber a forma e manipular adequadamente (lembre-se de segurar corretamente o lápis!) os materiais de desenho. No final, não esqueça: assinar e datar todos os trabalhos (finalizados ou não); compre uma pasta para colecionar os desenhos e para transportá-los até a oficina; traga os exercícios todas as aulas.
Na próxima aula, além do aprofundamento das técnicas de observação do detalhes do rosto e do corpo humanos, vamos preparar as telas para receber a tinta. Peço que cada um venha vestido ou traga uma muda de roupa mais velha, aquela chamada de “roupa de briga”, para que possamos manipular a tinta látex com rolos e pincéis no processo de impermeabilização das telas. Por favor, é muito importante a participação de todos os alunos. Vamos fazer um grande esforço e preparar a maioria das telas. Sem essa preparação não será possível trabalhar com a tinta e os pincéis. Utilizaremos os ventiladores e o calor do ambiente para acelerar o processo de secagem. Conto com a colaboração de todos!
A tinta látex servirá como tratamento superficial básico no tecido da tela, impedindo retrações ou dilatações bruscas (dependendo da temperatura ambiente), algo que acaba por comprometer a vida útil da obra, pois, sem a pintura inicial com a tinta látex, o risco de ocorrerem rachaduras, trincos e descamações é muito grande. Assim sendo, vamos aplicar todos os cuidados necessários para preservar o trabalho de cada aluno.
Uma observação importante: em virtude do feriado do dia 21 (Tiradentes), não teremos atividades na Oficina da Criatividade. Aproveitem para atualizar ou ampliar a quantidade de exercícios solicitados! Não percam essa oportunidade! Retomaremos as atividades normais no dia 28/04, às 9h, nas dependências da Oficina da Criatividade – sala 215. Não utilizaremos mais o Auditório Mozart! Vamos partir direto para os trabalhos no interior da oficina.
Quero expressar o meu orgulho e admiração por todos os aluno que participam da 2ª Oficina de ArteDesign / 2007 – “Série Visionários” – Leonardo Da Vinci, o grande profeta da era industrial e do mundo moderno. Parabéns pelo empenho, seriedade e dedicação! Vamos incorporar a persistência dos grandes mestres na busca pelo conhecimento! Façamos coro às palavras de Leonardo:
"Pouco conhecimento faz que as criaturas se sintam orgulhosas. Muito conhecimento, que se sintam humildes. É assim que as espigas sem grãos erguem desdenhosamente a cabeça para o céu, enquanto que as cheias as baixam para a terra, sua mãe". - Leonardo Da Vinci (1452-1519)
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
- aula em 28/04/2007
2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Da Vinci, o preparo das telas e o rosto humano
No último sábado, dia 28/04, a partir das 9h, reunidos nas dependências da sala 215, A Oficina da Criatividade, tivemos o nosso primeiro contado com o preparo das telas com tratamento superficial à base da tinta látex, cor branca. Conforme as orientações ministradas na aula, esse preparo atende dois objetivos principais:
- A cobertura do tecido com a tinta látex cria uma superfície mais adequada para aplicação da tinta guache, separando o gesso (material básico utilizado no endurecimento do tecido das telas de pintura) do contato direto com o guache, algo que pode causar uma reação química com os pigmentos da tinta e levar ao aparecimento de manchas indesejáveis na finalização da obra;
- O uso do látex no tecido cria uma superfície adaptada aos constantes movimentos da trama dos fios da tela (no calor, a dilatação, e no frio, a retração), impedindo que a pintura sofra rachaduras, trincos e quebras, algo que, ao passar do tempo, pode comprometer totalmente o trabalho realizado pelo artista.
Os alunos demonstraram um enorme senso de equipe, determinação e dedicação ao trabalho proposto. Arregaçaram as mangas e desenvolveram o trabalho. Munidos com um rolinho de espuma, uma bandeja de tinta e muita motivação, aplicaram várias camadas sobre as telas. A orientação do professor: aplicar a tinta em uma única direção por vez, ou seja, a primeira aplicação foi no sentido horizontal, a segunda no sentido vertical, a terceira em uma diagonal (no sentido da direita para esquerda) e, depois, a quarta em outra diagonal (no sentido da esquerda para direita).
Todos os alunos tiveram a oportunidade de participar ativamente e com muito entusiasmo concluíram essa importante etapa da oficina, causando uma aproximação maior com a proposta principal do curso: colocar o aluno diante de situações interativas com o conhecimento e a prática de habilidades pessoais aplicadas na resolução de problemas gráficos com teor artístico e artesanal, um aprendizado totalmente desvinculado de qualquer interferência das ferramentas digitais que hoje em dia direcionam de maneira ostensiva cada etapa cognitiva do processo criativo do educando.
O compartilhamento de objetivos na oficina gerou um ambiente agradável com elevado grau de colaboração. Os alunos demonstraram, espontaneamente, atitudes de responsabilidade com o aprendizado, expressaram gestos de companheirismo e difundiram um espírito de profundo respeito mútuo. Algo que seria de grande valor para qualquer momento de estudo, independentemente do conteúdo ministrado ou do modelo ambiental utilizado no processo de aprendizagem. Sem dúvida alguma, o ambiente estabelecido na Oficina propiciou fluxos de comportamentos e de atitudes especialmente voltados ao ensino compartilhado, ao conhecimento cultuado, ao saber democratizado.
O grupo de alunos conseguiu resgatar o antigo espírito renascentista das agremiações artísticas, os ateliês (é o caso de Leonardo Da Vinci, que freqüentou o ateliê do pintor e escultor florentino Andrea del Verrocchio), reunindo talentos diferentes em prol do mesmo objetivo: descobrir as potencialidades pessoais, desenvolvê-las e colocá-las a serviço da produção artística, um ato que ultrapassa o mero domínio da técnica e insere o aluno em um mundo onde o mais importante é o autoconhecimento a partir da interação direta com técnicas, materiais e o relacionamento pessoal dentro de um ambiente tipicamente humanista.
Passada essa fase inicial de preparo das telas, voltamos ao ofício do desenho de anatomia, privilegiando a representação do rosto humano, seus detalhes de construção, dimensões, localizações e proporções a serviço do equilíbrio e harmonia da arte. Utilizando o papel sulfite A4 e o lápis 6B, cada aluno reforçou o exercício de observação e expressão das partes que compõem o retrato humano (nariz, olhos, boca, orelhas etc). É muito importante ter em mente a seguinte idéia: ao adotar Da Vinci como paradigma da nossa Oficina da Criatividade, devemos aprender com o grande mestre qual é a maior competência que podemos adquirir e utilizar no desenho de anatomia, ou seja, a capacidade de observação.
O aprimoramento da capacidade de observação torna possível as comparações de proporção e dimensionamento mais próximas da realidade, distanciando o nosso desenho da representação meramente simbólica e, ao mesmo tempo, aproximando o nosso trabalho, a cada novo estágio, das características de um desenho mais realista. O desenho mais realista resulta da perfeita harmonia entre o pensar e o fazer. Quanto mais organizamos o pensamento e a percepção visual e praticamos as técnicas delineadas, melhor será o resultado final da obra.
Leonardo criou sem menosprezar a urgência do estudo visual da natureza. O mestre passava longas horas do dia observando o caos natural e buscava, por intermédio da sua mente aguçada, uma forma de apreender e ordenar o mundo ao seu redor. A observação científica e artística gerou profundos desdobramentos na sua maneira de enxergar os problemas e investigar possíveis soluções. Uma alma de “designer renascentista”, conseguindo o perfeito casamento intelectual entre as ciências exatas, biológicas e humanas. Um paradigma que preenche com a luz da sabedoria, mesmo na era da informática, as aparentemente intransponíveis trevas da arrogância do século XXI.
Pensemos em como Da Vinci aceita humildemente a responsabilidade de aprender novos conceitos e se permite o auto-aprimoramento, tomando como exemplo os detalhes da natureza e todas as coisas maravilhosas que podemos observar no mundo. A primeira delas, nós mesmos! O homem como o centro das idéias, como medida de tudo (o Homem de Vitrúvio). Da Vinci nos ensina a reverenciar a máquina humana nos seus mais íntimos detalhes (lembremo-nos do impacto causado pelos estudos de anatomia) e conduzir o treinamento das nossas mãos para tentar atingir a riqueza estética do corpo humano.
Assim sendo, lembramos que as pinturas de Leonardo Da Vinci denunciam uma profunda fusão de pensamentos pertencentes a áreas tão distintas como é o caso da ciência e da arte, provando que as diferenças, quando sabiamente envolvidas pelo diálogo da investigação, da busca pelo conhecimento, podem colaborar na construção de uma obra extraordinária, com grande efeito artístico e cultural. O retrato de Mona Lisa, com seu enigmático sorriso, provoca uma admiração instantânea, algo que ultrapassa gerações e instiga os olhos mais ávidos da humanidade. Mona Lisa possui os ingredientes essenciais da labuta leonardiana: o uso do segmento áureo, os padrões de equilíbrio e da proporção, a perfeita consciência sobre as estruturas anatômicas, o competente uso de técnicas de desenho e pintura, a utilização exata do sombreado e o trabalho sutil entre as regiões claras e escuras do quadro, a junção harmoniosa pela aproximação de elementos opostos e contrastantes, a inserção quase que mágica e espiritual do olhar associado ao suave e indecifrável sorriso que é intuitivamente esboçado, mas que não se pode confirmar. Uma grande incógnita, assim como a existência dos homens na Terra.
No próximo sábado, dia 05/05, a partir das 9h, no interior da Oficina da Criatividade, daremos mais um singelo e ao mesmo tempo significativo passo na direção do nosso enigma particular. Vamos prosseguir com o estudo da anatomia do rosto e introduzir as noções básicas da anatomia do corpo. Também começaremos a idealizar o projeto da pintura em tela, esboçando algumas folhas com propostas de representação da figura humana e o respectivo tratamento pictórico.
É imprescindível a realização dos exercícios de casa; a prática constitui um instrumento importantíssimo na evolução de cada aluno. O uso do caderno de desenho e o domínio crescente do lápis com grafite 6B acrescentam, a cada nova tentativa de representação, novos conhecimentos de percepção da realidade. Sigam a melhor receita de Leonardo: desenhar, desenhar, desenhar, desenhar, desenhar, desenhar... Não percam essa oportunidade proporcionada pela Anhanguera/Unibero! Participem desta maravilhosa viagem pelo conhecimento! Vamos desenvolver a nossa primeira experiência com as cores aplicadas em uma tela. E para terminar, mais uma frase do mestre florentino:
“O pintor é o dono de todas as coisas que o homem pode imaginar... O que existe no universo por essência, presença ou imaginação, ele o tem previamente em sua mente e logo em suas mãos”. – Leonardo Da Vinci
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
- aula em 19/05/2007
2ª Oficina de ArteDesign – “Série Visionários” – Já temos o nosso próprio ateliê florentino
Dia 19 de maio de 2007, nas dependências da “Oficina da Criatividade”, o grupo de estudos da “2ª Oficina de ArteDesign” participou de mais um encontro e desenvolveu novos trabalhos de desenho artístico (desenho de observação da figura humana, análise das partes constituintes do rosto e representação de uma obra de arte).
Nesse estágio, os alunos escolheram uma nova obra de arte (pesquisa realizada com o auxílio de livros sobre História da Arte – alguns fornecidos pelo próprio professor e outros obtidos na biblioteca do Centro Universitário) e, por intermédio da técnica do desenho (uso do lápis 6B e papel canson), reproduziram, nos mínimos detalhes, as características de cada tela selecionada.
O estudo realizado utilizou como suporte o papel canson no formato A2, uma dimensão superior aos trabalhos anteriores, um tamanho que se aproxima dos limites da tela, treinando o aluno na arte da composição em grandes proporções. Assim sendo, cada aluno explorou as possibilidades de ampliar o seu desenho, adquirindo uma prática artística na ocupação e distribuição dos elementos no interior de um suporte de grandes dimensões.
Neste caso, o aluno pode compreender melhor as dificuldades técnicas na execução da pintura em tela. É um exercício que favorece o entendimento sobre a ocupação mais adequada do espaço livre da folha de papel e treina a percepção visual do aluno ao testá-lo no desafio de distribuir, adequadamente, os diferentes elementos que compõem a figura escolhida dentro do campo de representação bidimensional.
Os temas selecionados foram, na maior parte, pertencentes ao período do renascimento (obras de Da Vinci, Rafael, etc.), mas também tivemos a escolha de outros grandes gênios (Monet, Renoir, Dali), utilizados para facilitar o estudo da observação dos detalhes anatômicos, foco das nossas preocupações nesta 2ª oficina. Essa prática também colaborou na análise da representação volumétrica a partir da perspectiva tonal e valorização da diversidade do traçado (qualidade do traço executado pelo aluno que agrega maior valor artístico ao desenho).
Desta forma, o aprendizado foi segmentado a partir da observação do posicionamento e dimensão dos detalhes (início do desenho no nariz, posteriormente a definição dos olhos, boca, orelhas, formato da cabeça etc.), e, concomitantemente, foram estudados os problemas relativos à distribuição desses elementos na folha de papel (visando o melhor aproveitamento possível do espaço útil do papel) e a subseqüente busca por volume, utilizando-se o sombreamento no desenho. Libertando-se da representação simplesmente baseada na construção com linhas, o aluno assume um controle mais realista ao empregar os recursos da luz e da sombra. A preocupação fundamental de cada aluno permaneceu atenta ao objetivo de gerar um trabalho o mais fiel possível de cada obra-prima escolhida. Contudo, seria interessante destacar certos aspectos da atividade.
Embora o desafio seja a “cópia” de uma obra de arte (pois, pelo exercício proposto, podemos incorporar inúmeras lições artísticas, gentilmente ofertadas pelos grandes gênios da arte, reforçando o nosso estudo sobre o desenho de anatomia e sobre as técnicas de representação realista da figura humana), não podemos descartar o talento e a qualidade expressiva dos alunos. Somos únicos e possuímos competências particulares, habilidades que se manifestam na execução do desenho e que reúnem ingredientes cognitivos especiais.
Admitindo a influência do perfil pessoal do aluno na criação do trabalho artístico, mesmo diante da iniciativa de realizar uma representação que “copia” uma outra obra, podemos, também, identificar outro valor importante dentro do processo de aprendizagem: a observação da capacidade expressiva do educando, ou seja, o jovem artista deixa, inconscientemente, ou, em certos casos, deliberadamente, a sua marca pessoal. O aluno, tal como o melhor tradutor no campo da literatura, acrescenta ao trabalho de “cópia” um rol de componentes plásticos pertencentes ao próprio modo de sentir, perceber e enxergar o mundo ao seu redor.
Isso significa que a capacidade de expressão do aprendiz sempre acaba se manifestando, independentemente das limitações da proposta de trabalho. Em cada uma das obras produzidas no último sábado, podemos admirar uma grande gama de expressividade, sentimos a manifestação do ato intimista. Os inúmeros desenhos confeccionados na Oficina, exemplos primorosos do esforço e da dedicação do grupo de alunos, retratam, com perfeição, essa qualidade ímpar do ser humano: em tudo que fazemos, não importa o grau de interação com o objeto envolvido, sempre deixamos uma marca individual.
É gratificante ver um trabalho de Da Vinci reproduzido pelas mãos de uma jovem artista, estudante de Design, que incorpora ao trabalho características estruturais pertencentes ao seu universo íntimo de percepção do ambiente criativo. A intenção do mestre florentino do século XVI dialoga com as tendências artísticas de uma jovem estudante do século XXI. Uma troca de sentimentos e sensações separada por séculos de história, uma experimentação que só a arte possibilita ao ser humano.
A pujança do processo pedagógico fica evidente naquilo onde não se pode penetrar e/ou descrever diretamente pelo uso da escrita, ou seja, está exaltada no relacionamento silencioso (algo que o professor, como participante e observador privilegiado, pode alegremente testemunhar) que envolve a obra do gênio, o aluno e o desenho produzido. Apenas podemos perceber essas manifestações puramente gestuais e carregadas de expressividade: o olhar atendo aos detalhes, o deslizar delicado dos dedos sobre o papel, a tensão facial, o sorriso ocasional diante do resultado obtido, a irritação momentânea que a autocrítica pode causar, a manipulação vigorosa dos instrumentos de criação, a dinâmica corporal e mental estabelecida pelo jogo criativo, e muitas outras sensações que poderíamos, sofrivelmente, tentar esboçar com as palavras. Uma mágica sobre a qual não conseguimos e, para falar a verdade, não desejamos decifrar todos os seus segredos. Algo que apenas foi feito para ser admirado e nada mais.
O estágio de evolução dos participantes da oficina permite uma nova investida no planejamento das atividades propostas pelo professor. No próximo sábado, dia 26.05.2007, cada aluno deverá amadurecer a sua proposta temática para execução da tela, ou seja, os alunos deverão definir qual será o desenho a ocupar o espaço da tela em branco. É bom destacar que nesse momento os alunos deverão enfrentar um grande desafio, ou seja, delinear o seu modelo na tela. Uma tela em branco constitui uma enigmática provocação. Atingimos o maior dilema da arte: o que devemos criar?
O debate sobre as origens e as conseqüências dessas forças psicológicas que antecipam e acompanham todo o processo criativo não se esgota. Deverá preencher grande parte da vida criativa dos nossos queridos alunos. Mesmo depois de anos de formação profissional, a busca pela resolução do teorema criativo continua a fazer parte da nossa existência. Sem dúvida, colabora como fonte de energia, eternamente renovável, que nutre os sonhos e as realizações na persistência criativa do ser humano. Da Vinci é protagonista histórico dessa persistência, pois ultrapassou, como ninguém, as próprias indagações, desaguando, muitas vezes, no aparentemente tranqüilo e belo lago das soluções provisórias, sem perder, no entanto, a trilha que o levou a migrar para as águas mais profundas da incerteza humana.
Posto isso, retomando o planejamento das aulas na Oficina da Criatividade, os alunos deverão, a partir da próxima aula (dia 26 de maio), organizar uma composição na tela e iniciar o processo de pintura. A demarcação do modelo na tela ocorrerá da seguinte forma: primeiramente vamos executar o desenho em uma folha de papel manteiga (preocupando-nos em definir as linhas gerais de construção do desenho) – uma folha no formato aproximado das dimensões totais da tela; posteriormente vamos passar esse desenho de modo a gerar uma espécie de decalque (marcação na tela da composição realizada no papel) que permita a observação dos seus detalhes; na seqüência, iniciaremos um exercício de observação e análise da composição na tela.
Deveremos refletir sobre algumas questões: a composição está correta? Falta algum detalhe? Existe perspectiva linear? Foram solucionados todos os problemas de dimensão e proporção anatômicas? Qual a relação existente entre o primeiro plano e os demais planos estabelecidos no quadro? Como devo começar a pintura? Quais serão as cores da tela? Qual será a primeira cor que devo preparar? Quais são as características da técnica que o professor selecionou? Como vou organizar o meu espaço de trabalho com os materiais de pintura? Etc.
Podemos perceber que a trajetória de criação exige muita observação, muito empenho, seriedade no uso da técnica estabelecida e compromisso redobrado na conquista do objetivo central da Oficina nesse semestre: execução e finalização da pintura de uma tela. A equipe que participa do nosso “ateliê florentino” possui alunos da maior qualidade e respeito. São alunos e alunas determinados! Talentosos! Criativos! Dispostos a aprender cada vez mais! Sinto-me orgulhoso e muito agradecido por conviver com vocês nessa experiência extraordinária. Não podemos deixar de lado um agradecimento especial à coordenação (Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia) e à pró-reitoria (Profª Drª Alexandra Silveira Mastella), que empreenderam um grande esforço e determinação ao disponibilizarem o espaço e todos os materiais necessários à realização da 2ª Oficina de ArteDesign – “Série Visionários” – Leonardo Da Vinci, o grande profeta da era industrial e do mundo moderno. Esses dois visionários acreditam no futuro dos nossos talentosos alunos. Obrigado por compartilharem os nossos sonhos!
Assim sendo, os alunos deverão suportar a mais dura jornada nas próximas semanas: manter a freqüência nas salas de aula, cumprir os prazos para entrega dos trabalhos exigidos por cada disciplina, estudar antecipadamente os conteúdos ministrados nas aulas visando bons resultados nas avaliações finais etc. Além de tudo isso, também participar das aulas, aos sábados, na Oficina da Criatividade.
Sei que não é tarefa fácil, mas tenho plena convicção na competência dos nossos alunos; acredito que serão perfeitamente capazes de lidar com todas essas tarefas. Vamos enfrentar, juntos, os desafios que a vida acadêmica impõe a cada um de nós! Não percam o entusiasmo e a determinação, qualidades representativas deste seleto grupo de alunos. Vamos finalizar os trabalhos e organizar uma grande exposição no segundo semestre de 2007. Mostraremos todo o talento e a criatividade de vocês aos seus pais, colegas, professores e demais integrantes da nossa querida comunidade universitária. Aos olhos de cada visitante será, humildemente, oferecido um pouco da nossa expressividade artística. Assim, para terminar, mais uma vez, a última palavra é do nosso paradigma florentino:
“O OLHO É A JANELA DO CORPO HUMANO
ATRAVÉS DO QUAL ELE SENTE
A BELEZA DO MUNDO”.
Leonardo Da Vinci (1452-1519)
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
- aulas em 05 e 12/05/2007
2ª Oficina de ArteDesign: Série Visionários – Nossos alunos já emocionam com seus trabalhos
Nos dois últimos encontros, dias 05 e 12 de maio, desenvolvemos mais uma série de exercícios sobre a figura humana, enfatizando o desenho de observação aplicado na representação das estruturas anatômicas e a relação de proporção e posicionamento das partes que compõem o rosto de uma pessoa (nariz, olhos, boca, orelhas, cabeça, cabelo, etc).
Os exercícios reforçam a nossa capacidade de observação dos detalhes e colaboram com o aperfeiçoamento do nosso raciocínio espacial, aprimorando nossa maneira de enxergar as formas e o modo como reconstruímos os modelos a partir do domínio da técnica do desenho - utilizando o lápis 6B e o papel canson (formato A2) e sulfite (formato A4).
No dia 12 de maio, conduzimos os trabalhos na reprodução de uma obra de arte. Cada aluno adquiriu um livro de arte na biblioteca do Unibero, selecionou uma reprodução de um quadro famoso (demos preferência aos mestres renascentistas) e, utilizando o lápis 6B e folhas de papel canson (formato A2), criaram reproduções de alguns quadros, construindo e posicionando todos os detalhes anatômicos e, posteriormente, incorporando o volume pelo intermédio da técnica do sombreamento. Belos trabalho foram produzidos!
Esse estudo será de grande importância na assimilação de conhecimentos sobre anatomia, pois os grandes gênios da pintura, principalmente os do período renascentista, souberam explorar, como ninguém, a beleza do olhar, da expressão e do gesto da figura humana (basta apreciar alguns dos retratos criados por Da Vinci, Botticelli, Dürer, Michelangelo e Rafael).
O contato com essas obras de arte leva o aluno a compreender os efeitos e impactos estéticos da linguagem pictórica. Também ajuda na percepção das relações específicas existentes entre o desenho e a pintura (o uso da linha e da cor, a busca pela reprodução realista, a criação do volume a partir do sombreado e das cores, etc), além de favorecer o entendimento sobre os problemas de composição e ordenamento dos diferentes elementos representados no plano bidimensional (o papel e a tela).
É importante destacar os avanços que o aluno desvela a cada manipulação dos materiais e os chamados “saltos cognitivos” ao descobrir-se detentor de novas competências artísticas - a surpresa ao observar a evolução do traçado quando comparamos os últimos trabalhos com os primeiros exercícios, a alegria ao concluir um desenho quando, anteriormente, não se conseguia ultrapassar o mero esboço inicial ou o prazer de usufruir novas habilidades, como, por exemplo, a velocidade e a precisão adquiridas ao longo dos nossos encontros na Oficina.
Essas conquistas, fruto do talento pessoal aliado ao exercício sistemático e à prática com os materiais de desenho, produzem novas possibilidades na formação integral do futuro designer. Desatam o nó psicológico que muitas vezes impede o aluno de atingir e ultrapassar (a metacompetência) as suas reais potencialidades, reforçando, ao longo do processo de aprendizagem, as competências específicas e transversais do corpo discente.
É um grande privilégio testemunhar essas manifestações na Oficina da Criatividade, ver o crescimento e amadurecimento dos alunos, envolvidos em um trabalho sério que exige de cada participante um alto grau de comprometimento, entusiasmo, motivação e dedicação. Sinto-me honrado em compartilhar com os meus alunos desse incrível laboratório de criação, dentro de um espaço que foi remodelado por nós e que hoje incorporou muitas das características do nosso grupo de estudo. A Oficina da Criatividade é o nosso espaço da criação!
Assim sendo, após passarmos por muitas atividades (não podemos esquecer os exercícios solicitados na última aula sobre a apostila do rosto e do corpo humanos), atingimos o estágio de planejamento da nossa pintura.
No dia 19/05/2007, a partir das 9h, nas dependências da nossa Oficina, iniciaremos o estudo e traçado do desenho na tela. Nessa primeira experiência com a pintura, representaremos uma figura humana, aplicando todo o conhecimento adquirido nos esboços e desenhos (vamos utilizar as regras de proporção e dimensão da anatomia da cabeça e valorizar a pintura pelo intermédio do volume das formas, algo que surgirá com o emprego das cores associadas aos princípios da perspectiva tonal).
Não podemos esmorecer e aceitar as dificuldades do cotidiano como fatos consumados que ordenam o nosso tempo e os nossos objetivos de vida. Vamos quebrar os paradigmas e realizar os nossos desejos! Não podemos perder essa chance de desenvolvimento pessoal. Temos que concluir as pinturas (produção mínima de um quadro por aluno) e nos prepararmos para ingressar no aprendizado da representação tridimensional (escultura) no segundo semestre de 2007. Conto com a seriedade de todos! Parabéns pela excepcional conduta e senso de responsabilidade exibidos por cada um de vocês nos nossos encontros! E, mais uma vez, deixo a minha despedida a cargo do genial Leonardo Da Vinci:
“Entre as obras dos homens e as da natureza existe
a mesma relação que entre o homem e Deus”.
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, do curso de Design Digital do Unibero-Anhanguera
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Unibero-Anhanguera)
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13 de Abril (noite): "Corra Lola, Corra"
Visão docente
Na noite de sexta-feira, 13 de abril, os alunos de Publicidade e Propaganda e Design Digital assistiram ao filme de encerramento da II Semana Cultural: “Corra, Lola, Corra” (em inglês, RUN, LOLA, RUN), de Tom Twyker.
O roteiro, de 1999, conta, de maneira pouco convencional para o cinema, o desafio que Lola tem pela frente: arrumar 100.000 marcos em 20 minutos para salvar seu namorado. Para esta aventura, Twyker se vale de todos os recursos visuais e digitais disponíveis atualmente: animação, games, fotografia, vídeo digital, música techno, além, é claro, da película tradicional. O resultado é surpreendente: o espectador chega ao final do filme sem fôlego, mas muito animado com o resultado encontrado por Lola. Atual e imperdível.
Autora: PROFª ROSE MEIRE MACIEL, do curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
Visão discente
Como ponto de partida para comentar sobre “Corra, Lola, Corra”, vale a pena salientar que as pessoas acostumadas aos clichês “hollywoodianos” talvez não tenham uma opinião boa sobre o filme. Afinal, diferente dos padrões estabelecidos pelos americanos, com começo, meio e fim, bom e mau, certo e errado, em “Corra, Lola, Corra” não há essas exatas definições, o que, em minha opinião, melhor representa a realidade da vida, já que não há definições sempre exatas para tudo: nem todos são bons ou maus o bastante, nem certos ou errados. Nossos modelos de heróis e vilões já não são mais os mesmos - como nos padrões em que os filmes americanos costumam representar.
Uma questão que permeia este filme é a de que as coisas sempre saem melhor ou pior, mas nunca igual ao planejado, já que, na primeira e na segunda possibilidade da história, Lola não se sai muito bem. No entanto, na terceira possibilidade, as coisas acabam superando suas expectativas.
Falando agora sobre o lado da produção do filme, é bacana reparar em certas brincadeiras de cores que são aplicadas à personagem, que está em RGB (cabelo vermelho, calça verde e blusa azul). Há cenas em que a saturação aparece mais forte do que o normal.
A sonoplastia é algo que chama muito a atenção. Há momentos notáveis, como a hora em que Lola grita e os vidros se quebram. O som está muito ligado a cada ação, ou seja, conforme a ação vai se desenrolando, as batidas do som a acompanham, havendo, pois, uma harmonia incrível entre imagem e áudio. A fotografia é também uma das alavancas mais interessantes, estabelecendo forte vínculo com todo o resto.
Enfim, diferentemente de muitos comentários que ouvi antes de assistir ao filme, eu o recomendo em absoluto. É bom sair do lugar-comum, ter concepções mais abertas para uma segunda opção de enxergar as coisas. Sim, Lola corre bastante no filme, mas há toda uma angústia e interação em ver qual será seu desfecho e como serão as outras possibilidades, e assim segue o inesperado em sua corrida contra o tempo.
Autora: RENATA DE MATOS SANTANA, aluna do 4º Período noturno da Anhanguera/Unibero.
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "CORRA LOLA, CORRA"
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13 de Abril (manhã): "Vem dançar "
VISÃO DOCENTE
Antonio Banderas é o astro de “Vem Dançar” (em inglês, TAKE THE LEAD), um drama inspirado na história real de Pierre Dulaine, um professor e competidor que ensina dança de salão, como voluntário, a um grupo variado de alunos do ensino médio de uma área carente do centro de Nova York, que são mantidos de castigo. A princípio, os alunos estão desconfiados quanto a Dulaine, principalmente quando descobrem que ele está ali para ensiná-los a dançar, utilizando métodos clássicos. Logo o professor enfrenta grande resistência de todos, mais interessados em Hip-Hop, e, deste confronto, nasce um novo estilo de dança, mesclando os dois lados e tendo Dulaine como mentor.
“Vem Dançar” marca a estréia em cinema da diretora veterana de comerciais e videoclipes Liz Friedlander, que já dirigiu vários artistas, como Joss Stone, U2, Blink 182 e Simple Plan. Em sua preparação para o papel, Antonio Banderas teve aulas de dança com a coreógrafa JoAnn Jansen, que trabalhou em “Dirty Dancing 2” e “Baila Comigo”.
Autora: Profª Rose Rouhe (Anhanguera/Unibero)
Editora: Profª Mônica Derito Ramos (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (1)
O filme tem o personagem principal vivido por Antonio Banderas, que interpreta Pierre Dulaine, um professor de dança clássica de salão. Pierre resolve ser voluntário em uma escola pública, mas encontra resistência de alunos interessados somente no Hip-Hop. Após diversas aulas, consegue “cativar a moçada”, despertando o interesse de todos e levando-os para um concurso de dança, onde se descobrem capazes de dançar tão bem quanto os grandes dançarinos clássicos.
É uma história bastante conhecida, repetida em vários outros roteiros, mas, ao mesmo tempo, é um filme emocionante e com uma trilha sonora envolvente. Aprendemos como o preconceito pode ser uma grande barreira, mas que não é impossível de ser vencido: somos todos iguais e merecemos as mesmas oportunidades na vida.
Autora: Marina Barollo, do 3º Período manhã de Design Digital (Anhanguera/Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (2)
Tudo começa com o professor de dança Dulaine Pierre (vivido por Antonio Banderas), que presencia um estudante destruindo um carro e deixando cair um crachá de identificação da diretora de uma escola de bairro. Dulaine vai à escola e procura a diretora para esclarecer o fato. Nessa oportunidade, ele se oferece para dar aulas para alguns alunos que são colocados em uma sala reservada, a sala de “redenção”. A diretora aceita a proposta de Dulaine, mas zomba dele, pois acha que aqueles alunos não têm solução. Mesmo assim, Dulaine insiste. Ao entrar na sala onde os alunos estão “confinados”, ele se depara com um bando de rapazes e moças desanimados, cada um com suas particularidades e problemas. Todos resistem à proposta do professor, pois se consideram dançarinos de rua (Hip-Hop). Finalmente, com determinação e persistência, Dulaine ganha a confiança deles.
Moral do filme: Ainda que achemos que as coisas pareçam estar longe do nosso alcance, podemos nossos objetivos se tivermos força de vontade, competência e foco. Portanto, devemos dar valor a quem nos ensina, a quem nos lidera.
Autor: David Deposiano dos Santos, aluno de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "VEM DANÇAR "
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12 de Abril (noite): "Janela Indiscreta "
VISÃO DOCENTE
Janela Indiscreta: Quando Hitchcock apareceu no Unibero
Quem nunca teve a curiosidade de observar a vida alheia através de uma janela? Você já testemunhou algum fato engraçado, pitoresco, sensual, ou, quem sabe, até mesmo macabro? Pois este é o tema do filme “Janela Indiscreta” (em inglês, REAR WINDOW), obra de 1954 de um dos mais inventivos gênios do cinema, o diretor Alfred Hitchcock (1899-1980).
Hitchcock “apareceu” no Auditório Mozart na noite do dia 12 de abril, completando mais uma etapa da “II Semana Cultural: O Cinema em Comunicação”. Nesse dia, além do nosso querido público, contamos com a brilhante presença da Profª Iara Pasta, que enriqueceu o encontro com inúmeras informações interessantes sobre o filme e a obra de Hitchcock.
A expectativa sobre o impacto que o filme causaria na platéia era muito grande. O clima de suspense, gênero dominado pelo grande Hitchcock, era total. Indagávamos: Qual seria a reação dos alunos diante de uma obra produzida em 1954? Causaria o mesmo furor que causou em outras gerações? De fato, ao longo da projeção presenciamos uma grande sintonia do público com a obra. O silêncio respeitoso e a concentração do olhar confirmaram as nossas esperanças: o trabalho de Hitchcock não perdeu a sua vitalidade!
“Janela Indiscreta” fala de um homem simples e comum, o fotógrafo L. B. Jeffries (vivido por James Stewart), imobilizado por causa de um acidente (a perna fraturada), que, na tentativa de vencer a última semana de tédio em seu apartamento, passa a observar pela janela pequenas cenas da intimidade alheia. Este “voyeurismo” coloca o nosso “inocente fotógrafo” no centro de uma trama mórbida: depois de observar, sistematicamente, os movimentos de um vizinho, o Sr. Thorwald, acredita que o mesmo tenha esquartejado a esposa.
O suspense se apodera de todos os espectadores, mesmo daqueles que já haviam assistido ao filme (os professores), pois rever Hitchcock é sempre um prazer renovado. Todos nós somos cúmplices de Jeffries, não conseguimos escapar da armadilha habilmente construída por Hitchcock. Passamos a traçar conjecturas e acompanhamos a angústia do fotógrafo que pretende provar a sua tese de assassinato.
Conforme foi destacado pela Profª Iara, Hitchcock constrói o filme por intermédio de uma inusitada e inovadora movimentação de câmera, revelando alguns episódios pessoais através das janelas (simbolizando pequenas telas de cinema) que emolduram diferentes dramas humanos (solidão, assédio, ódio, raiva, desilusão, depressão etc) – histórias interpretadas pelo próprio Jeffries e sua namorada, a encantadora Lisa (Grace Kelly). Como ressaltou a Professora Iara, “São vários filmes dentro de um filme. Simplesmente uma obra-prima”.
Após a exibição, ostentando um final digno do gênio de Hitchcock, o público se manifestou com aplausos entusiasmados. Tudo indica que o diretor conseguiu agradar e, talvez, estimular uma nova geração de admiradores. Para se tornar fã de Hitchcock, basta assistir outras de suas inesquecíveis películas, como “O Terceiro Tiro”, “Um Corpo que Cai”, “Festim Diabólico”, “O Homem Que Sabia Demais”, “Intriga Internacional”, “Disque M Para Matar”, “Os Pássaros”, “Psicose”, “Quando Fala o Coração”, “Interlúdio”, “Cortina Rasgada”, e muitas outras!
Depois da participação dos professores (comentários da Profª Iara e meus), o debate foi incrementado com a utilização da estratégia de perguntas direcionadas aos alunos. Foram feitas 6 perguntas sobre o filme para avaliar o grau de atenção do corpo discente. Os alunos conseguiram responder todas as questões, demonstrando um talento especial na percepção e apreensão dos detalhes da imagem cinematográfica.
Perguntamos: o momento do filme em que Hitchcock aparece (surge aos 26 minutos, ajustando o relógio do compositor, que mora no prédio em frente ao apartamento de Jeffries); o número de flashes utilizados por Jeffries para cegar, momentaneamente, o assassino (4); a inscrição no gesso da perna de Jeffries (“Aqui jazem os ossos quebrados de L. B. Jeffries”); o nome completo da namorada de Jeffries (Lisa Carol Fremont); o horário de saída e chegada do Sr. Thorwald (saída: 1h55; chegada: 2h35); o nome da revista que Carol está lendo na última cena do filme (A revista Bazzar).
“Janela Indiscreta” conseguiu agregar mais valor ao processo de formação cultural dos estudantes do Centro Universitário Anhanguera/Unibero e incentivou novas descobertas no campo da linguagem do cinema, estímulos indispensáveis na formação geral e específica dos futuros profissionais da comunicação.
Para os alunos que questionaram sobre quando poderíamos ver uma outra obra do mestre do suspense, peço que se mantenham atentos e vigilantes, pois, a qualquer momento, Hitchcock poderá, inesperadamente, reaparecer diante dos nossos olhos.
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (1)
Quem está acostumado com os modernos suspenses de Hollywood pode estranhar “Janela Indiscreta”, do diretor Alfred Hitchcock. Não há cenas de total ação ou criaturas horrendas criadas com o propósito de amedrontar quem está assistindo, mas a obra não deixa de ser genial como todas as outras de Hitchcock.
A história gira em torno de um jornalista chamado Jeff, interpretado por James Stewart, que está de “molho” em seu apartamento, depois de quebrar a perna arriscando-se na produção de uma matéria. Como não tem nada para fazer durante o dia, ele passa a espiar o cotidiano de seus vizinhos através de sua janela, até que desconfia que um deles tenha matado a própria esposa, e tenta provar isso para sua namorada e um amigo detetive.
O filme tem suspense gradativo, de forma que, sem nos darmos conta, nos vemos em meio a situações que nos deixam apreensivos e envolvidos completamente na trama, graças ao roteiro firme e bem estruturado. Achei interessante o modo com que tudo foi apresentado, colocando-nos na mesma perspectiva do personagem, descobrindo as coisas com ele, querendo bisbilhotar o que acontece em volta também.
A idéia principal a ser captada é a de que nós, como espectadores do filme, ocupamos a posição de observadores, da mesma forma como Jeff, na trama. Cada janela no edifício do bairro seria um filme distinto – no caso, rodado pelas próprias vidas das pessoas.
Outro fator positivo é, com certeza, o som. Para manter a fidelidade sonora, foram captados todos os sons externos ao quarto da janela de Jeff, ou seja, com a distância real entre a janela do protagonista e o espaço onde a ação externa realmente acontece, transmitindo um efeito fantástico na era de transição do cinema mudo, muito aproveitado por Hitchcock.
Enfim, por ser rodado no mesmo lugar (como “Por um Fio”, exibido antes de ontem, aqui na Faculdade), e com um início tranqüilo demais, a película não deve agradar a todos os gostos, mas quem gosta de um bom suspense no estilo Hitchcock com certeza irá curtir.
Autor: Marcel Vecelic Riccomi, 4º Período noturno de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (2)
O filme “Janela Indiscreta” retrata o cotidiano do personagem Jeff, que, após um acidente, e tendo que ficar com a perna imobilizada, passa a observar a vida de seus vizinhos, pela janela de seu apartamento. Em dado momento, ele suspeita de um assassinato e tenta provar o que viu.
O filme se caracteriza por um suspense, recolhendo, o tempo todo, informações para uma acusação. Bastante interessante, pois retrata uma observação do cotidiano de várias pessoas e seus comportamentos, o que nos faz refletir sobre diversos aspectos de nossas próprias vidas.
Hitchcock provoca em seus filmes - e com este não seria diferente - uma participação simultânea de personagens e espectadores. Temos a impressão de que nós estamos dentro do apartamento de Jeff, igualmente observando a vida dos outros personagens. É uma história intrigante e vale a pena conferir!
Autora: VANESSA R. ANDRADE, 1º Período noturno de Design Digital noturno da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "JANELA INDISCRETA "
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12 de Abril (manhã): "Happy Feet "
Visão docente
Quem assistiu ao filme sobre um filhote fofo de pingüim teve uma surpresa. “Happy Feet - O Pingüim” é isso, e muito mais. A tal ave do filme é só uma boa desculpa para uma história que ensina crianças (e adultos) uma importante lição sobre ecologia e outra contra a discriminação.
Vencedor do Oscar 2007, na categoria Melhor Filme de Animação, “Happy Feet – o Pingüim” foi apresentado pela manhã do dia 12 de abril a todos os que estiveram presentes no Auditório Mozart.
Aproveitando o ensejo da exibição do filme, teci alguns comentários sobre a natureza dos animais e sobre os personagens do filme, em especial. Os pingüins imperadores nasceram para cantar. Todos eles, com exceção do jovem Mano, que parece ter nascido para dançar... e sapatear! Esse comportamento pouco comum para um pingüim acaba cavando a saída de Mano da Terra do Imperador e o lança em um mundo enorme e frio. Acompanhado por uns amigos e por um bando de pingüins diferentes, liderados pelo divertido Amoroso, Mano embarca em uma jornada épica e definitiva para sua vida, e que prova que, sendo fiel às suas crenças, qualquer pessoa pode fazer diferença no mundo!
Após o filme alguns pontos foram focados:
- Tolerância, persistência e crença nos nossos objetivos são as mensagens de "Happy Feet: O Pingüim".
- O filme apresenta um chamado urgente nos dias de hoje: a de que o outro pode ser parte da solução, e não necessariamente uma ameaça.
- A música “alinha” a história e faz parte do cenário, como a reinterpretação dos clássicos do rock e do não-rock, como "Kiss", "Somebody to Love" e "My Way", cantados pelos atores.
- Os pais são de outra geração e, querendo ou não, estão sempre prontos a proteger os filhos; entender essa geração deve ser uma forma bilateral para apaziguar as relações.
- O filme, muitas vezes, faz uma crítica à liderança religiosa e às crenças em geral, de forma sutil e quase imperceptível.
- Todos nós temos o lado bom e o lado “menos bom” aos olhos de terceiros.
- O quarteto de pingüins (NESTOR/LOMBARDO/RAUL/ARNALDO e RAMON) é uma referência ao modo livre e alegre do povo latino-americano levar a vida.
- O filme apresenta, em certos momentos, uma linguagem ambígua que é percebida com sensibilidade pelos espectadores nas cenas de romance.
O alunos puderam resumir que “Mesmo sendo diferente daquilo que se espera, qualquer pessoa pode fazer a diferença no mundo!”
Autor: PROF. ELWYN LOURENÇO CORREIA, coordenador dos cursos de Comunicação Social da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
Visão Discente
“Happy Feet – O Pingüim” (em inglês, Happy Feet) conta a história de um pingüim imperador (Mano) que não sabe cantar, apenas dançar, e, por isso, não é aceito pelos demais. Mas, no decorrer do filme, a perseverança de Mano se agiganta. Apesar de ser desprezado, ele sempre acha um lado bom em tudo e nunca desiste nos momentos de adversidade, como na hora do peixe que a gaivota pega e Mano não larga até conseguir ficar com “parte do peixe”.
Após estes fatos, ele conhece um grupo de pingüins de outra espécie e acaba se unindo a eles, que o acolhem independentemente de não saber cantar. Apesar de ser uma animação aparentemente infantil, o filme aborda vários temas atuais, como os “ET’s” - que são os homens que estão acabando com os peixes e poluindo a Antártica. Há, ainda, no caso de Amoroso, uma crítica aos líderes religiosos, mostrando que muitos não passam de uma enganação. Finalmente, no caso dos pingüins latinos, é passada uma imagem de que todos os latinos são alegres e que não ligam para o que está acontecendo; mesmo que aconteça algo ruim, eles resolvem o problema com alegria... Mas são os únicos que não abandonam o Mano.
No aspecto gráfico, o filme é bem realista e detalhista, como nos olhos, penugem, neve, água e mesmo nas danças, cuja animação foi inserida sobre uma imagem real de um dançarino, deixando “Happy Feet” com características ainda mais reais.
Autor: STEFANO C. BRUNO, aluno do 3º Período matutino de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "HAPPY FEET"
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11 de Abril (noite): "Notícias de uma guerra particular "
VISÃO DISCENTE (1)
“Notícias de uma guerra particular” é um documentário que, apesar de ter sido filmado há dez anos (1997), nos remete a um assunto atual, ou seja, a realidade da sociedade violenta e sem esperanças.
Sofremos as conseqüências de um mundo globalizado, onde a cocaína deixou de ser consumida apenas pela classe média e passou por diferentes classes sociais; o tráfico virou uma “profissão”, e a sociedade começou a sentir os efeitos desse mundo pós-moderno.
A guerra civil entre os traficantes e a polícia é o cenário deprimente dessa sociedade globalizada e decadente da qual somos vítimas.
O documentário nos aponta opiniões de ambos os lados e a conclusão a que podemos chegar é simplesmente calamitosa e grave. Se as Forças Armadas, que são treinadas para combater os atentados à sociedade, não são suficientes para combater o crime organizado, estamos totalmente à deriva das circunstâncias, já que a tendência dos fatos é piorar.
O tráfico de drogas é o maior fator no índice de homicídios, gerando, gradativamente, mais violência, furto, roubo, assalto a bancos etc.
A polícia entra no gueto, troca tiros com traficantes, podendo matá-los. Quando isso acontece, os traficantes se revoltam e atacam a polícia e isso se torna um ciclo vicioso. Essa é a base da sociedade em que vivemos. Em pleno século XXI, temos a força policial tentando combater o crime organizado das favelas do Rio de Janeiro, por exemplo. É uma guerra civil.
As crianças perdem a infância no convívio com a violência, presenciando pessoas sendo mortas, o que as estimula a fazerem parte dessa criminalidade. Temos, então, crianças com armas de fogo nas mãos, participando do tráfico de drogas e de confrontos com a polícia, sendo mortas e matando, com a esperança de ter uma vida melhor, ou, simplesmente por prazer, para se sentirem poderosas, capazes, notadas.
No ano em que o filme foi produzido, o salário mínimo era de R$ 112,00. Como ter esperanças? Difícil convencer alguém a trabalhar 8, 10 ou 12 horas por dia para ganhar esse salário quando esse mesmo alguém percebe que, se fizer parte do crime organizado, pode ganhar R$ 300,00 por semana (cálculo mínimo). Isso suprime a esperança até então perdida.
A polícia, por sua vez, é corrupta, e quando sobe o morro, não faz questão de diferenciar o traficante do trabalhador – o tratamento é igual. Mas até que ponto é conveniente ter uma força policial eficiente, mas não corrupta?
A polícia é treinada para invadir favelas, mas vende armas para os traficantes, que acabam por possuir armamentos potentes, utilizados em guerras. Qual é o lado do bem e o lado do mal? Quem é polícia e quem é bandido nesta guerra civil?
Infelizmente, vivemos e continuamos vivendo em caos total. A polícia é a única força que invade favelas e, sozinha, não pode combater o crime organizado. Dificilmente o tráfico de drogas irá cessar, já não há esperanças e a sociedade provavelmente continuará pagando o preço desse confronto entre os traficantes e a polícia.
Será que um dia poderemos parar o carro em um farol sem ter medo de sermos assaltados por uma criança com uma arma de fogo nas mãos? Poderemos andar a qualquer hora nas ruas sem sermos ameaçados pelo toque de recolher? E poderemos andar pela cidade que é o cartão postal do nosso país sem ter medo de sermos atingidos por uma bala perdida?
A questão da violência é tão rotineira que, infelizmente, já se tornou banal. Há exemplos de manifestações sobre esse assunto em diversas músicas.
Me vê pobre, preso ou morto, já é cultural...
O drama da cadeia e favela, túmulo, sangue, sirenes, choros e velas. Passageiro do Brasil, São Paulo, agonias que sobrevivem, em meio a zorras e covardias, periferias, vielas e cortiços...
O dinheiro tira um homem da miséria, mas não pode arrancar de dentro dele a favela...
(Trechos da música “Negro Drama”, Racionais Mc’s)
A criminalidade toma conta da cidade, a sociedade põe a culpa nas autoridades...
Essa tribo é atrasada demais, eles querem acabar com a violência, mas a paz é contra a lei e a lei é contra a paz...
(Trechos da música “Cachimbo da Paz”, Gabriel O Pensador)
A violência está em todo lugar, não é por causa do álcool, nem é por causa das drogas. A violência é nossa vizinha, não é só por culpa sua, nem é só por culpa minha. Violência gera violência...
(Trecho da música “Violência”, Titãs)
Autora: ARIANE DIAS, do 3º Período de Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (2)
Inicialmente, gostaria de dizer que gostei muito de “Notícias de uma guerra particular”, justamente por ser um documentário. Não gosto tanto de ficção.
Algumas das minhas percepções sobre o filme são as de que o diretor quis passar para o espectador a realidade sobre a pobreza na favela do Rio de Janeiro, colocando-nos em dúvida sobre como poder enfrentar um problema que, em minha opinião, é político. Afinal, uma pessoa sem estrutura alguma, sem família, sem casa, sem comida, precisa do governo mais do que ninguém. Porém, precisa de um governo que crie programas, que dê auxílios necessários para que ela (pessoa) fique longe da criminalidade. Qualquer um de nós, sem ter o que comer, sem ter um trabalho, pensaria, ainda que de forma passageira, na possibilidade de se abrigar no mundo do crime... Estou errado? Há de se pensar, não é mesmo?
O filme mostra, por meio dos relatos das pessoas moradoras do bairro, que há uma espécie de vínculo com os marginais, no qual um ajuda o outro, numa espécie de “auxílio comunidade”. Por exemplo, o traficante compra um remédio para uma família necessitada. Em troca, tal família dá cobertura a seu “vizinho” quando de uma possível invasão da polícia.
Com um olhar publicitário, tive minhas percepções também sobre as montagens que criaram, como numa espécie de história em quadrinhos, cenas muito interessantes, com abertura e fechamento. Algumas das cenas reais chocam o espectador, fazendo-o fixar os olhos na tela para ver qual será o final da história, principalmente na hora em que os marginais saem correndo por um barraco ao fugir da polícia.
Os bandidos têm grande quantidade de armas e, ademais, enorme conhecimento sobre seu uso, sendo que algumas delas nem são vendidas no Brasil.
Como eram cenas reais, o diretor não se preocupou com cores ou sons. As cenas trazem o espectador para dentro da tela.
Autor: RICARDO KATSUHIRO TAKANO, do 1º Período de Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (3)
Gênero: Documentário
Direção: Katia Lund e João Moreira Salles
Ano de produção: 1999
País de produção: Brasil
Trata-se de um documentário forte sobre a guerra entre traficantes e policiais nos morros do Rio de Janeiro, onde, no meio do caos, está a população comum, que nada ou quase nada tem a ver com isso. O filme mostra os três lados desse conflito: o lado do policial, o do marginal e o da população.
É um documentário em que as entrevistas ficam implícitas, pois não são feitas perguntas às pessoas que dão seus testemunhos. Tais pessoas acabam falando sem ter algo que as “aponte” a alguma espécie de roteiro.
Durante as filmagens, são mostradas muitas cenas de favelas, presídios, batalhões, tiroteios e, principalmente, armas de fogo. Afinal, são elas, nessa guerra, as personagens principais. As armas não distinguem idade, sexo, raça ou classe social.
Nos depoimentos das pessoas, podemos perceber a real visão de cada uma delas. Uma moradora, em certo momento, chega a dizer que o “movimento” (tráfico) defende a comunidade contra o abuso policial, mostrando claramente a sua visão favorável à criminalidade, pois ela pensa que os traficantes realmente estão ali para defendê-la, quando nós, espectadores, sabemos ser essa uma enganação tremenda.
Quando o policial é entrevistado, as palavras dele mostram a que ponto chegou essa guerra. Em dado momento ele diz que não vê mais esperança nem fim para tal disputa entre “o bem e o mal”, e acrescenta que a única parte do governo que sobe nos morros é a policia!
O que também não falta no filme são depoimentos de marginais, sendo eles menores de idade ou não. A maioria é constituída de garotos que não passaram dos 15 anos, e que, provavelmente, não irão chegar à maioridade vivos. Todos entram nesse “ramo de atividade” não só por causa do dinheiro, mas também pelo “status” que se consegue, andando armado numa favela. Um depoimento fundamental é o de um preso que afirma que, quando deixar a cadeia, sairá pior ainda. Ele diz que está lá porque tinha que roubar para comer e se vestir bem. Sim, “se vestir bem”, pois, como ele mesmo falou, ele queria um par de tênis da marca Mizuno, algo tão “vital” para sua sobrevivência, não é verdade? Obviamente, ele não poderia ser privado de tão importante marca de vestimenta... Enfim, por esse depoimento podemos perceber que realmente o sistema penitenciário brasileiro é a cadeia do crime. O sujeito entra lá por roubar um banco, mas sai de lá planejando roubar um carro-forte, como ele mesmo diz.
Sem dúvida, a frase mais marcante do filme é a do capitão do BOPE, que diz não ver luz no final do túnel. Se um soldado que está defendendo o bem da sociedade já não tem mais esperanças, o que iremos esperar de uma criança que nasce nesse caos, nessa guerra particular?
Autor: Leonardo Mendes Garrido, do 1º Período de Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (4)
O filme de Katia Lund e João Moreira Salles, produzido no final dos anos 90, retrata a constante guerra entre autoridades e traficantes do Morro de Santa Marta, no Rio de Janeiro. Durante todo o tempo, o diretor contrapõe depoimentos de policiais, traficantes e moradores do morro, que mostram diferentes pontos de vista desta guerra.
Depois do documentário, cheguei à conclusão de que é impossível tomar qualquer partido, pois o problema é muito maior do que imaginamos. O policial é mal pago, o traficante só aprendeu aquilo e a população é omissa. E seria fácil se fosse só isso, mas o problema é muito maior e vem se agravando.
Apesar de ter sido produzido há quase dez anos, o documentário continua com uma atualidade assustadora. Infelizmente, tenho que terminar esta resenha usando as mesmas palavras que usou no filme o comandante da Polícia: “Não vejo luz no fim do túnel.”
Autor: Salles Salomão, aluno da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "NOTICIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR"
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11 de Abril (manhã): "Cassiopéia"
BRASILEIRO E DE QUALIDADE
Aqueles que acompanharam a “II Semana Cultural: o cinema em comunicação” assistiram a bons filmes, como “A Era do Gelo”, “Magnólia” e “Happy Feet”, entre outros. Mas o que chamou a atenção de todos, pelo menos para a turma de Design Digital, foi, com certeza, o longa-metragem apresentado na quarta 11, pela manhã, “Cassiopéia”.
Essa fabulosa produção poderia ser mais uma em meio a tantas outras, porém “Cassiopéia” tem algo muito especial. Simplesmente, é o primeiro desenho animado 100% digital lançado no mundo e é BRASILEIRO. Foi lançado antes de “Toy Story”, apesar de os americanos alegarem que o desenho da turma do caubói tenha sido o primeiro!
Escrito e dirigido por Clovis Vieira, “Cassiopéia”, este fantástico desenho, conta a história de um planeta chamado Anetéia, habitado por simpáticos robôs que vivem em perfeita harmonia. Porém, esse sossego acaba quando invasores alienígenas tentam atacar o planeta. A princesa
Lisa, num ato desesperado, envia sinais de pedido de socorro para o espaço sideral. Tais sinais são captados por Chip e Chop, que, com o apoio de Leonardo e Galileu, vão tentar salvar o planeta de Lisa.
Ao assistir “Cassiopéia” pela primeira vez, haverá, com certeza, uma certa desconfiança em relação aos recursos gráficos simples, se comparados aos filmes da gigante Disney. Mas é importante lembrarmos que sua produção teve início no ano de 1992, sendo finalizada em agosto de 1995. Para os padrões gráficos da época, os robôs de Clovis Vieira não ficaram devendo nada para a turma do Mickey, além, é claro, de ter tido um investimento bem inferior.
Podemos dizer, sem dúvida alguma, que “Cassiopéia” é uma das maiores riquezas do cinema brasileiro, apesar de tão pouco valorizado por nós. Esse fato serve de alerta, pois, assim como “Cassiopéia”, quantos outros bons filmes nacionais não ficaram esquecidos em nossas mentes, e quantas outras boas produções não poderiam ser feitas se tivéssemos apoio e incentivo verdadeiros ao cinema nacional?
“Cassiopéia” nada mais é do que uma prova de que nós brasileiros também temos uma capacidade gigantesca e que podemos chegar a qualquer lugar. Basta acreditar!
Autor: EDER DELCAMBI RODRIGUES, aluno do curso de Design Digital matutino, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "CASSIOPÉIA"
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10 de Abril (manhã): "Magnólia"
VISÃO DOCENTE
Considerado por muitos críticos uma obra-prima, o terceiro longa de Paul Thomas Anderson destaca-se no panorama cinematográfico por muitas razões. A começar pelo elenco de peso reunido pelo diretor - característica pela qual já é conhecido desde seu primeiro trabalho de renome, o ótimo Boogie Nights. Em “Magnólia” (em inglês, Magnolia), destaca-se a figura de Tom Cruise, que aceitou, por um cachê muito inferior ao que está acostumado, interpretar um personagem que lhe valeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro, além de lhe ter firmado a imagem de um ator maduro, versátil e mais completo do que a crítica estava acostumada a acreditar.
O filme também surpreende pelo modo como o autor constrói os nove personagens principais e como os conduz ao longo de um dia onde suas histórias se entrelaçam, levadas pelo que, a princípio, podemos tomar como uma série de coincidências. Os dramas pessoais de pais exploradores, maridos e esposas arrependidos, filhos ressentidos e amantes fracassados vão tomando proporções quase épicas, à medida que câmera “vai entrando” - movimento que acabou por se tornar outra marca registrada do diretor - nas almas dos personagens até o final, de tirar o fôlego, que leva o espectador ao ápice das coincidências da vida.
A trilha sonora é outro ponto forte do filme. Ouvindo as ótimas canções de sua amiga, a cantora Aimee Mann, Paul Thomas Anderson criou os personagens do filme e, a partir das letras de suas músicas, escreveu o roteiro de “Magnólia” em apenas duas semanas. Não por coincidência, o filme também recebeu indicações ao Oscar de melhor roteiro e música original. Por essas e outras razões, “Magnólia” é um filme indispensável na coleção e no repertório dos verdadeiros amantes da sétima arte.
Autor: Prof. Gabriel Cavalheiro, do Curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE
O segundo filme apresentado na Semana de Cinema em Comunicação do período da manhã foi o incrível e bem produzido “Magnólia”, escrito e dirigido por Paul Thomas Anderson. A sensação de quem acaba de ver os créditos subirem na tela, embalados pela voz de Aimee Mann, é de que o filme não tem sentido algum. Talvez, depois de alguns instantes gastos refletindo sobre a película, cheguemos à conclusão de que “Magnólia” seja um filme pessimista, porém sua mágica acontece exatamente nessas reflexões. Temas como morte, culpa e arrependimento são magistralmente transformados pelo diretor em uma bela poesia visual, que acaba por nos dizer muito mais do que imaginamos e de uma maneira incrivelmente sensível.
Paul Thomas Anderson nos conduz a uma longa viagem de aproximadamente 3 horas de duração, que, no entanto, nem sentimos passar. Todos os elementos são perfeitamente combinados, e cada pequeno detalhe tem seu sentido dentro do contexto geral, desde os movimentos de câmera, até a presença essencial da trilha sonora, que por sinal, nos oferece um dos momentos mais bonitos e inusitados do cinema atual: os 9 personagens que nos foram apresentados no decorrer do filme, cansados de suas vidas, cantam a mesma canção melancólica e desanimada, momentos antes da grande virada da história.
Em suma, “Magnólia” é um grande filme feito não só para ser visto, mas para ser refletido, e um de seus grandes méritos é não passar indiferente pelos olhos de quem o assiste: ou se ama, ou se odeia.
Autora: Marina Lourenço Alves, aluna do 3º Período matutino de Design Digital, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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10 de Abril (noite): "A Rede"
VISÃO DISCENTE (1)
Em 10/04/2007, à noite, foi apresentado, no Auditório Mozart, o filme “A Rede” (em inglês, THE NET), que, em minha opinião, aborda o tema da invasão de privacidade de forma latente, visto que, na realidade, encontramos muito essa prática. À guisa de exemplo posso citar que recebemos cartões, cobranças, boletos etc que nos chegam sem sequer termos pedido. Trata-se da era da digitalização, e, de um modo geral, do Big Brother, onde estamos sempre à mercê de olhos digitais, do olho nu, onde empresas, governos e empresários nos manipulam, fazendo-nos acreditar em falsos anúncios como, lucros, dívidas, falência, e, até na divulgação de seus balanços que, muitas vezes, não condizem com a verdade. Podemos constatar que um simples número ou algumas palavras podem afetar e mudar nossas vidas.
Existe também o poder do uso das habilidades pessoais de forma alheia, situação na qual até um parente, para conseguir alcançar determinados objetivos, utiliza-se de talentos de terceiros, assim como empresas que se aproveitam da capacidade de outros, usam-na e depois, simplesmente, descartam a pessoa como se ela não fizesse parte daquele cenário.
Além de abordar de forma global o universo de um ser humano, o filme apresenta implicações práticas em nossas vidas do poder digital, propondo soluções concretas e esclarecedoras com relação à possível construção de uma REDE.
Autor: ADRIANO GAMA SILVA, 1º Período noturno de Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (2)
Quando assisti ao filme “A REDE”, comecei a refletir se as pessoas estão perdendo a sua essência de indivíduo atualmente, e passando a ser um mero número no vasto sistema de controle que a sociedade nos impõe: fotos e impressões digitais ligadas a um banco de dados, que permite o acesso para verificação de que você é quem diz ser. E caso nada conste, você, então, simplesmente não existe. E como provar o contrário? Há um trecho no filme em que, no momento da prisão, a personagem de Sandra Bullock começa a repetir o seu nome, como forma de tentar manter a própria sanidade em uma situação tão caótica. Ela começa a perder a sua noção de identidade. E, como no filme, como contrariar o arquivo que afirma que você é outra pessoa?
Confiamos tanto no que o computador nos mostra que, muitas vezes, perdemos o sentido da dúvida, tornando tudo um jogo de dois dígitos, o um e o zero; o sim e o não. Neste caso, não existe espaço nem para o talvez, muito menos para a intuição.
Acredito ser interessante tentar responder a esta pergunta: “O que você faria para provar a sua existência e quem você é você?” Sem qualquer documento e testemunhas. Penso, logo existo? É o suficiente? Possivelmente, não!
Isto me lembra um período em que o Brasil era controlado pela ditadura militar; você era o que o governo determinasse, sem direito a manifestação contrária. O governo fazia a parte do computador.
Outro aspecto do filme que acredito ser relevante é a superficialidade de se viver no ambiente virtual da Internet, em salas de bate-papo, onde os requisitos básicos são um apelido (nickname) e uma imaginação sem limites. Tudo é permitido e, muitas vezes, sem qualquer aprofundamento psicológico na relação; como a personagem de Sandra, que nem conhecia mais detalhadamente as pessoas com quem teclava.
O trabalho de informática, que ela exercia, também possibilitava uma fuga da realidade de uma mãe com Síndrome de Alzheimer e de uma vida sem grandes realizações, a tal ponto que a sua vizinha não a conhecia e nem os outros empregados da firma em que trabalhava. Este tipo de isolamento é cada vez mais típico na sociedade contemporânea, considerando que alguns tipos de projetos em escritórios de empresas estão sendo transferidos para as residências, impedindo uma maior interação entre as pessoas. Tendência mundial?
A personagem de Sandra só conseguiu reverter a situação devido ao seu excelente conhecimento dos processos da “Rede” e após ter se conscientizado dos fatores que envolviam a sua perseguição. O filme nos mostra também que, em qualquer software, por melhor que seja, sempre existe uma porta de acesso; é só descobrir a chave que abre a fechadura.
Concluindo, a vida virtual é extremamente atraente, entretanto não podemos esquecer o seu contexto real, independente dos momentos tristes ou alegres que ela venha a propiciar. Observo que, como aparece na televisão no final do filme, quando um fato tem a sua conclusão, este perde o seu interesse para a mídia e começa a ser tratado com a mesma importância do boletim do tempo. A vida é dinâmica, como bem percebeu a personagem de Sandra no fim.
Em um futuro não muito distante, será que acabaremos com códigos de barra tatuados na pele ou com chips implantados? Artefatos que permitiriam a nossa identificação, sem a necessidade de documentos físicos, cartões ou dinheiro? Tudo em um formato virtual, com apenas a consciência do existir presente...
Autor: GUILHERME ITIRO SADANAGA, 4° Período de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DOCENTE
Angela Bennett (Sandra Bullock) é uma “hacker” do bem, especializada em corrigir falhas em sistemas de informática, que se vê repentinamente em perigo, pois está envolvida em uma trama para descobrir fatos relativos a uma rede criminosa digital que manipula até a Casa Branca e o FBI. Seu nome, identidade e todas as suas informações são mudados com um simples apertar de botões. Uma extensa ficha criminal é a ela atribuída, o que a torna também perseguida pela polícia como prostituta, viciada e ladra. A única forma de recuperar sua verdadeira identidade é pensar e agir com uma verdadeira “hacker”, para obter provas da farsa.
O filme é uma crítica e um alerta à informatização crescente da sociedade contemporânea, que, na medida em que desmaterializa a realidade, faz com que o indivíduo tenha uma identidade relativista. Há uma alusão ao sempre atual dilema do bem e do mal da mídia, na medida em que esta exerce poder e influência sobre nossas vidas. Hoje em dia, as pessoas podem ficar dias sem sair de casa, trabalhando virtualmente sem nunca irem aos escritórios dos empregadores; compram absolutamente de tudo na web, escondem seus anseios e angústias atrás da tela do computador e, dessa forma, tornam-se absolutamente vulneráveis, hedonistas e atomizadas. Além disso, a sua existência (e tudo o que uma pessoa é ou tem) está relacionada a um banco de dados e, conseqüentemente, pode ser mudada e manipulada.
Ficha Técnica
Título Original: The Net
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1995
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Winkler Films
Distribuição: Sony Pictures Entertainment
Direção: Irwin Winkler
Roteiro: John D. Brancato e Michael Ferris
Produção: Rob Cowan e Irwin Winkler
Música: Mark Isham
Fotografia: Jack N. Green
Desenho de Produção: J. Dennis Washington
Direção de Arte: Thomas T. Taylor
Figurino: Linda M. Bass
Edição: Richard Halsey
Efeitos Especiais: Sony Pictures Imageworks
Elenco
Sandra Bullock - Angela Bennett
Jeremy Northam - Jack Devlin
Dennis Miller - Dr. Alan Champion
Diane Baker – Srª Bennett
Wendy Gazelle - Ruth Marx
Ken Howard - Bergstrom
Ray McKinnon - Dale
Daniel Anchorr - Âncora da WNN
L. Scott Caldwell - Defensor Público
Robert Gossett - Ben Phillips
Autor: Prof. Marco Antônio Ferreira (Anhanguera/Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SEMANA DE COMUNICAÇÃO: "A REDE"
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09 de Abril: "A Era do Gelo 2" abre a II SEMANA CULTURAL

Hoje, na abertura da II Semana Cultural: o cinema em comunicação, assistimos ao filme "A era do gelo 2" (em inglês, ICE AGE 2: the meltdown), de 2006, dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. Antes da exibição, no entanto, o coordenador Prof. Elwyn Lourenço Correia ressaltou a importância da Semana, pois cada filme tem um objetivo relacionado com as disciplinas ministradas para cada período.
O filme de abertura tem como tema principal o fim da Era Glacial, e, com isso, o surgimento, em todos os lugares, de gêneros e verdadeiros parques aquáticos. O mamute Manfred, o tigre Diego e o bicho-preguiça Sid logo descobrem que toneladas de gelo estão prestes a derreter, o que inundaria o vale em que vivem. Com isso, o trio de amigos precisa correr para salvar suas vidas e não permitir que se inicie o processo de extinção das raças. Mas além de abordar um tema atual que gera discussões, o tão polêmico “aquecimento global”, o filme trata também de assuntos como extinção, medos, amizade etc. Não há economia de cenas engraçadas e piadas, o que torna o ambiente descontraído.
Ao final da exibição, o Prof. Fabiano Salomão relatou algumas curiosidades do filme e contou um pouco da história de Carlos Saldanha, um brasileiro nato que conquistou o mercado internacional. Houve, ademais, um debate sobre a carreira em Design Digital, convidando os alunos a uma reflexão sobre o filme e esta área do conhecimento humano em franco crescimento. O Prof. Elwyn acrescentou comentários referentes à disciplina Mercadologia, pontuando algumas cenas do filme com a oportunidade que o mercado global oferece aos futuros designers. Foi tudo muito bacana. Valeu!
Autor: Tomás Leiva, aluno do 1º Período matutino de Design Digital, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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09 de Abril: "Por um Fio"
Visão Discente
Foi apresentado o filme “Por um Fio” no dia 09 de abril, às 19h30, no Auditório Mozart. O objetivo era o de que todos os alunos de Publicidade e Propaganda e Design Digital olhassem o filme com olhos clínicos de um verdadeiro profissional, despertando, dentro de si, a criatividade, essa importante ferramenta nas carreiras proporcionadas pelos cursos. Importantes elementos da criatividade são a qualidade e a rapidez para que a arte aconteça, e, para tanto, precisamos ter conhecimento, sabedoria, agilidade e paciência.
“Por um Fio” (em inglês, PHONE BOOTH) foi gravado em Los Angeles, mas o cenário – uma rua movimentada - tinha que se parecer com uma rua de Nova York e, para isso, a rua utilizada para a produção foi inteiramente modificada e decorada.
A maior parte da ação acontece dentro de uma cabine telefônica, onde um publicitário malsucedido “entra numa fria”. Um psicopata começa a chantageá-lo pelo telefone com o propósito de que ele se redimisse e falasse a verdade para as pessoas que ele amava. O publicitário passa por situações estressantes sob a mira desse psicopata, um franco-atirador, e pensa rápido em uma maneira para sair dessa situação sem que ninguém se machuque.
No fim, tudo dá certo, mas a criatividade do diretor é excelente e deve ser aplaudida, pois ele sabe explorar bem o espaço, o tempo e o dinheiro destinados à produção. O filme consegue atrair a atenção do espectador o tempo todo, sem que se torne parado ou chato. A tensão predominante segura o espectador e o insere no próprio filme.
Autor: RODRIGO LAZZARINI, aluno de Publicidade e Propaganda noturno, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
Visão docente
Na noite do dia 09/04/2007, no Auditório Mozart, teve início a “II SEMANA CULTURAL: o cinema em comunicação”, ocasião em que tive o privilégio de apresentar uma introdução ao filme “Por Um Fio” (Phone Booth), explicando alguns tópicos como elenco, direção, curiosidades etc.
Após a exibição da película, eu e a Profª Iara Pasta iniciamos um debate com os alunos de Publicidade e Propaganda e Design Digital. Analisamos dois ângulos: o técnico e o social.
Na análise técnica, discutimos assuntos como a linguagem visual articulada por meio dos movimentos de câmera, montagem e edição, direção de arte, iluminação, efeitos sonoros e desenvolvimento do roteiro.
Na parte social, os alunos analisaram o papel do publicitário e a ética do setor, já que, no filme, o ator principal é um publicitário malsucedido e usa o poder da comunicação para benefício próprio, manipulando as situações até começar a ser manipulado por um franco-atirador. O publicitário passa por momentos bem complicados e interessantes para análise pessoal, e, obviamente, tem que recorrer ao seu repertório de conhecimentos para tentar se livrar de tão tensa situação.
Autor: PROF. Emerson Natal Cavaliéri (Anhanguera-Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera-Unibero)
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09 a 13 de Abril
II SEMANA CULTURAL:
o cinema em comunicação
A partir da segunda metade do século XX, a comunicação transformou-se numa verdadeira cultura. Com o avanço das tecnologias, surgiram novas formas de comunicar e novas linguagens que influenciam o modo de pensar e de se relacionar das pessoas. Para abarcar a totalidade da vida, a comunicação tornou-se, neste início de milênio, uma das áreas do conhecimento mais instigantes.
Ciente da importância e da influência da comunicação na vida cotidiana, a Coordenação dos Cursos de Comunicação assume o compromisso de contribuir para a reflexão dessa complexa realidade, com seus paradigmas e tendências, oferecendo ao seu corpo discente a II Semana Cultural: o cinema em comunicação. O cinema é uma das formas de manifestação da arte e da cultura mais expressivas, uma ferramenta poderosa no processo de evolução e desenvolvimento humanos. As organizações modernas e os consultores utilizam-se cada vez mais desse recurso para reforçar o conteúdo dos seus programas e estratégias de treinamento e desenvolvimento corporativo.
A muitos poderia ocorrer a pergunta: o que tem a ver o cinema com as áreas de Design Digital, Tecnologia em MKT e Publicidade e Propaganda?
Em princípio parece que tem tudo. Como define bem o filósofo francês Edgar Morin em seu livro A cabeça Bem-feita, vai longe o tempo da chamada “compartimentagem dos saberes”, sendo cada vez mais importante, nos dias de hoje, uma visão sistêmica e global do conhecimento. Ainda segundo Morin, nesses tempos de globalização perversa, essa postura contribuiria também para humanizar as relações entre os homens e as nações.
Na verdade, nesse mundo cada vez mais sem fronteiras, é fundamental contextualizar de forma sistêmica as diversas áreas de conhecimento, dos saberes e das artes em geral. A par disso, é fato incontestável que a história já não pode ser mais contada sem a utilização da imagem em movimento.
A Semana Cultural, procura, portanto, casar essas duas áreas: a complexidade, os desafios e as exigências cada vez maiores da área de gerir pessoas com a forma lúcida, atraente e altamente enriquecedora do cinema. A proposta desta II Semana Cultural: O Cinema em Comunicação é justamente a de evidenciar como o cinema pode ser uma poderosa ferramenta na capacitação profissional do aluno.
Autor: PROF. ELWYN LOURENÇO CORREIA, coordenador dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Digital e Tecnologia em Marketing da Anhanguera/Unibero – São Paulo - SP
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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Festival de Cannes 2007
MOSTRA DOS MELHORES COMERCIAIS PREMIADOS EM CANNES
Apoiada por um forte trabalho na mídia, a “21ª Semana Internacional de Criação Publicitária” esteve presente em nossa Instituição no dia 04 de abril próximo passado.
Com o Auditório Mozart lotado por atuais e futuros publicitários, designers e marketeiros, ocorreu a divulgação dos filmes premiados em Cannes, ou seja, os organizadores trouxeram ao ambiente acadêmico o contato com o que há de melhor no mercado publicitário mundial na atualidade. A dinâmica consistiu na exibição de comerciais premiados com Ouro no Festival de Cannes 2007, com duração de 30 minutos.
A “21ª Semana Internacional de Criação Publicitária” é o principal evento de criação do nosso mercado de comunicação. Com uma série de filmes com uma entonação engraçada, a platéia delirou aplaudindo e já partindo para novas idéias.
Autor: PROF. ELWYN LOURENÇO CORREIA, coordenador dos cursos de Publicidade e Propaganda, Design Digital e Tecnologia em Marketing da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: FESTIVAL DE CANNES 2007
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Palestra: Vinhetas para TV
PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DE VINHETAS PARA TV: UMA SOLUÇÃO DE DESIGN DIGITAL
No dia 03 de abril tivemos, no Auditório Mozart, uma palestra proferida pelo designer da Rede Gazeta de TelevisãoRichieri Joanni Pazetti Neto, profissional responsável pelas vinhetas e a comunicação interna e externa da TV e demais veículos de comunicação da empresa.
Richieri apresentou o processo de planejamento até o momento da criação das peças. O ponto mais importante na criação é a elaboração da idéia: quanto mais simples, mais inovadora e impactante ela será. O uso da tecnologia é um fator que somente deve ser utilizado para a finalização ou acabamento. Os efeitos especiais são um recurso, e não a idéia principal. O palestrante destacou, ainda, o quanto devemos nos preocupar com o traço, as cores e as soluções simples e pontuais. O processo de planejamento deve ser uma rotina na vida do designer e do publicitário.
Richieri, que já trabalhou em várias agências de publicidade e estúdios de arte, trouxe alguns de seus trabalhos mais antigos, bem como os mais recentes. Vimos, durante sua fala, desde a criação de marcas e seus conceitos até vinhetas para programas de TV.
O que aprendemos dessa palestra? As idéias não precisam ser sofisticadas ou complexas, pois, graças a um planejamento bem elaborado e com foco no público-alvo e na solução pretendida pela empresa ou pelo cliente, podemos finalizar ajustando-nos aos recursos de cada um. Isso vale desde um cartão de visitas até um site. O importante não é criar complexidade e sofisticação nas peças, mas simplificar e atingir os objetivos de comunicação.
O planejamento é fundamental para as áreas de comunicação, haja vista o nosso compromisso de observar cada objetivo e realizar as tarefas específicas para se atingir tal objetivo. Não podemos pensar apenas na solução tática, porém na estratégia e abrangência geral, com a finalidade de alcançarmos os resultados pretendidos.
Autor: PROF. WALTER FREOA, da disciplina Planejamento de Comunicação, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: VINHETAS PARA TV
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Sessão Pipoca: o polêmico filme "A PAIXÃO DE CRISTO"
Foi realizada mais uma Sessão Pipoca promovida pela Coordenação dos Cursos de Comunicação Social. Devido ao grande número de alunos interessados, o evento teve que acontecer em duas noites (02 e 04 de abril). Qual era o filme? O polêmico A PAIXÃO DE CRISTO de Mel Gibson. Aproveitando a sazonalidade (época da Páscoa), os alunos testemunharam a visão do diretor sobre um assunto polêmico: a religião.
A platéia, com alunos de Publicidade e Propaganda e Design Digital, pôde, após cada exibição, participar de um proveitoso debate com o Prof. João Ribeiro. Acompanhemos, a seguir, comentários do mestre e de alguns alunos.
VISÃO DOCENTE
A Paixão segundo Mel Gibson
Cada um conta uma história sempre de maneira pessoal, particular, com ingredientes específicos e significados particulares. Mel Gibson construiu a sua paixão de Cristo com originalidade, diferente portanto das outras, já conhecidas. A Paixão de Cristo tem, pelo menos, quatro versões canônicas, nas quais o diretor australiano se baseou para construir a sua. São os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Lá, nessas quatro versões, não estão alguns episódios contados por Gibson, assim como não estão idéias e, sobretudo, a concepção geral da história. Gibson constrói uma narrativa estruturada pelo confronto entre o bem e o mal, que, por sua vez, estrutura o mundo como ele o vê. O filme A Paixão de Cristo mostra um mundo no qual o mal triunfa, um mundo dominado pelo mal produzido pelos homens. O resgate do bem – para um católico conservador como o diretor - só se produz através do sacrifício de Cristo e da Ressurreição, que é o símbolo do triunfo do bem.
A maior das mudanças trazidas por Gibson na sua versão da Paixão é a inclusão do demônio como personagem, que faz contraponto a Cristo nos momentos cruciais da agonia do Jardim das Oliveiras, do espancamento pelos romanos e da caminhada em direção ao Gólgota. O demônio é uma presença visível somente para Cristo e, num único momento, ao longo da Via Sacra, para a Virgem. O demônio, presença invisível, é inspiração da ação dos homens. A prisão, o espancamento e a crucificação de Cristo são ações humanas caracterizadas pela prática do mal, inspiradas pelo demônio. A passagem mais significativa é a do confronto entre ambos no Jardim das Oliveiras, quando o demônio diz a Cristo que o sacrifício a que ele se propõe, como missão atribuída pelo Pai, é superior à capacidade humana, é insuportável por um homem, e sugere que ele desista, o que significa a irremissibilidade dos pecados dos homens, isto é, a prevalência do mal sobre o bem. A crucificação de Cristo deve ser consumada para que os homens se livrem do mal. Este é o seu significado simbólico, e a presença do demônio, com sua aparência ambígua, tentando seduzir Cristo, é a luta do mal para prevalecer sobre o bem.
Esta é a maior modificação que Gibson introduz, com muita habilidade estética, utilizando-se, em algumas passagens, de recursos narrativos produzidos por filmes de terror, como o da transformação de crianças em velhos disformes, em imagens mostradas em frações de segundos, que aterrorizam e não permitem ao espectador ter uma relação de observação com o filme. É uma linguagem de manipulação. Produz terror nos personagens, em Judas, por exemplo, e nos espectadores. Fica o impacto do medo, que provém da presença do demônio na tela, associado também à imagem da serpente, outra imagem simbólica do mal, a imagem primordial, já que foi ela a sedutora de Eva e causa da expulsão do Paraíso, lançando os homens num mundo onde o mal vence sempre, onde prevalece a violência sobre a concórdia, violência que levou Caim a matar Abel, que levou os judeus e os romanos a matarem Cristo. Os homens foram expulsos do Paraíso e condenados a viverem num mundo dominado pelo sofrimento e pelo mal.
Outra característica da versão de Gibson é a violência intensa do castigo aplicado pelos romanos a Cristo e que não está narrada dessa maneira nos evangelhos. Ela é mostrada como se fosse uma ação dos mais baixos instintos humanos. A ordem de Pilatos a Abenezer, que chefia os legionários, é para castigar com a finalidade de permitir-lhe perdoar Cristo e livrá-lo da condenação à morte. Mas os soldados são instintivamente sanguinários. Eles ameaçam até o sargento que os comanda, que parece perder o controle e se envolver na ação de espancamento quando ordena a utilização do chicote com metais nas extremidades para tornar o ato mais violento. Abenezer retoma a racionalidade de quem comanda, de quem é mais educado, de quem tenta fazer prevalecer a razão sobre os instintos, quando lembra que mandou castigar, não matar. Essa violência é a mesma presente na maioria dos filmes da indústria cultural atual. A violência é um grande apelo visual e narrativo, praticamente imposto às massas pela freqüência com que está presente tanto no cinema quanto na televisão. Não é uma invenção pura e simples de Gibson, mas uma adição que ele faz à história bíblica de um componente forte da cultura atual, especialmente daquela que provém de Hollywood e da indústria cultural americana, mas já totalmente disseminada pelo mundo, nos filmes chineses, japoneses e europeus, que copiaram os americanos, adicionando ingredientes locais, como as artes marciais orientais. Bons exemplos recentes são O Senhor da Guerra, Diamantes de Fogo e O Jardineiro Fiel. Esta violência inerente à cultura atual e à indústria cultural é a concretização do mal. A violência é o mal.
O filme narra uma história que tem duração de doze horas, que vão do monólogo de Cristo no Jardim das Oliveiras à crucificação do Gólgota. As duas horas do filme têm, portanto, uma ação concentrada, dentro do padrão teatral da tragédia clássica. A intensidade dramática é um componente que valoriza o filme como obra artística. A narração não se faz de maneira linear, mas com inúmeras voltas no tempo.
A prisão, julgamento, castigo e crucificação são seqüências, interrompidas nos momentos de maior tensão por cenas da Santa Ceia, do Sermão da Montanha, cenas domésticas da infância e juventude de Cristo, pelo episódio do apedrejamento da adúltera. As únicas cenas que não têm Cristo no centro são as de Judas: a traição, o arrependimento, o suicídio.
Os recursos técnicos, visuais e sonoros são utilizados sempre com muita habilidade, valendo a pena fazer referência à utilização do som como elemento que intensifica a violência vista. O sangue, o olho ferido, a pele lanhada pelas chicotadas e as feridas que se vão produzindo com o castigo são imagens que se tornam intensas com o recurso de acompanhar cada chicotada com um som forte de pancada. O som contribui tanto quanto a imagem para o efeito de violência que o filme produz, levando a uma tensão tão forte que o espectador deseja que o filme sofra uma suspensão, desejo que Gibson atende, aliviando a tensão pelas cenas de flashback.
O filme é falado em aramaico, latim e hebraico. É um elemento importante na composição, na medida em que produz um efeito de autenticidade que vem exatamente do estranhamento lingüístico. O “Quid est veritas” dito por Pilatos, dirigindo-se a Cristo, que responde em latim, produz um efeito de autenticidade que “What is the truth” com sotaque americano jamais produziria. O aramaico e o latim falados no filme têm um efeito sonoro correspondente ao da paisagem, do vestuário, dos personagens que vivem a história. Contribuem para o efeito de verossimilhança. Mas para Gibson têm um significado também religioso, pois ele chegou a afirmar: “O Espírito Santo trabalhou por meu intermédio durante o filme”.
Os produtores de Hollywood não se interessaram pelo filme. Gibson produziu sozinho, o que lhe deu grande liberdade de criação. A falta de interesse se deveu, segundo alguns críticos, ao filme não ser falado em inglês, o que obrigaria à produção de legendas. O público americano médio não está acostumado a ler legendas. Com isso, criou-se um problema de distribuição, já que o mercado distribuidor está vinculado diretamente à produção. Gibson contornou o problema através de uma ação de marketing prévia junto aos pastores do chamado Cinturão Bíblico, região sul dos Estados Unidos, onde a população é predominantemente evangélica, uma forma de fundamentalismo religioso. Os pastores induziram os fiéis a assistirem ao filme, que rendeu, na primeira semana de exibição, quatro vezes o custo de produção, sucesso repetido no resto do mundo, especialmente no Brasil.
Autor: PROF. JOÃO RIBEIRO, coordenador do “Núcleo de Empregabilidade” da Anhanguera/Unibero, São Paulo – SP
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (1)
Esse filme prende a atenção de quem está assistindo, pois é uma produção muito crítica. Você pode vê-lo várias vezes e a sensação será a mesma. O filme passa uma situação delicada e a sua produção é baseada em detalhes que o nosso inconsciente, ao vê-los, decodifica a mensagem fazendo com que nos imaginemos na situação, querendo fazer algo para ajudar, querendo “entrar” no filme e modificar a história.
Há vários fatores cinematográficos que, nas diversas cenas, prendem o espectador e transmitem o drama como a luz, que, no começo e em boa parte do filme, é baixa e escura, passando um ar de medo, insegurança e suspense. As cores, como as utilizadas nas roupas de todas as personagens do filme, sempre têm algo escuro (mesmo quando a roupa é branca, há algo que a sobrepõe com cores escuras, não havendo cores leves ou alegres). Os sons são elementos relevantes nas cenas de angústia, sofrimento, ambiente, conversação, choro e até mesmo nos maus-tratos que Cristo sofreu, como as chibatadas que recebeu e as marteladas no momento da crucificação.
Os efeitos especiais como a gota de chuva caindo e o começo da destruição do templo, a tortura de Cristo, a queda de Cristo na ponte, encontrando Judas escondido onde aparece uma figura demoníaca, retratam os efeitos digitais bem elaborados. Os planos de fundo e lugares utilizados para o filme mostram estruturas da época, como templos, utensílios pessoais, móveis etc, abrangendo mais a história.
O jogo de câmera é bem utilizado em cenas que têm como objetivo passar a mensagem do mal: a aparição do demônio que no começo do filme com um olhar forte e atraente; logo em seguida, a serpente que vai a Cristo para transmitir maldição; a cena do suicídio de Judas, em que o demônio também aparece. Sim, as câmeras trabalham uma linguagem subliminar.
Na minha opinião, o filme foi produzido para impressionar o espectador com a da situação hedionda enfrentada por Jesus Cristo, e quem é religioso fica ainda mais impressionado, pois a produção mostra cenas fortes para marcar quem está assistindo e convidar à reflexão. Mas valeu.
Autor: RAFAEL AIELO MARTON, aluno do 2º Período de Design Digital da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (2)
O filme retrata as últimas 12 horas de vida de Jesus Cristo, do momento em que ele vai rezar no Jardim das Oliveiras, até sua morte na cruz. São mostradas algumas passagens bíblicas, como a negação de Pedro, a traição de Judas, o julgamento que resulta na crucificação, e a tortura infligida a Jesus.
Eu não sou católico e nunca li a Bíblia. Naturalmente, já entrei em igrejas e, ademais, sei um pouco sobre a história de Cristo. Mas depois que vi esse filme, quase que real (pelo menos para mim), senti uma sensação de estar ali vivendo aquele momento, aquela época, e vendo todo o sofrimento da pessoa a qual diziam ser um farsante.
Uma angústia me dominou ao ver cenas de extrema violência, onde o corpo praticamente perde os braços na cruz, com as juntas e medulas desconjuntadas, e faltando-lhe pele e muito sangue.
Pergunto-me como poderia haver pessoas tão cruéis naquela época, a ponto de torturar uma pessoa até a morte e, pior, crucificá-la como se fosse um nada. Os carrascos sentiam prazer em acabar com uma pessoa por meio de chicotadas e o público ria de ver o próximo (assim dizia Jesus) sendo atacado e dilacerado. Infelizmente, a violência, o sadismo e o ódio gratuito ainda imperam na sociedade atual...
Esse é um filme que considero ver novamente, talvez. Digo isso não por ser um filme ruim, mas sim por ser muito sangrento. Confesso que, se não fosse pela faculdade, eu não o teria visto, já que nunca tive algum interesse em vê-lo devido a alguns comentários que ouvira. Mas eu adorei o filme, apesar de não saber se realmente segue o que está escrito na Bíblia. Tenho quase certeza de que não segue a narração dos fatos, isso se foi realmente o que aconteceu.
É praticamente impossível sabermos, em detalhes, como tudo teria ocorrido, num pretérito tão remoto, e, mesmo em filmes, é mais impossível ainda representar a história do jeito que nós a conhecemos hoje, ou do jeito que cada religião acredita ser o correto. O filme apresenta, sobretudo, o ponto de vista do diretor.
O que podemos agregar ao nosso conhecimento é que a violência existiu no passado, existe no presente, e não tão cedo nos livraremos dela no futuro. Tenho pena de nossos filhos e netos, que não poderão aproveitar o mundo como deveria ser, sem medos e dúvidas sobre o porquê de o ser humano agir de tal forma.
Autor: ANDRÉ LUIZ C. BENTO, aluno do 4º Período de Design Digital (noite), da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (3)
Carnificina gratuita para estômagos fortes
A Paixão de Cristo, do atípico e fetichista diretor Mel Gibson, retrata as últimas 12 horas de Jesus Cristo com cenas fortes e violência extrema.
Gibson consegue fazer de um tema produzido dezenas de vezes um longa dramático e emocionante, focando muito na trilha sonora, maquiagem, fotografia, filmagens em câmera lenta e na tentativa de equilíbrio com algumas passagens bíblicas e flashbacks entre as chibatadas que arrancam pedaços da carne do suposto filho de Deus.
O filme, que basicamente se resume a um banho de sangue, é forte, severamente forte. Se a idéia de Mel Gibson era realmente chocar, ele atingiu seu objetivo da maneira mais sádica possível.
Creio que houve em todas as pessoas, em algum momento do filme, aquele sentimento de repugnância para com as pessoas que maltratavam Jesus de Nazaré. Os Romanos são os monstros e os Judeus, mentirosos e hipócritas, deixando óbvias, de certa forma, mas não confirmadas, as reais intenções do diretor fervorosamente católico.
No geral, o filme, em qualquer momento, dá a ênfase necessária para o sacrifício em si, raramente contando sobre os apóstolos ou sobre a família de Jesus. Algumas cenas ficam perdidas no roteiro, e outras são reconhecidas somente por quem realmente conhece e se interessa pelo Novo Testamento da Bíblia. Com poucos detalhes, o diretor, que já é um expert em transmitir a violência de maneira chocante, conseguiu nos jogar para dentro do filme, fazendo-nos sentir o mesmo mal que as pessoas que gostam de Jesus sentiam ao seu redor (ainda que de forma exagerada em diversos aspectos). O sofrimento de Jesus é explícito, mas o filme peca em não se aprofundar no porquê de todo o sofrimento. Em minha opinião, seria mais impactante e emocionante se o roteiro detalhasse a história para as pessoas realmente saberem o real valor de Jesus no mundo ou o real motivo das decisões dos Judeus, ao invés de apenas disseminar uma mensagem anti-semitista sem muito embasamento e, indubitavelmente, parcial.
Autor: DANIEL REIS, aluno do 1º Período de Publicidade e Propaganda, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
VISÃO DISCENTE (4)
O filme A Paixão de Cristo conta a história da crucificação de Jesus com algumas passagens de outros momentos bíblicos conhecidos. O diretor Mel Gibson usa essas outras passagens para quebrar um pouco o impacto que tamanha violência causa. Caso isso não fosse feito, provavelmente muitos espectadores não agüentariam assistir ao filme até o final.
Gibson atinge exatamente o objetivo a que se propõe, que é causar revolta e um sentimento de culpa e pena.
Autora: DEBBYÊ C. R. BRASIL, aluna do 1º Período de Design Digital, da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS / SESSÃO PIPOCA: "PAIXÃO DE CRISTO"
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31 de março - Exposição no Centro Cultural
DESIGN DE LIVROS NA ESPANHA E PAISAGENS DO IRÃ
Em 31 de março próximo passado, a turma do 3º Período de Design Digital esteve no Centro Cultural São Paulo, em minha companhia, para visitar a exposição Prontos para ler – o design de livros na Espanha.
Utilizando o espaço central da Biblioteca do Centro Cultural, os livros foram selecionados de modo a destacar o trabalho dos melhores designers gráficos da indústria editorial moderna em obras de ensaio e literatura, arte, design, coleções infantis e livros de artistas. A organização do ambiente, com mesas e luminárias, favoreceu o exame mais atento dos exemplares por parte dos alunos (como podemos perceber na foto em que aparecem Aline e Renata, da nossa Instituição).
Num segundo momento, aproveitando a ocasião, o grupo visitou a galeria em torno da mesma Biblioteca, prestigiando a exposição fotográfica Paisagens do Irã, que, diferentemente da maior parte das imagens veiculadas atualmente sobre o Oriente Médio, mostra-nos a visão colorida das mesquitas, dos jardins e mercados existentes nas cidades iranianas.
Autora: PROFª IARA B. PASTA, dos cursos de Comunicação Social da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: EXPOSIÇÃO NO CENTRO CULTURAL
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31 de março - Visita ao MIS
Alunos de Design Digital visitam exposição de ilustrações no MIS
Os alunos do primeiro semestre de Design Digital visitaram, no último dia de março, a exposição "Ilustração Contemporânea de Livros Infantis na Alemanha", no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS). A visita faz parte das atividades extra classe na disciplina de Desenho e foi conduzida por mim, Prof. Gabriel Cavalheiro, responsável pela disciplina na Anhanguera-Unibero.
Fruto de uma parceria entre o Goethe-Institut e o Museu de Livros Ilustrados de Troisdorf, a exposição apresenta 65 ilustrações de treze artistas alemães – dos internacionalmente conhecidos, como Klaus Ensikat, Wolf Erbruch e Janosch, a artistas da nova geração. Da aquarela à criação digital, passando pela colagem, a exposição evidencia a qualidade, diversidade e variedade da ilustração infantil alemã e suas novas tendências.
A visita a uma exposição como essa é de fundamental importância para alunos do curso de Design Digital, uma vez que o contato com o que há de melhor no mercado de ilustração abre um vasto panorama de possibilidades para suas carreiras. Os alunos são apresentados a um enorme mercado, onde imperam a criatividade, a originalidade e a excelência, representadas por um amplo espectro de estilos e temas. Assim como em todas as outras incontáveis áreas que envolvem o Design Digital, nada melhor do que a busca incessante de ótimas referências para formar profissionais completos, criativos e inovadores.
Autor: PROF. GABRIEL CAVALHEIRO, titular da disciplina Desenho – Curso de Design Digital da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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Tradução de Textos Religiosos
O Código da Vinci e a Bíblia – livro traduzido por ex-aluna nossa
E há gente que ainda se aventura na comumente espinhosa área de tradução religiosa? Afinal, como diziam os antigos, com propriedade, falar sobre religião, política e futebol pode acirrar os ânimos!
Imaginemos, então, um livro que investiga e procura estabelecer o que é fato e o que é ficção em O Código Da Vinci, o aplaudido e igualmente combatido romance de Dan Brown... Além das críticas (ou elogios) ao trabalho do autor americano, tal livro sobre a obra também pode receber críticas e/ou elogios, e, se traduzido, temos, aí, mais um ingrediente para análise: a qualidade da tradução.
Entretanto, com a seriedade e a dedicação inatas, aliadas às orientações recebidas em nossa Instituição, Karina Carnassale Deana prova que tal desafio é possível. Tornou-se uma tradutora bastante requisitada, especialmente na área religiosa. E não está no mercado há muito tempo! Estamos falando de uma moça que ainda ontem era nossa aluna, haja vista ter concluído seu Bacharelado em Tradutor-Intérprete e sua Licenciatura em Letras em agosto do ano passado.
Em O Código Da Vinci e a Bíblia, os pesquisadores australianos Greenville Kent (pastor) e Philip Rodionoff (médico) já polemizam no título original inglês, The Da Vinci Decode, brilhantemente traduzido por Karina Deana e Delmar Freire no subtítulo “Seria o Cristianismo a Maior Fraude da História?”
A obra traduzida, datada de 2006, é da Casa Publicadora Brasileira (www.cpb.com.br), que, acompanhando a demanda nacional, depende cada vez mais de tradutores. Felizmente, o talento de Karina encontra lugar para sua expressão, em especial a partir do capítulo 6, quando a tradução e a redação são inteiramente suas e fluem deliciosamente em língua portuguesa. E este não é o seu primeiro trabalho para a editora, mas é, certamente, o que está dando mais pano para mangas, devido ao contexto em que está inserido.
Parabéns, Karina!
Autora: Profª Mônica Derito Ramos, editora da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
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22 de março
SESSÃO PIPOCA MATUTINA

“Os mais atentos pensam que podem escapar, mas, acredite, ao final todos serão surpreendidos.”
“O Ilusionista é um filme rico e elegante, cheio de mistério e personagens complexos.”
Estes foram alguns dos comentários dos críticos sobre “O Ilusionista”, filme que abriu a 1ª Sessão Pipoca Matutina, no dia 22 de março.
Ao iniciar o evento, o coordenador Prof. Elwyn Lourenço Correia deu as boas-vindas a todos os alunos das turmas de Design Digital manhã – 1º, 2º e 3º Períodos –, oferecendo chocolate quente, café e pão de queijo. Mas não houve pipoca!
Após a sessão, o Prof. Fabiano Salomão e as professoras Danielle Nastari e Iara Pasta pontuaram os aspectos que o filme apresentou, contribuindo para que o alunos tivessem uma visão mais focada nos objetivos das disciplinas lecionadas no curso.
Confira, a seguir, os aspectos ressaltados pelos alunos de Design Digital.
Resenha crítica: “O Ilusionista”

Essa foi aquela “Sessão Pipoca” que dificilmente será apagada de nossas memórias. Mistério, fantasia, ilusão, romance, magia, arte e espiritualidade foram os ingredientes usados nas dosagens certas e em momentos precisos para prender a nossa atenção, tanto é que, logo no início, a platéia já ficou “ligada”.
Confesso que a introdução do filme transmite um ar de “filmão” de época cansativo, mas tal conceito cai nos primeiros cinco minutos de exibição. Depois, é olho grudado na “telona” até o final.
No filme, é bem visível que o diretor deu um enfoque todo especial ao setor de fotografia. Os tons em sépia aplicados e a baixa iluminação acabaram caindo como uma luva na proposta, colocando em evidência a época em que a história é vivenciada, sem falar na valorização que a baixa luminosidade concede ao ilusionismo, causando um belíssimo efeito em determinadas cenas. Esta ótima história mostra a mágica (ilusionismo) de forma clássica, suave e criativa, como algo inspirador.
Eisenheim é um ilusionista que carrega consigo um grande diferencial. A cada nova apresentação, o público impressiona com criatividade usada em seus números, pois ele, assim como um “designer de produto”, desenvolve um verdadeiro projeto para a execução de sua magia. Tão criativas e ilusórias são essas apresentações que acabam por despertar um certo desconforto no inspetor-chefe de polícia, que tenta, de um modo ou de outro, desmascarar o ilusionista. Essas ações são várias vezes comandadas pelo príncipe da corte, que está prestes a se casar com Sophie (grande amor do ilusionista na juventude). Eisenheim se reencontra com Sophie em uma de suas apresentações, e este momento dá início a mudanças que conferem suspense à história.
O filme acaba se tornando tão empolgante, mas tão empolgante, que causa um efeito ilusório na própria platéia, ao colocar em questão se Eisenheim possuía poderes paranormais ou se era tudo fruto de ilusionismo.
Trata-se de uma boa pedida para um final de semana, especialmente para aqueles que gostam de apreciar a mescla de arte e cinema.
Autor: DANIEL SOUZA NERI (aluno do 3º Período de Design Digital matutino) / Anhanguera Educacional – Unibero, São Paulo
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
DADOS TÉCNICOS E APRECIAÇÃO: “o ilusionista”
Ficha Técnica
Título Original: The Illusionist
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2006
Direção: Neil Burger / Roteiro: Neil Burger, baseado em história de Steven Millhauser / Fotografia: Dick Pope / Desenho de Produção: Ondrej Nekvasil / Figurino: Ngila Dickson / Edição: Naomi Geraghty / Efeitos Especiais: Universal Production Partners.
Site Oficial: http://www.theillusionist.com
Elenco
Edward Norton (Eisenheim)
Paul Giamatti (Inspetor-chefe Uhl)
Jessica Biel (Sophie)
Rufus Sewell (Príncipe Leopold)
Eddie Marsan (Josef Fischer)
Jake Wood (Jurka)
Tom Fisher (Willigut)
Vincent Franklin (Loschek)
Philip McGough (Dr. Hofzinser)
Michael Carter (Von Thurnburg)
Aaron Johnson (Eisenheim - jovem)
Eleanor Tomlinson (Sophie - jovem)
Andreas Grothusen (Pai de Eisenheim)
Brian Caspe (Assistente de Eisenheim)
Sinopse
O famoso ilusionista Eisenheim (Edward Norton) assombra as platéias de Viena com seu impressionante espetáculo de mágica. Suas apresentações despertam a curiosidade de um dos mais poderosos e céticos homens da Europa, o Príncipe Leopold (Rufus Sewell). Certo de que as mágicas não passam de fraudes, Leopold vai ao show de Eisenheim disposto a desmascará-lo. Quando Sophie (Jessica Biel), noiva de Leopold, é chamada ao palco para participar de um número, ela reconhece em Eisenheim uma paixão juvenil. Eles iniciam um romance clandestino e o príncipe delega a um inspetor de polícia (Paul Giamatti) a missão de expor a verdade por trás do trabalho do mágico. Este, no entanto, prepara-se para executar a maior de suas ilusões.
Curiosidades sobre o filme
1) Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Fotografia.
2) Recebeu uma indicação ao Independent Spirit Awards de Melhor Roteiro.
3) O orçamento de “O Ilusionista” foi de US$ 16,5 milhões.
4) Adaptação de Eisenheim, O Ilusionista, livro escrito por Steven Millhauser.
APRECIAÇÃO
Não tenho muito o quê dizer, já que esta foi a minha 1ª Sessão Pipoca e, para mim, foi muito agradável.
Ao Prof. Elwyn, que teve a idéia de criar a “Sessão Pipoca”, seguem os meus sinceros parabéns, pois o evento, além de tirar alunos e professores de sua rotina diária (as aulas), combina estudo e lazer – tudo em um só momento! Afinal, só o fato de estar em outro ambiente para acompanhar um filme, seguido de análises de professores, que nos convidam à reflexão e ao questionamento, é muito bom! Além de tudo, é uma atividade complementar que corrobora o conteúdo programático do curso.
Que venha a próxima “Sessão Pipoca” para o período matutino, mesmo que sem pipoca, mas com muitos pãezinhos de queijo!
Autor: CAIO LEANDRO (aluno do 1º Período de Design Digital matutino) / Anhanguera Educacional – Unibero, São Paulo
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: SESSÃO PIPOCA: O ILUSIONISTA
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20 de março: Perdemos um grande amigo
O INESQUECÍVEL PROFESSOR FERNANDO DANTAS
Aos 30 minutos do dia de 20/03/2007, terça-feira, o nosso querido amigo e professor Fernando Lopes Dantas, 48, voltou ao Reino do Senhor, apesar de todos os esforços da medicina dos homens, da fé inabalável da família, e de toda a imensa torcida em prol de sua cura. Ele estava doente e em tratamento havia quase um ano e batalhou com galhardia até o fim.
O sepultamento, realizado no Cemitério Jardim da Serra, às 15h do mesmo dia, foi um momento pleno de respeito e paz, e enorme foi o comparecimento de familiares, amigos, alunos, ex-alunos e tantas outras pessoas que um dia tiveram a felicidade de conhecer este homem de incalculável quilate humano e profissional.
A “Missa de 7º Dia”, em 26 de março, foi mais um momento de emoção pela perda deste grande homem, amigo e professor. A celebração aconteceu na Paróquia São José do Ipiranga, que, locupletada, emanou paz e conforto aos familiares e, certamente, agradecimentos sinceros ao amigo e mestre, hoje na Eternidade. Foi lindo observar pessoas das mais diversas religiões (cristãs e não cristãs) reunidas para homenagear este ser de Deus realmente digno dos adjetivos “humano”, “notável”, “doce” e “justo”.
Nosso amigo deixou esposa, filhinho de 2 anos de idade, pais, irmãos, familiares por parte da esposa e incontáveis amigos. Estava em nossa Instituição desde 1991, lecionando diversas disciplinas no curso de Tradutor-Intérprete e, mais recentemente, também no curso de Relações Internacionais. Espargiu e semeou o bem, o conhecimento e a humildade, e é exatamente por isso que está à direita do Senhor.
Valeu, Nandinho! Valeu, meu Amigo!
Autora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS, editora da Anhanguera Educacional – Unibero, São Paulo
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17/03/2007: Projeto Incubadora de Empresas
VISITA TÉCNICA A SANTANA DO PARNAÍBA
Com o objetivo de conhecer pessoalmente a iniciativa empreendedora e seus aspectos práticos, os alunos do curso de Administração, no dia 17/03/07, monitorados pelo Professor Caio César Saraiva, e com o apoio da nossa Pró-Reitoria Acadêmica, realizaram visita técnica à Incubadora de Empresas localizada na cidade de Santana do Parnaíba. Acompanhemos o relatório do professor e as fotografias feitas no local.
Apresentação: Prof. Carlos Roberto Cardoso, coordenador dos Cursos de Administração da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
Relatório da visita técnica
I - Instituição visitada
Incubadora de Empresas de Santana do Parnaíba
Av. Tenente Marques, 5.405 - Fazendinha
Santana do Parnaíba - SP
CEP: 06525-001
Fone: 4156-4034
Gerente: Marco Aurélio
II - Objetivos da visita
1. conhecer o espaço físico de uma incubadora de empresas;
2. conhecer o espaço físico das empresas incubadas;
3. conhecer os serviços prestados pela incubadora;
4. ter a oportunidade de entrar em contato com os empreendedores incubados e ouvir deles relatos de suas experiências;
5. agregar conhecimento para elaborar o Plano de Negócios de uma empresa que tenha a como meta.
III - A visita
O grupo da Anhanguera/Unibero, constituído por alunos dos 6º e 7º períodos dos Cursos de Administração, chegou a Santana do Parnaíba por volta de 9h30. O Sr. Marco Aurélio nos conduziu ao seu escritório e descreveu as características da incubadora que dirige, relatando os serviços que presta e o perfil das empresas incubadas. Aproveitando o ensejo, os alunos puderam esclarecer algumas dúvidas em relação à atividade de incubação de empresas. Após essa sessão inicial, o gerente nos levou para um tour pelas instalações.
Os alunos visitaram as áreas comuns da incubadora e as áreas privativas de algumas empresas, como a Aço Cortante (fone: 4156-4034), do empreendedor Carlo, e, de forma especial, a Detalhes Lingerie Confecções Ltda ME (fone 4156-1695), das Sras. Denise e Rose, que, ao darem as boas-vindas aos alunos, contaram um pouco de sua história pessoal e profissional até o momento em que decidiram se tornar empreendedoras.
Esses relatos pessoais costumam ser muito interessantes e estimulantes, pois demonstram as dificuldades que os empreendedores enfrentaram e ainda enfrentam para realizar e administrar o seu negócio. E a história de Denise e Rose não fugiu à regra: os alunos puderam perceber a dedicação e a perseverança dessas senhoras na condução da Detalhes Lingerie.
Autor do relatório e professor acompanhante: Caio Cesar Saraiva, Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS: PROJETO INCUBADORA DE EMPRESAS
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Design Digital: considerações sobre o primeiro texto do PAD
MUDANÇA
O que é mudança? Segundo o dicionário Michaelis, mudança significa alteração, modificação, variação. Estes três últimos itens tendem a assustar e deixar apreensivo qualquer ser humano. A quebra de um paradigma, ou de uma rotina exercida, geralmente tende a trazer uma idéia negativa na qual, inicialmente, a mudança é vista como prejudicial e sem resultados significativos. Porém, a verdade é que, na maioria das vezes, se planejada corretamente, a mudança tende a trazer benefícios em longo prazo.
Certas vezes, a mudança é quase que obrigatória no campo profissional. Como exemplo, temos a marca Olivetti, fabricante de máquinas de escrever. Ora, não é necessário enfatizar que o uso de máquinas de escrever na atualidade é praticamente nulo. Se o interesse da empresa não era de fechar suas portas, certamente deveria operar uma mudança. O campo mais próximo seria o da informática. Sendo assim, hoje podem ser encontrados teclados e até monitores para computadores. A quebra de um paradigma existiu, mas os resultados só foram obtidos com um grande investimento da empresa, juntamente com treinamento e contratação de mão-de-obra especializada. O foco mudou, mas a empresa ainda mantém sua marca.
Nossa vida profissional, de certa maneira, pode ser comparada à rotina de um grande formigueiro: existe uma hierarquia, existem funções específicas e existem caminhos específicos. Se, porventura, alguém mexe no formigueiro ou pisa nele, caminhos são alterados. Inicialmente, pode ser observado um grande “tumulto” por parte das formigas, mas, com o tempo, elas se acalmam. Nem sempre o caminho é reconstruído, mas elas aprendem a usar a rota alternativa, voltando com a funcionalidade do formigueiro.
É necessário que desenvolvamos a capacidade de analisar qualquer mudança de maneira crítica. Que benefícios ela trará à nossa empresa e à nossa vida? Precisaremos de especialização? E os funcionários, em geral, aceitarão esta mudança inicialmente ou precisaremos comprovar melhoria de resultados para este aceite? Estas e outras perguntas devem ser feitas para que as mudanças sejam sempre positivas e para que tragam, principalmente, o aprendizado, além dos resultados.
Autores: Flávia Pasculli & Renan Justino (alunos do curso de Design Digital matutino)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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14 de março: 1ª sessão pipoca de 2007
LARANJA MECÂNICA: visão docente
A “1ª Sessão Pipoca de 2007” apresentou, no dia 14 de março, o filme Laranja Mecânica (título original: A Clockwork Orange), uma produção de 1971 dirigida pelo consagrado diretor Stanley Kubrick, adaptada do romance homônimo escrito por Anthony Burgess em 1962. Com o Auditório Mozart totalmente lotado, o Prof. Elwyn Lourenço Correia, coordenador dos cursos de DD e PP, agradeceu a presença de todos e passou a palavra ao autor desta análise.
O filme conta a história de um adolescente, Alex, líder de uma gangue futurista que pratica assaltos, espancamentos e estupros livremente pelas ruas de uma Londres decadente, cujos habitantes têm medo de sair à noite. Um dia Alex vai longe demais e, involuntariamente, comete um assassinato. Preso, sua única chance de sair da reclusão é participar como cobaia de uma experiência de engenharia social desenvolvida para eliminar tendências criminosas. O clássico de Anthony Burgess explora de modo muito inteligente o significado da liberdade e o conflito entre o bem e o mal.
Assim sendo, o filme possibilitou uma associação direta com fatos e acontecimentos que atualmente assolam o mundo e a sociedade brasileira e instigou o processo reflexivo sobre o relacionamento, cada vez mais próximo e freqüente, entre a violência social e a juventude. São inúmeros os casos de jovens brasileiros envolvidos com o crime, tanto no papel de vítimas ocasionais (como foi o episódio recente do menino arrastado por um carro conduzido pelos assaltantes), como protagonistas ativos da ação criminosa (basta acompanhar os casos de inúmeras gangues compostas por crianças e adolescentes).
O filme discute a questão da violência urbana e expõe de modo explícito o comportamento irresponsável de diferentes instituições sociais: O Estado e o partido da situação, o partido de oposição, a estrutura judiciária e penitenciária, a polícia, a igreja, a assistência social, a família, etc. Cada um defende interesses corporativos, sem, no entanto, apresentar uma solução adequada ao problema; pelo contrário, cada qual usa a questão da violência como componente ideológico a serviço da manutenção do poder estabelecido.
A transferência reflexiva para os dias atuais é instantânea: testemunhamos o desempenho de um modelo de Estado altamente burocratizado, engessado por leis e estruturas anacrônicas que não consegue desenvolver propostas eficazes para atender as principais reivindicações da sociedade brasileira. Tratando-se da segurança pública, o governo e a oposição demonstram total insensibilidade, mesmo diante dos acontecimentos estarrecedores envolvendo a execução de crianças e jovens.
Essas questões foram debatidas após a exibição do filme, oportunidade na qual alunos e professores presentes promoveram uma troca de idéias e de opiniões sobre o tema central (violência e juventude). Vários questionamentos interessantes surgiram a partir da insinuação cinematográfica, algo que comprova a vitalidade da obra e embasa a perfeita possibilidade de nova significação das idéias expostas por Kubrick e Burgess.
Da exibição de Laranja Mecânica sobra uma observação perturbadora (um ponto, inclusive, exaltado ao longo do debate com os alunos): o público demonstra uma certa indiferença diante das cenas de violência do filme. Isso demonstra que a violência ocupa, atualmente, um espaço corriqueiro nas nossas vidas, tornando-se algo banal e previsível.
A sociedade veste uma máscara fria, insensível e dissimulada diante da violência, até como forma de autodefesa. Por exemplo, na nossa cultura, tudo pode virar uma piada – o infortúnio do outro se transforma em deleite para outras pessoas, um jeito de suavizar os fatos, tornando tudo mais suportável. Isto não contribui para a solução de problemas tão sérios como é o hediondo casamento entre violência e juventude ou a prostituição de menores. É preciso rever alguns valores!
O filme enriqueceu o exercício acadêmico. Alunos e professores compartilharam uma excelente oportunidade para aprofundar idéias e desenvolver uma reflexão madura sobre os valores éticos e morais que desejamos expressar e defender na nossa sociedade. Todos os participantes da “1ª Sessão Pipoca 2007” deram uma inestimável contribuição para a luta contra a violência. Que a reflexão se transforme, aos poucos, em atitude social. A juventude brasileira agradece!
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART (Cursos de Design Digital e Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
LARANJA MECÂNICA: visão discente
Na quarta-feira 14 de março, alunos de diversas turmas dos Cursos de Comunicação puderam assistir na Sessão Pipoca um dos filmes mais brilhantes de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), baseado no livro de Anthony Burgess. Lançado em 1971 com a fama de violento, o filme continua atualíssimo e nos proporciona pensar e até fazer um paralelo com a realidade que estamos vivendo.
Alexander DeLarge (Alex) é um jovem sem escrúpulos que, com três companheiros (os seus “drugues”, como ele mesmo os chamava), forma uma gangue violenta. A gangue se diverte cometendo diversas atrocidades, como espancar um mendigo idoso, provocar acidentes na estrada, estuprar uma mulher diante de seu marido, e cometer assaltos, entre outras perversidades. O prazer destes jovens é praticar a violência.
Eles aplicam sempre o golpe de bater desesperadamente na porta de uma casa pedindo para usar o telefone, pois “um amigo sofreu um acidente e está entre a vida e a morte”. É com este golpe que eles invadem a casa de um escritor e Alex estupra uma mulher na frente de seu marido, cantando, tranqüilamente, “Singin’ in the Rain”. O ato vira manchete nos jornais.
O egocêntrico Alex também maltratava seus comparsas e os humilhava. Cansados e insatisfeitos com a liderança imposta (também sob violência) de Alex, o grupo arma uma cilada para seu líder decadente. É quando eles invadem a casa de uma senhora (que, desconfiada por ter lido os jornais, liga para a polícia), e Alex comete seu primeiro assassinato. Na hora da fuga, um “drugue” fere Alex no nariz com uma garrafa de leite – o que dá tempo para a polícia chegar e prendê-lo.
Na prisão há a questão das regras e burocracia. O oficial que conduz o jovem está caracterizado de Adolf Hitler. Condenado a 14 anos de reclusão, Alex finge se comportar bem apenas por ansiar sua liberdade; ele fica sabendo de um método de reabilitação, em fase experimental, chamado Ludovico. Esse método é promovido por um político interessado em se manter no poder (em época de eleição todo candidato promete acabar com a violência e investir na segurança apenas para garantir sua porcentagem de votos). O tratamento de quinze dias consiste em deixar Alex imóvel em uma camisa de força, à base de alucinógenos e com os olhos presos para não piscar, assistindo a cenas brutais de violência. Uma delas tem como música de fundo a 9ª Sinfonia de Beethoven, que ele tanto gostava. Até o prazer da música lhe é tirado. Esta lavagem cerebral tem por objetivo eliminar os instintos violentos do rapaz, que se torna impotente para lidar com ela. Após uma pequena prova de que o método Ludovico dá resultado, o padre que acompanhou Alex na prisão expressa que ele perdeu a liberdade de escolha.
Ao deixar a prisão, o jovem não consegue se reintegrar à sociedade: seus pais o rejeitam, o mendigo que um dia fora sua vítima executa a vingança, seus ex-companheiros (agora policiais) o torturam. É uma reação em cadeia: violência gera violência. Como uma sociedade assim pode ansiar pela paz?
O jovem, sem rumo, vai parar na casa do mesmo escritor cuja mulher fora violentada por ele. O escritor reconhece Alex, pois este canta “Singin’ in the Rain”. Sendo comunista, o escritor e seus amigos querem provar que o método Ludovico não funciona e, assim, derrubar o poder. Alex tenta o suicídio, mas não morre.
No hospital o ministro visita Alex com o intuito de mantê-lo como um joguete para a promoção de sua campanha. Alex então se volta para o lado dele, tornando-se um “laranja” neste jogo político. “Mecanicamente agindo”.
Alex e sua gangue têm um jeito próprio de se comportar e se vestir. Burgess misturou gírias inglesas com o russo, baseado no dialeto dos guetos, para compor a linguagem própria dos “drugues” (subjetiva e restrita ao mundinho que eles viviam).
O diretor Kubrick preservou muito do livro em seu filme. O autor (Burgess) faz com que a história se passe em um período futurista (ele já previra para onde caminharia a humanidade?). Alex e seus companheiros, no livro, são jovens entre 14 e 15 anos (praticamente crianças). O fato de serem viciados em leite denota que Kubrick trabalha com a analogia de que esses jovens eram apenas crianças.
O filme joga com a dualidade o tempo todo: o bem e o mal, o sagrado e o profano, e o jogo das cores (há uma predominância do vermelho), além da erotização de grande parte dos lugares onde se passam as cenas. Nossa sociedade prega essa erotização; as crianças e jovens têm a sua infância roubada.
Ao final dessa Sessão Pipoca, o Professor Maurício Goulart, que sempre reforça a importância dos debates na universidade, promoveu discussões e reflexões a respeito do filme, sempre estabelecendo links com a realidade em que vivemos e a atmosfera de violência: a questão da juventude, que é o alicerce de uma sociedade e que cresce sem perspectiva, além da banalização da violência e nossa indiferença diante dessa situação. Como podemos verdadeiramente mudar a realidade se somos indiferentes a ela?
Autora: ANA MARIA RIBEIRO, 5º Período de Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
GALERIA DE FOTOS/ SESSÃO PIPOCA: LARANJA MECÂNICA
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12 a 14 de março: Eventos de Turismo agitam São Paulo
GASTRONOMIA & TURISMO
O Unibero, a primeira unidade da Anhanguera na cidade de São Paulo, marcou presença em dois dos mais importantes eventos do turismo brasileiro: o 20º CIHAT – Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo – e a FISTUR – Feira Internacional de Serviços de Turismo.
O Prof. Celso dos Santos Silva, titular da área de Alimentos e Bebidas dos cursos de Turismo e Administração Hoteleira, coordenou e apresentou o Festival Gastronômico, no qual foram apresentadas as novidades do setor, bem como técnicas utilizadas na preparação de pratos requintados, demonstradas ao vivo por famosos chefes de cozinha do Brasil e do mundo.
Já na área acadêmica, o Prof. Dr. Marcelo Vilela de Almeida, docente da área de Planejamento Turístico da Instituição, proferiu palestra sobre o planejamento para o turismo sustentável, tema central dos debates contemporâneos sobre o turismo e principal eixo do curso de graduação do Unibero.
Além da participação oficial dos dois docentes, e da visita maciça dos estudantes do curso, diversos alunos tiveram a oportunidade de atuar como estagiários no evento, complementando sua formação e adquirindo experiência profissional.
O 20º CIHAT e a FISTUR ocorreram simultaneamente, entre 12 e 14 de março, no Pavilhão de Exposições do Anhembi em São Paulo, e contaram com a participação de representantes de todo o trade turístico, e de muitas autoridades e estudantes, em exposições, seminários, debates e festivais.
Autora: PROFª DRª CÉLIA SERRANO, coordenadora do Curso de Turismo da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
GALERIA DE FOTOS: EVENTO DE TURISMO
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Aprender Turismo Fazendo Turismo
Os alunos do 7º período de Turismo do Unibero estão praticando o que mais gostam de fazer: aprender e praticar turismo. Na disciplina Roteiros Turísticos, conduzida pelo Prof. Ms. Paulo Jorge Carvalho, nossos alunos, além de estudar as técnicas de elaboração de roteiros, têm experimentado, na prática, o resultado de suas próprias propostas, elaboradas em sala de aula sob a supervisão do docente.
Quinzenalmente, eles realizam passeios a pé por diferentes regiões da cidade e visitas técnicas aos seus principais atrativos turísticos. Dentre outras, já foram visitadas as regiões da Luz e do Centro, incluindo o Museu da Língua Portuguesa e o Mercado Municipal, bem como a região da Bela Vista e do Bixiga, com ida à Casa da Dª Yayá, tombada como Patrimônio Histórico, onde o grupo assistiu a um show de blues. Houve, ainda, visitas ao Museu do Bixiga, à Igreja Nª Srª Achiropita e ao GRES Vai-Vai. O percurso foi finalizado com almoço em cantina típica do bairro (foto).
Estão ainda previstos: passeio a pé pela região do Brás e da Moóca, passando pela famosa Casa das Retortas e pelo Memorial do Imigrante, e ao bairro da Liberdade, com visita técnica ao Museu da Imigração Japonesa.
Este tipo de atividade é fundamental para a formação do bacharel em turismo, que precisa conhecer e valorizar, antes de mais nada, seu próprio local de moradia, além de vivenciar as rotinas da profissão.
Autora: PROFª DRª CÉLIA SERRANO, coordenadora do Curso de Turismo da Anhanguera/Unibero – São Paulo – SP
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Super palestra em 09 de março
LINUX NA TV?
No dia 9 de março de 2007, Ricardo Alexandre Caetano, especialista em Segurança da Informação e excelente profissional em Linux, apresentou a palestra intitulada Linux na TV? aos alunos do 4º período do curso de Gestão de Sistemas de Informação e também aos alunos do 6º e do 7º períodos do curso de Design Digital do Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO-ANHANGUERA).
Para começar, o palestrante discorreu sobre a TV Digital e apresentou o projeto em desenvolvimento sobre IP.TV (Internet na TV), do qual faz parte como um dos 16 funcionários no Brasil responsáveis pela programação e implantação do aparelho que será conectado às televisões e permitirá o acesso à Internet.

Apresentou aos alunos a importância da especialização na área de informática, com conhecimentos em Linux, Java, linguagem C e C++ e, aos alunos de Design Digital, apontou o futuro promissor para os profissionais dessa área com a implementação da TV interativa no Brasil. Com essa tecnologia, todas as famílias que tiverem, em casa, o aparelho adequado (que terá o formato de uma “caixa” e fará conexão com os televisores instalados), poderão acessar a Internet, verificar seus e-mails, participar de chats etc. Esse aparelho terá o Linux como sistema operacional, possibilitando aos usuários a gravação dos programas prediletos da TV. Dessa forma, tais usuários poderão agendar a programação e assisti-la quando assim o desejarem.
Através desse aparelho, os televisores terão a interface de um browser, com a visualização de vários canais simultaneamente, possibilitando às pessoas a escolha do programa predileto para assistir. Enquanto o usuário assiste à sua novela, por exemplo, poderá também se comunicar com outras pessoas por e-mails, chats etc.
A IP.TV permitirá que sejam utilizados, em uma mesma aplicação, recursos integrados como chat,exibição de filmes e transferência de arquivos. Possibilitará, também, que sejam realizadas enquetes com todos os usuários conectados, apresentando resultados instantaneamente. Nas enquetes, os telespectadores poderão responder se estão gostando ou não da programação da TV e, com esses resultados, a audiência e a satisfação do público poderão ser analisadas em tempo real.
Ricardo contou aos alunos vários fatos sobre o mercado de trabalho promissor, para o qual estão sendo selecionados profissionais com especialização em Java, Linux, HTML, XHTML, CSS, linguagem C e design de interação e interface. Afinal, a preocupação dos profissionais dessa área de comunicação visual será o desenvolvimento de interfaces agradáveis para diversos tipos de público.
O diferencial desta palestra, brilhantemente proferida por Ricardo Alexandre Caetano, foi a preocupação constante em comentar sobre o mercado de trabalho, tanto para profissionais da área de desenvolvimento em informática, como para profissionais da área de design digital e comunicação visual para internet. A fala do nosso convidado foi tão cativante, que, ao final, os alunos, para continuar a ouvi-lo e aprender mais, dirigiram-lhe diversas perguntas interessantes. Ricardo esclareceu todas as dúvidas e deu dicas importantes sobre a implementação desse projeto no Brasil.
GALERIA DE FOTOS: LINUX NA TV?
Autora: PROFª REJANE TONIDANDEL DUTRA WRONOWSKI – Coordenadora dos Cursos de Informática e Professora no Curso de Design Digital do UNIBERO-ANHANGUERA
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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08 de março
DIA INTERNACIONAL DA MULHER: O PRECONCEITO AINDA VIVE
Na semana passada deparamo-nos com notícias dos protestos contra a campanha da grife Dolce&Gabbana que mostra um homem dominando uma mulher no chão, enquanto outros quatro contemplam a cena. Várias associações, como a Anistia Internacional e a Confederação Geral Italiana do Trabalho, entre outras, condenaram a campanha por incentivar um processo social que aceita a violência contra a mulher.
A deplorável campanha é mais um capítulo de todo o violento processo discriminatório que permanece latente em toda a sociedade, e, ao utilizar o caminho da exploração das mulheres como objetos de venda, em busca do lucro fácil, as áreas de comunicação alimentam o preconceito.
No Brasil, campanhas de cervejas, principalmente, esbanjam grosserias e preconceitos contra a mulher. Mas isso não se resume apenas aos produtos ditos masculinos. Quem ainda se lembrar de uma ingênua(?) propaganda de uma marca de creme dental em que um rapaz “rouba” um beijo de uma moça está convidado a também refletir se a ação de forçar a mulher a um contato íntimo pode ser diferenciada entre os atos de estuprar e beijar à força.
Em pleno século XXI, ainda persistem leis e costumes que impedem ou violam os direitos da mulher à dignidade humana. Segundo a seção espanhola da Anistia Internacional, em seu relatório La discriminación, raíz de la violencia: ¡No a las leyes discriminatorias!, vários países mantêm leis que impedem mulheres de exercerem determinadas profissões, que não reconhecem o direito das mulheres ao voto, que limitam os direitos femininos dentro de matrimônios com relação ao divórcio ou aos direitos financeiros, que permitem a violência do homem contra sua esposa, que permitem aos estupradores livrarem-se da pena casando-se com a vítima, que condenam as mulheres (e somente as mulheres) ao apedrejamento em casos de adultério... E, enfim, outros tipos de violência.
Além das restrições definidas por leis, vários povos, em nome dos costumes morais, da religião e da cultura perpetram as maiores barbaridades contra as mulheres, chegando, até mesmo, à mutilação como método de restrição.
A violência doméstica contra as mulheres é, para a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Informe Mundial sobre Violência e Saúde de 2002, muito preocupante, pois é tão difundida que não distingue países de acordo com a economia, a religião predominante ou as tradições culturais. A agressão física e a violência sexual dentro das próprias famílias atingem níveis assustadores, tanto em países como Canadá, Estados Unidos, Suíça, Inglaterra e Japão, quanto no Brasil, na África do Sul, na Nicarágua, no México, no Egito e nas Filipinas.
A violência contra a mulher é, pois, muito mais do que uma questão criminal. As raízes da segregação estão profundamente arraigadas nas sociedades espalhadas por todo o mundo, o que deve nos levar a entender a peça publicitária da grife Dolce&Gabbana como mais um elemento de toda essa irracionalidade, e a condenação desta não pode ser feita como fato isolado dentro dos meios de comunicação, mas como parte de um sistema que continuamente desrespeita todos os direitos das mulheres, inclusive os mais íntimos.
Em 8 de março (quinta-feira, neste ano), comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”, data escolhida em homenagem às 140 mulheres que morreram, em 1857, quando protestavam por melhores condições de trabalho; um dia definido como marco da luta pela igualdade dos direitos entre homens e mulheres e um dia que ainda está muito longe de ser entendido.
Não há razão para a comemoração de tal data, com flores e congratulações às mulheres, haja vista que é um dia comum, como deveriam ser os outros 364 dias do ano. As mulheres merecem flores e homenagens, mas, acima de tudo, merecem, por parte da sociedade, uma reflexão sobre como mudar esse tétrico cenário. Quando os direitos das mulheres forem verdadeiramente respeitados, então este será um dia de festa. Por enquanto, é tão-somente uma data de muito sangue, trabalho árduo, suor e lágrimas.
Cabe também a todos nós, da Anhanguera-Unibero, a participação ativa nesta luta. Os professores devem estimular os alunos a pensarem de forma crítica a respeito do que é produzido em nossos meios de comunicação, e os alunos e futuros profissionais, por sua vez, têm o compromisso de lutar pela quebra deste perverso paradigma.
Referências:
Anistia Internacional. La discriminación, raíz de la violencia: ¡No a las leyes discriminatorias! Disponível em http://www.es.amnesty.org/nomasviolencia/docs/ informes_ai/01temas/03violencia_comunidad/08estados/No_a_las_leyes_discriminatorias.pdf
OMS. Female genital mutilation. Disponível em
http://www.who.int/mediacentre /factsheets/fs241/en/
OMS. Intimate Partner Violence Facts. Disponível em http://www.who.int/violence_injury_prevention/violence/global_campaign/en/ipvfacts.pdfOMS.
Sexual Violence Facts. Disponível em
http://www.who.int/violence_injury _prevention/violence/global_campaign/en/sexualviolencefacts.pdf
* IMPORTANTE - O autor e aluno David Griman, ao submeter o artigo ao coordenador de seu curso, Prof. Ms. Elwyn Lourenço Correia, solicitou que, em caso de publicação no IBERO NEWS ON-LINE, a polêmica foto da campanha da Dolce&Gabbana não fosse incluída. Assim, a editora, tendo em conta a dignidade do autor, estampa a foto de Madre Teresa de Calcutá (1910-1997), uma mulher que realmente fez a diferença. E, como sugere o autor, registramos aqui o link da notícia que originou este artigo:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2007/03/02/anistia_internacional_pede_retirada_de_propaganda
_da_dolcegabbana_na_italia_700509.html
Autor: DAVID GRIMAN - 3º Período de Design Digital - noite
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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3 de março: Visita Monitorada
ALUNOS E PROFESSORES DO UNIBERO VISITAM A EXPOSIÇÃO "LEONARDO DA VINCI, A EXIBIÇÃO DE UM GÊNIO"
No dia 03 de março de 2007, sábado, realizou-se uma visita monitora à exposição “Leonardo Da Vinci – a exibição de um gênio”, nas dependências da OCA, pavilhão de exposições do Parque do Ibirapuera. A visita, que ocorreu das 15h30 às 18h30, envolveu alunos dos cursos de Design Digital e Publicidade e Propaganda, e contou com a participação das Professoras Rose Maciel e Iara Pasta e do professor Maurício S. Goulart.
Inicialmente, levando em conta o número exorbitante de visitantes presentes na exposição, foram distribuídas algumas orientações aos alunos para facilitar o período de participação na mostra e para organizar certos detalhes operacionais (compra de ingressos, agrupamento dos alunos na porta da OCA, documentação da presença do corpo discente, captação do monitor interno, deslocamento pelos blocos temáticos etc).
Logo na entrada do espaço destinado à venda de produtos – a lojinha da OCA –, os alunos demonstraram profundo interesse e curiosidade: como será exposto o universo de Leonardo Da Vinci? Os professores, antecipadamente, transmitiram uma idéia geral do evento, ou seja, o objetivo principal seria uma abordagem acerca do perfil de cientista de Leonardo da Vinci, concentrando a atenção do público nas máquinas criadas pelo gênio florentino.
Com a participação do Senhor Cláudio (monitor da OCA), que explicou como a visita seria efetivada e quais aspectos da obra de Leonardo seriam analisados, iniciamos a descida da rampa na direção do primeiro bloco. Nesse momento, algo emocionou muito todos os participantes: a exposição dos cadernos de anotações de Leonardo Da Vinci (Codex).
Foi interessante observar, no semblante dos alunos, um sentimento misto de curiosidade, respeito e admiração. Nos olhos de cada aluno surgia um questionamento (confirmado pelo diálogo ao longo de toda mostra): como foi possível um único homem idealizar tantas coisas e investigar um número tão grande de áreas do saber humano? A resposta é simples e complexa. Algo que veremos amadurecer aos poucos, à medida que os alunos mergulhem no pensamento de Leonardo.
Na seqüência, o grupo pôde se deleitar com a reprodução de algumas obras famosas do mestre, destacando um breve corredor contendo trabalhos artísticos do pintor. Mais adiante, testemunhamos as belas reproduções dos seus desenhos de anatomia. Os alunos ficaram impressionados com o grau de detalhamento das estruturas do corpo humano (órgãos, músculos, tendões, ossos, etc). Tal momento ajudou a compreender a busca pelo conhecimento sobre a anatomia e a fisiologia humanas e, assim, traçamos um paralelo sobre os elementos conceituais do design: forma e função.
Esses conhecimentos anatômicos seriam utilizados no pensamento tecnológico de Leonardo, ou seja, usados na elaboração dos princípios mecânicos das suas invenções (o corpo humano entendido como uma máquina em movimento). Por intermédio dos esboços por ele realizados, como no caso do detalhamento sobre os movimentos do braço humano, foi ressaltado aos alunos o estudo das alavancas (máquinas simples) presentes no organismo do homem – conteúdo estudado nas aulas de ergonomia!
Após esse contato com os desenhos de anatomia, os alunos ingressaram no mundo científico de Leonardo Da Vinci: suas máquinas, criações mecânicas, projetos e invenções. Um fator importante do evento foi a decisão de expor a produção científica e tecnológica de Leonardo não por período histórico, mas levando em conta apenas as diferentes áreas de atuação: hidráulica, máquinas de guerra, máquinas voadoras, etc. Isso facilitou o entendimento dos alunos e possibilitou uma visão completa a respeito dos diferentes campos de atuação do pensamento do grande cientista.
Os alunos apreciaram esse momento, pois a exposição permite a manipulação de alguns modelos especialmente preparados para este fim, envolvendo os visitantes de forma ativa. Muitas indagações surgiram, os alunos levantaram inúmeras hipóteses sobre o funcionamento dos mecanismos, qual a utilidade de cada um, que conceitos físicos estavam presentes no pensamento do mestre Leonardo e como foi possível explorar tantas soluções para diferentes problemas. Leonardo provoca o aluno a pensar na resposta mais razoável: o mestre florentino nutria a mais pura e incontrolável paixão pelo saber, queria conhecer tudo, entender os mais diferentes fenômenos físicos e naturais, sonhava em desvendar os segredos do universo. Desta forma, levando em conta seu insaciável apetite intelectual, Leonardo Da Vinci nunca abandonou o comportamento de “aprendiz”. Buscou, incansavelmente, o aprendizado de técnicas em variados ramos do saber.
Essa sede incontrolável de Leonardo pelo conhecimento serviu de tema para muitas discussões com os alunos ao longo de toda a exposição. Analisando o seu temperamento investigativo e comportamento multifacetado, os alunos perceberam o enriquecimento intelectual que surge quando desbravamos novos horizontes. Leonardo serve perfeitamente como paradigma para o homem da era informacional, que prima pelo empreendedorismo, a inovação e a criatividade em produtos e serviços.
Na fase final da exposição, encontramos uma ala especialmente reservada aos seus estudos sobre as máquinas voadoras (planador, molinete, pára-quedas, etc). Também encontramos uma projeção sobre a criação da obra “A Última Ceia”, um pequeno grupo de pinturas que reproduzem alguns dos principais trabalhos de Da Vinci (Mona Lisa, São Jerônimo, Senhora com Arminho, entre outros), e uma sala que exibia um DVD sobre a vida e a obra de Leonardo.
Assim sendo, os alunos de Design Digital e Publicidade e Propaganda vivenciaram um pouco da produção de Leonardo Da Vinci e, como conseqüência imediata do contato com as obras exibidas, demonstraram uma profunda admiração pela figura do gênio e por seu esforço invejável na busca pela compreensão dos segredos do mundo. Sem dúvida, o encontro representou uma grande oportunidade no aprimoramento cultural dos nossos alunos e possibilitou uma reflexão mais profunda sobre as competências essenciais ao profissional do século XXI: curiosidade, criatividade, inventividade, empreendedorismo, etc. Obrigado, Senhor Da Vinci!
Autor: PROF. MAURÍCIO S. GOULART (Cursos de Design Digital e Publicidade e Propaganda da Anhanguera/Unibero)
Foto: Elton Bastos (aluno do 3º Período noturno de Design Digital da Anhanguera/Unibero)
Editora: PROFª MÔNICA DERITO RAMOS (Anhanguera/Unibero)
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Ponto de Vista
UNIBERO-ANHANGUERA: RUMO AO SUCESSO
"Pode-se facilmente compreender uma criança que tenha medo do escuro. A verdadeira tragédia da vida é quando homens e mulheres adultos têm medo da luz." Platão
Consolidou-se, no dia 8 de fevereiro próximo passado, a venda do Centro Hispano-Brasileiro de Cultura, entidade mantenedora do UNIBERO, ao grupo Anhanguera Educacional, cujo presidente e reitor, Prof. Dr. Antonio Carbonari Netto, tem longa carreira no Magistério Superior e é celebrado em nosso país como um dos ícones da Educação moderna.
Assim, todo e qualquer medo que “o novo” possa gerar é totalmente infundado no caso do UNIBERO, instituição constituída por adultos que fazem coro com Platão, o inesquecível filósofo grego (428 a.C.–347 a.C.). Nós vemos a Educação como a única luz possível para a sobrevivência e o crescimento.
A Anhanguera Educacional, que tem a mesma visão, é um grupo mantenedor de faculdades cujos fundadores e colaboradores são todos da área da Educação, ou seja, são pessoas sérias e comprometidas com o processo que tem como meta o fornecimento de ferramentas para que os educandos realizem seus projetos de vida.
Com faculdades nas cidades de Campinas, Indaiatuba, Jundiaí, Leme, Limeira, Matão, Piracicaba, Pirassununga, Rio Claro, Santa Bárbara d’Oeste, São José dos Campos, Sorocaba, Taubaté, Valinhos e Anápolis (em Goiás), a Anhanguera finalmente chega a São Paulo com toda a força e experiência que possui e, com a tradição do UNIBERO, sela uma parceria de sucesso.
Continuamos a ser o Centro Universitário Ibero-Americano (UNIBERO), apenas sob os cuidados de uma nova mantenedora. Em verdade, o fato agrega valor e amizade, pois os laços afetivos com o Centro Hispano continuarão, o nome UNIBERO será preservado e, com a vinda da Anhanguera para cá, ganhamos mais amigos e podemos, então, colocar em prática uma variedade incrível de projetos, cursos e sonhos.
Seja bem-vinda, Anhanguera!
Visite o site da ANHANGUERA EDUCACIONAL e saiba tudo sobre cursos, projetos, bibliotecas, laboratórios, apoio à comunidade e muito mais: http://www.unianhanguera.edu.br
Profª Ms. Mônica Derito Ramos, editora da ANHANGUERA/UNIBERO
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Homenagem
TRAGÉDIA DO METRÔ E POESIA
A vida sempre apresenta facetas insólitas, como, por exemplo, o fato de Valéria Marmit, uma das vítimas da tragédia do metrô de São Paulo, estar carregando um livro de poesias quando o microônibus em que ela se encontrava foi tragado pela cratera subitamente aberta no asfalto.
No dia 12 de janeiro próximo passado, quando o canteiro de obras da futura Estação Pinheiros desabou, Valéria, formada em Direito, e prestes a fazer o exame da Ordem (OAB, Ordem dos Advogados do Brasil) que ocorreria no domingo 20, portava o livro La Poesía de Federico García Lorca. Por uma dessas coincidências do destino, tratava-se de uma publicação datada de 1998 e editada pela então Faculdade Ibero-Americana – o atual UNIBERO. A autoria é do Prof. Dr. Julio García Morejón, fundador desta Casa e um dos maiores incentivadores para que aqui também oferecêssemos um curso de Direito (como realmente o oferecemos).
A voz de García Lorca, assassinado em 1936, durante a Guerra Civil Espanhola, foi covardemente calada, mas sua obra está mais viva do que nunca, sendo objeto constante de interesse e estudos no mundo inteiro.
O exemplar que estava em posse de Valéria, cujo corpo foi encontrado no dia 16, mostrava que a leitura fora interrompida na página 67, que, curiosamente, reproduzia um documento do poeta no qual este comentava sobre a dificuldade de definir “poesia”, arrematando que deixava tal tarefa a cargo dos críticos e professores.
No sepultamento do corpo de Valéria, sua família entregou o livro, que estava em condições precárias, ao governador José Serra. A nós, do UNIBERO, resta a pergunta: como Valéria teria tal exemplar, haja vista que os livros do Prof. Morejón nunca foram comercializados? Ele escrevia e distribuía sua vasta produção a amigos, alunos e professores. No entanto, a Srª Marmit nunca tivera vínculos com o UNIBERO. Quem a teria presenteado com tal exemplar? Que alcance é esse da poesia, que pode brotar como uma flor em meio a uma tragédia?
Profª Ms. Mônica Derito Ramos, editora do UNIBERO
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